"os" --- Diversas interfaces de sistema operacional
***************************************************

**Código-fonte:** Lib/os.py

======================================================================

Este módulo fornece uma maneira simples de usar funcionalidades que
são dependentes de sistema operacional. Se você quiser ler ou escrever
um arquivo, veja "open()"; se o que quer é manipular estruturas de
diretórios, veja o módulo "os.path"; e se quiser ler todas as linhas,
de todos os arquivos na linha de comando, veja o módulo "fileinput".
Para criar arquivos e diretórios temporários, veja o módulo
"tempfile"; e, para manipulação em alto nível de arquivos e
diretórios, veja o módulo "shutil".

Notas sobre a disponibilidade dessas funções:

* O modelo dos módulos embutidos dependentes do sistema operacional no
  Python é tal que, desde que a mesma funcionalidade esteja
  disponível, a mesma interface é usada; por exemplo, a função
  "os.stat(path)" retorna informações estatísticas sobre *path* no
  mesmo formato (que é originado com a interface POSIX).

* Extensões específicas a um sistema operacional também estão
  disponíveis através do módulo "os", mas usá-las é, naturalmente, uma
  ameaça à portabilidade.

* Todas as funções que aceitam nomes de caminhos ou arquivos, aceitam
  objetos bytes e string, e resultam em um objeto do mesmo tipo, se um
  caminho ou nome de arquivo for retornado.

* Em VxWorks, os.popen, os.fork, os.execv e os.spawn*p* não são
  suportados.

* Nas plataformas WebAssembly, Android e iOS, grandes partes do módulo
  "os" não estão disponíveis ou se comportam de maneira diferente.
  APIs relacionadas a processos (por exemplo, "fork()", "execve()") e
  recursos (por exemplo, "nice()") não estão disponíveis. Outros como
  "getuid()" e "getpid()" são emulados ou esboços. As plataformas
  WebAssembly também não possuem suporte para sinais (por exemplo,
  "kill()", "wait()").

Nota:

  Todas as funções neste módulo levantam "OSError" (ou suas
  subclasses) no caso de nomes e caminhos de arquivos inválidos ou
  inacessíveis, ou outros argumentos que possuem o tipo correto, mas
  não são aceitos pelo sistema operacional.

exception os.error

   Um apelido para a exceção embutida "OSError".

os.name

   O nome do módulo importado, dependente do sistema operacional.
   Atualmente, os seguintes nomes foram registrados: "'posix'",
   "'nt'", "'java'".

   Ver também:

     "sys.platform" tem uma granularidade mais fina. "os.uname()"
     fornece informações de versão específicas do sistema.

     O módulo "platform" fornece verificações detalhadas sobre a
     identificação do sistema.


Nomes de arquivos, argumentos de linha de comando e variáveis de ambiente
=========================================================================

No Python, nomes de arquivos, argumentos da linha de comando, e
variáveis de ambiente são representadas usando o tipo string. Em
alguns sistemas, decodificar essas strings de e para bytes é
necessário antes de passá-las para o sistema operacional. Python usa o
*tratador de erros e codificação do sistema de arquivos* para realizar
essa conversão (veja "sys.getfilesystemencoding()").

O *tratador de erros e codificação do sistema de arquivos* são
configurados na inicialização do Python pela função "PyConfig_Read()":
veja os membros "filesystem_encoding" e "filesystem_errors" do
"PyConfig".

Alterado na versão 3.1: Em alguns sistemas a conversão, usando a
codificação do sistema de arquivos, pode falhar. Neste caso, Python
usa o manipulador de erro de codificação surrogateescape, o que
significa que bytes não decodificados são substituídos por um
caractere Unicode U+DC*xx* na decodificação, e estes são novamente
traduzidos para o byte original na codificação.

A *codificação de sistema de arquivos* precisa garantir que todos os
bytes abaixo de 128 serão decodificados com sucesso. Se a codificação
do sistemas de arquivos falhar em garantir isso, funções de API podem
levantar "UnicodeError".

Veja também a *codificação da localidade*.


Modo UTF-8 do Python
====================

Adicionado na versão 3.7: Veja **PEP 540** para mais detalhes.

O Modo UTF-8 do Python ignora a *codificação da localidade* e força o
uso da codificação UTF-8:

* Usa UTF-8 como a *codificação do sistema de arquivos*.

* "sys.getfilesystemencoding()" retorna "'utf-8'".

* "locale.getpreferredencoding()" retorna "'utf-8'" (o argumento
  *do_setlocale* não causa efeito).

* "sys.stdin", "sys.stdout" e "sys.stderr" usam UTF-8 como codificação
  de texto, com o tratador de erros "surrogateescape" sendo habilitado
  para "sys.stdin" e "sys.stdout" ("sys.stderr" continua a usar
  "backslashreplace" como faz no modo padrão com reconhecimento de
  localidade)

* No Unix, "os.device_encoding()" retorna "'utf-8'" invés da
  codificação do dispositivo.

Observe que as configurações de fluxo padrão no modo UTF-8 podem ser
substituídas por "PYTHONIOENCODING" (assim como podem estar no modo
com reconhecimento de localidade padrão).

Como consequência das mudanças nessas APIs de baixo  nível, outras
APIs de alto nível também exibem comportamentos padrões diferentes:

* Argumentos de linha de comando, variáveis de ambiente e nomes de
  arquivos são decodificados em texto usando a codificação UTF-8.

* "os.fsdecode()" e "os.fsencode()" usam a codificação UTF-8.

* "open()", "io.open()" e "codecs.open()" usam a codificação UTF-8 por
  padrão. No entanto, elas ainda usam o tratador de erros estrito por
  padrão, de modo que a tentativa de abrir um arquivo binário no modo
  de texto provavelmente levantará uma exceção em vez de produzir
  dados sem sentido.

O Modo UTF-8 do Python está habilitado se a localidade LC_CTYPE for
"C" ou "POSIX" na inicialização do Python (veja a função
"PyConfig_Read()").

Ele pode ser habilitado ou desabilitado utilizando a opção "-X utf8"
da linha de comando e a variável de ambiente "PYTHONUTF8".

Se a variável de ambiente "PYTHONUTF8" não está com valor definido,
então o interpretador usa por padrão a configuração de localidade
atual, *a menos que* a localidade atual esteja identificada como uma
localidade legada baseada em ASCII (como descrita para
"PYTHONCOERCECLOCALE"), e a coerção de localidade estiver desabilitada
ou falhar. Nessas localidades legadas, o interpretador irá habilitar
por padrão o modo UTF-8 a menos que seja explicitamente instruído para
não fazer isso.

O Modo UTF-8 do Python só pode ser ativado na inicialização do Python.
Seu valor pode ser lido de "sys.flags.utf8_mode".

Veja também o modo UTF-8 no Windows e o *tratador de erros e
codificação do sistema de arquivos*.

Ver também:

  **PEP 686**
     Python 3.15 utilizará Modo UTF-8 do Python por padrão.


Parâmetros de processo
======================

Essas funções e itens de dados fornecem informações e operam no
processo e usuário atuais.

os.ctermid()

   Retorna o nome do arquivo correspondente ao terminal de controle do
   processo.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.environ

   Um objeto *mapeamento* onde as chaves e valores são strings que
   representam o ambiente do processo. Por exemplo, "environ['HOME']"
   é o nome do caminho do seu diretório pessoal (em algumas
   plataformas), e é equivalente a "getenv("HOME")" em C.

   Este mapeamento é capturado na primeira vez que o módulo "os" é
   importado, normalmente durante a inicialização do Python, como
   parte do processamento do arquivo "site.py". Mudanças no ambiente
   feitas após esse momento não são refletidas em "os.environ", exceto
   pelas mudanças feitas modificando "os.environ" diretamente.

   Este mapeamento pode ser usado para modificar o ambiente, além de
   consultá-lo. "putenv()" será chamado automaticamente quando o
   mapeamento for modificado.

   No Unix, chaves e valores usam "sys.getfilesystemencoding()" e o
   tratador de erros "'surrogateescape'". Use "environb" se quiser
   usar uma codificação diferente.

   No Windows, as chaves são convertidas em maiúsculas. Isso também se
   aplica ao obter, definir ou excluir um item. Por exemplo,
   "environ['monty'] = 'python'" mapeia a chave "'MONTY'" para o valor
   "'python'".

   Nota:

     Chamar a função "putenv()" diretamente não muda "os.environ", por
     isso é melhor modificar "os.environ".

   Nota:

     Em algumas plataformas, incluindo FreeBSD e Mac OS X, a
     modificação de "environ" pode causar vazamentos de memória.
     Consulte a documentação do sistema para "putenv()".

   Você pode excluir itens neste mapeamento para remover definição de
   variáveis de ambiente. "unsetenv()" será chamado automaticamente
   quando um item é excluído de "os.environ", e quando um dos métodos
   "pop()" ou "clear()" é chamado.

   Ver também: A função "os.reload_environ()".

   Alterado na versão 3.9: Atualizado para ter suporte aos operadores
   de mesclagem ("|") e de atualização ("|=") da **PEP 584**.

os.environb

   Versão bytes de "environ": um objeto de *mapeamento* onde as chaves
   e valores são objetos "bytes" representando o ambiente do processo.
   "environ" e "environb" são sincronizados (modificar "environb"
   atualiza "environ", e vice versa).

   "environb" está disponível somente se "supports_bytes_environ" for
   "True".

   Adicionado na versão 3.2.

   Alterado na versão 3.9: Atualizado para ter suporte aos operadores
   de mesclagem ("|") e de atualização ("|=") da **PEP 584**.

os.reload_environ()

   Os mapeamentos "os.environ" e "os.environb" são um cache de
   variáveis de ambiente no momento em que o Python foi iniciado.
   Dessa forma, alterações no ambiente do processo atual não são
   refletidas se feitas fora do Python, ou por "os.putenv()" ou
   "os.unsetenv()". Use "os.reload_environ()" para atualizar
   "os.environ" e "os.environb" com quaisquer alterações no ambiente
   do processo atual.

   Aviso:

     Esta função não é segura para thread. Chamá-la enquanto o
     ambiente está sendo modificado em outra thread é um comportamento
     indefinido. Ler de "os.environ" ou "os.environb", ou chamar
     "os.getenv()" durante o recarregamento, pode retornar um
     resultado vazio.

   Adicionado na versão 3.14.

os.chdir(path)
os.fchdir(fd)
os.getcwd()

   Essas funções são descritas em: Arquivos e diretórios.

os.fsencode(filename)

   Codifica o *filename* *caminho ou similar* para *tratador de erros
   e codificação do sistema de arquivos*; retorna "bytes" inalterados.

   "fsdecode()" é a função inversa.

   Adicionado na versão 3.2.

   Alterado na versão 3.6: Adicionado suporte para aceitar objetos que
   implementam a interface "os.PathLike".

os.fsdecode(filename)

   Decodifica o *objeto caminho ou similar* *filename* do *tratador de
   erros e codificação do sistema de arquivos*; retorna "str"
   inalterada.

   "fsencode()" é a função inversa.

   Adicionado na versão 3.2.

   Alterado na versão 3.6: Adicionado suporte para aceitar objetos que
   implementam a interface "os.PathLike".

os.fspath(path)

   Retorna a representação do sistema de arquivos do caminho
   (argumento *path*).

   Se um objeto "str" ou "bytes" é passado, é retornado inalterado.
   Caso contrário, o método "__fspath__()" é chamado, e seu valor é
   retornado, desde que seja um objeto "str" ou "bytes". Em todos os
   outros casos, "TypeError" é levantada.

   Adicionado na versão 3.6.

class os.PathLike

   Uma *classe base abstrata* para objetos representando um caminho do
   sistema de arquivos, como, por exemplo, "pathlib.PurePath".

   Adicionado na versão 3.6.

   abstractmethod __fspath__()

      Retorna a representação do caminho do sistema de arquivos do
      objeto.

      O método deverá retornar somente objetos "str" ou "bytes",
      preferencialmente "str".

os.getenv(key, default=None)

   Retorna o valor da variável de ambiente *key* como uma string se
   existir, ou *default* se não existir. *key* é uma string. Note que
   uma vez que "getenv()" utiliza "os.environ", o mapeamento de
   "getenv()" é também similarmente  capturado na importação, e a
   função pode não refletir futuras mudanças no ambiente.

   No Unix, chaves e valores são decodificados com a função
   "sys.getfilesystemencoding()" e o o manipulador de erros
   "'surrogateescape'". Use "os.getenvb()" se quiser usar uma
   codificação diferente.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

os.getenvb(key, default=None)

   Retorna o valor da variável de ambiente *key* como bytes se
   existir, ou *default* se não existir. *key* deve ser bytes. Note
   que uma vez que "getenvb()" utiliza "os.environb", o mapeamento de
   "getenvb()" é também similarmente capturado na importação, e a
   função pode não refletir futuras mudanças no ambiente.

   "getenvb()" está disponível somente se "supports_bytes_environ" for
   "True".

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.2.

os.get_exec_path(env=None)

   Retorna a lista de diretórios que serão buscados por um executável
   nomeado, semelhante a um shell, ao iniciar um processo. *env*,
   quando especificado, deve ser um dicionário de variáveis de
   ambiente para procurar o PATH. Por padrão, quando *env* é "None",
   "environ" é usado.

   Adicionado na versão 3.2.

os.getegid()

   Retorna o ID do grupo efetivo do processo atual. Isso corresponde
   ao bit "set id" no arquivo que está sendo executado no processo
   atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.geteuid()

   Retorna o ID de usuário efetivo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.getgid()

   Retorna o ID do grupo real do processo atual.

   Disponibilidade: Unix.

   A função é uma simulação em WASI, veja Plataformas WebAssembly para
   mais informações.

os.getgrouplist(user, group, /)

   Retorna a lista de IDs de grupo aos quais *user* pertence. Se
   *group* não estiver na lista, ele será incluído; normalmente,
   *group* é especificado como o campo de ID de grupo do registro de
   senha para *user*, porque esse ID de grupo será potencialmente
   omitido.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.3.

os.getgroups()

   Retorna a lista de IDs de grupos suplementares associados ao
   processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Nota:

     No Mac OS, o comportamento da função "getgroups()" difere um
     pouco de outras plataformas Unix. Se o interpretador Python foi
     compilado para distribuição na versão "10.5", ou anterior,
     "getgroups()" retorna a lista de IDs de grupos efetivos,
     associados ao processo do usuário atual; esta lista é limitada a
     um número de entradas definido pelo sistema, tipicamente 16, e
     pode ser modificada por chamadas para "setgroups()" se tiver o
     privilégio adequado. Se foi compilado para distribuição na versão
     maior que "10.5", "getgroups()" retorna a lista de acesso de
     grupo atual para o usuário associado ao ID de usuário efetivo do
     processo; a lista de acesso de grupo pode mudar durante a vida
     útil do processo, e ela não é afetada por chamadas para
     "setgroups()", e seu comprimento não é limitado a 16. O valor da
     constante "MACOSX_DEPLOYMENT_TARGET", pode ser obtido com
     "sysconfig.get_config_var()".

os.getlogin()

   Retorna o nome do usuário conectado no terminal de controle do
   processo. Para a maioria dos propósitos, é mais útil usar
   "getpass.getuser()", já que esse último verifica as variáveis de
   ambiente "LOGNAME" ou "USERNAME" para descobrir quem é o usuário, e
   retorna para "pwd.getpwuid(os.getuid())[0]" para obter o nome de
   login do ID do usuário real atual.

   Disponibilidade: Unix, Windows, not WASI.

os.getpgid(pid)

   Retorna o ID do grupo de processo com *pid*. Se *pid* for 0, o ID
   do grupo do processos do processo atual é retornado.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.getpgrp()

   Retorna o ID do grupo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.getpid()

   Retorna o ID do processo atual.

   A função é uma simulação em WASI, veja Plataformas WebAssembly para
   mais informações.

os.getppid()

   Retorna o ID do processo pai. Quando o processo pai é encerrado, no
   Unix, o ID retornado é o do processo init (1); no Windows, ainda é
   o mesmo ID, que pode já estar sendo reutilizado por outro processo.

   Disponibilidade: Unix, Windows, not WASI.

   Alterado na versão 3.2: Adicionado suporte para Windows.

os.getpriority(which, who)

   Obtém prioridade de agendamento de programa. O valor *which* é um
   entre "PRIO_PROCESS", "PRIO_PGRP" ou "PRIO_USER", e *who* é
   interpretado em relação a *which* (um identificador de processo
   para "PRIO_PROCESS", identificador do grupo de processos para
   "PRIO_PGRP" e um ID de usuário para "PRIO_USER"). Um valor zero
   para *who* indica (respectivamente) o processo de chamada, o grupo
   de processos do processo de chamada ou o ID do usuário real do
   processo de chamada.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.3.

os.PRIO_PROCESS
os.PRIO_PGRP
os.PRIO_USER

   Parâmetros para as funções "getpriority()" e "setpriority()".

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.3.

os.PRIO_DARWIN_THREAD
os.PRIO_DARWIN_PROCESS
os.PRIO_DARWIN_BG
os.PRIO_DARWIN_NONUI

   Parâmetros para as funções "getpriority()" e "setpriority()".

   Disponibilidade: macOS

   Adicionado na versão 3.12.

os.getresuid()

   Retorna uma tupla (ruid, euid, suid) indicando os IDs de usuário
   real, efetivo e salvo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.2.

os.getresgid()

   Retorna uma tupla (rgid, egid, sgid) indicando os IDs de grupos
   real, efetivo e salvo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.2.

os.getuid()

   Retorna o ID de usuário real do processo atual.

   Disponibilidade: Unix.

   A função é uma simulação em WASI, veja Plataformas WebAssembly para
   mais informações.

os.initgroups(username, gid, /)

   Chama o initgroups() do sistema para inicializar a lista de acesso
   ao grupo com todos os grupos dos quais o nome de usuário
   especificado é membro, mais o ID do grupo especificado.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

   Adicionado na versão 3.2.

os.putenv(key, value, /)

   Define a variável de ambiente denominada *key* como a string
   *value*. Tais mudanças no ambiente afetam os subprocessos iniciados
   com "os.system()", "popen()" ou "fork()" e "execv()".

   Atribuições a itens em "os.environ" são automaticamente traduzidas
   em chamadas correspondentes para "putenv()"; entretanto, chamadas
   para "putenv()" não atualizam "os.environ", então é preferível
   atribuir itens de "os.environ". Isso também se aplica a "getenv()"
   e "getenvb()", que usam respectivamente "os.environ" e
   "os.environb" em suas implementações.

   Veja também a função "os.reload_environ()".

   Nota:

     Em algumas plataformas, incluindo FreeBSD e Mac OS X, a
     modificação de "environ" pode causar vazamentos de memória.
     Consulte a documentação do sistema para "putenv()".

   Levanta um evento de auditoria "os.putenv" com os argumentos "key",
   "value".

   Alterado na versão 3.9: A função está agora sempre disponível.

os.setegid(egid, /)

   Define o ID do grupo efetivo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

os.seteuid(euid, /)

   Define o ID do usuário efetivo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

os.setgid(gid, /)

   Define o ID do grupo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

os.setgroups(groups, /)

   Define a lista de IDs de grupo suplementares associados ao processo
   atual como *groups*. *groups* deve ser uma sequência e cada
   elemento deve ser um número inteiro identificando um grupo. Esta
   operação normalmente está disponível apenas para o superusuário.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Nota:

     No Mac OS X, o comprimento de *groups* não pode exceder o número
     máximo definido pelo sistema de IDs de grupo efetivos,
     normalmente 16. Consulte a documentação de "getgroups()" para
     casos em que ele pode não retornar o mesmo grupo de listas
     definido chamando setgroups().

os.setns(fd, nstype=0)

   Reassocia a thread atual com um espaço de nomes do Linux. Veja as
   páginas man *setns(2)* e *namespaces(7)* para mais detalhes.

   Se *fd* se refere a um link "/proc/*pid*/ns/", "setns()" reassocia
   a thread de chamada com o espaço de nomes associado a esse link, e
   *nstype* pode ser definido como uma das constantes CLONE_NEW* para
   impor restrições na operação ("0" significa sem restrições).

   Desde o Linux 5.8, *fd* pode se referir a um descritor de arquivo
   PID obtido de "pidfd_open()". Neste caso, "setns()" reassocia a
   thread chamadora em um ou mais dos mesmos espaços de nomes que o
   thread referenciado por *fd*. Isso está sujeito a quaisquer
   restrições impostas por *nstype*, que é uma máscara de bits que
   combina uma ou mais das constantes CLONE_NEW*, por exemplo
   "setns(fd, os.CLONE_NEWUTS | os.CLONE_NEWPID)". As associações do
   chamador em espaços de nomes não especificados permanecem
   inalteradas.

   *fd* pode ser qualquer objeto com um método "fileno()" ou um
   descritor de arquivo bruto.

   Este exemplo reassocia a thread com o espaço de nomes de rede do
   processo "init":

      fd = os.open("/proc/1/ns/net", os.O_RDONLY)
      os.setns(fd, os.CLONE_NEWNET)
      os.close(fd)

   Disponibilidade: Linux >= 3.0 with glibc >= 2.14.

   Adicionado na versão 3.12.

   Ver também: A função "unshare()".

os.setpgrp()

   Executa a chamada de sistema "setpgrp()" ou "setpgrp(0, 0)"
   dependendo da versão implementada (se houver). Veja o manual do
   Unix para a semântica.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.setpgid(pid, pgrp, /)

   Executa a chamada de sistema "setpgid()" para definir o ID do grupo
   do processo com *pid* para o grupo de processos com o id *pgrp*.
   Veja o manual do Unix para a semântica.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.setpriority(which, who, priority)

   Define a prioridade de agendamento de programa. O valor *which* é
   um entre "PRIO_PROCESS", "PRIO_PGRP" ou "PRIO_USER", e *who* é
   interpretado em relação a *which* (um identificador de processo
   para "PRIO_PROCESS", identificador do grupo de processos para
   "PRIO_PGRP" e um ID de usuário para "PRIO_USER"). Um valor zero
   para *who* indica (respectivamente) o processo de chamada, o grupo
   de processos do processo de chamada ou o ID do usuário real do
   processo de chamada. *priority* é um valor na faixa de -20 a 19. A
   prioridade padrão é 0; prioridades menores resultam em um
   agendamento mais favorável.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.3.

os.setregid(rgid, egid, /)

   Define os IDs de grupo real e efetivo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

os.setresgid(rgid, egid, sgid, /)

   Define os IDs de grupo real, efetivo e salvo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

   Adicionado na versão 3.2.

os.setresuid(ruid, euid, suid, /)

   Define os IDs de usuário real, efetivo e salvo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

   Adicionado na versão 3.2.

os.setreuid(ruid, euid, /)

   Define os IDs de usuário real e efetivo do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

os.getsid(pid, /)

   Executa a chamada de sistema "getsid()". Veja o manual do Unix para
   semântica.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.setsid()

   Executa a chamada de sistema "setsid()". Veja o manual do Unix para
   semântica.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.setuid(uid, /)

   Define o ID de usuário do processo atual.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

os.strerror(code, /)

   Retorna a mensagem de erro correspondente ao código de erro em
   *code*. Nas plataformas em que "strerror()" retorna "NULL" quando
   recebe um número de erro desconhecido, "ValueError" é levantada.

os.supports_bytes_environ

   "True" se o tipo de sistema operacional nativo do ambiente estiver
   em bytes (por exemplo, "False" no Windows).

   Adicionado na versão 3.2.

os.umask(mask, /)

   Define o umask numérico atual e retorna o umask anterior.

   A função é uma simulação em WASI, veja Plataformas WebAssembly para
   mais informações.

os.uname()

   Retorna informações identificando o sistema operacional atual. O
   valor retornado é um objeto com cinco atributos:

   * "sysname" - nome do sistema operacional

   * "nodename" - nome da máquina na rede (definido pela
     implementação)

   * "release" - lançamento do sistema operacional

   * "version" - versão do sistema operacional

   * "machine" - identificador de hardware

   Para compatibilidade com versões anteriores, esse objeto também é
   iterável, comportando-se como uma tupla de 5 elementos contendo
   "sysname", "nodename", "release", "version" e "machine" nessa
   ordem.

   Alguns sistemas truncam "nodename" para 8 caracteres ou para o
   componente principal; uma maneira melhor de obter o nome do host é
   "socket.gethostname()" ou até mesmo
   "socket.gethostbyaddr(socket.gethostname())".

   No macOS, iOS e Android, retorna o nome e a versão do *kernel* (ou
   seja, "'Darwin'" no macOS e iOS; "'Linux'" no Android).
   "platform.uname()" pode ser usada para obter o nome e a versão do
   sistema operacional voltado para o usuário no iOS e Android.

   Disponibilidade: Unix.

   Alterado na versão 3.3: Tipo de retorno foi alterado de uma tupla
   para um objeto tupla ou similar com atributos nomeados.

os.unsetenv(key, /)

   Cancela (exclui) a variável de ambiente denominada *key*. Tais
   mudanças no ambiente afetam subprocessos iniciados com
   "os.system()", "popen()" ou "fork()" e "execv()".

   A exclusão de itens em "os.environ" é automaticamente traduzida
   para uma chamada correspondente a "unsetenv()"; no entanto,
   chamadas a "unsetenv()" não atualizam "os.environ", por isso, na
   verdade é preferível excluir itens de "os.environ".

