"optparse" --- Analisador sintático para opções de linha de comando
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**Código-fonte:** Lib/optparse.py

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Escolhendo uma biblioteca de análise de linha de comando
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A biblioteca padrão inclui três bibliotecas de análise de argumentos:

* "getopt": um módulo que espelha de perto a API procedural C
  "getopt". Incluído na biblioteca padrão desde antes do lançamento
  inicial do Python 1.0.

* "optparse": uma substituição declarativa para "getopt" que fornece
  funcionalidade equivalente sem exigir que cada aplicação implemente
  sua própria lógica de análise de opções procedural. Incluído na
  biblioteca padrão desde o lançamento do Python 2.3.

* "argparse": uma alternativa mais opinativa a "optparse" que fornece
  mais funcionalidade por padrão, às custas de flexibilidade reduzida
  da aplicação em controlar exatamente como os argumentos são
  processados. Incluído na biblioteca padrão desde as versões Python
  2.7 e Python 3.2.

Na ausência de restrições de design de análise de argumentos mais
específicas, "argparse" é a escolha recomendada para implementar
aplicações de linha de comando, pois oferece o mais alto nível de
funcionalidade básica com o mínimo de código em nível de aplicação.

"getopt" é mantido quase inteiramente por razões de
retrocompatibilidade. No entanto, ele também serve como um caso de uso
de nicho como uma ferramenta para prototipagem e teste de manipulação
de argumentos de linha de comando em aplicações C baseadas em
"getopt".

"optparse" deve ser considerado como uma alternativa ao "argparse" nos
seguintes casos:

* uma aplicação já está usando "optparse" e não quer arriscar as sutis
  mudanças comportamentais que podem surgir ao migrar para "argparse"

* a aplicação requer controle adicional sobre a maneira como as opções
  e os parâmetros posicionais são intercalados na linha de comando
  (incluindo a capacidade de desabilitar completamente o recurso de
  intercalação)

* a aplicação requer controle adicional sobre a análise incremental de
  elementos de linha de comando (embora "argparse" suporte isso, a
  maneira exata como ele funciona na prática é indesejável para alguns
  casos de uso)

* a aplicação requer controle adicional sobre o tratamento de opções
  que aceitam valores de parâmetros que podem começar com "-" (como
  opções delegadas a serem passadas para subprocessos invocados)

* a aplicação requer algum outro comportamento de processamento de
  parâmetros de linha de comando que "argparse" não suporta, mas que
  pode ser implementado em termos da interface de nível inferior
  oferecida por "optparse"

Essas considerações também significam que "optparse" provavelmente
fornecerá uma base melhor para autores de bibliotecas que escrevem
bibliotecas de processamento de argumentos de linha de comando de
terceiros.

Como exemplo concreto, considere as duas configurações de análise de
argumentos de linha de comando a seguir, a primeira usando "optparse"
e a segunda usando "argparse":

   import optparse

   if __name__ == '__main__':
       parser = optparse.OptionParser()
       parser.add_option('-o', '--output')
       parser.add_option('-v', dest='verbose', action='store_true')
       opts, args = parser.parse_args()
       process(args, output=opts.output, verbose=opts.verbose)

   import argparse

   if __name__ == '__main__':
       parser = argparse.ArgumentParser()
       parser.add_argument('-o', '--output')
       parser.add_argument('-v', dest='verbose', action='store_true')
       parser.add_argument('rest', nargs='*')
       args = parser.parse_args()
       process(args.rest, output=args.output, verbose=args.verbose)

A diferença mais óbvia é que na versão "optparse", os argumentos não
opcionais são processados separadamente pelo aplicativo após o
processamento da opção ser concluído. Na versão "argparse", os
argumentos posicionais são declarados e processados da mesma forma que
as opções nomeadas.

No entanto, a versão "argparse" também manipulará algumas combinações
de parâmetros de forma diferente da forma como a versão "optparse" as
manipularia. Por exemplo (entre outras diferenças):

* fornecer "-o -v" retorna "output="-v"" e "verbose=False" ao usar
  "optparse", mas um erro de uso com "argparse" (reclamando que nenhum
  valor foi fornecido para "-o/--output", já que "-v" é interpretado
  como significando o sinalizador de verbosidade)

* da mesma forma, fornecer "-o --" retorna "output="--"" e "args=()"
  ao usar "optparse", mas um erro de uso com "argparse" (também
  reclamando que nenhum valor foi fornecido para "-o/--output", já que
  "--" é interpretado como o término do processamento da opção e o
  tratamento de todos os valores restantes como argumentos
  posicionais)

* fornecer "-o=foo" retorna "output="=foo"" ao usar "optparse", mas
  retorna "output="foo"" com "argparse" (já que "=" é um caso especial
  como um separador alternativo para valores de parâmetros de opção)

Se esses comportamentos diferentes na versão "argparse" são
considerados desejáveis ou um problema dependerá do caso de uso
específico da aplicação de linha de comando.