   Veja também a função "os.reload_environ()".

   Levanta um evento de auditoria "os.unsetenv" com o argumento "key".

   Alterado na versão 3.9: A função está agora sempre disponível e
   também está disponível no Windows.

os.unshare(flags)

   Desassocia partes do contexto de execução do processo e move-as
   para um espaço de nomes recém-criado. Veja a página man
   *unshare(2)* para mais detalhes. O argumento *flags* é uma máscara
   de bits, combinando zero ou mais constantes CLONE_*, que especifica
   quais partes do contexto de execução devem ser descompartilhadas de
   suas associações existentes e movidas para um novo espaço de nomes.
   Se o argumento *flags* for "0", nenhuma alteração será feita no
   contexto de execução do processo de chamada.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.16.

   Adicionado na versão 3.12.

   Ver também: A função "setns()".

Sinalizações para a função "unshare()", se a implementação oferecer
suporte. Veja *unshare(2)* no manual do Linux para seu exato efeito e
disponibilidade.

os.CLONE_FILES
os.CLONE_FS
os.CLONE_NEWCGROUP
os.CLONE_NEWIPC
os.CLONE_NEWNET
os.CLONE_NEWNS
os.CLONE_NEWPID
os.CLONE_NEWTIME
os.CLONE_NEWUSER
os.CLONE_NEWUTS
os.CLONE_SIGHAND
os.CLONE_SYSVSEM
os.CLONE_THREAD
os.CLONE_VM


Criação de objetos arquivos
===========================

Estas funções criam novos *objetos arquivos*. (Veja também "open()"
para abrir os descritores de arquivos.)

os.fdopen(fd, *args, **kwargs)

   Retorna um objeto arquivo aberto conectado ao descritor de arquivo
   *fd*. Este é um apelido para a função embutida "open()" e aceita os
   mesmos argumentos. A única diferença é que o primeiro argumento de
   "fdopen()" deve ser sempre um inteiro.


Operações dos descritores de arquivos
=====================================

Estas funções operam em fluxos de E/S referenciados usando descritores
de arquivos.

Descritores de arquivos são pequenos números inteiros correspondentes
a um arquivo que foi aberto pelo processo atual. Por exemplo, a
entrada padrão geralmente é o descritor de arquivo 0, a saída padrão 1
e erro padrão 2. Outros arquivos abertos por um processo serão então
atribuídos 3, 4, 5, e assim por diante. O nome "descritor de arquivo"
é um pouco enganoso; em plataformas UNIX, sockets e pipes também são
referenciados como descritores de arquivos.

O método "fileno()" pode ser usado para obter o descritor de arquivo
associado a um *objeto arquivo* quando solicitado. Note-se que usar o
descritor de arquivo diretamente ignorará os métodos do objeto
arquivo, ignorando aspectos como buffer interno de dados.

os.close(fd)

   Fecha o descritor de arquivo *fd*.

   Nota:

     Esta função destina-se a E/S de baixo nível e deve ser aplicada a
     um descritor de arquivo retornado por "os.open()" ou "pipe()".
     Para fechar um "objeto arquivo" retornado pela função embutida
     "open()" ou por "popen()" ou "fdopen()", use seu método
     "close()".

os.closerange(fd_low, fd_high, /)

   Fecha todos os descritores de arquivos de *fd_low* (inclusivo) a
   *fd_high* (exclusivo), ignorando erros. Equivalente a (mas muito
   mais rápido do que):

      for fd in range(fd_low, fd_high):
          try:
              os.close(fd)
          except OSError:
              pass

os.copy_file_range(src, dst, count, offset_src=None, offset_dst=None)

   Copia *count* bytes do descritor de arquivo *src*, começando no
   deslocamento *offset_src*, para o descritor de arquivo *dst*,
   começando no deslocamento *offset_dst*. Se *offset_src* for "None",
   *src* será lido a partir da posição atual; respectivamente para
   *offset_dst*.

   No kernel Linux anterior a 5.3, os arquivos apontados por *src* e
   *dst* devem residir no mesmo sistema de arquivos, caso contrário,
   uma exceção "OSError" é levantada com "errno" definido como
   "errno.EXDEV".

   Essa cópia é feita sem o custo adicional de transferência de dados
   do kernel para o espaço do usuário e depois de volta para o kernel.
   Além disso, alguns sistemas de arquivos podem implementar
   otimizações extras, como o uso de reflinks (ou seja, dois ou mais
   nós-i que compartilham ponteiros para os mesmos blocos de disco
   copy-on-write; os sistemas de arquivos suportados incluem btrfs e
   XFS) e cópia do lado do servidor (no caso de NFS).

   A função copia bytes entre dois descritores de arquivo. As opções
   de texto, como a codificação e o final da linha, são ignoradas.

   O valor de retorno é a quantidade de bytes copiados. Ele pode ser
   inferior à quantidade solicitada.

   Nota:

     No Linux, "os.copy_file_range()" não deve ser usada para copiar
     um intervalo de um pseudo arquivo de um sistema de arquivos
     especial como procfs e sysfs. Ele nunca copiará byte algum e
     retornará 0 como se o arquivo estivesse vazio devido a um
     problema conhecido do kernel do Linux.

   Disponibilidade: Linux >= 4.5 with glibc >= 2.27.

   Adicionado na versão 3.8.

os.device_encoding(fd)

   Retorna uma string descrevendo a codificação do dispositivo
   associado a *fd* se estiver conectado a um terminal; senão retorna
   "None".

   No Unix, se o Modo UTF-8 do Python estiver habilitado, retorna
   "'UTF-8'" ao invés da codificação do dispositivo.

   Alterado na versão 3.10: No Unix, a função agora implementa o Modo
   UTF-8 do Python.

os.dup(fd, /)

   Retorna uma cópia do descritor de arquivo *fd*. O novo descritor de
   arquivo é não-herdável.

   No Windows, ao duplicar um fluxo padrão (0: stdin, 1: stdout, 2:
   stderr), o novo descritor de arquivo é herdável.

   Disponibilidade: not WASI.

   Alterado na versão 3.4: O novo descritor de arquivo agora é não-
   herdável.

os.dup2(fd, fd2, inheritable=True)

   Duplica o descritor de arquivo *fd* como *fd2*, fechando o último
   antes disso, se necessário. Retorna *fd2*. O novo descritor de
   arquivo é herdável por padrão ou não-herdável se *inheritable* for
   "False".

   Disponibilidade: not WASI.

   Alterado na versão 3.4: Adicionado o parâmetro opcional
   *inheritable*.

   Alterado na versão 3.7: Retorna *fd2* em caso de sucesso.
   Anteriormente, retornava sempre "None".

os.fchmod(fd, mode)

   Altera o modo do arquivo dado por *fd* ao *mode* numérico. Veja a
   documentação de "chmod()" para valores possíveis de *mode*. A
   partir do Python 3.3, isto é equivalente a "os.chmod(fd, mode)".

   Levanta um evento de auditoria "os.chmod" com os argumentos "path",
   "mode", "dir_fd".

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   A função é limitada em WASI, veja Plataformas WebAssembly para mais
   informações.

   Alterado na versão 3.13: Adicionado suporte no Windows.

os.fchown(fd, uid, gid)

   Altera o ID do proprietário e do grupo do arquivo dado por *fd*
   para o *uid* e *gid* numérico. Para deixar um dos IDs inalteradas,
   defina-o como -1. Veja "chown()". A partir do Python 3.3, isto é
   equivalente a "os.chown(fd, uid, gid)".

   Levanta um evento de auditoria "os.chown" com os argumentos "path",
   "uid", "gid", "dir_fd".

   Disponibilidade: Unix.

   A função é limitada em WASI, veja Plataformas WebAssembly para mais
   informações.

os.fdatasync(fd)

   Força a gravação do arquivo com descritor de arquivo *fd* no disco.
   Não força a atualização de metadados.

   Disponibilidade: Unix.

   Nota:

     Esta função não está disponível no MacOS.

os.fpathconf(fd, name, /)

   Retorna informações de configuração de sistema relevantes para um
   arquivo aberto. *name* especifica o valor de configuração para
   recuperar; pode ser uma string que é o nome de um valor do sistema
   definido; estes nomes são especificados em uma série de padrões
   (POSIX.1, Unix 95, Unix 98 e outros). Algumas plataformas definem
   nomes adicionais também. Os nomes conhecidos do sistema operacional
   hospedeiro são dadas no dicionário "pathconf_names". Para variáveis
   de configuração não incluídas neste mapeamento, também é aceito
   passar um número inteiro para *name*.

   Se *name* for uma string e não for conhecida, uma exceção
   "ValueError" é levantada. Se um valor específico para *name* não
   for compatível com o sistema hospedeiro, mesmo que seja incluído no
   "pathconf_names", uma exceção "OSError" é levantada com
   "errno.EINVAL" como número do erro.

   A partir do Python 3.3, é equivalente a "os.pathconf(fd, name)".

   Disponibilidade: Unix.

os.fstat(fd)

   Captura o estado do descritor de arquivo *fd*. Retorna um objeto
   "stat_result".

   A partir do Python 3.3, é equivalente a "os.stat(fd)".

   Ver também: A função "stat()".

os.fstatvfs(fd, /)

   Retorna informações sobre o sistema de arquivos que contém o
   arquivo associado com descritor de arquivo *fd*, como "statvfs()".
   A partir do Python 3.3, isso equivale a "os.statvfs(fd)".

   Disponibilidade: Unix.

os.fsync(fd)

   Força a gravação no disco de arquivo com descritor de arquivo *fd*.
   No Unix, isto chama a função nativa "fsync()"; no Windows, a função
   de MS "_commit()".

   Se você estiver começando com um *objeto arquivo* *f* em buffer do
   Python, primeiro use "f.flush()", e depois use
   "os.fsync(f.fileno())", para garantir que todos os buffers internos
   associados com *f* sejam gravados no disco.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

os.ftruncate(fd, length, /)

   Trunca o arquivo correspondente ao descritor de arquivo *fd*, de
   modo que tenha no máximo *length* bytes de tamanho. A partir do
   Python 3.3, isto é equivalente a "os.truncate(fd, length)".

   Levanta evento de auditoria "os.truncate" com os argumentos "fd",
   "length".

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   Alterado na versão 3.5: Adicionado suporte para o Windows.

os.get_blocking(fd, /)

   Obtém o modo de bloqueio do descritor de arquivo: "False" se o
   sinalizador "O_NONBLOCK" estiver marcado, "True" se o sinalizador
   estiver desmarcado.

   Veja também "set_blocking()" e "socket.socket.setblocking()".

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   A função é limitada em WASI, veja Plataformas WebAssembly para mais
   informações.

   No Windows, esta função é limitada a encadeamentos.

   Adicionado na versão 3.5.

   Alterado na versão 3.12: Adicionado suporte a encadeamentos no
   Windows.

os.grantpt(fd, /)

   Concede acesso ao dispositivo pseudoterminal secundário associado
   ao dispositivo pseudoterminal principal ao qual o descritor de
   arquivo *fd* se refere. O descritor de arquivo *fd* não é fechado
   em caso de falha.

   Chama a função "grantpt()" da biblioteca padrão C.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.13.

os.isatty(fd, /)

   Retorna "True" se o descritor de arquivo *fd* estiver aberto e
   conectado a um dispositivo do tipo tty, senão "False".

os.lockf(fd, cmd, len, /)

   Aplica, testa ou remove uma trava POSIX em um descritor de arquivo
   aberto. *fd* é um descritor de arquivo aberto. *cmd* especifica o
   comando a ser usado - um dentre "F_LOCK", "F_TLOCK", "F_ULOCK" ou
   "F_TEST". *len* especifica a seção do arquivo para travar.

   Levanta um evento de auditoria "os.lockf" com os argumentos "fd",
   "cmd", "len".

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.F_LOCK
os.F_TLOCK
os.F_ULOCK
os.F_TEST

   Sinalizadores que especificam qual ação "lockf()" vai executar.

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.login_tty(fd, /)

   Prepara o tty do qual fd é um descritor de arquivo para uma nova
   sessão de login. Faz do processo de chamada um líder de sessão;
   torna o tty o tty de controle, o stdin, o stdout e o stderr do
   processo de chamada; fecha o fd.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.11.

os.lseek(fd, pos, whence, /)

   Define a posição atual do descritor de arquivo *fd* para a posição
   *pos*, modificada por *whence*, e retorna a nova posição em bytes
   relativa ao início do arquivo. Os valores válidos de *whence* são:

   * "SEEK_SET" ou "0" -- define *pos* em relação ao início do arquivo

   * "SEEK_CUR" ou "1" -- define *pos* em relação à posição atual do
     arquivo

   * "SEEK_END" ou "2" -- define *pos* em relação ao final do arquivo

   * "SEEK_HOLE" -- define *pos* para o próximo local de dados, em
     relação a *pos*

   * "SEEK_DATA" -- define *pos* para o próximo buraco de dados, em
     relação a *pos*

   Alterado na versão 3.3: Adicionado suporte para "SEEK_HOLE" e
   "SEEK_DATA".

os.SEEK_SET
os.SEEK_CUR
os.SEEK_END

   Parâmetros para a função "lseek()" e o método "seek()" em *objetos
   arquivo ou similares*, para onde ajustar o indicador de posição do
   arquivo.

   "SEEK_SET"
      Ajusta a posição do arquivo em relação ao início do arquivo.

   "SEEK_CUR"
      Ajusta a posição do arquivo em relação a sua posição atual.

   "SEEK_END"
      Ajusta a posição do arquivo em relação ao fim do arquivo.

   Seus valores são 0, 1 e 2, respectivamente.

os.SEEK_HOLE
os.SEEK_DATA

   Parâmetros para a função "lseek()" e o método "seek()" em *objetos
   arquivo ou similares*, para para buscar dados de arquivos e buracos
   em arquivos alocados de forma esparsa.

   "SEEK_DATA"
      Ajusta o deslocamento do arquivo para o próximo local contendo
      dados, em relação à posição de busca.

   "SEEK_HOLE"
      Ajusta o deslocamento do arquivo para o próximo local contendo
      um buraco, em relação à posição de busca. Um buraco é definido
      como uma sequência de zeros.

   Nota:

     Essas operações só fazem sentido para sistemas de arquivos que as
     suportam.

   Disponibilidade: Linux >= 3.1, macOS, Unix

   Adicionado na versão 3.3.

os.open(path, flags, mode=0o777, *, dir_fd=None)

   Abre o arquivo *path* e define vários sinalizadores de acordo com
   *flags* e, possivelmente, seu modo, de acordo com *mode*. Ao
   computar *mode*, o valor atual de umask é primeiro mascarado.
   Retorna o descritor de arquivo para o arquivo recém-aberto. O novo
   descritor de arquivo é não-herdável.

   Para ler uma descrição dos valores de sinalizadores e modos, veja a
   documentação de C; constantes de sinalizador (como "O_RDONLY" e
   "O_WRONLY") são definidas no módulo "os". Em particular, no Windows
   é necessário adicionar "O_BINARY" para abrir arquivos em modo
   binário.

   Esta função oferece suporte para caminhos relativos aos descritores
   de diretório com o parâmetro *dir_fd*.

   Levanta um evento de auditoria "open" com os argumentos "path",
   "mode", "flags".

   Alterado na versão 3.4: O novo descritor de arquivo agora é não-
   herdável.

   Nota:

     Esta função é destinada a E/S de baixo nível. Para uso normal,
     use a função embutida "open()", que retorna um *objeto arquivo*
     com os métodos "read()" e "write()" (e muitos mais). Para
     envolver um descritor de arquivo em um objeto arquivo, use
     "fdopen()".

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.5: Se a chamada de sistema é interrompida e o
   tratador de sinal não levanta uma exceção, a função agora tenta
   novamente a chamada de sistema em vez de levantar uma exceção
   "InterruptedError" (consulte **PEP 475** para entender a
   justificativa).

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

As seguintes constantes são opções para o parâmetro *flags* da função
"open()". Elas podem ser combinadas usando o operador bit a bit OU
"|". Algumas delas não estão disponíveis em todas as plataformas. Para
obter descrições de sua disponibilidade e uso, consulte a página de
manual *open(2)* para Unix ou o MSDN para Windows.

os.O_RDONLY
os.O_WRONLY
os.O_RDWR
os.O_APPEND
os.O_CREAT
os.O_EXCL
os.O_TRUNC

   As constantes acima estão disponíveis no Unix e Windows.

os.O_DSYNC
os.O_RSYNC
os.O_SYNC
os.O_NDELAY
os.O_NONBLOCK
os.O_NOCTTY
os.O_CLOEXEC

   As constantes acima estão disponíveis apenas no Unix.

   Alterado na versão 3.3: Adicionada a constante "O_CLOEXEC".

os.O_BINARY
os.O_NOINHERIT
os.O_SHORT_LIVED
os.O_TEMPORARY
os.O_RANDOM
os.O_SEQUENTIAL
os.O_TEXT

   As constantes acima estão disponíveis apenas no Windows.

os.O_EVTONLY
os.O_FSYNC
os.O_SYMLINK
os.O_NOFOLLOW_ANY

   As constantes acima estão disponíveis apenas no macOS.

   Alterado na versão 3.10: Adicionadas as constantes "O_EVTONLY",
   "O_FSYNC", "O_SYMLINK" e "O_NOFOLLOW_ANY".

os.O_ASYNC
os.O_DIRECT
os.O_DIRECTORY
os.O_NOFOLLOW
os.O_NOATIME
os.O_PATH
os.O_TMPFILE
os.O_SHLOCK
os.O_EXLOCK

   As constantes acima são extensões e não estarão presentes, se não
   forem definidos pela biblioteca C.

   Alterado na versão 3.4: Adicionada "O_PATH" em sistemas que
   oferecem suporte. Adicionada "O_TMPFILE", somente disponível no
   kernel Linux 3.11 ou mais recente.

os.openpty()

   Abre um novo par de pseudo-terminal. Retorna um par de descritores
   de arquivos "(master, slave)" para o pty e o tty, respectivamente.
   Os novos descritores de arquivos são não-herdáveis. Para uma
   abordagem (ligeiramente) mais portável, use o módulo "pty".

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Alterado na versão 3.4: Os novos descritores de arquivos agora são
   não-herdáveis.

os.pipe()

   Cria um encadeamento (pipe). Retorna um par de descritores de
   arquivos "(r, w)" usáveis para leitura e escrita, respectivamente.
   O novo descritor de arquivo é não-herdável.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   Alterado na versão 3.4: Os novos descritores de arquivos agora são
   não-herdáveis.

os.pipe2(flags, /)

   Cria um encadeamento (pipe) com *flags* definidos atomicamente.
   *flags* podem ser construídos por aplicação de OU junto a um ou
   mais destes valores: "O_NONBLOCK", "O_CLOEXEC". Retorna um par de
   descritores de arquivos "(r, w)" utilizáveis para leitura e
   gravação, respectivamente.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.3.

os.posix_fallocate(fd, offset, len, /)

   Garante que um espaço em disco suficiente seja alocado para o
   arquivo especificado por *fd* iniciando em *offset* e continuando
   por *len* bytes.

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.posix_fadvise(fd, offset, len, advice, /)

   Anuncia a intenção de acessar dados em um padrão específico,
   permitindo assim que o kernel faça otimizações. O conteúdo em
   *advice* se aplica à região do arquivo especificado por *fd*,
   iniciando em *offset* e continuando por *len* bytes. *advice* é um
   entre "POSIX_FADV_NORMAL", "POSIX_FADV_SEQUENTIAL",
   "POSIX_FADV_RANDOM", "POSIX_FADV_NOREUSE", "POSIX_FADV_WILLNEED" ou
   "POSIX_FADV_DONTNEED".

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.POSIX_FADV_NORMAL
os.POSIX_FADV_SEQUENTIAL
os.POSIX_FADV_RANDOM
os.POSIX_FADV_NOREUSE
os.POSIX_FADV_WILLNEED
os.POSIX_FADV_DONTNEED

   Sinalizadores que podem ser usados em *advice* em "posix_fadvise()"
   que especificam o padrão de acesso que provavelmente será usado.

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.pread(fd, n, offset, /)

   Lê no máximo *n* bytes do descritor de arquivo *fd* na posição
   *offset*, mantendo o deslocamento do arquivo inalterado.

   Retorna uma bytestring contendo os bytes lidos. Se o final do
   arquivo referido por *fd* for atingido, um objeto de bytes vazio
   será retornado.

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.posix_openpt(oflag, /)

   Abre e retorna um descritor de arquivo para um dispositivo
   pseudoterminal mestre.

   Chama a função "posix_openpt()" da biblioteca padrão C. O argumento
   *oflag* é usado para definir sinalizadores de status de arquivo e
   modos de acesso a arquivos conforme especificado na página de
   manual da "posix_openpt()" do seu sistema.

   O descritor de arquivo retornado é não herdável. Se o valor
   "O_CLOEXEC" estiver disponível no sistema, ele é adicionado a
   *oflag*.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.13.

os.preadv(fd, buffers, offset, flags=0, /)

   Lê de um descritor de arquivo *fd* na posição de *offset* em
   *buffers* mutáveis de *objetos bytes ou similares*, deixando o
   deslocamento do arquivo inalterado. Transfere os dados para cada
   buffer até ficar cheio e depois passa para o próximo buffer na
   sequência para armazenar o restante dos dados.

   O argumento *flags* contém um OR bit a bit de zero ou mais dos
   seguintes sinalizadores:

   * "RWF_HIPRI"

   * "RWF_NOWAIT"

   Retorna o número total de bytes realmente lidos, que pode ser menor
   que a capacidade total de todos os objetos.

   O sistema operacional pode definir um limite ("sysconf()" valor
   "'SC_IOV_MAX'") no número de buffers que podem ser usados.

   Combina a funcionalidade de "os.readv()" e "os.pread()".

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.30, FreeBSD >= 6.0, OpenBSD >= 2.7,
   AIX >= 7.1.

   O uso de sinalizadores requer Linux >= 4.6.

   Adicionado na versão 3.7.

os.RWF_NOWAIT

   Não aguarda por dados que não estão disponíveis imediatamente. Se
   esse sinalizador for especificado, a chamada do sistema retorna
   instantaneamente se for necessário ler dados do armazenamento de
   backup ou aguardar uma trava.

   Se alguns dados foram lidos com sucesso, ele retorna o número de
   bytes lidos. Se nenhum bytes foi lido, ele retornará "-1" e
   definirá errno como "errno.EAGAIN".

   Disponibilidade: Linux >= 4.14.

   Adicionado na versão 3.7.

os.RWF_HIPRI

   Alta prioridade de leitura/gravação. Permite sistemas de arquivos
   baseados em blocos para usar a consulta do dispositivo, que fornece
   latência inferior, mas pode usar recursos adicionais.

   Atualmente, no Linux, esse recurso é usável apenas em um descritor
   de arquivo aberto usando o sinalizador "O_DIRECT".

   Disponibilidade: Linux >= 4.6.

   Adicionado na versão 3.7.

os.ptsname(fd, /)

   Retorna o nome do dispositivo pseudoterminal secundário associado
   ao dispositivo pseudoterminal principal ao qual o descritor de
   arquivo *fd* se refere. O descritor de arquivo *fd* não é fechado
   em caso de falha.

   Chama a função reentrante "ptsname_r()" da biblioteca padrão C se
   estiver disponível; caso contrário, a função "ptsname()" da
   biblioteca padrão C, que não é garantida como sendo segura para
   thread, é chamada.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.13.

os.pwrite(fd, str, offset, /)

   Escreve a bytestring in *str* no descritor de arquivo *fd* na
   posição *offset*, mantendo o deslocamento do arquivo inalterado.

   Retorna o número de bytes realmente escritos.

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.pwritev(fd, buffers, offset, flags=0, /)

   Escreve o conteúdo de *buffers* no descritor de arquivo *fd* com um
   deslocamento *offset*, deixando o deslocamento do arquivo
   inalterado. *buffers* deve ser uma sequência de *objetos bytes ou
   similares*. Os buffers são processados em ordem de vetor. Todo o
   conteúdo do primeiro buffer é gravado antes de prosseguir para o
   segundo, e assim por diante.

   O argumento *flags* contém um OR bit a bit de zero ou mais dos
   seguintes sinalizadores:

   * "RWF_DSYNC"

   * "RWF_SYNC"

   * "RWF_APPEND"

   Retorna o número total de bytes realmente escritos.

   O sistema operacional pode definir um limite ("sysconf()" valor
   "'SC_IOV_MAX'") no número de buffers que podem ser usados.

   Combina a funcionalidade de "os.writev()" e "os.pwrite()".

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.30, FreeBSD >= 6.0, OpenBSD >= 2.7,
   AIX >= 7.1.

   O uso de sinalizadores requer Linux >= 4.6.

   Adicionado na versão 3.7.

os.RWF_DSYNC

   Fornece um equivalente para gravação do sinalizador "O_DSYNC" da
   função "os.open()". Este efeito de sinalizador se aplica apenas ao
   intervalo de dados escrito pela chamada de sistema.

   Disponibilidade: Linux >= 4.7.

   Adicionado na versão 3.7.

os.RWF_SYNC

   Fornece um equivalente para gravação do sinalizador "O_SYNC" da
   função "os.open()". Este efeito de sinalizador se aplica apenas ao
   intervalo de dados escrito pela chamada de sistema.

   Disponibilidade: Linux >= 4.7.

   Adicionado na versão 3.7.

os.RWF_APPEND

   Fornece um equivalente para gravação do sinalizador "O_APPEND" da
   função "os.open()". Esse sinalizador é significante apenas para
   "os.pwritev()", e seu efeito se aplica apenas ao intervalo de dados
   escrito pela chamada de sistema. O argumento *offset* não afeta a
   operação de escrita; o dado é sempre adicionado ao fim do arquivo.
   Contudo, se o argumento *offset* for "-1", o *offset* do arquivo
   atual é atualizado.

   Disponibilidade: Linux >= 4.16.

   Adicionado na versão 3.10.

os.read(fd, n, /)

   Lê no máximo *n* bytes do descritor de arquivos *fd*.

   Retorna uma bytestring contendo os bytes lidos. Se o final do
   arquivo referido por *fd* for atingido, um objeto de bytes vazio
   será retornado.

   Nota:

     Esta função destina-se a E/S de baixo nível e deve ser aplicada a
     um descritor de arquivo retornado por "os.open()" ou "pipe()".
     Para ler um "objeto arquivo" retornado pela função embutida
     "open()" ou por "popen()" ou "fdopen()", ou "sys.stdin", use seus
     métodos "read()" ou "readline()".

   Alterado na versão 3.5: Se a chamada de sistema é interrompida e o
   tratador de sinal não levanta uma exceção, a função agora tenta
   novamente a chamada de sistema em vez de levantar uma exceção
   "InterruptedError" (consulte **PEP 475** para entender a
   justificativa).

os.readinto(fd, buffer, /)

   Lê de um descritor de arquivo *fd* em um *buffer* de objeto buffer
   mutável.

   O *buffer* deve ser mutável e *bytes ou similar*. Em caso de
   sucesso, retorna o número de bytes lidos. Menos bytes podem ser
   lidos do que o tamanho do buffer. A chamada de sistema subjacente
   será repetida quando interrompida por um sinal, a menos que o
   manipulador de sinais levante uma exceção. Outros erros não serão
   repetidos e um erro será levantado.

   Retorna 0 se *fd* estiver no final do arquivo ou se o *buffer*
   fornecido tiver comprimento 0 (o que pode ser usado para verificar
   erros sem ler dados). Nunca retorna negativo.

   Nota:

     Esta função destina-se a E/S de baixo nível e deve ser aplicada a
     um descritor de arquivo retornado por "os.open()" ou "os.pipe()".
     Para ler um "objeto arquivo" retornado pela função embutida
     "open()" ou "sys.stdin", use suas funções-membro, por exemplo
     "io.BufferedIOBase.readinto()", "io.BufferedIOBase.read()" ou
     "io.TextIOBase.read()".

   Adicionado na versão 3.14.

os.sendfile(out_fd, in_fd, offset, count)
os.sendfile(out_fd, in_fd, offset, count, headers=(), trailers=(), flags=0)

   Copia *count* bytes do descritor de arquivo *in_fd* para o
   descritor de arquivo *out_fd* começando em *offset*. Retorna o
   número de bytes enviados. Quando o EOF é alcançado, retorna "0".

   A primeira notação da função está disponível por todas as
   plataformas que definem "sendfile()".

   No Linux, se *offset* for fornecido como "None", os bytes são lidos
   da posição atual de *in_fd* e a posição de *in_fd* é atualizada.

   O segundo caso pode ser usado no macOS e FreeBSD onde *headers* e
   *trailers* são sequências arbitrárias de buffers que são escritos
   antes e depois dos dados de *in_fd* ser escrito. Retorna o mesmo
   que no primeiro caso.

   No macOS e FreeBSD, um valor de "0" para *count* especifica enviar
   até o fim de *in_fd* ser alcançado.

   Todas as plataformas tem suporte a soquetes como descritor de
   arquivo *out_fd*, e algumas plataformas permitem outros tipos (por
   exemplo, arquivo regular, encadeamento) também.

   Aplicativos de plataforma cruzada não devem usar os argumentos
   *headers*, *trailers* e *flags*.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Nota:

     Para um invólucro de nível mais alto de "sendfile()", consulte
     "socket.socket.sendfile()".

   Adicionado na versão 3.3.

   Alterado na versão 3.9: Os parâmetros *out* e *in* foram renomeados
   para *out_fd* e *in_fd*.

os.SF_NODISKIO
os.SF_MNOWAIT
os.SF_SYNC

   Parâmetros para a função "sendfile()", se a implementação tiver
   suporte a eles.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.3.

os.SF_NOCACHE

   Parâmetro para a função "sendfile()", se a implementação tiver
   suporte a isso. Os dados não serão armazenados em cache na memória
   virtual e serão liberados posteriormente.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.11.

os.set_blocking(fd, blocking, /)

   Define o modo de bloqueio do descritor de arquivo especificado.
   Define o sinalizador "O_NONBLOCK" se blocking for "False"; do
   contrário, limpa o sinalizador.

   Veja também "get_blocking()" e "socket.socket.setblocking()".

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   A função é limitada em WASI, veja Plataformas WebAssembly para mais
   informações.

   No Windows, esta função é limitada a encadeamentos.

   Adicionado na versão 3.5.

   Alterado na versão 3.12: Adicionado suporte a encadeamentos no
   Windows.

os.splice(src, dst, count, offset_src=None, offset_dst=None, flags=0)

   Transfere *count* bytes do descritor de arquivo *src*, começando no
   deslocamento *offset_src*, para o descritor de arquivo *dst*,
   começando no deslocamento *offset_dst*.

   O comportamento da união via splice pode ser modificado
   especificando um valor para *flags*. Qualquer um dos seguintes
   valores pode ser usado, combinados usando OU (OR) bit a bit (o
   operador "|"):

   * Se "SPLICE_F_MOVE" for especificado, o kernel será solicitado a
     mover páginas em vez de copiá-las, mas as páginas ainda poderão
     ser copiadas se o kernel não puder movê-las do encadeamento.

   * Se "SPLICE_F_NONBLOCK" for especificado, o kernel será solicitado
     a não bloquear em E/S. Isso torna as operações de encadeamento de
     emenda não bloqueantes, mas a emenda pode, ainda assim, bloquear,
     pois os descritores de arquivo emendados podem bloquear.

   * Se "SPLICE_F_MORE" for especificado, ele indica ao kernel que
     mais dados chegarão em uma emenda subsequente.

   Pelo menos um dos descritores de arquivo deve se referir a um
   encadeamento. Se *offset_src* é "None", então *src* é lido a partir
   da posição atual; o mesmo para *offset_dst*. O deslocamento
   associado a um descritor de arquivo que se refere a um encadeamento
   deve ser "None". Os arquivos apontados por *src* e *dst* devem
   residir no mesmo sistema de arquivos, de outra forma uma "OSError"
   é levantada com "errno" definido para "errno.EXDEV".

   Essa cópia é feita sem o custo adicional de transferência de dados
   do kernel para o espaço do usuário e, em seguida, volta para o
   kernel. Além disso, alguns sistemas de arquivos poderiam
   implementar otimizações extras. A cópia é feita como se ambos os
   arquivos estivessem abertos como binários.

   Após a conclusão bem-sucedida, retorna o número de bytes unidos ao
   encadeamento ou a partir dele. Um valor de retorno de 0 significa o
   fim da entrada. Se *src* se refere a um encadeamento, isso
   significa que não havia dados para transferir, e não faria sentido
   bloquear porque não há escritores conectados ao fim da escrita do
   encadeamento.

   Ver também: A página man *splice(2)*.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.17 with glibc >= 2.5

   Adicionado na versão 3.10.

os.SPLICE_F_MOVE
os.SPLICE_F_NONBLOCK
os.SPLICE_F_MORE

   Adicionado na versão 3.10.

os.readv(fd, buffers, /)

   Lê de um descritor de arquivo *fd* em um número de *buffers*
   *objetos bytes ou similares* mutáveis. Transfere os dados para cada
   buffer até que esteja cheio e, a seguir, vai para o próximo buffer
   na sequência para armazenar o restante dos dados.

   Retorna o número total de bytes realmente lidos, que pode ser menor
   que a capacidade total de todos os objetos.

   O sistema operacional pode definir um limite ("sysconf()" valor
   "'SC_IOV_MAX'") no número de buffers que podem ser usados.

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.tcgetpgrp(fd, /)

   Retorna o grupo de processos associado ao terminal fornecido por
   *fd* (um descritor de arquivo aberto retornado por "os.open()").

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.tcsetpgrp(fd, pg, /)

   Define o grupo de processos associado ao terminal fornecido por
   *fd* (um descritor de arquivo aberto retornado por "os.open()")
   para *pg*.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.ttyname(fd, /)

   Retorna uma string que especifica o dispositivo de terminal
   associado ao descritor de arquivo *fd*. Se *fd* não estiver
   associado a um dispositivo de terminal, uma exceção é levantada.

   Disponibilidade: Unix.

os.unlockpt(fd, /)

   Destrava o dispositivo pseudoterminal secundário associado ao
   dispositivo pseudoterminal principal ao qual o descritor de arquivo
   *fd* se refere. O descritor de arquivo *fd* não é fechado em caso
   de falha.

   Chama a função "unlockpt()" da biblioteca padrão C.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Adicionado na versão 3.13.

os.write(fd, str, /)

   Escreve a string de bytes em *str* no descritor de arquivo *fd*.

   Retorna o número de bytes realmente escritos.

   Nota:

     Esta função destina-se a E/S de baixo nível e deve ser aplicada a
     um descritor de arquivo retornado por "os.open()" ou "pipe()".
     Para escrever um "objeto arquivo" retornado pela função embutida
     "open()" ou por "popen()" ou "fdopen()", ou "sys.stdout" ou
     "sys.stderr", use seu método "write()".

   Alterado na versão 3.5: Se a chamada de sistema é interrompida e o
   tratador de sinal não levanta uma exceção, a função agora tenta
   novamente a chamada de sistema em vez de levantar uma exceção
   "InterruptedError" (consulte **PEP 475** para entender a
   justificativa).

os.writev(fd, buffers, /)

   Escreve o conteúdo de *buffers* no descritor de arquivo *fd*.
   *buffers* deve ser uma sequência de *objetos bytes ou similares*.
   Os buffers são processados na ordem em que estão. Todo o conteúdo
   do primeiro buffer é gravado antes de prosseguir para o segundo, e
   assim por diante.

   Retorna o número total de bytes realmente escritos.

   O sistema operacional pode definir um limite ("sysconf()" valor
   "'SC_IOV_MAX'") no número de buffers que podem ser usados.

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.


Consultando o tamanho de um terminal
------------------------------------

Adicionado na versão 3.3.

os.get_terminal_size(fd=STDOUT_FILENO, /)

   Retorna o tamanho da janela do terminal como "(columns, lines)",
   tupla do tipo "terminal_size".

   O argumento opcional "fd" (padrão "STDOUT_FILENO", ou saída padrão)
   especifica qual descritor de arquivo deve ser consultado.

   Se o descritor de arquivo não estiver conectado a um terminal, uma
   exceção "OSError" é levantada.

   "shutil.get_terminal_size()" é a função de alto nível que
   normalmente deve ser usada, "os.get_terminal_size" é a
   implementação de baixo nível.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

class os.terminal_size

   Uma subclasse de tupla, contendo "(columns, lines)" do tamanho da
   janela do terminal.

   columns

      Largura da janela do terminal em caracteres.

   lines

      Altura da janela do terminal em caracteres.


Herança de descritores de arquivos
----------------------------------

Adicionado na versão 3.4.

Um descritor de arquivo tem um sinalizador "herdável" que indica se o
descritor de arquivo pode ser herdado por processos filho. A partir do
Python 3.4, os descritores de arquivo criados pelo Python não são
herdáveis por padrão.

No UNIX, os descritores de arquivo não herdáveis são fechados em
processos filho na execução de um novo programa, outros descritores de
arquivo são herdados.

No Windows, identificadores não herdáveis e descritores de arquivo são
fechados em processos filho, exceto para fluxos padrão (descritores de
arquivo 0, 1 e 2: stdin, stdout e stderr), que são sempre herdados.
Usando as funções "spawn*", todos os identificadores herdáveis e todos
os descritores de arquivo herdáveis são herdados. Usando o módulo
"subprocess", todos os descritores de arquivo, exceto fluxos padrão,
são fechados, e os manipuladores herdáveis são herdados apenas se o
parâmetro *close_fds* for "False".

Nas plataformas WebAssembly, o descritor de arquivo não pode ser
modificado.

os.get_inheritable(fd, /)

   Obtém o sinalizador "herdável" do descritor de arquivo especificado
   (um booleano).

os.set_inheritable(fd, inheritable, /)

   Define o sinalizador "herdável" do descritor de arquivo
   especificado.

os.get_handle_inheritable(handle, /)

   Obtém o sinalizador "herdável" do manipulador especificado (um
   booleano).

   Disponibilidade: Windows.

os.set_handle_inheritable(handle, inheritable, /)

   Define o sinalizador "herdável" do manipulador especificado.

   Disponibilidade: Windows.


Arquivos e diretórios
=====================

Em algumas plataformas Unix, muitas dessas funções oferecem suporte
para um ou mais destes recursos:

* **especificar um descritor de arquivo:** normalmente o argumento
  *path* fornecido para funções no módulo "os" deve ser uma string
  especificando um caminho de arquivo. No entanto, algumas funções
  agora aceitam alternativamente um descritor de arquivo aberto para
  seu argumento *path*. A função então operará no arquivo referido
  pelo descritor. (Para sistemas POSIX, Python irá chamar a variante
  da função prefixada com "f" (por exemplo, chamar "fchdir" em vez de
  "chdir").

  Você pode verificar se *path* pode ser especificado ou não como um
  descritor de arquivo para uma função particular em sua plataforma
  usando "os.supports_fd". Se esta funcionalidade não estiver
  disponível, usá-la levantará uma "NotImplementedError".

  Se a função também oferecer suporte para os argumentos *dir_fd* ou
  *follow_symlinks*, é um erro especificar um deles ao fornecer *path*
  como um descritor de arquivo.

* **caminhos relativos aos descritores de diretório:** se *dir_fd* não
  for "None", deve ser um descritor de arquivo referindo-se a um
  diretório, e o caminho para operar deve ser relativo; o caminho será
  relativo a esse diretório. Se o caminho for absoluto, *dir_fd* será
  ignorado. Para sistemas POSIX, Python irá chamar a variante da
  função com um sufixo "at" e possivelmente prefixado com "f" (por
  exemplo, chamar "faccessat" ao invés de "access").

  Você pode verificar se há ou não suporte para *dir_fd*  em uma
  função particular em sua plataforma usando "os.supports_dir_fd". Se
  não estiver disponível, usá-lo levantará uma "NotImplementedError".

* **não seguir links simbólicos:** se *follow_symlinks* for "False", e
  o último elemento do caminho para operar for um link simbólico, a
  função irá operar no próprio link simbólico ao invés do arquivo
  apontado pelo link. Para sistemas POSIX, Python irá chamar a
  variante "l..." da função.

  Você pode verificar se há ou não suporte para *follow_symlinks* em
  uma função particular em sua plataforma usando
  "os.supports_follow_symlinks". Se não estiver disponível, usá-lo
  levantará uma "NotImplementedError".

os.access(path, mode, *, dir_fd=None, effective_ids=False, follow_symlinks=True)

   Usa o uid/gid real para testar o acesso ao *path*. Observe que a
   maioria das operações usará o uid/gid efetivo, portanto, essa
   rotina pode ser usada em um ambiente suid/sgid para testar se o
   usuário da chamada tem o acesso especificado ao *path*. *mode* deve
   ser "F_OK" para testar a existência de *path*, ou pode ser o OU
   inclusivo de um ou mais dos "R_OK", "W_OK", e "X_OK" para testar as
   permissões. Retorna "True" se o acesso for permitido, "False" se
   não for. Veja a página man do Unix *access(2)* para mais
   informações.

   Esta função pode oferecer suporte a especificação de caminhos
   relativos aos descritores de diretório e não seguir os links
   simbólicos.

   Se *effective_ids* for "True", "access()" irá realizar suas
   verificações de acesso usando o uid/gid efetivo ao invés do uid/gid
   real. *effective_ids* pode não ser compatível com sua plataforma;
   você pode verificar se está ou não disponível usando
   "os.supports_effective_ids". Se não estiver disponível, usá-lo
   levantará uma "NotImplementedError".

   Nota:

     Usar "access()" para verificar se um usuário está autorizado a,
     por exemplo, abrir um arquivo antes de realmente fazer isso
     usando "open()" cria uma brecha de segurança, porque o usuário
     pode explorar o curto intervalo de tempo entre a verificação e a
     abertura do arquivo para manipulá-lo. É preferível usar as
     técnicas *EAFP*. Por exemplo:

        if os.access("meuarquivo", os.R_OK):
            with open("meuarquivo") as fp:
                return fp.read()
        return "algum dado padrão"

     é melhor escrito como:

        try:
            fp = open("meuarquivo")
        except PermissionError:
            return "algum dado padrão"
        else:
            with fp:
                return fp.read()

   Nota:

     As operações de E/S podem falhar mesmo quando "access()" indica
     que elas teriam sucesso, particularmente para operações em
     sistemas de arquivos de rede que podem ter semântica de
     permissões além do modelo de bits de permissão POSIX usual.

   Alterado na versão 3.3: Adicionados os parâmetros *dir_fd*,
   *effective_ids* e *follow_symlinks*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.F_OK
os.R_OK
os.W_OK
os.X_OK

   Valores a serem passados como o parâmetro *mode* de "access()" para
   testar a existência, legibilidade, capacidade de escrita e
   executabilidade de *path*, respectivamente.

os.chdir(path)

   Altera o diretório de trabalho atual para *path*.

   Esta função pode oferecer suporte a especificar um descritor de
   arquivo. O descritor deve fazer referência a um diretório aberto,
   não a um arquivo aberto.

   Esta função pode levantar "OSError" e subclasses como
   "FileNotFoundError", "PermissionError" e "NotADirectoryError".

   Levanta um evento de auditoria "os.chdir" com o argumento "path".

   Alterado na versão 3.3: Adicionado suporte para especificar *path*
   como um descritor de arquivo em algumas plataformas.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.chflags(path, flags, *, follow_symlinks=True)

   Define os sinalizadores de *path* para os *flags* numéricos.
   *flags* podem assumir uma combinação (OU bit a bit) dos seguintes
   valores (conforme definido no módulo "stat"):

   * "stat.UF_NODUMP"

   * "stat.UF_IMMUTABLE"

   * "stat.UF_APPEND"

   * "stat.UF_OPAQUE"

   * "stat.UF_NOUNLINK"

   * "stat.UF_COMPRESSED"

   * "stat.UF_HIDDEN"

   * "stat.SF_ARCHIVED"

   * "stat.SF_IMMUTABLE"

   * "stat.SF_APPEND"

   * "stat.SF_NOUNLINK"

   * "stat.SF_SNAPSHOT"

   Esta função pode oferecer suporte a não seguir links simbólicos.

   Levanta um evento de auditoria "os.chflags" com os argumentos
   "path", "flags".

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *follow_symlinks*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.chmod(path, mode, *, dir_fd=None, follow_symlinks=True)

   Altera o modo de *path* para o *mode* numérico. *mode* pode assumir
   um dos seguintes valores (conforme definido no módulo "stat") ou
   combinações de OU bit a bit deles:

   * "stat.S_ISUID"

   * "stat.S_ISGID"

   * "stat.S_ENFMT"

   * "stat.S_ISVTX"

   * "stat.S_IREAD"

   * "stat.S_IWRITE"

   * "stat.S_IEXEC"

   * "stat.S_IRWXU"

   * "stat.S_IRUSR"

   * "stat.S_IWUSR"

   * "stat.S_IXUSR"

   * "stat.S_IRWXG"

   * "stat.S_IRGRP"

   * "stat.S_IWGRP"

   * "stat.S_IXGRP"

   * "stat.S_IRWXO"

   * "stat.S_IROTH"

   * "stat.S_IWOTH"

   * "stat.S_IXOTH"

   Esta função pode oferecer suporte a especificar um descritor de
   arquivo, caminhos relativos aos descritores de diretório e não
   seguir os links simbólicos.

   Nota:

     Embora o Windows ofereça suporte ao "chmod()", você só pode
     definir o sinalizador de somente leitura do arquivo (através das
     constantes "stat.S_IWRITE" e "stat.S_IREAD" ou um valor inteiro
     correspondente). Todos os outros bits são ignorados. O valor
     padrão de *follow_symlinks* é "False" no Windows.A função é
     limitada em WASI, veja Plataformas WebAssembly para mais
     informações.

   Levanta um evento de auditoria "os.chmod" com os argumentos "path",
   "mode", "dir_fd".

   Alterado na versão 3.3: Adicionado suporte para especificar *path*
   como um descritor de arquivo aberto e os argumentos *dir_fd* e
   *follow_symlinks*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.13: Adicionado suporte para um descritor de
   arquivo e o argumento *follow_symlinks* no Windows.

os.chown(path, uid, gid, *, dir_fd=None, follow_symlinks=True)

   Altera o proprietário e o id de grupo de *path* para *uid* e *gid*
   numéricos. Para deixar um dos ids inalterado, defina-o como -1.

   Esta função pode oferecer suporte a especificar um descritor de
   arquivo, caminhos relativos aos descritores de diretório e não
   seguir os links simbólicos.

   Consulte "shutil.chown()" para uma função de alto nível que aceita
   nomes além de ids numéricos.

   Levanta um evento de auditoria "os.chown" com os argumentos "path",
   "uid", "gid", "dir_fd".

   Disponibilidade: Unix.

   A função é limitada em WASI, veja Plataformas WebAssembly para mais
   informações.

   Alterado na versão 3.3: Adicionado suporte para especificar *path*
   como um descritor de arquivo aberto e os argumentos *dir_fd* e
   *follow_symlinks*.

   Alterado na versão 3.6: Oferece suporte para um *objeto caminho ou
   similar*.

os.chroot(path)

   Altera o diretório raiz do processo atual para *path*

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.fchdir(fd)

   Altera o diretório de trabalho atual para o diretório representado
   pelo descritor de arquivo *fd*. O descritor deve se referir a um
   diretório aberto, não a um arquivo aberto. No Python 3.3, isso é
   equivalente a "os.chdir(fd)".

   Levanta um evento de auditoria "os.chdir" com o argumento "path".

   Disponibilidade: Unix.

os.getcwd()

   Retorna uma string representando o diretório de trabalho atual.

os.getcwdb()

   Retorna uma bytestring representando o diretório de trabalho atual.

   Alterado na versão 3.8: A função agora usa a codificação UTF-8 no
   Windows, em vez da página de código ANSI: consulte a **PEP 529**
   para a justificativa. A função não está mais descontinuada no
   Windows.

os.lchflags(path, flags)

   Define os sinalizadores de *path* para os *flags* numéricos, como
   "chflags()", mas não segue links simbólicos. No Python 3.3, isso é
   equivalente a "os.chflags(path, flags, follow_symlinks=False)".

   Levanta um evento de auditoria "os.chflags" com os argumentos
   "path", "flags".

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.lchmod(path, mode)

   Altera o modo de *path* para o *mode* numérico. Se o caminho for um
   link simbólico, isso afetará o link simbólico em vez do destino.
   Veja a documentação de "chmod()" para valores possíveis de *mode*.
   No Python 3.3, isso é equivalente a "os.chmod(path, mode,
   follow_symlinks=False)".

   "lchmod()" não faz parte do POSIX, mas as implementações Unix podem
   tê-lo se houver suporte para alterar o modo de links simbólicos.

   Levanta um evento de auditoria "os.chmod" com os argumentos "path",
   "mode", "dir_fd".

   Disponibilidade: Unix, Windows, not Linux, FreeBSD >= 1.3, NetBSD
   >= 1.3, not OpenBSD

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.13: Adicionado suporte no Windows.

os.lchown(path, uid, gid)

   Altera o proprietário e o id de grupo de *path* para *uid* e *gid*
   numéricos. Esta função não seguirá links simbólicos. No Python 3.3,
   isso é equivalente a "os.chown(path, uid, gid,
   follow_symlinks=False)".

   Levanta um evento de auditoria "os.chown" com os argumentos "path",
   "uid", "gid", "dir_fd".

   Disponibilidade: Unix.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.link(src, dst, *, src_dir_fd=None, dst_dir_fd=None, follow_symlinks=True)

   Cria um link físico apontando para *src* chamado *dst*.

   Esta função oferece suporte à especificação de *src_dir_fd* e/ou
   *dst_dir_fd* para fornecer caminhos relativos aos descritores de
   diretório e não seguir links simbólicos. O valor padrão de
   *follow_symlinks* é "False" no Windows.

   Levanta um evento de auditoria "os.link" com os argumentos "src",
   "dst", "src_dir_fd", "dst_dir_fd".

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   Alterado na versão 3.2: Adicionado suporte ao Windows.

   Alterado na versão 3.3: Adicionados os parâmetros *src_dir_fd*,
   *dst_dir_fd* e *follow_symlinks*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* para
   *src* e *dst*.

os.listdir(path='.')

   Retorna uma lista contendo os nomes das entradas no diretório
   fornecido por *path*. A lista está em ordem arbitrária e não inclui
   as entradas especiais "'.'" e "'..'" mesmo se estiverem presentes
   no diretório. Se um arquivo for removido ou adicionado ao diretório
   durante a chamada desta função, não é especificado se um nome para
   esse arquivo deve ser incluído.