Ver também:

  click é uma biblioteca de processamento de argumentos de terceiros
  (originalmente baseada em "optparse"), que permite que aplicações de
  linha de comando sejam desenvolvidas como um conjunto de funções de
  implementação de comando decoradas.

  Outras bibliotecas de terceiros, como typer ou msgspec-click,
  permitem que interfaces de linha de comando sejam especificadas de
  maneiras que se integrem de forma mais eficaz com a verificação
  estática de anotações de tipo Python.


Introdução
==========

"optparse" é uma biblioteca mais conveniente, flexível e poderosa para
analisar opções de linha de comando do que o minimalista módulo
"getopt". "optparse" usa um estilo mais declarativo de análise de
linha de comando: você cria uma instância de "OptionParser",
preenche-a com opções e analisa a linha de comando. "optparse" permite
que os usuários especifiquem opções na sintaxe convencional GNU/POSIX
e, adicionalmente, gera mensagens de uso e ajuda para você.

Aqui está um exemplo de uso de "optparse" em um script simples:

   from optparse import OptionParser
   ...
   parser = OptionParser()
   parser.add_option("-f", "--file", dest="filename",
                     help="write report to FILE", metavar="FILE")
   parser.add_option("-q", "--quiet",
                     action="store_false", dest="verbose", default=True,
                     help="don't print status messages to stdout")

   (options, args) = parser.parse_args()

Com essas poucas linhas de código, os usuários do seu script agora
podem fazer "coisas comuns" na linha de comando, por exemplo:

   <seuscript> --file=outfile -q

Ao analisar a linha de comando, "optparse" define atributos do objeto
"options" retornado por "parse_args()" com base nos valores de linha
de comando fornecidos pelo usuário. Quando "parse_args()" retorna da
análise desta linha de comando, "options.filename" será ""outfile"" e
"options.verbose" será "False". "optparse" provê as opções longas e
curtas, permite que opções curtas sejam mescladas e permite que opções
sejam associadas a seus argumentos de várias maneiras. Portanto, as
seguintes linhas de comando são todas equivalentes ao exemplo acima:

   <seuscript> -f outfile --quiet
   <seuscript> --quiet --file outfile
   <seuscript> -q -foutfile
   <seuscript> -qfoutfile

Além disso, os usuários podem executar um dos seguintes:

   <seuscript> -h
   <seuscript> --help

e "optparse" vai exibir um breve resumo das opções do seu script:

   Usage: <seuscript> [options]

   Options:
     -h, --help            show this help message and exit
     -f FILE, --file=FILE  write report to FILE
     -q, --quiet           don't print status messages to stdout

onde o valor de *seuscript* é determinado em tempo de execução
(normalmente de "sys.argv[0]").


Contexto
========

"optparse" foi explicitamente projetado para encorajar a criação de
programas com interfaces de linha de comando diretas que seguem as
convenções estabelecidas pela família "getopt()" de funções
disponíveis para os desenvolvedores C. Para esse fim, ele provê apenas
a sintaxe e a semântica de linha de comando mais comuns
convencionalmente usadas no Unix. Se você não estiver familiarizado
com essas convenções, ler esta seção vai permitir que você se
familiarize com elas.


Terminologia
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argumento
   uma string inserida na linha de comando e passada pelo shell para
   "execl()" ou "execv()". Em Python, argumentos são elementos de
   "sys.argv[1:]" ("sys.argv[0]" é o nome do programa que está sendo
   executado). Shells Unix também usam o termo "word".

   Ocasionalmente, é desejável substituir uma lista de argumentos
   diferente de "sys.argv[1:]", então você deve ler "argumento" como
   "um elemento de "sys.argv[1:]", ou de alguma outra lista fornecida
   como um substituto para "sys.argv[1:]"".

opção
   um argumento usado para fornecer informações extras para guiar ou
   personalizar a execução de um programa. Existem muitas sintaxes
   diferentes para opções; a sintaxe tradicional do Unix é um hífen
   ("-") seguido por uma única letra, por exemplo, "-x" ou "-F". Além
   disso, a sintaxe tradicional do Unix permite que várias opções
   sejam mescladas em um único argumento, por exemplo, "-x -F" é
   equivalente a "-xF". O projeto GNU introduziu "--" seguido por uma
   série de palavras separadas por hífen, por exemplo, "--file" ou "--
   dry-run". Essas são as únicas duas sintaxes de opção fornecidas por
   "optparse".