   *path* pode ser um *objeto caminho ou similar*. Se *path* for do
   tipo "bytes" (direta ou indiretamente por meio da interface
   "PathLike"), os nomes de arquivo retornados também serão do tipo
   "bytes"; em todas as outras circunstâncias, eles serão do tipo
   "str".

   Esta função também pode ter suporte a especificar um descritor de
   arquivo; o descritor de arquivo deve fazer referência a um
   diretório.

   Levanta um evento de auditoria "os.listdir" com o argumento "path".

   Nota:

     Para codificar nomes de arquivos "str" para "bytes", use
     "fsencode()".

   Ver também:

     A função "scandir()" retorna entradas de diretório junto com
     informações de atributo de arquivo, dando melhor desempenho para
     muitos casos de uso comuns.

   Alterado na versão 3.2: O parâmetro *path* tornou-se opcional.

   Alterado na versão 3.3: Adicionado suporte para especificar *path*
   como um descritor de arquivo aberto.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.listdrives()

   Retorna uma lista contendo os nomes das unidades em um sistema
   Windows.

   Um nome de unidade geralmente se parece com "'C:\\'". Nem todo nome
   de unidade estará associado a um volume e alguns podem estar
   inacessíveis por vários motivos, incluindo permissões,
   conectividade de rede ou mídia ausente. Esta função não testa o
   acesso.

   Pode levantar "OSError" se ocorrer um erro ao coletar os nomes das
   unidades.

   Levanta um evento de auditoria "os.listdrives" sem argumentos.

   Disponibilidade: Windows

   Adicionado na versão 3.12.

os.listmounts(volume)

   Retorna uma lista contendo os pontos de montagem para um volume em
   um sistema Windows.

   *volume* deve ser representado como um caminho GUID, como aqueles
   retornados por "os.listvolumes()". Os volumes podem ser montados em
   vários locais ou não. No último caso, a lista estará vazia. Os
   pontos de montagem que não estão associados a um volume não serão
   retornados por esta função.

   Os pontos de montagem retornados por esta função serão caminhos
   absolutos e podem ser mais longos que o nome da unidade.

   Levanta "OSError" se o volume não for reconhecido ou se ocorrer um
   erro ao coletar os caminhos.

   Levanta um evento de auditoria "os.listmounts" com o argumento
   "volume".

   Disponibilidade: Windows

   Adicionado na versão 3.12.

os.listvolumes()

   Retorna uma lista contendo os volumes no sistema.

   Volumes são normalmente representados como um caminho GUID que se
   parece com "\\?\Volume{xxxxxxxx-xxxx-xxxx-xxxx-xxxxxxxxxxxx}\". Os
   arquivos geralmente podem ser acessados por meio de um caminho
   GUID, permitindo permissões. No entanto, os usuários geralmente não
   estão familiarizados com eles e, portanto, o uso recomendado desta
   função é recuperar pontos de montagem usando "os.listmounts()".

   Pode levantar "OSError" se ocorrer um erro ao coletar os volumes.

   Levanta um evento de auditoria "os.listvolumes" sem argumentos.

   Disponibilidade: Windows

   Adicionado na versão 3.12.

os.lstat(path, *, dir_fd=None)

   Executa o equivalente a uma chamada de sistema "lstat()" no caminho
   fornecido. Semelhante a "stat()", mas não segue links simbólicos.
   Retorna um objeto "stat_result".

   Em plataformas que não têm suporte a links simbólicos, este é um
   apelido para "stat()".

   No Python 3.3, isso é equivalente a "os.stat(path, dir_fd=dir_fd,
   follow_symlinks=False)".

   Esta função também pode ter suporte a caminhos relativos a
   descritores de diretório.

   Ver também: A função "stat()".

   Alterado na versão 3.2: Adicionado suporte para links simbólicos do
   Windows 6.0 (Vista).

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.8: No Windows, agora abre pontos de nova
   análise que representam outro caminho (substitutos de nome),
   incluindo links simbólicos e junções de diretório. Outros tipos de
   pontos de nova análise são resolvidos pelo sistema operacional como
   para "stat()".

os.mkdir(path, mode=0o777, *, dir_fd=None)

   Cria um diretório chamado *path* com o modo numérico *mode*.

   Se o diretório já existe, uma exceção "FileExistsError" é
   levantada. Se um diretório pai no caminho não existir, uma exceção
   "FileNotFoundError" será levantada.

   Em alguns sistemas, *mode* é ignorado. Onde ele é usado, o valor
   atual do umask é primeiro mascarado. Se bits diferentes dos últimos
   9 (ou seja, os últimos 3 dígitos da representação octal do *mode*)
   são definidos, seu significado depende da plataforma. Em algumas
   plataformas, eles são ignorados e você deve chamar "chmod()"
   explicitamente para defini-los.

   No Windows, um modo *mode* de "0o700" é tratado especificamente
   para aplicar controle de acesso ao novo diretório de forma que
   apenas o usuário atual e os administradores tenham acesso. Outros
   valores de *mode* são ignorados.

   Esta função também pode ter suporte a caminhos relativos a
   descritores de diretório.

   Também é possível criar diretórios temporários; veja a função
   "tempfile.mkdtemp()" do módulo "tempfile".

   Levanta um evento de auditoria "os.mkdir" com os argumentos "path",
   "mode", "dir_fd".

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.13: O Windows agora lida com um *mode* de
   "0o700".

os.makedirs(name, mode=0o777, exist_ok=False)

   Função de criação recursiva de diretório. Como "mkdir()", mas cria
   todos os diretórios de nível intermediário necessários para conter
   o diretório folha.

   O parâmetro *mode* é passado para "mkdir()" para criar o diretório
   folha; veja a descrição do mkdir() para como é interpretado. Para
   definir os bits de permissão de arquivo de qualquer diretório pai
   recém-criado, você pode definir o umask antes de invocar
   "makedirs()". Os bits de permissão de arquivo dos diretórios pais
   existentes não são alterados.

   Se *exist_ok* for "False" (o padrão), uma "FileExistsError" é
   levantada se o diretório alvo já existir.

   Nota:

     "makedirs()" ficará confuso se os elementos do caminho a serem
     criados incluírem "pardir" (por exemplo, ".." em sistemas UNIX).

   Esta função trata os caminhos UNC corretamente.

   Levanta um evento de auditoria "os.mkdir" com os argumentos "path",
   "mode", "dir_fd".

   Alterado na versão 3.2: Adicionado o parâmetro *exist_ok*.

   Alterado na versão 3.4.1: Antes do Python 3.4.1, se *exist_ok*
   fosse "True" e o diretório existisse, "makedirs()" ainda levantaria
   um erro se *mode* não correspondesse ao modo do diretório
   existente. Como esse comportamento era impossível de implementar
   com segurança, ele foi removido no Python 3.4.1. Consulte
   bpo-21082.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.7: O argumento *mode* não afeta mais os bits
   de permissão de arquivo de diretórios de nível intermediário recém-
   criados.

os.mkfifo(path, mode=0o666, *, dir_fd=None)

   Cria um FIFO (um encadeamento nomeado) chamado *path* com o modo
   numérico *mode*. O valor atual de umask é primeiro mascarado do
   modo.

   Esta função também pode ter suporte a caminhos relativos a
   descritores de diretório.

   FIFOs são canais que podem ser acessados como arquivos regulares.
   FIFOs existem até que sejam excluídos (por exemplo, com
   "os.unlink()"). Geralmente, os FIFOs são usados como ponto de
   encontro entre os processos do tipo "cliente" e "servidor": o
   servidor abre o FIFO para leitura e o cliente para escrita. Observe
   que "mkfifo()" não abre o FIFO -- apenas cria o ponto de encontro.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.mknod(path, mode=0o600, device=0, *, dir_fd=None)

   Cria um nó de sistema de arquivos (arquivo, arquivo especial de
   dispositivo ou canal nomeado) chamado *path*. *mode* especifica as
   permissões de uso e o tipo de nó a ser criado, sendo combinado (OU
   bit a bit) com um de "stat.S_IFREG", "stat.S_IFCHR", "stat.S_IFBLK"
   , e "stat.S_IFIFO" (essas constantes estão disponíveis em "stat").
   Para "stat.S_IFCHR" e "stat.S_IFBLK", *device* define o arquivo
   especial do dispositivo recém-criado (provavelmente usando
   "os.makedev()"), caso contrário, ele será ignorado.

   Esta função também pode ter suporte a caminhos relativos a
   descritores de diretório.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.major(device, /)

   Extrai o número principal de dispositivo de um número bruto de
   dispositivo (normalmente o campo "st_dev" ou "st_rdev" de "stat").

os.minor(device, /)

   Extrai o número menor de dispositivo de um número bruto de
   dispositivo (normalmente o campo "st_dev" ou "st_rdev" de "stat").

os.makedev(major, minor, /)

   Compõe um número de dispositivo bruto a partir dos números de
   dispositivo principais e secundários.

os.pathconf(path, name)

   Retorna informações de configuração do sistema relevantes para um
   arquivo nomeado. *name* especifica o valor de configuração a ser
   recuperado; pode ser uma string que é o nome de um valor de sistema
   definido; esses nomes são especificados em vários padrões (POSIX.1,
   Unix 95, Unix 98 e outros). Algumas plataformas também definem
   nomes adicionais. Os nomes conhecidos do sistema operacional do
   host são fornecidos no dicionário "pathconf_names". Para variáveis
   de configuração não incluídas nesse mapeamento, passar um número
   inteiro para *name* também é aceito.

   Se *name* for uma string e não for conhecida, uma exceção
   "ValueError" é levantada. Se um valor específico para *name* não
   for compatível com o sistema hospedeiro, mesmo que seja incluído no
   "pathconf_names", uma exceção "OSError" é levantada com
   "errno.EINVAL" como número do erro.

   Esta função tem suporte a especificar um descritor de arquivo.

   Disponibilidade: Unix.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.pathconf_names

   Nomes de mapeamento de dicionário aceitos por "pathconf()" e
   "fpathconf()" para os valores inteiros definidos para esses nomes
   pelo sistema operacional do host. Isso pode ser usado para
   determinar o conjunto de nomes conhecidos pelo sistema.

   Disponibilidade: Unix.

os.readlink(path, *, dir_fd=None)

   Retorna uma string representando o caminho para o qual o link
   simbólico aponta. O resultado pode ser um nome de caminho absoluto
   ou relativo; se for relativo, pode ser convertido para um caminho
   absoluto usando "os.path.join(os.path.dirname(path), result)".

   Se o *path* for um objeto string (direta ou indiretamente por meio
   de uma interface "PathLike"), o resultado também será um objeto
   string e a chamada pode levantar um UnicodeDecodeError. Se o *path*
   for um objeto de bytes (direto ou indireto), o resultado será um
   objeto de bytes.

   Esta função também pode ter suporte a caminhos relativos a
   descritores de diretório.

   Ao tentar resolver um caminho que pode conter links, use
   "realpath()" para lidar corretamente com a recursão e as diferenças
   de plataforma.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   Alterado na versão 3.2: Adicionado suporte para links simbólicos do
   Windows 6.0 (Vista).

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* no
   Unix.

   Alterado na versão 3.8: Aceita um *objeto caminho ou similar* e um
   objeto bytes no Windows.Adicionado suporte para junções de
   diretório e alterado para retornar o caminho de substituição (que
   normalmente inclui o prefixo "\\?\") ao invés do campo opcional
   "print name" que era retornado anteriormente.

os.remove(path, *, dir_fd=None)

   Remove (exclui) o arquivo *path*. Se *path* for um diretório, uma
   "OSError" é levantada. Use "rmdir()" para remover diretórios. Se o
   arquivo não existir, uma "FileNotFoundError" é levantada.

   Esta função tem suporte a caminhos relativos para descritores de
   diretório.

   No Windows, a tentativa de remover um arquivo que está em uso causa
   o surgimento de uma exceção; no Unix, a entrada do diretório é
   removida, mas o armazenamento alocado para o arquivo não é
   disponibilizado até que o arquivo original não esteja mais em uso.

   Esta função é semanticamente idêntica a "unlink()".

   Levanta um evento de auditoria "os.remove" com os argumentos
   "path", "dir_fd".

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.removedirs(name)

   Remove os diretórios recursivamente. Funciona como "rmdir()",
   exceto que, se o diretório folha for removido com sucesso,
   "removedirs()" tenta remover sucessivamente todos os diretórios pai
   mencionados em *path* até que um erro seja levantado (que é
   ignorado, porque geralmente significa que um diretório pai não está
   vazio). Por exemplo, "os.removedirs('foo/bar/baz')" primeiro
   removerá o diretório "'foo/bar/baz'", e então removerá "'foo/bar'"
   e "'foo'" se estiverem vazios. Levanta "OSError" se o diretório
   folha não pôde ser removido com sucesso.

   Levanta um evento de auditoria "os.remove" com os argumentos
   "path", "dir_fd".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.rename(src, dst, *, src_dir_fd=None, dst_dir_fd=None)

   Renomeia o arquivo ou diretório *src* para *dst*. Se *dst* existir,
   a operação falhará com uma subclasse de "OSError" em vários casos:

   No Windows, se *dst* existe então uma exceção "FileExistsError"
   será levantada. A operação pode falar se *src* e *dst* são de
   sistemas de arquivos diferentes. Use "shutil.move()" para mover
   arquivos entre sistemas de arquivos diferentes.

   No Unix, se *src* é um arquivo e *dst* é um diretório ou vice-
   versa, uma "IsADirectoryError" ou uma "NotADirectoryError" será
   levantada respectivamente. Se ambos forem diretórios e *dst*
   estiver vazio, *dst* será substituído silenciosamente. Se *dst* for
   um diretório não vazio, uma "OSError" é levantada. Se ambos forem
   arquivos, *dst* será substituído silenciosamente se o usuário tiver
   permissão. A operação pode falhar em alguns tipos de Unix se *src*
   e *dst* estiverem em sistemas de arquivos diferentes. Se for bem-
   sucedido, a renomeação será uma operação atômica (este é um
   requisito POSIX).

   Esta função permite especificar *src_dir_fd* e/ou *dst_dir_fd* para
   fornecer caminhos relativos a descritores de diretório.

   Se você quiser sobrescrita multiplataforma do destino, use
   "replace()".

   Levanta um evento de auditoria "os.rename" com os argumentos "src",
   "dst", "src_dir_fd", "dst_dir_fd".

   Alterado na versão 3.3: Adicionados os parâmetros *src_dir_fd* e
   *dst_dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* para
   *src* e *dst*.

os.renames(old, new)

   Função de renomeação de arquivo ou diretório recursiva. Funciona
   como "rename()", exceto que a criação de qualquer diretório
   intermediário necessário para tornar o novo nome de caminho
   possível é tentada primeiro. Após a renomeação, os diretórios
   correspondentes aos segmentos de caminho mais à direita do nome
   antigo serão removidos usando "removedirs()".

   Nota:

     Esta função pode falhar com a nova estrutura de diretório criada
     se você não tiver as permissões necessárias para remover o
     arquivo ou diretório folha.

   Levanta um evento de auditoria "os.rename" com os argumentos "src",
   "dst", "src_dir_fd", "dst_dir_fd".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* para
   *old* e *new*.

os.replace(src, dst, *, src_dir_fd=None, dst_dir_fd=None)

   Renomeia o arquivo ou diretório *src* para *dst*. Se *dst* for um
   diretório não vazio, "OSError" será levantada. Se *dst* existir e
   for um arquivo, ele será substituído silenciosamente se o usuário
   tiver permissão. A operação pode falhar se *src* e *dst* estiverem
   em sistemas de arquivos diferentes. Se for bem-sucedido, a
   renomeação será uma operação atômica (este é um requisito POSIX).

   Esta função permite especificar *src_dir_fd* e/ou *dst_dir_fd* para
   fornecer caminhos relativos a descritores de diretório.

   Levanta um evento de auditoria "os.rename" com os argumentos "src",
   "dst", "src_dir_fd", "dst_dir_fd".

   Adicionado na versão 3.3.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* para
   *src* e *dst*.

os.rmdir(path, *, dir_fd=None)

   Remove (exclui) o diretório *path*. Se o diretório não existe ou
   não está vazio, uma "FileNotFoundError" ou uma "OSError" é
   levantada respectivamente. Para remover árvores de diretório
   inteiras, pode ser usada "shutil.rmtree()".

   Esta função tem suporte a caminhos relativos para descritores de
   diretório.

   Levanta um evento de auditoria "os.rmdir" com os argumentos "path",
   "dir_fd".

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.scandir(path='.')

   Retorna um iterador de objetos "os.DirEntry" correspondentes às
   entradas no diretório fornecido por *path*. As entradas são
   produzidas em ordem arbitrária, e as entradas especiais "'.'" e
   "'..'" não são incluídas. Se um arquivo for removido ou adicionado
   ao diretório após a criação do iterador, não é especificado se uma
   entrada para esse arquivo deve ser incluída.

   Usar "scandir()" em vez de "listdir()" pode aumentar
   significativamente o desempenho do código que também precisa de
   tipo de arquivo ou informações de atributo de arquivo, porque os
   objetos "os.DirEntry" expõem essas informações se o sistema
   operacional fornecer ao percorrer um diretório. Todos os métodos de
   "os.DirEntry" podem realizar uma chamada de sistema, mas "is_dir()"
   e "is_file()" normalmente requerem apenas uma chamada de sistema
   para links simbólicos; "os.DirEntry.stat()" sempre requer uma
   chamada de sistema no Unix, mas requer uma apenas para links
   simbólicos no Windows.

   *path* pode ser um *objeto caminho ou similar*. Se *path* for do
   tipo "bytes" (direta ou indiretamente por meio da interface
   "PathLike"), o tipo dos atributos "name" e "path" de cada
   "os.DirEntry" serão "bytes"; em todas as outras circunstâncias,
   eles serão do tipo "str".

   Esta função também pode ter suporte a especificar um descritor de
   arquivo; o descritor de arquivo deve fazer referência a um
   diretório.

   Levanta um evento de auditoria "os.scandir" com o argumento "path".

   O iterador "scandir()" implementa o protocolo *gerenciador de
   contexto* e tem o seguinte método:

   scandir.close()

      Fecha o iterador e libera os recursos alocados.

      Isso é chamado automaticamente quando o iterador se esgota ou é
      coletado como lixo, ou quando ocorre um erro durante a iteração.
      No entanto, é aconselhável chamá-lo explicitamente ou usar a
      instrução "with".

      Adicionado na versão 3.6.

   O exemplo a seguir mostra um uso simples de "scandir()" para exibir
   todos os arquivos (excluindo diretórios) no *path* fornecido que
   não começa com "'.'". A chamada "entrada.is_file()" geralmente não
   fará uma chamada de sistema adicional:

      with os.scandir(caminho) as coisa:
          for entrada in coisa:
              if not entrada.name.startswith('.') and entrada.is_file():
                  print(entrada.name)

   Nota:

     Em sistemas baseados no Unix, "scandir()" usa o sistema opendir()
     e as funções readdir(). No Windows, ela usa os funções
     FindFirstFileW e FindNextFileW do Win32.

   Adicionado na versão 3.5.

   Alterado na versão 3.6: Adicionado suporte para o protocolo de
   *gerenciador de contexto* e o método "close()". Se um iterador
   "scandir()" não estiver esgotado nem explicitamente fechado, uma
   "ResourceWarning" será emitida em seu destrutor.A função aceita um
   *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.7: Adicionado suporte para descritores de
   arquivo no Unix.

class os.DirEntry

   Objeto produzido por "scandir()" para expor o caminho do arquivo e
   outros atributos de arquivo de uma entrada de diretório.

   "scandir()" fornecerá o máximo possível dessas informações sem
   fazer chamadas de sistema adicionais. Quando uma chamada de sistema
   "stat()" ou "lstat()" é feita, o objeto "os.DirEntry" irá armazenar
   o resultado em cache.

   As instâncias de "os.DirEntry" não devem ser armazenadas em
   estruturas de dados de longa duração; se você sabe que os metadados
   do arquivo foram alterados ou se passou muito tempo desde a chamada
   de "scandir()", chame "os.stat(entry.path)" para obter informações
   atualizadas.

   Como os métodos "os.DirEntry" podem fazer chamadas ao sistema
   operacional, eles também podem levantar "OSError". Se você precisa
   de um controle muito refinado sobre os erros, você pode pegar
   "OSError" ao chamar um dos métodos "os.DirEntry" e manipular
   conforme apropriado.

   Para ser diretamente utilizável como um *objeto caminho ou
   similar*, "os.DirEntry" implementa a interface "PathLike".

   Atributos e métodos em uma instância de "os.DirEntry" são os
   seguintes:

   name

      O nome do arquivo base da entrada, relativo ao argumento *path*
      de "scandir()".

      O atributo "name" será "bytes" se o argumento *path* de
      "scandir()" for do tipo "bytes" e, caso contrário, "str". Usa
      "fsdecode()" para decodificar nomes de arquivos de bytes.

   path

      O nome do caminho completo da entrada: equivalente a
      "os.path.join(scandir_path, entry.name)" onde *scandir_path* é o
      argumento *path* de "scandir()". O caminho só é absoluto se o
      argumento *path* de "scandir()" for absoluto. Se o argumento
      *path* de "scandir()" era um descritor de arquivo, o atributo
      "path" é o mesmo que o atributo "name".

      O atributo "path" será "bytes" se o argumento *path* de
      "scandir()" for do tipo "bytes" e, caso contrário, "str". Usa
      "fsdecode()" para decodificar nomes de arquivos de bytes.

   inode()

      Retorna o número de nó-i da entrada.

      O resultado é armazenado em cache no objeto "os.DirEntry". Use
      "os.stat(entry.path, follow_symlinks=False).st_ino" para obter
      informações atualizadas.

      Na primeira chamada sem cache, uma chamada de sistema é
      necessária no Windows, mas não no Unix.

   is_dir(*, follow_symlinks=True)

      Retorna "True" se esta entrada for um diretório ou um link
      simbólico apontando para um diretório; retorna "False" se a
      entrada é ou aponta para qualquer outro tipo de arquivo, ou se
      ele não existe mais.

      Se *follow_symlinks* for "False", retorna "True" apenas se esta
      entrada for um diretório (sem seguir os links simbólicos);
      retorna "False" se a entrada for qualquer outro tipo de arquivo
      ou se ele não existe mais.

      O resultado é armazenado em cache no objeto "os.DirEntry", com
      um cache separado para *follow_symlinks* "True" e "False". Chama
      "os.stat()" junto com "stat.S_ISDIR()" para buscar informações
      atualizadas.

      Na primeira chamada sem cache, nenhuma chamada do sistema é
      necessária na maioria dos casos. Especificamente, para links não
      simbólicos, nem o Windows nem o Unix requerem uma chamada de
      sistema, exceto em certos sistemas de arquivos Unix, como
      sistemas de arquivos de rede, que retornam "dirent.d_type ==
      DT_UNKNOWN". Se a entrada for um link simbólico, uma chamada de
      sistema será necessária para seguir o link simbólico, a menos
      que *follow_symlinks* seja "False".

      Este método pode levantar "OSError", tal como "PermissionError",
      mas "FileNotFoundError" é capturada e não levantada.

   is_file(*, follow_symlinks=True)

      Retorna "True" se esta entrada for um arquivo ou um link
      simbólico apontando para um arquivo; retorna "False" se a
      entrada é ou aponta para um diretório ou outra entrada que não
      seja de arquivo, ou se ela não existe mais.

      Se *follow_symlinks* for "False", retorna "True" apenas se esta
      entrada for um arquivo (sem seguir os links simbólicos); retorna
      "False" se a entrada for um diretório ou outra entrada que não
      seja um arquivo, ou se ela não existir mais.

      O resultado é armazenado em cache no objeto "os.DirEntry".
      Chamadas de sistema em cache feitas e exceções levantadas são
      conforme "is_dir()".

   is_symlink()

      Retorna "True" se esta entrada for um link simbólico (mesmo se
      quebrado); retorna "False" se a entrada apontar para um
      diretório ou qualquer tipo de arquivo, ou se ele não existir
      mais.

      O resultado é armazenado em cache no objeto "os.DirEntry". Chama
      "os.path.islink()" para buscar informações atualizadas.

      Na primeira chamada sem cache, nenhuma chamada do sistema é
      necessária na maioria dos casos. Especificamente, nem o Windows
      nem o Unix exigem uma chamada de sistema, exceto em certos
      sistemas de arquivos Unix, como sistemas de arquivos de rede,
      que retornam "dirent.d_type == DT_UNKNOWN".

      Este método pode levantar "OSError", tal como "PermissionError",
      mas "FileNotFoundError" é capturada e não levantada.

   is_junction()

      Retorna "True" se esta entrada for uma junção (mesmo se
      quebrado); retorna "False" se a entrada apontar para um
      diretório regular, ou qualquer tipo de arquivo, um link
      simbólico ou se ele não existir mais.

      O resultado é armazenado em cache no objeto "os.DirEntry". Chama
      "os.path.isjunction()" para buscar informações atualizadas.

      Adicionado na versão 3.12.

   stat(*, follow_symlinks=True)

      Retorna um objeto "stat_result" para esta entrada. Este método
      segue links simbólicos por padrão; para estabelecer um link
      simbólico, adicione o argumento "follow_symlinks=False".

      No Unix, esse método sempre requer uma chamada de sistema. No
      Windows, ele só requer uma chamada de sistema se
      *follow_symlinks* for "True" e a entrada for um ponto de nova
      análise (por exemplo, um link simbólico ou junção de diretório).

      No Windows, os atributos "st_ino", "st_dev" e "st_nlink" da
      "stat_result" são sempre definidos como zero. Chame "os.stat()"
      para obter esses atributos.

      O resultado é armazenado em cache no objeto "os.DirEntry", com
      um cache separado para *follow_symlinks* "True" e "False". Chame
      "os.stat()" para buscar informações atualizadas.

   Note que há uma boa correspondência entre vários atributos e
   métodos de "os.DirEntry" e de "pathlib.Path". Em particular, o
   atributo "name" tem o mesmo significado, assim como os métodos
   "is_dir()", "is_file()", "is_symlink()", "is_junction()" e
   "stat()".

   Adicionado na versão 3.5.

   Alterado na versão 3.6: Adicionado suporte para a interface
   "PathLike". Adicionado suporte para caminhos "bytes" no Windows.

   Alterado na versão 3.12: O atributo "st_ctime" do resultado de stat
   foi descontinuado no Windows. A hora de criação do arquivo está
   devidamente disponível como "st_birthtime", e no futuro "st_ctime"
   pode ser alterada para retornar zero ou a hora de alteração dos
   metadados, se disponível.

os.stat(path, *, dir_fd=None, follow_symlinks=True)

   Obtém o status de um arquivo ou um descritor de arquivo. Executa o
   equivalente a uma chamada de sistema "stat()" no caminho fornecido.
   *path* pode ser especificado como uma string ou bytes -- direta ou
   indiretamente através da interface "PathLike" -- ou como um
   descritor de arquivo aberto. Retorna um objeto "stat_result".

   Esta função normalmente segue links simbólicos; para obter o status
   do link simbólico, adicione o argumento "follow_symlinks=False", ou
   use "lstat()".

   Esta função tem suporte a especificar um descritor de arquivo e não
   seguir links simbólicos.

   No Windows, ao definir "follow_symlinks=False"  é desativado o
   recurso de seguir todos os pontos de nova análise, que incluem
   links simbólicos e junções de diretório. Outros tipos de pontos de
   nova análise que não se parecem com links ou que o sistema
   operacional não pode seguir serão abertos diretamente. Ao seguir
   uma cadeia de vários links, isso pode resultar no retorno do link
   original em vez do não-link que impediu o percurso completo. Para
   obter resultados de *stat* para o caminho final neste caso, use a
   função "os.path.realpath()" para resolver o nome do caminho tanto
   quanto possível e chame "lstat()" no resultado. Isso não se aplica
   a links simbólicos pendentes ou pontos de junção, que levantam as
   exceções usuais.

   Exemplo:

      >>> import os
      >>> statinfo = os.stat('algumarquivo.txt')
      >>> statinfo
      os.stat_result(st_mode=33188, st_ino=7876932, st_dev=234881026,
      st_nlink=1, st_uid=501, st_gid=501, st_size=264, st_atime=1297230295,
      st_mtime=1297230027, st_ctime=1297230027)
      >>> statinfo.st_size
      264

   Ver também: As funções "fstat()" e "lstat()".

   Alterado na versão 3.3: Adicionados os parâmetros *dir_fd* e
   *follow_symlinks*, especificando um descritor de arquivo em vez de
   um caminho.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.8: No Windows, todos os pontos de nova análise
   que podem ser resolvidos pelo sistema operacional agora são
   seguidos, e passar "follow_symlinks=False" desativa seguir todos os
   pontos de nova análise substitutos de nome. Se o sistema
   operacional atingir um ponto de nova análise que não é capaz de
   seguir, *stat* agora retorna as informações do caminho original
   como se "follow_symlinks=False" tivesse sido especificado em vez de
   levantar um erro.

class os.stat_result

   Objeto cujos atributos correspondem aproximadamente aos membros da
   estrutura "stat". É usado para o resultado de "os.stat()",
   "os.fstat()" e "os.lstat()".

   Atributos:

   st_mode

      Modo de arquivo: tipo de arquivo e bits de modo de arquivo
      (permissões).

   st_ino

      Dependente da plataforma, mas se diferente de zero, identifica
      exclusivamente o arquivo para um determinado valor de "st_dev".
      Tipicamente:

      * o número do nó-i no Unix,

      * o índice de arquivo no Windows

   st_dev

      Identificador do dispositivo no qual este arquivo reside.

   st_nlink

      Número de links físicos.

   st_uid

      Identificador de usuário do proprietário do arquivo.

   st_gid

      Identificador de grupo do proprietário do arquivo.

   st_size

      Tamanho do arquivo em bytes, se for um arquivo normal ou um link
      simbólico. O tamanho de um link simbólico é o comprimento do
      nome do caminho que ele contém, sem um byte nulo final.

   Registros de data e hora:

   st_atime

      Hora do acesso mais recente expressa em segundos.

   st_mtime

      Hora da modificação de conteúdo mais recente expressa em
      segundos.

   st_ctime

      Hora da alteração de metadados mais recente expressa em
      segundos.

      Alterado na versão 3.12: "st_ctime" foi descontinuado no
      Windows. Use "st_birthtime" para o tempo de criação do arquivo.
      No futuro, "st_ctime" conterá a hora da alteração de metadados
      mais recente, como em outras plataformas.

   st_atime_ns

      Hora do acesso mais recente expresso em nanossegundos como um
      número inteiro.

      Adicionado na versão 3.3.

   st_mtime_ns

      Hora da modificação de conteúdo mais recente expressa em
      nanossegundos como um número inteiro.

      Adicionado na versão 3.3.

   st_ctime_ns

      Hora do alteração de metadados mais recente expresso em
      nanossegundos como um número inteiro.

      Adicionado na versão 3.3.

      Alterado na versão 3.12: "st_ctime_ns" foi descontinuado no
      Windows. Use "st_birthtime_ns" para o tempo de criação do
      arquivo. No futuro, "st_ctime" conterá a hora da alteração de
      metadados mais recente, como em outras plataformas.

   st_birthtime

      Hora de criação do arquivo expressa em segundos. Este atributo
      nem sempre está disponível e pode levantar "AttributeError".

      Alterado na versão 3.12: "st_birthtime" está agora disponível no
      Windows.

   st_birthtime_ns

      Hora de criação do arquivo expressa em nanossegundos em um
      inteiro. Este atributo nem sempre está disponível e pode
      levantar "AttributeError".

      Adicionado na versão 3.12.

   Nota:

     O significado e resolução exatos dos atributos "st_atime",
     "st_mtime", "st_ctime" e "st_birthtime" dependem do sistema
     operacional e do sistema de arquivos. Por exemplo, em sistemas
     Windows que usam os sistemas de arquivos FAT32, "st_mtime" tem
     resolução de 2 segundos, e "st_atime" tem resolução de apenas 1
     dia. Consulte a documentação do sistema operacional para obter
     detalhes.Da mesma forma, embora "st_atime_ns", "st_mtime_ns",
     "st_ctime_ns" e "st_birthtime_ns" sejam sempre expressos em
     nanossegundos, muitos sistemas não fornecem precisão de
     nanossegundos. Em sistemas que fornecem precisão de
     nanossegundos, o objeto de ponto flutuante usado para armazenar
     "st_atime", "st_mtime", "st_ctime" e "st_birthtime" não pode
     preservar tudo, e como tal será ligeiramente inexato. Se você
     precisa dos carimbos de data/hora exatos, sempre deve usar
     "st_atime_ns", "st_mtime_ns", "st_ctime_ns" e "st_birthtime_ns".

   Em alguns sistemas Unix (como Linux), os seguintes atributos também
   podem estar disponíveis:

   st_blocks

      Número de blocos de 512 bytes alocados para o arquivo. Isso pode
      ser menor que "st_size"/512 quando o arquivo possuir lacunas.

   st_blksize

      Tamanho de bloco "preferido" para E/S eficiente do sistema de
      arquivos. Gravar em um arquivo em partes menores pode causar uma
      leitura-modificação-reescrita ineficiente.

   st_rdev

      Tipo de dispositivo, se for um dispositivo nó-i.

   st_flags

      Sinalizadores definidos pelo usuário para o arquivo.

   Em outros sistemas Unix (como o FreeBSD), os seguintes atributos
   podem estar disponíveis (mas só podem ser preenchidos se o root
   tentar usá-los):

   st_gen

      Número de geração do arquivo.

   No Solaris e derivados, os seguintes atributos também podem estar
   disponíveis:

   st_fstype

      String que identifica exclusivamente o tipo de sistema de
      arquivos que contém o arquivo.

   Em sistemas macOS, os seguintes atributos também podem estar
   disponíveis:

   st_rsize

      Tamanho real do arquivo.

   st_creator

      Criador do arquivo.

   st_type

      Tipo de arquivo.

   Em sistemas Windows, os seguintes atributos também estão
   disponíveis:

   st_file_attributes

      Atributos de arquivos no Windows: membro "dwFileAttributes" da
      estrutura "BY_HANDLE_FILE_INFORMATION" retornada por
      "GetFileInformationByHandle()". Veja as constantes
      "FILE_ATTRIBUTE_* <stat.FILE_ATTRIBUTE_ARCHIVE>" no módulo
      "stat".

      Adicionado na versão 3.5.

   st_reparse_tag

      Quando "st_file_attributes" tem "FILE_ATTRIBUTE_REPARSE_POINT"
      definido, este campo contém uma tag identificando o tipo do
      ponto de nova análise. Veja as constantes "IO_REPARSE_TAG_*" no
      módulo "stat".

   O módulo padrão "stat" define funções e constantes que são úteis
   para extrair informações de uma estrutura "stat". (No Windows,
   alguns itens são preenchidos com valores fictícios.)

   Para compatibilidade com versões anteriores, uma instância de
   "stat_result" também é acessível como uma tupla de pelo menos 10
   inteiros, fornecendo os membros mais importantes (e portáveis) da
   estrutura "stat", na ordem "st_mode", "st_ino", "st_dev",
   "st_nlink", "st_uid", "st_gid", "st_size", "st_atime", "st_mtime",
   "st_ctime". Mais itens podem ser adicionados no final por algumas
   implementações. Para compatibilidade com versões mais antigas do
   Python, acessar "stat_result" como uma tupla sempre retorna
   inteiros.

   Alterado na versão 3.5: Windows agora retorna o arquivo de índice
   como "st_ino" quando disponível.

   Alterado na versão 3.7: Adicionado o membro "st_fstype" ao
   Solaris/derivados.

   Alterado na versão 3.8: Adicionado o membro "st_reparse_tag" no
   Windows.

   Alterado na versão 3.8: No Windows, o membro "st_mode" agora
   identifica arquivos especiais como "S_IFCHR", "S_IFIFO" ou
   "S_IFBLK" conforme apropriado.

   Alterado na versão 3.12: No Windows, "st_ctime" foi descontinuado.
   Eventualmente, ele conterá a hora da última alteração de metadados,
   para fins de consistência com outras plataformas, mas por enquanto
   ainda contém a hora de criação. Use "st_birthtime" para a hora de
   criação.No Windows, o "st_ino" agora pode ter até 128 bits,
   dependendo do sistema de arquivos. Anteriormente, não era possível
   ter mais de 64 bits, e identificadores de arquivo maiores seriam
   compactados arbitrariamente.No Windows, "st_rdev" não retorna mais
   um valor. Anteriormente, ele continha o mesmo que "st_dev", o que
   era incorreto.Adicionado o membro "st_birthtime" no Windows.

os.statvfs(path)

   Executa uma chamada de sistema "statvfs()" no caminho fornecido. O
   valor de retorno é um objeto cujos atributos descrevem o sistema de
   arquivos no caminho fornecido e correspondem aos membros da
   estrutura "statvfs", a saber: "f_bsize", "f_frsize", "f_blocks",
   "f_bfree", "f_bavail", "f_files", "f_ffree", "f_favail", "f_flag",
   "f_namemax", "f_fsid".

   Duas constantes em nível de módulo são definidas para os
   sinalizadores de bit do atributo "f_flag": se "ST_RDONLY" estiver
   definido, o sistema de arquivos é montado somente leitura, e se
   "ST_NOSUID" estiver definido, a semântica dos bits setuid/setgid é
   desabilitada ou não é implementada.

   Constantes de nível de módulo adicionais são definidas para
   sistemas baseados em GNU/glibc. São elas "ST_NODEV" (impede o
   acesso aos arquivos especiais do dispositivo), "ST_NOEXEC" (não
   permite a execução do programa), "ST_SYNCHRONOUS" (as escritas são
   sincronizadas de uma vez), "ST_MANDLOCK" (permitir travas
   obrigatórias em um sistema de arquivos), "ST_WRITE" (escrever no
   arquivo/diretório/link simbólico), "ST_APPEND" (arquivo somente
   anexado), "ST_IMMUTABLE" (arquivo imutável), "ST_NOATIME" (não
   atualiza os tempos de acesso), "ST_NODIRATIME" (não atualiza os
   tempos de acesso ao diretório), "ST_RELATIME" (atualiza o atime
   relativo ao mtime/ctime).

   Esta função tem suporte a especificar um descritor de arquivo.

   Disponibilidade: Unix.

   Alterado na versão 3.2: As constantes "ST_RDONLY" e "ST_NOSUID"
   foram adicionadas.

   Alterado na versão 3.3: Adicionado suporte para especificar *path*
   como um descritor de arquivo aberto.

   Alterado na versão 3.4: As constantes "ST_NODEV", "ST_NOEXEC",
   "ST_SYNCHRONOUS", "ST_MANDLOCK", "ST_WRITE", "ST_APPEND",
   "ST_IMMUTABLE", "ST_NOATIME", "ST_NODIRATIME" e "ST_RELATIME" foram
   adicionadas.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.7: Adicionado o atributo "f_fsid".

os.supports_dir_fd

   Um objeto "set" indicando quais funções no módulo "os" aceitam um
   descritor de arquivo aberto para seu parâmetro *dir_fd*.
   Plataformas diferentes fornecem recursos diferentes, e a
   funcionalidade subjacente que o Python usa para implementar o
   parâmetro *dir_fd* não está disponível em todas as plataformas que
   o Python provê suporte. Para fins de consistência, as funções que
   podem implementar *dir_fd* sempre permitem especificar o parâmetro,
   mas lançarão uma exceção se a funcionalidade for usada quando não
   estiver disponível localmente. (Especificar "None" para *dir_fd* é
   sempre válido em todas as plataformas.)

   Para verificar se uma função particular aceita um descritor de
   arquivo aberto para seu parâmetro *dir_fd*, use o operador "in" em
   "supports_dir_fd". Como exemplo, esta expressão é avaliada como
   "True" se "os.stat()" aceita descritores de arquivo abertos para
   *dir_fd* na plataforma local:

      os.stat in os.supports_dir_fd

   Atualmente os parâmetros *dir_fd* funcionam apenas em plataformas
   Unix; nenhum deles funciona no Windows.

   Adicionado na versão 3.3.

os.supports_effective_ids

   Um objeto "set" que indica se "os.access()" permite especificar
   "True" para seu parâmetro *effective_ids* na plataforma local.
   (Especificar "False" para *effective_ids* é sempre válido em todas
   as plataformas.) Se a plataforma local oferecer suporte, a coleção
   conterá "os.access()"; caso contrário, ficará vazio.

   Esta expressão é avaliada como "True" se "os.access()" oferecer
   suporte a "effective_ids=True" na plataforma local:

      os.access in os.supports_effective_ids

   Atualmente, *effective_ids* funciona apenas em plataformas Unix;
   não funciona no Windows.

   Adicionado na versão 3.3.

os.supports_fd

   Um objeto "set" que indica quais funções no módulo "os" permitem
   especificar seu parâmetro *path* como um descritor de arquivo
   aberto na plataforma local. Plataformas diferentes fornecem
   recursos diferentes, e a funcionalidade subjacente que o Python usa
   para aceitar descritores de arquivos abertos como argumentos *path*
   não está disponível em todas as plataformas que o Python provê
   suporte.

   Para determinar se uma função particular permite especificar um
   descritor de arquivo aberto para seu parâmetro *path*, use o
   operador "in" em "supports_fd". Como exemplo, esta expressão é
   avaliada como "True" se "os.chdir()" aceita descritores de arquivo
   abertos para *path* em sua plataforma local:

      os.chdir in os.supports_fd

   Adicionado na versão 3.3.

os.supports_follow_symlinks

   Um objeto "set" que indica quais funções no módulo "os" aceitam
   "False" para seu parâmetro *follow_symlinks* na plataforma local.
   Plataformas diferentes fornecem recursos diferentes, e a
   funcionalidade subjacente que o Python usa para implementar
   *follow_symlinks* não está disponível em todas as plataformas às
   quais o Python tem suporte. Para fins de consistência, as funções
   que podem ter suporte a *follow_symlinks* sempre permitem
   especificar o parâmetro, mas irão lançar uma exceção se a
   funcionalidade for usada quando não estiver disponível localmente.
   (Especificar "True" para *follow_symlinks* é sempre aceito em todas
   as plataformas.)

   Para verificar se uma função em particular aceita "False" para seu
   parâmetro *follow_symlinks*, use o operador "in" em
   "supports_follow_symlinks". Como exemplo, esta expressão é avaliada
   como "True" se você pode especificar "follow_symlinks=False" ao
   chamar "os.stat()" na plataforma local:

      os.stat in os.supports_follow_symlinks

   Adicionado na versão 3.3.

os.symlink(src, dst, target_is_directory=False, *, dir_fd=None)

   Cria um link simbólico apontando para *src* chamado *dst*.

   No Windows, um link simbólico representa um arquivo ou um diretório
   e não se transforma no destino dinamicamente. Se o alvo estiver
   presente, será criado um link simbólico de mesmo tipo. Caso
   contrário, o link simbólico será criado como um diretório se
   *target_is_directory* for "True" ou um link simbólico de arquivo (o
   padrão) caso contrário. Em plataformas não Windows,
   *target_is_directory* é ignorado.

   Esta função tem suporte a caminhos relativos para descritores de
   diretório.

   Nota:

     Em versões mais recentes do Windows 10, contas sem privilégios
     podem criar links simbólicos se o Modo de Desenvolvedor estiver
     habilitado. Quando o modo de desenvolvedor não está
     disponível/ativado, o privilégio *SeCreateSymbolicLinkPrivilege*
     é necessário ou o processo deve ser executado como um
     administrador.A exceção "OSError" é levantada quando a função é
     chamada por um usuário sem privilégios.

   Levanta um evento de auditoria "os.symlink" com os argumentos
   "src", "dst" e "dir_fd".

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   A função é limitada em WASI, veja Plataformas WebAssembly para mais
   informações.

   Alterado na versão 3.2: Adicionado suporte para links simbólicos do
   Windows 6.0 (Vista).

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*, e agora
   permite *target_is_directory* em plataformas não Windows.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* para
   *src* e *dst*.

   Alterado na versão 3.8: Adicionado suporte para links simbólicos
   não elevados no Windows com Modo de Desenvolvedor.

os.sync()

   Força a escrita de tudo para o disco.

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

os.truncate(path, length)

   Trunca o arquivo correspondente ao *path*, de modo que tenha no
   máximo *length* bytes.

   Esta função tem suporte a especificar um descritor de arquivo.

   Levanta um evento de auditoria "os.truncate" com os argumentos
   "path" e "length".

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   Adicionado na versão 3.3.

   Alterado na versão 3.5: Adicionado suporte para o Windows.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.unlink(path, *, dir_fd=None)

   Remove (exclui) o arquivo *path*. Esta função é semanticamente
   idêntica à "remove()"; o nome "unlink" é seu nome Unix tradicional.
   Por favor, veja a documentação de "remove()" para mais informações.

   Levanta um evento de auditoria "os.remove" com os argumentos
   "path", "dir_fd".

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o parâmetro *dir_fd*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.utime(path, times=None, *, [ns, ]dir_fd=None, follow_symlinks=True)

   Define os tempos de acesso e modificação do arquivo especificado
   por *path*.

   "utime()" aceita dois parâmetros opcionais, *times* e *ns*. Eles
   especificam os horários definidos no *path* e são usados da
   seguinte forma:

   * Se *ns* for especificado, deve ser uma tupla de 2 elementos na
     forma "(atime_ns, mtime_ns)" onde cada membro é um inteiro
     expressando nanossegundos.

   * Se *times* não for "None", deve ser uma tupla de 2 elementos na
     forma "(atime, mtime)" onde cada membro é um inteiro ou ponto
     flutuante expressando segundos.

   * Se *times* for "None" e *ns* não for especificado, isso é
     equivalente a especificar "ns=(atime_ns, mtime_ns)" onde ambos os
     tempos são a hora atual.

   É um erro especificar tuplas para ambos *times* e *ns*.

   Observe que os tempos exatos que você definiu aqui podem não ser
   retornados por uma chamada subsequente de "stat()", dependendo da
   resolução com a qual seu sistema operacional registra os tempos de
   acesso e modificação; veja "stat()". A melhor maneira de preservar
   os tempos exatos é usar os campos *st_atime_ns* e *st_mtime_ns* do
   objeto de resultado "os.stat()" com o parâmetro *ns* para
   "utime()".

   Esta função pode oferecer suporte a especificar um descritor de
   arquivo, caminhos relativos aos descritores de diretório e não
   seguir os links simbólicos.

   Levanta um evento de auditoria "os.utime" com os argumentos "path",
   "times", "ns" e "dir_fd".

   Alterado na versão 3.3: Adicionado suporte para especificar *path*
   como um descritor de arquivo aberto e os parâmetros *dir_fd*,
   *follow_symlinks* e *ns*.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.walk(top, topdown=True, onerror=None, followlinks=False)

   Gera os nomes dos arquivos em uma árvore de diretório percorrendo a
   árvore de cima para baixo ou de baixo para cima. Para cada
   diretório na árvore com raiz no diretório *top* (incluindo o
   próprio *top*), ele produz uma tupla de 3 elementos "(dirpath,
   dirnames, filenames)".

   *dirpath* é uma string, o caminho para o diretório. *dirnames* é
   uma lista dos nomes dos subdiretórios em *dirpath* (incluindo links
   simbólicos para diretórios e excluindo "'.'" e "'..'"). *filenames*
   é uma lista dos nomes dos arquivos não pertencentes ao diretório em
   *dirpath*. Observe que os nomes nas listas não contêm componentes
   de caminho. Para obter um caminho completo (que começa com *top*)
   para um arquivo ou diretório em *dirpath*, execute
   "os.path.join(dirpath, name)". Se as listas são ou não ordenadas
   depende do sistema de arquivos. Se um arquivo for removido ou
   adicionado ao diretório *dirpath* durante a geração das listas, não
   é especificado se um nome para esse arquivo deve ser incluído.

   Se o argumento opcional *topdown* for "True" ou não especificado, o
   triplo para um diretório é gerado antes dos triplos para qualquer
   um de seus subdiretórios (os diretórios são gerados de cima para
   baixo). Se *topdown* for "False", o triplo para um diretório é
   gerado após os triplos para todos os seus subdiretórios (os
   diretórios são gerados de baixo para cima). Não importa o valor de
   *topdown*, a lista de subdiretórios é recuperada antes que as
   tuplas para o diretório e seus subdiretórios sejam geradas.

   Quando *topdown* é "True", o chamador pode modificar a lista de
   *dirnames* internamente (talvez usando "del" ou atribuição de
   fatia), e "walk()" só recursará nos subdiretórios cujos nomes
   permanecem em *dirnames*; isso pode ser usado para podar a busca,
   impor uma ordem específica de visita, ou mesmo informar à função
   "walk()" sobre os diretórios que o chamador cria ou renomeia antes
   de retomar "walk()" novamente. Modificar *dirnames* quando
   *topdown* for "False" não tem efeito no comportamento da caminhada,
   porque no modo de baixo para cima os diretórios em *dirnames* são
   gerados antes do próprio *dirpath* ser gerado.

   Por padrão, os erros da chamada de "scandir()" são ignorados. Se o
   argumento opcional *onerror* for especificado, deve ser uma função;
   ela será chamado com um argumento, uma instância da exceção
   "OSError". Ele pode relatar o erro para continuar com a caminhada
   ou levantar a exceção para abortar a caminhada. Observe que o nome
   do arquivo está disponível como o atributo "filename" do objeto de
   exceção.

   Por padrão, a função "walk()" não vai seguir links simbólicos que
   resolvem para diretórios. Defina *followlinks* como "True" para
   visitar diretórios apontados por links simbólicos, em sistemas que
   oferecem suporte a eles.

   Nota:

     Esteja ciente de que definir *followlinks* para "True" pode levar
     a recursão infinita se um link apontar para um diretório pai de
     si mesmo. "walk()" não mantém registro dos diretórios que já
     visitou.

   Nota:

     Se você passar um nome de caminho relativo, não mude o diretório
     de trabalho atual entre as continuações de "walk()". "walk()"
     nunca muda o diretório atual, e presume que seu chamador também
     não.