   Algumas outras sintaxes de opções que o mundo viu incluem:

   * um hífen seguido por algumas letras, por exemplo "-pf" (isso
     *não* é o mesmo que várias opções mescladas em um único
     argumento)

   * um hífen seguido por uma palavra completa, por exemplo "-file"
     (isso é tecnicamente equivalente à sintaxe anterior, mas eles
     geralmente não são vistos no mesmo programa)

   * um sinal de mais seguido por uma única letra, ou algumas letras,
     ou uma palavra, por exemplo "+f", "+rgb"

   * uma barra seguida de uma letra, ou algumas letras, ou uma
     palavra, por exemplo "/f", "/file"

   Essas sintaxes de opção não são suportadas por "optparse", e nunca
   serão. Isso é proposital: as três primeiras não são padrão em
   nenhum ambiente, e a última só faz sentido se você estiver mirando
   exclusivamente no Windows ou em certas plataformas legadas (por
   exemplo, VMS, MS-DOS).

argumento de opção
   um argumento que segue uma opção, está intimamente associado a essa
   opção e é consumido da lista de argumentos quando essa opção é. Com
   "optparse", os argumentos de opção podem estar em um argumento
   separado de sua opção:

      -f foo
      --file foo

   ou incluídos no mesmo argumento:

      -ffoo
      --file=foo

   Normalmente, uma opção dada ou aceita um argumento ou não. Muitas
   pessoas querem um recurso de "argumentos opcionais de opção", o que
   significa que algumas opções aceitarão um argumento se o virem, e
   não aceitarão se não o virem. Isso é um tanto controverso, porque
   torna a análise ambígua: se "-a" aceita um argumento opcional e
   "-b" é outra opção inteiramente diferente, como interpretamos
   "-ab"? Por causa dessa ambiguidade, "optparse" não provê esse
   recurso.

argumento posicional
   algo que sobrou na lista de argumentos depois que as opções foram
   analisadas, ou seja, depois que as opções e seus argumentos foram
   analisados e removidos da lista de argumentos.

opção obrigatória
   uma opção que deve ser fornecida na linha de comando; observe que a
   frase "opção obrigatória" é autocontraditória em inglês. "optparse"
   não impede que você implemente opções obrigatórias, mas também não
   ajuda muito nisso.

Por exemplo, considere esta linha de comando hipotética:

   prog -v --report report.txt foo bar

"-v" e "--report" são ambas opções. Supondo que "--report" receba um
argumento, "report.txt" é um argumento de opção. "foo" e "bar" são
argumentos posicionais.


Para que servem as opções?
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As opções são usadas para fornecer informações extras para ajustar ou
personalizar a execução de um programa. Caso não tenha ficado claro,
as opções geralmente são *opcionais*. Um programa deve ser capaz de
executar muito bem sem nenhuma opção. (Escolha um programa aleatório
dos conjuntos de ferramentas Unix ou GNU. Ele pode ser executado sem
nenhuma opção e ainda fazer sentido? As principais exceções são
"find", "tar" e "dd" --- todos eles são mutantes excêntricos que foram
corretamente criticados por sua sintaxe não padrão e interfaces
confusas.)

Muitas pessoas querem que seus programas tenham "opções obrigatórias".
Pense nisso. Se é obrigatório, então *não é opcional*! Se há uma
informação que seu programa absolutamente requer para ser executado
com sucesso, é para isso que servem os argumentos posicionais.

Como um exemplo de bom design de interface de linha de comando,
considere o humilde utilitário "cp", para copiar arquivos. Não faz
muito sentido tentar copiar arquivos sem fornecer um destino e pelo
menos uma fonte. Portanto, "cp" falha se você executá-lo sem
argumentos. No entanto, ele tem uma sintaxe flexível e útil que não
requer nenhuma opção:

   cp ORIGEM DESTINO
   cp ORIGEM ... DIRETÓRIO

Você pode ir bem longe só com isso. A maioria das implementações de
"cp" fornece um monte de opções para ajustar exatamente como os
arquivos são copiados: você pode preservar o modo e o tempo de
modificação, evitar seguir links simbólicos, perguntar antes de
destruir arquivos existentes, etc. Mas nada disso distrai da missão
principal de "cp", que é copiar um arquivo para outro, ou vários
arquivos para outro diretório.


Para que servem os argumentos posicionais?
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Argumentos posicionais são para aquelas informações que seu programa
absolutamente e positivamente requer para ser executado.

Uma boa interface de usuário deve ter o mínimo de requisitos absolutos
possível. Se seu programa requer 17 informações distintas para ser
executado com sucesso, não importa muito *como* você obtém essas
informações do usuário --- a maioria das pessoas desistirá e irá
embora antes de executar o programa com sucesso. Isso se aplica se a
interface de usuário for uma linha de comando, um arquivo de
configuração ou uma GUI: se você fizer tantas exigências aos seus
usuários, a maioria deles simplesmente desistirá.