   Este exemplo exibe o número total de bytes dos arquivos não-
   diretório em cada diretório no diretório inicial, exceto que ele
   não olha em nenhum subdiretório chamado "__pycache__":

      import os
      from os.path import join, getsize
      for root, dirs, files in os.walk('python/Lib/xml'):
          print(root, "consome", end=" ")
          print(sum(getsize(join(root, name)) for name in files), end=" ")
          print("bytes em", len(files), "arquivos que não são diretórios")
          if '__pycache__' in dirs:
              dirs.remove('__pycache__')  # não visita diretórios de __pycache__

   No próximo exemplo (implementação simples de "shutil.rmtree()"),
   andar na árvore de baixo para cima é essencial, "rmdir()" não
   permite excluir um diretório antes que o diretório esteja vazio:

      # Exclui tudo que for acessível do diretório nomeado em "top",
      # presumindo que não há links simbólicos.
      # CUIDADO: Isso é perigoso! Por exemplo, se top == '/',
      # ele pode excluir todos os seus arquivos de disco.
      import os
      for root, dirs, files in os.walk(top, topdown=False):
          for name in files:
              os.remove(os.path.join(root, name))
          for name in dirs:
              os.rmdir(os.path.join(root, name))
      os.rmdir(top)

   Levanta um evento de auditoria "os.walk" com os argumentos "top",
   "topdown", "onerror" e "followlinks".

   Alterado na versão 3.5: Esta função agora chama "os.scandir()" em
   vez de "os.listdir()", tornando-a mais rápida reduzindo o número de
   chamadas a "os.stat()".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.fwalk(top='.', topdown=True, onerror=None, *, follow_symlinks=False, dir_fd=None)

   Se comporta exatamente como "walk()", exceto que produz um tupla de
   4 elementos "(dirpath, dirnames, filenames, dirfd)", e tem suporte
   a "dir_fd".

   *dirpath*, *dirnames* e *filenames* são idênticos à saída de
   "walk()" e *dirfd* é um descritor de arquivo que faz referência ao
   diretório *dirpath*.

   Esta função sempre tem suporte a caminhos relativos aos descritores
   de diretório e não seguir links simbólicos. Observe, entretanto,
   que, ao contrário de outras funções, o valor padrão "fwalk()" para
   *follow_symlinks* é "False".

   Nota:

     Uma vez que "fwalk()" produz descritores de arquivo, eles só são
     válidos até a próxima etapa de iteração, então você deve
     duplicá-los (por exemplo, com "dup()") se quiser mantê-los por
     mais tempo.

   Este exemplo exibe o número total de bytes dos arquivos não-
   diretório em cada diretório no diretório inicial, exceto que ele
   não olha em nenhum subdiretório chamado "__pycache__":

      import os
      for root, dirs, files, rootfd in os.fwalk('python/Lib/xml'):
          print(root, "consome", end=" ")
          print(sum([os.stat(name, dir_fd=rootfd).st_size for name in files]),
                end=" ")
          print("bytes em", len(files), "arquivos que não são diretórios")
          if '__pycache__' in dirs:
              dirs.remove('__pycache__')  # não visita diretórios de __pycache__

   No próximo exemplo, percorrer a árvore de baixo para cima é
   essencial: "rmdir()" não permite excluir um diretório antes que o
   diretório esteja vazio:

      # Exclui tudo que for acessível do diretório nomeado em "top",
      # presumindo que não há links simbólicos.
      # CUIDADO: Isso é perigoso! Por exemplo, se top == '/',
      # ele pode excluir todos os seus arquivos de disco.
      import os
      for root, dirs, files, rootfd in os.fwalk(top, topdown=False):
          for name in files:
              os.unlink(name, dir_fd=rootfd)
          for name in dirs:
              os.rmdir(name, dir_fd=rootfd)

   Levanta um evento de auditoria "os.fwalk" com os argumentos "top",
   "topdown", "onerror", "follow_symlinks" e "dir_fd".

   Disponibilidade: Unix.

   Adicionado na versão 3.3.

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Alterado na versão 3.7: Adicionado suporte para caminhos em
   "bytes".

os.memfd_create(name[, flags=os.MFD_CLOEXEC])

   Cria um arquivo anônimo e retorna um descritor de arquivo que faça
   referência a ele. *flags* deve ser uma das constantes "os.MFD_*"
   disponíveis no sistema (ou uma combinação de OU bit a bit delas).
   Por padrão, o novo descritor de arquivo é não herdável.

   O nome fornecido em *name* é usado como um nome de arquivo e será
   exibido como o destino do link simbólico correspondente no
   diretório "/proc/self/fd/". O nome exibido é sempre prefixado com
   "memfd:" e serve apenas para fins de depuração. Os nomes não afetam
   o comportamento do descritor de arquivo e, como tal, vários
   arquivos podem ter o mesmo nome sem quaisquer efeitos colaterais.

   Disponibilidade: Linux >= 3.17 with glibc >= 2.27.

   Adicionado na versão 3.8.

os.MFD_CLOEXEC
os.MFD_ALLOW_SEALING
os.MFD_HUGETLB
os.MFD_HUGE_SHIFT
os.MFD_HUGE_MASK
os.MFD_HUGE_64KB
os.MFD_HUGE_512KB
os.MFD_HUGE_1MB
os.MFD_HUGE_2MB
os.MFD_HUGE_8MB
os.MFD_HUGE_16MB
os.MFD_HUGE_32MB
os.MFD_HUGE_256MB
os.MFD_HUGE_512MB
os.MFD_HUGE_1GB
os.MFD_HUGE_2GB
os.MFD_HUGE_16GB

   Esses sinalizadores podem ser passados para "memfd_create()".

   Disponibilidade: Linux >= 3.17 with glibc >= 2.27

   Os sinalizadores "MFD_HUGE*" estão disponíveis somente a partir do
   Linux 4.14.

   Adicionado na versão 3.8.

os.eventfd(initval[, flags=os.EFD_CLOEXEC])

   Cria e retorna um descritor de arquivo de evento. Os descritores de
   arquivo implementam  "read()" e "write()" brutos com um tamanho de
   buffer de 8, "select()", "poll()" e similares. Veja a página man
   *eventfd(2)* para mais informações.  Por padrão, o novo descritor
   de arquivo é não herdável.

   *initval* é o valor inicial do contador de evento. O valor inicial
   deve ser um inteiro sem sinal de 32 bits. Observe que o valor
   inicial é limitado a um inteiro sem sinal de 32 bits ainda que o
   contador de evento seja um inteiro de 64 bits com um valor máximo
   de 2^64-2.

   *flags* podem ser construídas a partir de "EFD_CLOEXEC",
   "EFD_NONBLOCK" e "EFD_SEMAPHORE".

   Se "EFD_SEMAPHORE" for especificado e o contador de evento for
   diferente de zero, "eventfd_read()" retorna 1 e decrementa o
   contador em um.

   Se "EFD_SEMAPHORE" não for especificado e o contador de evento for
   diferente de zero, "eventfd_read()" retorna o valor atual do
   contador de evento e zera o contador.

   Se o contador de evento for zero e "EFD_NONBLOCK" não for
   especificado, "eventfd_read()" bloqueia.

   "eventfd_write()" incrementa o contador de evento. A escrita
   bloqueia se a operação de escrita incrementar o contador para um
   valor maior que 2^64-2.

   Exemplo:

      import os

      # semáforo com valor inicial '1'
      fd = os.eventfd(1, os.EFD_SEMAPHORE | os.EFC_CLOEXEC)
      try:
          # adquire o semário
          v = os.eventfd_read(fd)
          try:
              faz_o_trabalho()
          finally:
              # libera o semáforo
              os.eventfd_write(fd, v)
      finally:
          os.close(fd)

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.10.

os.eventfd_read(fd)

   Lê um valor de um descritor de arquivo "eventfd()" e retorna um
   inteiro sem sinal de 64 bits. A função não verifica se *fd* é um
   "eventfd()".

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27

   Adicionado na versão 3.10.

os.eventfd_write(fd, value)

   Adiciona *value* a um descritor de arquivo "eventfd()". *value*
   deve ser um inteiro sem sinal de 64 bits. A função não verifica se
   *fd* é um "eventfd()".

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27

   Adicionado na versão 3.10.

os.EFD_CLOEXEC

   Define sinalizador close-on-exec para o novo descritor de arquivo
   "eventfd()".

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27

   Adicionado na versão 3.10.

os.EFD_NONBLOCK

   Define sinalizador de status "O_NONBLOCK" para um novo descritor de
   arquivo "eventfd()".

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27

   Adicionado na versão 3.10.

os.EFD_SEMAPHORE

   Fornece semântica de semáforo ou similar para leitura de um
   descritor de arquivo "eventfd()". Na leitura o contador interno é
   decrementado em um.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.30

   Adicionado na versão 3.10.


Descritores de arquivo de temporizador
--------------------------------------

Adicionado na versão 3.13.

Essas funções fornecem suporte para a API de *descritores de arquivo
de temporizador*.

os.timerfd_create(clockid, /, *, flags=0)

   Cria e retorna um descritor de arquivo de temporizador (*timerfd*).

   O descritor de arquivo retornado por "timerfd_create()" implementa:

   * "read()"

   * "select()"

   * "poll()"

   O método "read()" do descritor de arquivo pode ser chamado com um
   buffer de tamanho 8. Se o temporizador já expirou uma ou mais
   vezes, "read()" retorna o número de vezes que o descritor expirou
   com a ordem dos bytes no formato do hospedeiro, que pode ser
   convertido para um "int" com "int.from_bytes(x,
   byteorder=sys.byteorder)".

   "select()" e "poll()" pode ser usado para esperar até que o
   temporizador expire e o descritor de arquivo possa ser lido.

   *clockid* deve ser um ID de relógio válido, conforme definido no
   módulo "time":

   * "time.CLOCK_REALTIME"

   * "time.CLOCK_MONOTONIC"

   * "time.CLOCK_BOOTTIME" (A partir de Linux 3.15 para
     timerfd_create)

   Se *clockid* é "time.CLOCK_REALTIME", é usado um relógio em tempo
   real definido em todo o sistema. Se o relógio do sistema muda, a
   configuração do temporizador precisa ser atualizado. Para cancelar
   o temporizador quando o relógio do sistema é alterado, veja
   "TFD_TIMER_CANCEL_ON_SET".

   Se *clockid* é "time.CLOCK_MONOTONIC", é usado um relógio
   monotonicamente não estável. Mesmo se o relógio do sistema é
   alterado, a configuração do temporizador não será afetada.

   Se *clockid* é "time.CLOCK_BOOTTIME", é idêntica a
   "time.CLOCK_MONOTONIC" exceto por incluir qualquer tempo que o
   sistema está suspenso.

   O comportamento do descritor de arquivo pode ser modificado
   especificando um valor para  *flags*. Qualquer um dos seguintes
   valores pode ser usado, combinadas usando OU (OR) bit a bit (o
   operador "|"):

   * "TFD_NONBLOCK"

   * "TFD_CLOEXEC"

   Se "TFD_NONBLOCK" não está definido como um sinalizador, "read()"
   bloqueia até o temporizador expirar. Se está definido como um
   sinalizador, "read()" não bloqueia, mas se não expirou desde a
   última chamada, "read()" levanta "OSError" com "errno" definido
   como "errno.EAGAIN".

   "TFD_CLOEXEC" é sempre definido pelo Python automaticamente.

   O descritor de arquivo deve ser fechado com "os.close()" quando não
   é mais necessário, caso contrário o descritor de arquivo será
   vazado.

   Ver também: A página man *timerfd_create(2)*.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.

os.timerfd_settime(fd, /, *, flags=flags, initial=0.0, interval=0.0)

   Altera um temporizador interno do descritor de arquivo de
   temporizador. Essa função opera no mesmo intervalo do temporizador
   definido com "timerfd_settime_ns()".

   *fd* deve ser um descritor de arquivo de temporizador válido.

   O comportamento do temporizador pode ser modificado especificando
   um valor para  *flags*. Qualquer um dos seguintes valores pode ser
   usado, combinados usando OU (OR) bit a bit (o operador "|"):

   * "TFD_TIMER_ABSTIME"

   * "TFD_TIMER_CANCEL_ON_SET"

   O temporizador é desabilitado definindo *initial* para zero ("0").
   Se *initial* é igual ou maior que zero, o temporizador é
   habilitado. Se *initial* é menor que zero, uma exceção "OSError" é
   levantada com "errno" definido como "errno.EINVAL".

   Por padrão, o temporizador vai disparar quando passarem *initial*
   segundos. (Se *initial* é zero, o temporizador dispara
   imediatamente.)

   Contudo, se o sinalizador "TFD_TIMER_ABSTIME" está definido, o
   temporizador dispara quando o relógio do temporizador (definido por
   *clockid* em "timerfd_create()") atingir *initial* segundos.

   O intervalor do temporizador é definido pelo "float" *interval*. Se
   *interval* é zero, o temporizador irá disparar apenas uma vez, no
   disparo inicial. Se *interval* é maior que zero, o temporizador vai
   disparar a cada *interval* segundos a partir do disparo anterior.
   Se *interval* é menor que zero, uma exceção "OSError" será
   levantada com "errno" definido como "errno.EINVAL".

   Se o sinalizador "TFD_TIMER_CANCEL_ON_SET" é definido com
   "TFD_TIMER_ABSTIME" e o relógio para o temporizador é
   "time.CLOCK_REALTIME", o temporizador é marcado como cancelável se
   o relógio em tempo real é alterado descontinuadamente. Leitura do
   descritor é abortada com o erro ECANCELED.

   Linux gerencia relógio do sistema como UTC. A transição do horário
   de verão é feita apenas pela alteração da compensação de horário e
   não causa alteração descontínua do relógio do sistema.

   A alteração descontínua do relógio do sistema será causada pelos
   seguintes eventos:

   * "settimeofday"

   * "clock_settime"

   * definir hora e data do sistema com o comando  "date"

   Retorna uma tupla com dois elementos ("next_expiration",
   "interval") do estado anterior do temporizador, antes da execução
   dessa função.

   Ver também:

     *timerfd_create(2)*, *timerfd_settime(2)*, *settimeofday(2)*,
     *clock_settime(2)*, e *date(1)*.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.

os.timerfd_settime_ns(fd, /, *, flags=0, initial=0, interval=0)

   Similar a "timerfd_settime()", mas usa nanossegundos. Essa função
   opera no mesmo intervalo do temporizador definido com
   "timerfd_settime()".

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.

os.timerfd_gettime(fd, /)

   Retorna uma tupla de ponto flutuante com dois elementos
   ("next_expiration", "interval").

   "next_expiration" indica o tempo relativo até o próximo disparo do
   cronômetro, independentemente do sinalizador "TFD_TIMER_ABSTIME"
   estar definido.

   "interval" indica o intervalo do cronômetro. Se for zero, o
   cronômetro será acionado apenas uma vez, após terem passados
   "next_expiration" segundos.

   Ver também: *timerfd_gettime(2)*

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.

os.timerfd_gettime_ns(fd, /)

   Similar a "timerfd_gettime()", mas retorna o tempo em
   nanossegundos.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.

os.TFD_NONBLOCK

   Um sinalizador para a função "timerfd_create()", que define o
   estado do sinalizador "O_NONBLOCK" para o novo descritor de arquivo
   de temporizador. Se "TFD_NONBLOCK" não for definido como
   sinalizador, "read()" bloqueia.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.

os.TFD_CLOEXEC

   Um sinalizador para a função "timerfd_create()". Se "TFD_CLOEXEC"
   for definido como um sinalizador, define o sinalizador close-on-
   exec para o novo descritor de arquivo.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.

os.TFD_TIMER_ABSTIME

   Um sinalizador para as funções "timerfd_settime()" e
   "timerfd_settime_ns()". Se esse sinalizador for definido, *initial*
   será intepretador como um valor absoluto no relógio do temporizador
   (em segundos UTC ou nanossegundos da Era Unix).

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.

os.TFD_TIMER_CANCEL_ON_SET

   Um sinalizador para as funções "timerfd_settime()" e
   "timerfd_settime_ns()" juntamente com "TFD_TIMER_ABSTIME". O
   cronômetro é cancelado quando a hora do relógio subjacente muda de
   forma descontínua.

   Disponibilidade: Linux >= 2.6.27 with glibc >= 2.8

   Adicionado na versão 3.13.


Atributos estendidos do Linux
-----------------------------

Adicionado na versão 3.3.

Estas funções estão todas disponíveis apenas no Linux.

os.getxattr(path, attribute, *, follow_symlinks=True)

   Retorna o valor do atributo estendido do sistema de arquivos
   *attribute* para *path*. *attribute* pode ser bytes ou str (direta
   ou indiretamente por meio da interface "PathLike"). Se for str, ele
   é codificado com a codificação do sistema de arquivos.

   Esta função tem suporte a especificar um descritor de arquivo e não
   seguir links simbólicos.

   Levanta um evento de auditoria "os.getxattr" com os argumentos
   "path" e "attribute".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* para
   *path* e *attribute*.

os.listxattr(path=None, *, follow_symlinks=True)

   Retorna uma lista dos atributos estendidos do sistema de arquivos
   em *path*. Os atributos na lista são representados como strings
   decodificadas com a codificação do sistema de arquivos. Se *path*
   for "None", "listxattr()" irá examinar o diretório atual.

   Esta função tem suporte a especificar um descritor de arquivo e não
   seguir links simbólicos.

   Levanta um evento de auditoria "os.listxattr" com o argumento
   "path".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os.removexattr(path, attribute, *, follow_symlinks=True)

   Remove o atributo *attribute* do sistema de arquivos estendido do
   *path*. *attribute* deve ser bytes ou str (direta ou indiretamente
   através da interface "PathLike"). Se for uma string, é codificada
   com o *tratador de erros e codificação do sistema de arquivos*

   Esta função tem suporte a especificar um descritor de arquivo e não
   seguir links simbólicos.

   Levanta um evento de auditoria "os.removexattr" com os argumentos
   "path" e "attribute".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* para
   *path* e *attribute*.

os.setxattr(path, attribute, value, flags=0, *, follow_symlinks=True)

   Define o atributo de sistema de arquivos estendido *attribute* em
   *path* como *value*. *attribute* deve ser um bytes ou str sem NULs
   embutidos (direta ou indiretamente por meio da interface
   "PathLike"). Se for um str, ele é codificado com *tratador de erros
   e codificação do sistema de arquivos*. *flags* podem ser
   "XATTR_REPLACE" ou "XATTR_CREATE". Se "XATTR_REPLACE" for fornecido
   e o atributo não existe, "ENODATA" será levantada. Se
   "XATTR_CREATE" for fornecido e o atributo já existir, o atributo
   não será criado e "EEXISTS" será levantada.

   Esta função tem suporte a especificar um descritor de arquivo e não
   seguir links simbólicos.

   Nota:

     Um bug nas versões do kernel Linux inferiores a 2.6.39 fez com
     que o argumento *flags* fosse ignorado em alguns sistemas de
     arquivos.

   Levanta um evento de auditoria "os.setxattr" com os argumentos
   "path", "attribute", "value" e "flags".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar* para
   *path* e *attribute*.

os.XATTR_SIZE_MAX

   O tamanho máximo que o valor de um atributo estendido pode ter.
   Atualmente, são 64 KiB no Linux.

os.XATTR_CREATE

   Este é um valor possível para o argumento *flags* em "setxattr()".
   Indica que a operação deve criar um atributo.

os.XATTR_REPLACE

   Este é um valor possível para o argumento *flags* em "setxattr()".
   Indica que a operação deve substituir um atributo existente.


Gerenciamento de processo
=========================

Estas funções podem ser usadas para criar e gerenciar processos.

As várias funções "exec*" recebem uma lista de argumentos para o novo
programa carregado no processo. Em cada caso, o primeiro desses
argumentos é passado para o novo programa como seu próprio nome, e não
como um argumento que um usuário pode ter digitado em uma linha de
comando. Para o programador C, este é o "argv[0]" passado para um
programa "main()". Por exemplo, "os.execv('/bin/echo', ['foo',
'bar'])" exibirá apenas "bar" na saída padrão; "foo" parecerá ser
ignorado.

os.abort()

   Gera um sinal "SIGABRT" para o processo atual. No Unix, o
   comportamento padrão é produzir um despejo de memória; no Windows,
   o processo retorna imediatamente um código de saída "3". Esteja
   ciente de que chamar esta função não chamará o manipulador de sinal
   Python registrado para "SIGABRT" com "signal.signal()".

os.add_dll_directory(path)

   Adiciona um caminho ao caminho de pesquisa de DLL.

   Este caminho de pesquisa é usado ao resolver dependências para
   módulos de extensão importados (o próprio módulo é resolvido por
   meio de "sys.path"), e também por "ctypes".

   Remove o diretório chamando **close()** no objeto retornado ou
   usando-o em uma instrução "with".

   Consulte a documentação da Microsoft para obter mais informações
   sobre como as DLLs são carregadas.

   Levanta um evento de auditoria "os.add_dll_directory" com o
   argumento "path".

   Disponibilidade: Windows.

   Adicionado na versão 3.8: As versões anteriores do CPython
   resolveriam DLLs usando o comportamento padrão para o processo
   atual. Isso levou a inconsistências, como apenas às vezes pesquisar
   "PATH" ou o diretório de trabalho atual, e funções do sistema
   operacional como "AddDllDirectory" sem efeito.No 3.8, as duas
   maneiras principais de carregar as DLLs agora substituem
   explicitamente o comportamento de todo o processo para garantir a
   consistência. Veja as notas de portabilidade para informações sobre
   atualização de bibliotecas.

os.execl(path, arg0, arg1, ...)
os.execle(path, arg0, arg1, ..., env)
os.execlp(file, arg0, arg1, ...)
os.execlpe(file, arg0, arg1, ..., env)
os.execv(path, args)
os.execve(path, args, env)
os.execvp(file, args)
os.execvpe(file, args, env)

   Todas essas funções executam um novo programa, substituindo o
   processo atual; elas não retornam. No Unix, o novo executável é
   carregado no processo atual e terá a mesma identificação de
   processo do chamador. Os erros serão relatados como exceções de
   "OSError".

   O processo atual é substituído imediatamente. Objetos arquivo
   abertos e descritores não são descarregados, então se houver dados
   em buffer nesses arquivos abertos, você deve descarregá-los usando
   "sys.stdout.flush()" ou "os.fsync()" antes de chamar uma função
   "exec*".

   As variantes "l" e "v" das funções "exec*" diferem em como os
   argumentos da linha de comando são passados. As variantes "l" são
   talvez as mais fáceis de trabalhar se o número de parâmetros for
   fixo quando o código for escrito; os parâmetros individuais
   simplesmente se tornam parâmetros adicionais para as funções
   "execl*()". As variantes "v" são boas quando o número de parâmetros
   é variável, com os argumentos sendo passados em uma lista ou tupla
   como o parâmetro *args*. Em qualquer caso, os argumentos para o
   processo filho devem começar com o nome do comando que está sendo
   executado, mas isso não é obrigatório.

   As variantes que incluem um "p" próximo ao final ("execlp()",
   "execlpe()", "execvp()" e "execvpe()") usarão a variável de
   ambiente "PATH" para localizar o programa *file*. Quando o ambiente
   está sendo substituído (usando uma das variantes "exec*e",
   discutidas no próximo parágrafo), o novo ambiente é usado como
   fonte da variável "PATH". As outras variantes, "execl()",
   "execle()", "execv()" e "execve()", não usarão a variável "PATH"
   para localizar o executável; *path* deve conter um caminho absoluto
   ou relativo apropriado. Caminhos relativos devem incluir pelo menos
   uma barra, mesmo no Windows, pois nomes simples não serão
   resolvidos.

   Para "execle()", "execlpe()", "execve()" e "execvpe()" (observe que
   todos eles terminam em "e"), o parâmetro *env* deve ser um
   mapeamento que é usado para definir as variáveis de ambiente para o
   novo processo (elas são usadas no lugar do ambiente do processo
   atual); as funções "execl()", "execlp()", "execv()" e "execvp()"
   fazem com que o novo processo herde o ambiente do processo atual.

   Para "execve()" em algumas plataformas, *path* também pode ser
   especificado como um descritor de arquivo aberto. Esta
   funcionalidade pode não ser compatível com sua plataforma; você
   pode verificar se está ou não disponível usando "os.supports_fd".
   Se não estiver disponível, usá-lo vai levantar uma
   "NotImplementedError".

   Levanta um evento de auditoria "os.exec" com os argumentos "path",
   "args" e "env".

   Disponibilidade: Unix, Windows, not WASI, not Android, not iOS.

   Alterado na versão 3.3: Adicionado suporte para especificar *path*
   como um descritor de arquivo aberto para "execve()".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

os._exit(n)

   Sai do processo com status *n*, sem chamar manipuladores de
   limpeza, liberando buffers de entrada e saída padrões etc.

   Nota:

     A forma padrão de sair é "sys.exit(n)". "_exit()" normalmente só
     deve ser usado no processo filho após uma função "fork()".

Os seguintes códigos de saída são definidos e podem ser usados com
"_exit()", embora não sejam obrigatórios. Eles são normalmente usados
para programas de sistema escritos em Python, como um programa de
entrega de comando externo de servidor de e-mail.

Nota:

  Alguns deles podem não estar disponíveis em todas as plataformas
  Unix, pois há algumas variações. Essas constantes estão definidas
  onde elas são definidas pela plataforma subjacente.

os.EX_OK

   Código de saída que significa que não ocorreu nenhum erro. Pode ser
   obtido do valor definido de "EXIT_SUCCESS" em algumas plataformas.
   Geralmente tem um valor de zero.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

os.EX_USAGE

   Código de saída que significa que o comando foi usado
   incorretamente, como quando o número errado de argumentos é
   fornecido.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_DATAERR

   Código de saída que significa que os dados inseridos estavam
   incorretos.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_NOINPUT

   Código de saída que significa que um arquivo de entrada não existe
   ou não pôde ser lido.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_NOUSER

   Código de saída que significa que um usuário especificado não
   existe.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_NOHOST

   Código de saída que significa que um host especificado não existe.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_UNAVAILABLE

   Código de saída que significa que um serviço necessário está
   indisponível.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_SOFTWARE

   Código de saída que significa que um erro interno do software foi
   detectado.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_OSERR

   Código de saída que significa que um erro do sistema operacional
   foi detectado, como a incapacidade de criar um fork ou um
   encadeamento.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_OSFILE

   Código de saída que significa que algum arquivo do sistema não
   existia, não pôde ser aberto ou teve algum outro tipo de erro.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_CANTCREAT

   Código de saída que significa que um arquivo de saída especificado
   pelo usuário não pôde ser criado.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_IOERR

   Código de saída que significa que ocorreu um erro ao fazer E/S em
   algum arquivo.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_TEMPFAIL

   Código de saída que significa que ocorreu uma falha temporária.
   Isso indica algo que pode não ser realmente um erro, como uma
   conexão de rede que não pôde ser feita durante uma operação de nova
   tentativa.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_PROTOCOL

   Código de saída que significa que uma troca de protocolo foi
   ilegal, inválida ou não compreendida.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_NOPERM

   Código de saída que significa que não havia permissões suficientes
   para executar a operação (mas sem intenção de causar problemas do
   sistema de arquivos).

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_CONFIG

   Código de saída que significa que ocorreu algum tipo de erro de
   configuração.

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.EX_NOTFOUND

   Código de saída que significa algo como "uma entrada não foi
   encontrada".

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.fork()

   Cria um processo filho. Retorna "0" no filho e o ID de processo do
   filho no pai. Se ocorrer um erro, uma exceção "OSError" é
   levantada.

   Note que algumas plataformas incluindo FreeBSD <= 6.3 e Cygwin têm
   problemas conhecidos ao usar "fork()" a partir de um thread.

   Levanta um evento de auditoria "os.fork" sem argumentos.

   Aviso:

     Se você usa soquetes TLS em um aplicação chamando "fork()",
     consulte alerta na documentação do módulo "ssl".

   Aviso:

     No macOS, o uso desta função é inseguro quando combinado com o
     uso de APIs de sistema de nível mais alto, e isso inclui o uso de
     "urllib.request".

   Alterado na versão 3.8: Chamar "fork()" em um subinterpretador não
   é mais possível ("RuntimeError" é levantada).

   Alterado na versão 3.12: Se o Python for capaz de detectar que o
   seu processar tem várias threads, o "os.fork()" agora levanta uma
   exceção "DeprecationWarning".Optamos por apresentar isso como um
   alerta, quando detectável, para informar melhor aos desenvolvedores
   sobre um problema de design que a plataforma POSIX indica
   especificamente como sem suporte. Mesmo em códigos que *aparentem*
   funcionar, nunca foi seguro misturar threading com "os.fork()" em
   plataformas POSIX. O próprio ambiente de execução do CPython sempre
   fez chamadas à API que não são seguras para uso no processo filho
   quando existiam threads no pai (como "malloc" e "free").Os usuários
   do macOS ou usuários de implementações de libc ou malloc diferentes
   daquelas normalmente encontradas no glibc até o momento estão entre
   os que já têm maior probabilidade de sofrer com impasses
   (*deadlocks*) ao executar esse código.Consulte esta discussão sobre
   fork ser incompatível com threads para obter detalhes técnicos
   sobre o motivo pelo qual estamos revelando aos desenvolvedores esse
   problema de longa data de compatibilidade da plataforma.

   Disponibilidade: POSIX, not WASI, not Android, not iOS.

os.forkpty()

   Cria um processo filho, usando um novo pseudoterminal como o
   terminal de controle do filho. Retorna um par de "(pid, fd)", onde
   *pid* é "0" no filho, o novo ID de processo do filho no pai e *fd*
   é o descritor de arquivo do lado mestre do pseudoterminal. Para uma
   abordagem mais portátil, use o módulo "pty". Se ocorrer um erro,
   "OSError" é levantada.

   Levanta um evento de auditoria "os.forkpty" sem argumentos.

   Aviso:

     No macOS, o uso desta função é inseguro quando combinado com o
     uso de APIs de sistema de nível mais alto, e isso inclui o uso de
     "urllib.request".

   Alterado na versão 3.8: Chamar "forkpty()" em um subinterpretador
   não é mais permitido ("RuntimeError" é levantada).

   Alterado na versão 3.12: Se o Python for capaz de detectar que o
   seu processo tem vários threads, isso agora levanta uma exceção
   "DeprecationWarning". Veja a explicação mais longa em "os.fork()".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.kill(pid, sig, /)

   Envia o sinal *sig* para o processo *pid*. Constantes dos sinais
   específicos disponíveis na plataforma host são definidas no módulo
   "signal".

   Windows: os sinais "signal.CTRL_C_EVENT" e
   "signal.CTRL_BREAK_EVENT" são sinais especiais que só podem ser
   enviados para processos de console que compartilham uma janela de
   console comum, por exemplo, alguns subprocessos. Qualquer outro
   valor para *sig* fará com que o processo seja encerrado
   incondicionalmente pela API TerminateProcess e o código de saída
   será definido como *sig*.

   Veja também "signal.pthread_kill()".

   Levanta um evento de auditoria "os.kill" com os argumentos "pid" e
   "sig".

   Disponibilidade: Unix, Windows, not WASI, not iOS.

   Alterado na versão 3.2: Adicionado suporte ao Windows.

os.killpg(pgid, sig, /)

   Envia o sinal *sig* para o grupo de processos *pgid*.

   Levanta um evento de auditoria "os.killpg" com os argumentos "pgid"
   e "sig".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not iOS.

os.nice(increment, /)

   Adiciona *increment* ao nível de "nice" do processo. Retorna um
   novo nível de "nice".

   Disponibilidade: Unix, not WASI.

os.pidfd_open(pid, flags=0)

   Retorna um descritor de arquivo referente ao processo *pid* com as
   *flags* definidas. Este descritor pode ser usado para gerenciar o
   processo sem corridas e sinais.

   Veja a página man *pidfd_open(2)* para mais detalhes.

   Disponibilidade: Linux >= 5.3, Android >= "build-time" API level 31

   Adicionado na versão 3.9.

   os.PIDFD_NONBLOCK

      Este sinalizador indica que o descritor de arquivo será não-
      bloqueante. Se o processo referenciado pelo descritor de arquivo
      ainda não tiver terminado, então uma tentativa de aguardar no
      descritor de arquivo usando *waitid(2)* retornará imediatamente
      o erro "EAGAIN" em vez de bloquear.

   Disponibilidade: Linux >= 5.10

   Adicionado na versão 3.12.

os.plock(op, /)

   Trava os segmentos do programa na memória. O valor de *op*
   (definido em "<sys/lock.h>") determina quais segmentos são
   travados.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not iOS.

os.popen(cmd, mode='r', buffering=-1)

   Abre um encadeamento, também conhecido como "pipe", de ou para o
   comando *cmd*. O valor de retorno é um objeto arquivo aberto
   conectado ao encadeamento, que pode ser lido ou escrito dependendo
   se *mode* é "'r'" (padrão) ou "'w'". O argumento *buffering* tem o
   mesmo significado que o argumento correspondente para a função
   embutida "open()". O objeto arquivo retornado lê ou escreve strings
   de texto em vez de bytes.

   O método "close" retorna "None" se o subprocesso foi encerrado com
   sucesso, ou o código de retorno do subprocesso se houve um erro. Em
   sistemas POSIX, se o código de retorno for positivo, ele representa
   o valor de retorno do processo deslocado para a esquerda em um
   byte. Se o código de retorno for negativo, o processo foi encerrado
   pelo sinal dado pelo valor negado do código de retorno. (Por
   exemplo, o valor de retorno pode ser "- signal.SIGKILL" se o
   subprocesso foi eliminado.) Em sistemas Windows, o valor de retorno
   contém o código de retorno inteiro com sinal do processo filho.

   No Unix, "waitstatus_to_exitcode()" pode ser usado para converter o
   resultado do método "close" (status de saída) em um código de saída
   se não for "None". No Windows, o resultado do método "close" é
   diretamente o código de saída (ou "None").

   Isso é implementado usando "subprocess.Popen"; consulte a
   documentação desta classe para maneiras mais poderosas de gerenciar
   e se comunicar com subprocessos.

   Disponibilidade: not WASI, not Android, not iOS.

   Nota:

     O Modo UTF-8 do Python afeta as codificações usadas para *cmd* e
     conteúdo de encadeamento."popen()" é um wrapper simples em torno
     de "subprocess.Popen". Use "subprocess.Popen" ou
     "subprocess.run()" para controlar opções como codificações.

   Descontinuado desde a versão 3.14: A função está *suavemente
   descontinuada* e não deve mais ser usada para escrever novos
   códigos. O módulo "subprocess" é recomendado em vez disso.

os.posix_spawn(path, argv, env, *, file_actions=None, setpgroup=None, resetids=False, setsid=False, setsigmask=(), setsigdef=(), scheduler=None)

   Envolve a API da biblioteca C "posix_spawn()" para uso em Python.

   A maioria dos usuários deveria usar "subprocess.run()" em vez de
   "posix_spawn()".

   Os argumentos somente-posicional *path*, *args*, e *env* são
   similares a "execve()". *env* pode ser "None", caso em que o
   ambiente do processo atual é usado.

   O parâmetro *path* é o caminho para o arquivo executável. O *path*
   deve conter um diretório. Use "posix_spawnp()" para passar um
   arquivo executável sem diretório.

   O argumento *file_actions* pode ser uma sequência de tuplas
   descrevendo ações a serem tomadas em descritores de arquivo
   específicos no processo filho entre as etapas "fork()" e "exec()"
   de implementação da biblioteca C. O primeiro item em cada tupla
   deve ser um dos três indicadores de tipo listados abaixo,
   descrevendo os elementos restantes da tupla:

   os.POSIX_SPAWN_OPEN

      ("os.POSIX_SPAWN_OPEN", *fd*, *path*, *flags*, *mode*)

      Efetua "os.dup2(os.open(path, flags, mode), fd)".

   os.POSIX_SPAWN_CLOSE

      ("os.POSIX_SPAWN_CLOSE", *fd*)

      Efetua "os.close(fd)".

   os.POSIX_SPAWN_DUP2

      ("os.POSIX_SPAWN_DUP2", *fd*, *new_fd*)

      Efetua "os.dup2(fd, new_fd)".

   os.POSIX_SPAWN_CLOSEFROM

      ("os.POSIX_SPAWN_CLOSEFROM", *fd*)

      Efetua "os.closerange(fd, INF)".

   Estas tuplas correspondem a chamadas de API da biblioteca C de
   "posix_spawn_file_actions_addopen()",
   "posix_spawn_file_actions_addclose()",
   "posix_spawn_file_actions_adddup2()" e
   "posix_spawn_file_actions_addclosefrom_np()" usadas para preparar
   para a chamada de "posix_spawn()" em si.

   O argumento *setpgroup* definirá o grupo de processos do filho para
   o valor especificado. Se o valor especificado for 0, o ID do grupo
   de processo filho será igual ao ID do processo. Se o valor de
   *setpgroup* não for definido, o filho herdará o ID do grupo de
   processos do pai. Este argumento corresponde ao sinalizador
   "POSIX_SPAWN_SETPGROUP" da biblioteca C.

   Se o argumento *resetids* for "True", ele irá reconfigurar o UID e
   GID efetivos do filho para o UID e GID reais do processo pai. Se o
   argumento for "False", então o filho retém o UID e GID efetivos do
   pai. Em ambos os casos, se os bits de permissão set-user-ID e set-
   group-ID estiverem habilitados no arquivo executável, seu efeito
   vai substituir a configuração do UID e GID efetivos. Este argumento
   corresponde ao sinalizador "POSIX_SPAWN_RESETIDS" da biblioteca C.

   Se o argumento *setsid* for "True", ele criará um novo ID de sessão
   para "posix_spawn". *setsid* requer "POSIX_SPAWN_SETSID" ou
   "POSIX_SPAWN_SETSID_NP". Caso contrário, "NotImplementedError" é
   levantada.

   O argumento *setsigmask* definirá a máscara de sinal para o
   conjunto de sinais especificado. Se o parâmetro não for usado, o
   filho herda a máscara de sinal do pai. Este argumento corresponde
   ao sinalizador "POSIX_SPAWN_SETSIGMASK" da biblioteca C.

   O argumento *sigdef* redefinirá a disposição de todos os sinais no
   conjunto especificado. Este argumento corresponde ao sinalizador
   "POSIX_SPAWN_SETSIGDEF" da biblioteca C.

   O argumento *scheduler* deve ser uma tupla contendo a política do
   agendador (opcional) e uma instância de "sched_param" com os
   parâmetros do agendador. Um valor "None" no lugar da política do
   agendador indica que a política não está sendo fornecido. Este
   argumento é uma combinação dos sinalizadores
   "POSIX_SPAWN_SETSCHEDPARAM" e "POSIX_SPAWN_SETSCHEDULER" da
   biblioteca C.

   Levanta um evento de auditoria "os.posix_spawn" com os argumentos
   "path", "argv" e "env".

   Adicionado na versão 3.8.

   Alterado na versão 3.13: o parâmetro *env* pode ser "None".
   "os.POSIX_SPAWN_CLOSEFROM" está disponível nas plataformas onde
   "posix_spawn_file_actions_addclosefrom_np()" existe.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.posix_spawnp(path, argv, env, *, file_actions=None, setpgroup=None, resetids=False, setsid=False, setsigmask=(), setsigdef=(), scheduler=None)

   Envolve a API da biblioteca C "posix_spawnp()" para uso em Python.

   Semelhante a "posix_spawn()" exceto que o sistema procura o arquivo
   *executable* na lista de diretórios especificados pela variável de
   ambiente "PATH" (da mesma forma que para "execvp(3)").

   Levanta um evento de auditoria "os.posix_spawn" com os argumentos
   "path", "argv" e "env".

   Adicionado na versão 3.8.

   Disponibilidade: POSIX, not WASI, not Android, not iOS.

   Veja a documentação de "posix_spawn()".

os.register_at_fork(*, before=None, after_in_parent=None, after_in_child=None)

   Registra chamáveis a serem executados quando um novo processo filho
   é criado usando "os.fork()" ou APIs de clonagem de processos
   semelhantes. Os parâmetros são opcionais e somente-nomeados. Cada
   um especifica um ponto de chamada diferente.

   * *before* é uma função chamada antes de criar um processo filho.

   * *after_in_parent* é uma função chamada a partir do processo pai
     após criar um processo filho.

   * *after_in_child* é uma função chamada a partir do processo filho.

   Essas chamadas são feitas apenas se o controle deve retornar ao
   interpretador Python. Um lançamento típico de "subprocess" não irá
   acioná-los, pois o filho não entrará novamente no interpretador.

   As funções registradas para execução antes de criar um processo
   filho são chamadas na ordem de registro reversa. As funções
   registradas para execução após o processo filho ser criado (no pai
   ou no filho) são chamadas na ordem de registro.

   Note que chamadas a "fork()" feitas por código C de terceiros podem
   não chamar estas funções, a menos que ele explicitamente chamem
   "PyOS_BeforeFork()", "PyOS_AfterFork_Parent()" e
   "PyOS_AfterFork_Child()".

   Não há uma forma de desfazer o registro de uma função.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

   Adicionado na versão 3.7.

os.spawnl(mode, path, ...)
os.spawnle(mode, path, ..., env)
os.spawnlp(mode, file, ...)
os.spawnlpe(mode, file, ..., env)
os.spawnv(mode, path, args)
os.spawnve(mode, path, args, env)
os.spawnvp(mode, file, args)
os.spawnvpe(mode, file, args, env)

   Executa o programa *path* em um novo processo.

   (Observe que o módulo "subprocess" fornece recursos mais poderosos
   para gerar novos processos e recuperar seus resultados; usar esse
   módulo é preferível a usar essas funções. Verifique especialmente a
   seção Replacing Older Functions with the subprocess Module.)

   Se *mode* for "P_NOWAIT", esta função retorna o id do processo do
   novo processo; se *mode* for "P_WAIT", retorna o código de saída do
   processo se ele sair normalmente, ou "-signal", onde *signal* é o
   sinal que matou o processo. No Windows, o id do processo será na
   verdade o manipulador do processo, portanto, pode ser usado com a
   função "waitpid()".

   Nota sobre VxWorks: esta função não retorna "-signal" se o novo
   processo é interrompido. Em vez disso, ele levanta a exceção
   OSError.

   As variantes "l" e "v" das funções "spawn*" diferem em como os
   argumentos de linha de comando são passados. As variantes "l" são
   talvez as mais fáceis de trabalhar se o número de parâmetros for
   fixo quando o código for escrito; os parâmetros individuais
   simplesmente se tornam parâmetros adicionais para as funções
   "spawnl*()". As variantes "v" são boas quando o número de
   parâmetros é variável, com os argumentos sendo passados em uma
   lista ou tupla como o parâmetro *args*. Em ambos os casos, os
   argumentos para o processo filho devem começar com o nome do
   comando que está sendo executado.

   As variantes que incluem um segundo "p" próximo ao final
   ("spawnlp()", "spawnlpe()", "spawnvp()" e "spawnvpe()") usarão a
   variável de ambiente "PATH" para localizar o programa *file*.
   Quando o ambiente está sendo substituído (usando uma das variantes
   "spawn*e", discutidas no próximo parágrafo), o novo ambiente é
   usado como fonte da variável "PATH". As outras variantes,
   "spawnl()", "spawnle()", "spawnv()" e "spawnve()", não usarão a
   variável "PATH" para localizar o executável; *path* deve conter um
   caminho absoluto ou relativo apropriado.

   Para "spawnle()", "spawnlpe()", "spawnve()" e "spawnvpe()" (observe
   que todos eles terminam em "e"), o parâmetro *env* deve ser um
   mapeamento que é usado para definir as variáveis de ambiente para o
   novo processo (elas são usadas no lugar do ambiente do processo
   atual); as funções "spawnl()", "spawnlp()", "spawnv()" e
   "spawnvp()" fazem com que o novo processo herde o ambiente do
   processo atual. Note que as chaves e os valores no dicionário *env*
   devem ser strings; chaves ou valores inválidos farão com que a
   função falhe, com um valor de retorno de "127".

   Como exemplo, as seguintes chamadas a "spawnlp()" e "spawnvpe()"
   são equivalentes:

      import os
      os.spawnlp(os.P_WAIT, 'cp', 'cp', 'index.html', '/dev/null')

      L = ['cp', 'index.html', '/dev/null']
      os.spawnvpe(os.P_WAIT, 'cp', L, os.environ)

   Levanta um evento de auditoria "os.spawn" com os argumentos "mode",
   "path", "args" e "env".

   Disponibilidade: Unix, Windows, not WASI, not Android, not iOS.

   "spawnlp()", "spawnlpe()", "spawnvp()" e "spawnvpe()" não estão
   disponíveis no Windows. "spawnle()" e "spawnve()" não são seguros
   para thread no Windows; recomendamos que você use o módulo
   "subprocess".

   Alterado na versão 3.6: Aceita um *objeto caminho ou similar*.

   Descontinuado desde a versão 3.14: Estas funções estão *suavemente
   descontinuadas* e não devem mais ser usadas para escrever novos
   códigos. O módulo "subprocess" é recomendado em vez disso.

os.P_NOWAIT
os.P_NOWAITO

   Valores possíveis para o parâmetro *mode* para a família de funções
   "spawn*". Se qualquer um desses valores for fornecido, as funções
   "spawn*" retornarão assim que o novo processo for criado, com o id
   do processo como o valor de retorno.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

os.P_WAIT

   Valor possível para o parâmetro *mode* para a família de funções
   "spawn*". Se for fornecido como *mode*, as funções "spawn*" não
   retornarão até que o novo processo seja executado até a conclusão e
   retornará o código de saída do processo em que a execução foi bem-
   sucedida, ou "-signal" se um sinal interromper o processo.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

os.P_DETACH
os.P_OVERLAY

   Valores possíveis para o parâmetro *mode* para a família de funções
   "spawn*". Eles são menos portáveis do que os listados acima.
   "P_DETACH" é semelhante a "P_NOWAIT", mas o novo processo é
   separado do console do processo de chamada. Se "P_OVERLAY" for
   usado, o processo atual será substituído; a função "spawn*" não
   retornará.

   Disponibilidade: Windows.

os.startfile(path[, operation][, arguments][, cwd][, show_cmd])

   Inicia um arquivo com sua aplicação associada.

   Quando *operation* não é especificado, isso atua como um clique
   duplo no arquivo no Windows Explorer, ou como fornecer o nome do
   arquivo como um argumento para o comando **start** do console
   interativo de comandos: o arquivo é aberto com qualquer aplicação
   (se houver) com a extensão associada.

   Quando outra *operation* é fornecida, ela deve ser um "verbo de
   comando" que especifica o que deve ser feito com o arquivo. Verbos
   comuns documentados pela Microsoft são "'open'", "'print'" e
   "'edit'" (para serem usados em arquivos), bem como "'explore'" e
   "'find'" (para serem usados em diretórios).

   Ao iniciar uma aplicação, especifique *arguments* a serem passados
   como uma única string. Este argumento pode não ter efeito quando
   esta função é usada para iniciar um documento.

   O diretório de trabalho padrão é herdado, mas pode ser substituído
   pelo argumento *cwd*. Este deve ser um caminho absoluto. Um *path*
   relativo será resolvido levando em consideração este argumento.

   Use *show_cmd* para substituir o estilo de janela padrão. Se isso
   terá algum efeito irá depender da aplicação sendo iniciada. Os
   valores são inteiros conforme implementado pela função Win32
   "ShellExecute()".

   "startfile()" retorna assim que a aplicação associada é iniciada.
   Não há opção de aguardar o fechamento da aplicação, e nenhuma
   maneira de recuperar o status de saída da aplicação. O parâmetro
   *path* é relativo ao diretório atual ou ao *cwd*. Se você quiser
   usar um caminho absoluto, certifique-se que o primeiro caractere
   não seja uma barra ("'/'"). Use "pathlib" ou a função
   "os.path.normpath()" para garantir que os caminhos sejam
   codificados corretamente para Win32.

   Para reduzir a sobrecarga de inicialização do interpretador, a
   função Win32 "ShellExecute()" não é resolvida até que esta função
   seja chamada pela primeira vez. Se a função não puder ser
   resolvida, uma exceção "NotImplementedError" será levantada.

   Levanta um evento de auditoria "os.startfile" com os argumentos
   "path" e "operation".

   Levanta um evento de auditoria "os.startfile/2" com os argumentos
   "path", "operation", "arguments", "cwd" e "show_cmd".

   Disponibilidade: Windows.

   Alterado na versão 3.10: Adicionados os argumentos *arguments*,
   *cwd* e *show_cmd*, e o evento de auditoria "os.startfile/2".

os.system(command)

   Executa o comando (uma string) em um subshell. Isso é implementado
   chamando a função C padrão "system()", e tem as mesmas limitações.
   Alterações em "sys.stdin" etc. não são refletidas no ambiente do
   comando executado. Se *command* gerar qualquer saída, ela será
   enviada ao fluxo de saída padrão do interpretador. O padrão C não
   especifica o significado do valor de retorno da função C, então o
   valor de retorno da função Python depende do sistema.

   No Unix, o valor de retorno é o status de saída do processo
   codificado no formato especificado para "wait()".

   No Windows, o valor de retorno é aquele retornado pelo shell do
   sistema após a execução de *command*. O shell é fornecido pela
   variável de ambiente Windows "COMSPEC": normalmente é **cmd.exe**,
   que retorna o status de saída da execução do comando; em sistemas
   que usam um shell não nativo, consulte a documentação do shell.

   O módulo "subprocess" fornece recursos mais poderosos para gerar
   novos processos e recuperar seus resultados; usar esse módulo é
   recomendado a usar esta função. Veja a seção Replacing Older
   Functions with the subprocess Module na documentação do
   "subprocess" para algumas receitas úteis.

   No Unix, "waitstatus_to_exitcode()" pode ser usada para converter o
   resultado (status de saída) em um código de saída. No Windows, o
   resultado é diretamente o código de saída.

   Levanta um evento de auditoria "os.system" com o argumento
   "command".

   Disponibilidade: Unix, Windows, not WASI, not Android, not iOS.

os.times()

   Retorna os tempos do processo global atual. O valor de retorno é um
   objeto com cinco atributos:

   * "user" - tempo do usuário

   * "system" - tempo do sistema

   * "children_user" - tempo do usuário de todos os processos filhos

   * "children_system" - tempo do sistema de todos os processos filhos

   * "elapsed" - tempo real decorrido desde um ponto fixo no passado

   Para compatibilidade com versões anteriores, esse objeto também se
   comporta como uma tupla de 5 elementos contendo "user", "system",
   "children_user", "children_system" e "elapsed" nessa ordem.

   Consulte as páginas de manual *times(2)* e times(3) no Unix ou o
   GetProcessTimes MSDN no Windows. No Windows, apenas "user" e
   "system" são conhecidos; os outros atributos são zero.

   Disponibilidade: Unix, Windows.

   Alterado na versão 3.3: Tipo de retorno foi alterado de uma tupla
   para um objeto tupla ou similar com atributos nomeados.

os.wait()

   Aguarda a conclusão de um processo filho e retorna uma tupla
   contendo seu pid e indicação de status de saída: um número de 16
   bits, cujo byte baixo é o número do sinal que interrompeu o
   processo e cujo byte alto é o status de saída (se o número do sinal
   é zero); o bit alto do byte baixo é definido se um arquivo
   principal foi produzido.

   Se não houver filhos que possam ser aguardados, uma exceção
   "ChildProcessError" é levantada.

   "waitstatus_to_exitcode()" pode ser usado para converter o status
   de saída em um código de saída.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

   Ver também:

     As outras funções "wait*()" documentadas abaixo podem ser usadas
     para aguardar a conclusão de um processo filho específico e ter
     mais opções. "waitpid()" é o único também disponível no Windows.

os.waitid(idtype, id, options, /)

   Aguarda a conclusão de um processo filho.

   *idtype* pode ser "P_PID", "P_PGID", "P_ALL" ou (no Linux)
   "P_PIDFD". A interpretação de *id* depende disso; veja suas
   descrições individuais.

   *options* é uma combinação OU de sinalizadores. Pelo menos um entre
   "WEXITED", "WSTOPPED" ou "WCONTINUED" é obrigatório; "WNOHANG" e
   "WNOWAIT" são sinalizadores opcionais adicionais.

   O valor de retorno é um objeto que representa os dados contidos na
   estrutura "siginfo_t" com os seguintes atributos:

   * "si_pid" (ID do processo)

   * "si_uid" (ID de usuário real do filho)

   * "si_signo" (sempre "SIGCHLD")

   * "si_status" (o status de saída ou número do sinal, dependendo de
     "si_code")

   * "si_code" (veja "CLD_EXITED" para possíveis valores)

   Se "WNOHANG" for especificado e não houver filhos correspondentes
   no estado solicitado, "None" será retornado. Caso contrário, se não
   houver filhos correspondentes que possam ser esperados,
   "ChildProcessError" será levantada.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

   Adicionado na versão 3.3.

   Alterado na versão 3.13: Esta função agora também está disponível
   no MacOS.

os.waitpid(pid, options, /)

   Os detalhes desta função diferem no Unix e no Windows.

   No Unix: aguarda a conclusão de um processo filho dado pelo id de
   processo *pid* e retorna uma tupla contendo seu id de processo e
   indicação de status de saída (codificado como para "wait()"). A
   semântica da chamada é afetada pelo valor do inteiro *options*, que
   deve ser "0" para operação normal.

   Se *pid*  for maior que "0", "waitpid()" solicita informações de
   status para aquele processo específico. Se *pid* for "0", a
   solicitação é para o status de qualquer filho no grupo de processos
   do processo atual. Se *pid* for "-1", a solicitação pertence a
   qualquer filho do processo atual. Se *pid* for menor que "-1", o
   status é solicitado para qualquer processo no grupo de processos
   "-pid" (o valor absoluto de *pid*).

   *options* é uma combinação OU de sinalizadores. Se contiver
   "WNOHANG" e não houver filhos correspondentes no estado solicitado,
   "(0, 0)" será retornado. Caso contrário, se não houver filhos
   correspondentes que possam ser esperados, "ChildProcessError" será
   levantada. Outras opções que podem ser usadas são "WUNTRACED" e
   "WCONTINUED".

   No Windows: aguarda a conclusão de um processo fornecido pelo
   identificador de processo *pid* e retorna uma tupla contendo *pid*,
   e seu status de saída deslocado 8 bits para a esquerda (o
   deslocamento torna o uso da função em várias plataformas mais
   fácil). Um *pid* menor ou igual a "0" não tem nenhum significado
   especial no Windows e levanta uma exceção. O valor de inteiros
   *options* não tem efeito. *pid* pode se referir a qualquer processo
   cujo id é conhecido, não necessariamente um processo filho. As
   funções "spawn*" chamadas com "P_NOWAIT" retornam manipuladores de
   processo adequados.

   "waitstatus_to_exitcode()" pode ser usado para converter o status
   de saída em um código de saída.

   Disponibilidade: Unix, Windows, not WASI, not Android, not iOS.

   Alterado na versão 3.5: Se a chamada de sistema é interrompida e o
   tratador de sinal não levanta uma exceção, a função agora tenta
   novamente a chamada de sistema em vez de levantar uma exceção
   "InterruptedError" (consulte **PEP 475** para entender a
   justificativa).

os.wait3(options)

   Semelhante a "waitpid()", exceto que nenhum argumento de id de
   processo é fornecido e uma tupla de 3 elementos contendo o id do
   processo filho, indicação de status de saída e informações de uso
   de recursos é retornada. Consulte "resource.getrusage()" para obter
   detalhes sobre as informações de uso de recursos. O argumento
   *option* é o mesmo fornecido para "waitpid()" e "wait4()".

   "waitstatus_to_exitcode()" pode ser usado para converter o status
   de saída em um código de saída.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.wait4(pid, options)

   Semelhante a "waitpid()", exceto uma tupla de 3 elementos, contendo
   o id do processo filho, indicação de status de saída e informações
   de uso de recursos é retornada. Consulte "resource.getrusage()"
   para obter detalhes sobre as informações de uso de recursos. Os
   argumentos para "wait4()" são os mesmos que aqueles fornecidos a
   "waitpid()".

   "waitstatus_to_exitcode()" pode ser usado para converter o status
   de saída em um código de saída.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.P_PID
os.P_PGID
os.P_ALL
os.P_PIDFD

   Estes são os valores possíveis para *idtype* em "waitid()". Eles
   afetam como *id* é interpretado:

   * "P_PID" - espera pelo filho cujo PID é *id*.

   * "P_PGID" - espera por qualquer filho cujo ID do grupo de
     progresso seja *id*.

   * "P_ALL" - espera por qualquer filho; *id* é ignorado.

   * "P_PIDFD" - espera pelo filho identificado pelo descritor de
     arquivo *id* (um descritor de arquivo de processo criado com
     "pidfd_open()").

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

   Nota:

     "P_PIDFD" só está disponível no Linux >= 5.4.

   Adicionado na versão 3.3.

   Adicionado na versão 3.9: A constante "P_PIDFD".

os.WCONTINUED

   Este sinalizador *options* para "waitpid()", "wait3()", "wait4()" e
   "waitid()" faz com que os processos filhos sejam reportados se eles
   tiverem continuado de uma parada de controle de trabalho desde que
   foram reportados pela última vez.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WEXITED

   Este sinalizador *options* para "waitid()" faz com que os processos
   filhos que terminaram sejam reportados.

   As outras funções "wait*" sempre reportam filhos que terminaram,
   então esta opção não está disponível para eles.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

   Adicionado na versão 3.3.

os.WSTOPPED

   Este sinalizador *options* para "waitid()" faz com que os processos
   filhos que foram parados pela entrega de um sinal sejam reportados.

   Esta opção não está disponível para as outras funções "wait*".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

   Adicionado na versão 3.3.

os.WUNTRACED

   Este sinalizador de *options* para "waitpid()", "wait3()" e
   "wait4()" faz com que os processos filho também sejam reportados se
   eles foram interrompidos, mas seu estado atual não foi reportado
   desde que foram parados.

   Esta opção não está disponível para "waitid()".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WNOHANG

   Este sinalizador *options* faz com que "waitpid()", "wait3()",
   "wait4()" e "waitid()" retornem imediatamente se nenhum status de
   processo filho estiver disponível imediatamente.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WNOWAIT

   Este sinalizador *options* faz com que "waitid()" deixe o filho em
   um estado de espera, para que uma chamada "wait*()" posterior possa
   ser usada para recuperar as informações de status do filho
   novamente.

   Esta opção não está disponível para as outras funções "wait*".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.CLD_EXITED
os.CLD_KILLED
os.CLD_DUMPED
os.CLD_TRAPPED
os.CLD_STOPPED
os.CLD_CONTINUED

   Estes são os valores possíveis para "si_code" no resultado
   retornado por "waitid()".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

   Adicionado na versão 3.3.

   Alterado na versão 3.9: Adicionados os valores "CLD_KILLED" e
   "CLD_STOPPED".

os.waitstatus_to_exitcode(status)

   Converte um status de espera em um código de saída.

   No Unix:

   * Se o processo saiu normalmente (se "WIFEXITED(status)" for
     verdadeiro), retorna o status de saída do processo (retorna
     "WEXITSTATUS(status)"): resultado maior ou igual a 0.

   * Se o processo foi encerrado por um sinal (se
     "WIFSIGNALED(status)" for verdadeiro), retorna "-signum" onde
     *signum* é o número do sinal que causou o encerramento do
     processo (retorna "-WTERMSIG(status)"): resultado menor que 0.

   * Do contrário, levanta uma exceção "ValueError".

   No Windows, retorna *status* deslocado para a direita em 8 bits.

   No Unix, se o processo está sendo rastreado ou se "waitpid()" foi
   chamado com a opção "WUNTRACED", o chamador deve primeiro verificar
   se "WIFSTOPPED(status)" é verdadeiro. Esta função não deve ser
   chamada se "WIFSTOPPED(status)" for verdadeiro.

   Ver também:

     As funções "WIFEXITED()", "WEXITSTATUS()", "WIFSIGNALED()",
     "WTERMSIG()", "WIFSTOPPED()", "WSTOPSIG()".

   Disponibilidade: Unix, Windows, not WASI, not Android, not iOS.

   Adicionado na versão 3.9.

As funções a seguir recebem um código de status do processo conforme
retornado por "system()", "wait()" ou "waitpid()" como parâmetro. Eles
podem ser usados para determinar a disposição de um processo.

os.WCOREDUMP(status, /)

   Retorna "True" se um despejo de memória *(core dump)* foi gerado
   para o processo; caso contrário, retorna "False".

   Esta função deve ser empregada apenas se "WIFSIGNALED()" for
   verdadeira.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WIFCONTINUED(status)

   Retorna "True" se um filho interrompido foi retomado pela entrega
   de "SIGCONT" (se o processo foi continuado de uma parada de
   controle de trabalho); caso contrário, retorna "False".

   Veja a opção "WCONTINUED".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WIFSTOPPED(status)

   Retorna "True" se o processo foi interrompido pela entrega de um
   sinal; caso contrário, retorna "False".

   "WIFSTOPPED()" só retorna "True" se a chamada de "waitpid()" foi
   feita usando a opção "WUNTRACED" ou quando o processo está sendo
   rastreado (veja *ptrace(2)*).

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WIFSIGNALED(status)

   Retorna "True" se o processo foi encerrado por um sinal; caso
   contrário, retorna "False".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WIFEXITED(status)

   Retorna "True" se o processo foi encerrado normalmente, isto é,
   chamando "exit()" ou "_exit()", ou retornando de "main()"; caso
   contrário, retorna "False".

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WEXITSTATUS(status)

   Retorna o status de saída do processo.

   Esta função deve ser empregada apenas se "WIFEXITED()" for
   verdadeira.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WSTOPSIG(status)

   Retorna o sinal que causou a interrupção do processo.

   Esta função deve ser empregada apenas se "WIFSTOPPED()" for
   verdadeira.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.

os.WTERMSIG(status)

   Retorna o número do sinal que causou o encerramento do processo.

   Esta função deve ser empregada apenas se "WIFSIGNALED()" for
   verdadeira.

   Disponibilidade: Unix, not WASI, not Android, not iOS.


Interface do agendador
======================

Essas funções controlam como o tempo de CPU de um processo é alocado
pelo sistema operacional. Eles estão disponíveis apenas em algumas
plataformas Unix. Para informações mais detalhadas, consulte suas
páginas man do Unix.

Adicionado na versão 3.3.

As políticas de agendamento a seguir serão expostas se houver suporte
pelo sistema operacional.

os.SCHED_OTHER

   A política de agendamento padrão.

os.SCHED_BATCH

   Política de agendamento para processos com uso intensivo de CPU que
   tenta preservar a interatividade no resto do computador.

os.SCHED_DEADLINE

   Política de agendamento para tarefas com restrições de prazo.

   Adicionado na versão 3.14.

os.SCHED_IDLE

   Política de agendamento para tarefas em segundo plano de prioridade
   extremamente baixa.

os.SCHED_NORMAL

   Apelido para "SCHED_OTHER".

   Adicionado na versão 3.14.

os.SCHED_SPORADIC

   Política de agendamento para programas de servidor esporádicos.

os.SCHED_FIFO

   Uma política de agendamento Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair
   (First In First Out - FIFO).

os.SCHED_RR

   Uma política de agendamento round-robin.

os.SCHED_RESET_ON_FORK

   Este sinalizador pode ser operado em OU com qualquer outra política
   de agendamento. Quando um processo com este sinalizador definido
   bifurca, a política de agendamento e a prioridade de seu filho são
   redefinidas para o padrão.

class os.sched_param(sched_priority)

   Esta classe representa parâmetros de agendamento ajustáveis usados
   em "sched_setparam()", "sched_setscheduler()" e "sched_getparam()".
   É imutável.

   Neste momento, há somente um único parâmetro possível:

   sched_priority

      A prioridade de agendamento para uma política de agendamento.

os.sched_get_priority_min(policy)

   Obtém o valor mínimo de prioridade para *policy*. *policy* é uma
   das constantes de política de agendamento acima.

os.sched_get_priority_max(policy)

   Obtém o valor máximo de prioridade para *policy*. *policy* é uma
   das constantes de política de agendamento acima.

os.sched_setscheduler(pid, policy, param, /)

   Define a política de agendamento para o processo com PID *pid*. Um
   *pid* de 0 significa o processo de chamada. *policy* é uma das
   constantes de política de agendamento acima. *param* é uma
   instância de "sched_param".

os.sched_getscheduler(pid, /)

   Retorna a política de agendamento para o processo com PID *pid*. Um
   *pid* de 0 significa o processo de chamada. O resultado é uma das
   constantes de política de agendamento acima.

os.sched_setparam(pid, param, /)

   Define os parâmetros de agendamento para o processo com PID *pid*.
   Um *pid* de 0 significa o processo de chamada. *param* é uma
   instância de "sched_param".

os.sched_getparam(pid, /)

   Retorna os parâmetros de agendamento como uma instância de
   "sched_param" para o processo com PID *pid*. Um *pid* de 0
   significa o processo de chamada.

os.sched_rr_get_interval(pid, /)

   Retorna o quantum round-robin em segundos para o processo com PID
   *pid*. Um *pid* de 0 significa o processo de chamada.

os.sched_yield()

   Abandona voluntariamente a CPU. Veja *sched_yield(2)* para
   detalhes.

os.sched_setaffinity(pid, mask, /)

   Restringe o processo com PID *pid* (ou o processo atual se zero)
   para um conjunto de CPUs. *mask* é um iterável de inteiros que
   representam o conjunto de CPUs às quais o processo deve ser
   restrito.

os.sched_getaffinity(pid, /)

   Retorna o conjunto de CPUs ao qual o processo com PID *pid* está
   restrito.

   Se *pid* for zero, retorna o conjunto de CPUs às quais a thread
   chamadora do processo atual está restrita.

   Veja também a função "process_cpu_count()".


Diversas informações de sistema
===============================

os.confstr(name, /)

   Retorna valores de configuração do sistema com valor de string.
   *name* especifica o valor de configuração a ser recuperado; pode
   ser uma string que é o nome de um valor de sistema definido; esses
   nomes são especificados em vários padrões (POSIX, Unix 95, Unix 98
   e outros). Algumas plataformas também definem nomes adicionais. Os
   nomes conhecidos pelo sistema operacional são fornecidos como as
   chaves do dicionário "confstr_names". Para variáveis de
   configuração não incluídas nesse mapeamento, passar um número
   inteiro para *name* também é aceito.

   Se o valor de configuração especificado por *name* não for
   definido, retorna "None".

   Se *name* for uma string e não for conhecida, "ValueError" é
   levantada. Se um valor específico para *name* não for compatível
   com o sistema operacional do computador, mesmo que seja incluído em
   "confstr_names", uma "OSError" é levantada com "errno.EINVAL" como
   número do erro.

   Disponibilidade: Unix.

os.confstr_names

   Nomes de mapeamento de dicionário aceitos por "confstr()" para os
   valores inteiros definidos para esses nomes pelo sistema
   operacional do computador. Isso pode ser usado para determinar o
   conjunto de nomes conhecidos pelo sistema.

   Disponibilidade: Unix.

os.cpu_count()

   Retorna o número de CPUs lógicas do **sistema**. Retorna "None" se
   não determinado.

   A função "process_cpu_count()" pode ser usada para obter o número
   de CPUs lógicas utilizáveis pela thread de chamada do **processo
   atual**.

   Adicionado na versão 3.4.

   Alterado na versão 3.13: Se "-X cpu_count" for fornecido ou
   "PYTHON_CPU_COUNT" for definido, "cpu_count()" retornará o valor
   substituído *n*.

os.getloadavg()

   Retorna o número de processos na fila de execução do sistema em
   média nos últimos 1, 5 e 15 minutos ou levanta "OSError" se a média
   de carga não foi obtida.

   Disponibilidade: Unix.

os.process_cpu_count()

   Obtém o número de CPUs lógicas utilizáveis pelo thread de chamada
   do **processo atual**. Retorna "None" se indeterminado. Pode ser
   menor que "cpu_count()" dependendo da afinidade da CPU.

   A função "cpu_count()" pode ser usada para obter o número de CPUs
   lógicas no **sistema**.

   Se "-X cpu_count" for fornecido ou "PYTHON_CPU_COUNT" for definido,
   "process_cpu_count()" retornará o valor substituído *n*.

   Veja também a função "sched_getaffinity()".

   Adicionado na versão 3.13.

os.sysconf(name, /)

   Retorna valores de configuração do sistema com valor inteiro. Se o
   valor de configuração especificado por *name* não estiver definido,
   "-1" é retornado. Os comentários sobre o parâmetro *name* para
   "confstr()" se aplicam aqui também; o dicionário que fornece
   informações sobre os nomes conhecidos é fornecido por
   "sysconf_names".

   Disponibilidade: Unix.

os.sysconf_names

   Nomes de mapeamento de dicionário aceitos por "sysconf()" para os
   valores inteiros definidos para esses nomes pelo sistema
   operacional. Isso pode ser usado para determinar o conjunto de
   nomes conhecidos pelo sistema.

   Disponibilidade: Unix.

   Alterado na versão 3.11: Adiciona o nome "'SC_MINSIGSTKSZ'".

Os dados a seguir são usados para operações de manipulação de caminhos
de arquivos e diretórios. Estão definidos e disponíveis para todas as
plataformas.

Operações de nível mais alto em nomes de caminho são definidos no
módulo "os.path".

os.curdir

   A string constante usada pelo sistema operacional para se referir
   ao diretório atual. Isso é "'.'" para Windows e POSIX. Também
   disponível via "os.path".

os.pardir

   A string constante usada pelo sistema operacional para se referir
   ao diretório pai. Isso é "'..'" para Windows e POSIX. Também
   disponível via "os.path".

os.sep

   O caractere usado pelo sistema operacional para separar os
   componentes do nome do caminho. Este é "'/'" para POSIX e "'\\'"
   para Windows. Observe que saber disso não é suficiente para ser
   capaz de analisar ou concatenar nomes de caminho -- use
   "os.path.split()" e "os.path.join()" -- mas ocasionalmente é útil.
   Também disponível via "os.path".

os.altsep

   Um caractere alternativo usado pelo sistema operacional para
   separar os componentes do nome de caminho, ou "None" se apenas um
   caractere separador existir. Isso é definido como "'/'" em sistemas
   Windows onde "sep" é uma contrabarra. Também disponível via
   "os.path".

os.extsep

   O caractere que separa o nome do arquivo base da extensão; por
   exemplo, o "'.'" em "os.py". Também disponível via "os.path".

os.pathsep

   O caractere convencionalmente usado pelo sistema operacional para
   separar os componentes do caminho de pesquisa (como em "PATH"),
   como "':'" para POSIX ou "';'" para Windows. Também disponível via
   "os.path".

os.defpath

   O caminho de pesquisa padrão usado por "exec*p*" e "spawn*p*" se o
   ambiente não tiver uma chave "'PATH'". Também disponível via
   "os.path".

os.linesep

   A string usada para separar (ou melhor, encerrar) linhas na
   plataforma atual. Pode ser um único caractere, como "'\n'" para
   POSIX, ou múltiplos caracteres, por exemplo, "'\r\n'" para Windows.
   Não use *os.linesep* como terminador de linha ao escrever arquivos
   abertos em modo de texto (o padrão); use um único "'\n'" ao invés,
   em todas as plataformas.

os.devnull

   O caminho do arquivo do dispositivo nulo. Por exemplo:
   "'/dev/null'" para POSIX, "'nul'" para Windows. Também disponível
   via "os.path".

os.RTLD_LAZY
os.RTLD_NOW
os.RTLD_GLOBAL
os.RTLD_LOCAL
os.RTLD_NODELETE
os.RTLD_NOLOAD
os.RTLD_DEEPBIND

   Sinalizadores para uso com as funções "setdlopenflags()" e
   "getdlopenflags()". Veja a página man do Unix *dlopen(3)* para
   saber o que significam os diferentes sinalizadores.

   Adicionado na versão 3.3.


Números aleatórios
==================

os.getrandom(size, flags=0)

   Obtém até *size* bytes aleatórios. Esta função pode retornar menos
   bytes que a quantia requisitada.

   Esses bytes podem ser usados para propagar geradores de número
   aleatório no espaço do usuário ou para fins criptográficos.

   "getrandom()" depende da entropia obtida de drivers de dispositivos
   e outras fontes de ruído ambiental. A leitura desnecessária de
   grandes quantidades de dados terá um impacto negativo sobre outros
   usuários dos dispositivos "/dev/random" e "/dev/urandom".

   O argumento *flags* é uma máscara de bits que pode conter zero ou
   mais dos seguintes valores operados com OU: "os.GRND_RANDOM" e
   "GRND_NONBLOCK".

   Veja também a página de manual do getrandom() do Linux.

   Disponibilidade: Linux >= 3.17.

   Adicionado na versão 3.6.

os.urandom(size, /)

   Retorna uma sequência de bytes de tamanho *size* aleatórios
   próprios para uso criptográfico.

   Esta função retorna bytes aleatórios de uma fonte de aleatoriedade
   específica do sistema operacional. Os dados retornados devem ser
   imprevisíveis o suficiente para aplicações criptográficos, embora
   sua qualidade exata dependa da implementação do sistema
   operacional.

   No Linux, se a chamada de sistema "getrandom()" estiver disponível,
   ela é usada no modo bloqueante: bloqueia até que o pool de entropia
   urandom do sistema seja inicializado (128 bits de entropia são
   coletados pelo kernel). Veja a **PEP 524** para a justificativa. No
   Linux, a função "getrandom()" pode ser usada para obter bytes
   aleatórios no modo não bloqueante (usando a sinalização
   "GRND_NONBLOCK") ou para pesquisar até que o pool de entropia
   urandom do sistema seja inicializado.

   Em um sistema semelhante ao Unix, bytes aleatórios são lidos do
   dispositivo "/dev/urandom". Se o dispositivo "/dev/urandom" não
   estiver disponível ou não for legível, a exceção
   "NotImplementedError" é levantada.

   No Windows, ainda vai usar "BCryptGenRandom()".

   Ver também:

     O módulo "secrets" fornece funções de nível mais alto. Para uma
     interface fácil de usar para o gerador de números aleatórios
     fornecido por sua plataforma, consulte "random.SystemRandom".

   Alterado na versão 3.5: No Linux 3.17 e mais recente, a chamada de
   sistema "getrandom()" agora é usada quando disponível. No OpenBSD
   5.6 e mais recentes, a função C "getentropy()" agora é usada. Essas
   funções evitam o uso de um descritor de arquivo interno.

   Alterado na versão 3.5.2: No Linux, se a chamada de sistema
   "getrandom()" bloqueia (o pool de entropia urandom ainda não foi
   inicializado), recorre à leitura "/dev/urandom".

   Alterado na versão 3.6: No Linux, "getrandom()" é usado agora no
   modo de bloqueio para aumentar a segurança.

   Alterado na versão 3.11: No Windows, "BCryptGenRandom()" é usado em
   vez de "CryptGenRandom()", o qual foi descontinuado.

os.GRND_NONBLOCK

   Por padrão, ao ler de "/dev/random", "getrandom()" bloqueia se
   nenhum byte aleatório estiver disponível, e ao ler de
   "/dev/urandom", ele bloqueia se o pool de entropia ainda não foi
   inicializado.

   Se o sinalizador "GRND_NONBLOCK" estiver definido, então
   "getrandom()" não bloqueia nesses casos, mas, em vez disso, levanta
   "BlockingIOError" imediatamente.

   Adicionado na versão 3.6.

os.GRND_RANDOM

   Se este bit é definido os bytes aleatórios são sorteados a partir
   de "/dev/random" ao invés de "/dev/urandom".

   Adicionado na versão 3.6.