Em resumo, tente minimizar a quantidade de informações que os usuários
são absolutamente obrigados a fornecer --- use padrões sensatos sempre
que possível. Claro, você também quer tornar seus programas
razoavelmente flexíveis. É para isso que servem as opções. Novamente,
não importa se são entradas em um arquivo de configuração, widgets no
diálogo "Preferências" de uma GUI ou opções de linha de comando ---
quanto mais opções você implementar, mais flexível será seu programa e
mais complicada se tornará sua implementação. Muita flexibilidade
também tem desvantagens, é claro; muitas opções podem sobrecarregar os
usuários e tornar seu código muito mais difícil de manter.


Tutorial
========

Embora "optparse" seja bastante flexível e poderoso, ele também é
simples de usar na maioria dos casos. Esta seção abrange os padrões de
código que são comuns a qualquer programa baseado em "optparse".

Primeiro, você precisa importar a classe OptionParser; então, no
início do programa principal, crie uma instância de OptionParser:

   from optparse import OptionParser
   ...
   parser = OptionParser()

Então você pode começar a definir opções. A sintaxe básica é:

   parser.add_option(opt_str, ...,
                     attr=value, ...)

Cada opção tem uma ou mais strings de opção, como "-f" ou "--file", e
vários atributos de opção que informam ao "optparse" o que esperar e o
que fazer quando encontrar essa opção na linha de comando.

Normalmente, cada opção terá uma sequência de opções curta e uma
sequência de opções longa, por exemplo:

   parser.add_option("-f", "--file", ...)

Você tem a liberdade de definir quantas strings de opções curtas e
longas quiser (incluindo zero), desde que haja pelo menos uma string
de opção no geral.

As strings de opção passadas para "OptionParser.add_option()" são
efetivamente rótulos para a opção definida por essa chamada. Para
resumir, frequentemente nos referiremos a *encontrar uma opção* na
linha de comando; na realidade, "optparse" encontra *strings de opção*
e procura opções a partir delas.

Depois que todas as suas opções estiverem definidas, instrua
"optparse" para analisar a linha de comando do seu programa:

   (options, args) = parser.parse_args()

(Se desejar, você pode passar uma lista de argumentos personalizada
para "parse_args()", mas isso raramente é necessário: por padrão, ele
usa "sys.argv[1:]".)

"parse_args()" retorna dois valores:

* "options", um objeto que contém valores para todas as suas opções
  --- por exemplo, se "--file" receber um único argumento de string,
  então "options.file" será o nome do arquivo fornecido pelo usuário,
  ou "None" se o usuário não forneceu essa opção

* "args", a lista de argumentos posicionais restantes após a análise
  de opções

Esta seção do tutorial abrange apenas os quatro atributos de opção
mais importantes: "action", "type", "dest" (destino) e "help". Destes,
"action" é o mais fundamental.


Compreendendo as ações de opções
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Ações dizem ao "optparse" o que fazer quando ele encontra uma opção na
linha de comando. Há um conjunto fixo de ações codificadas em
"optparse"; adicionar novas ações é um tópico avançado abordado na
seção Estendendo optparse. A maioria das ações diz ao "optparse" para
armazenar um valor em alguma variável --- por exemplo, pegue uma
string da linha de comando e armazene-a em um atributo de "options".

Se você não especificar uma ação de opção, "optparse" assumirá como
padrão "store".


A ação store
------------

A ação de opção mais comum é "store", que diz ao "optparse" para pegar
o próximo argumento (ou o restante do argumento atual), garantir que
seja do tipo correto e armazená-lo no destino escolhido.

Por exemplo:

   parser.add_option("-f", "--file",
                     action="store", type="string", dest="filename")

Agora vamos criar uma linha de comando falsa e pedir ao "optparse"
para analisá-la:

   args = ["-f", "foo.txt"]
   (options, args) = parser.parse_args(args)

Quando "optparse" vê a string de opção "-f", ele consome o próximo
argumento, "foo.txt", e o armazena em "options.filename". Então, após
essa chamada para "parse_args()", "options.filename" é ""foo.txt"".

Alguns outros tipos de opção suportados por "optparse" são "int" e
"float". Aqui está uma opção que espera um argumento inteiro:

   parser.add_option("-n", type="int", dest="num")

Note que esta opção não tem uma string de opção longa, o que é
perfeitamente aceitável. Além disso, não há nenhuma ação explícita, já
que o padrão é "store".

Vamos analisar outra linha de comando falsa. Desta vez, vamos colocar
o argumento de opção bem perto da opção: já que "-n42" (um argumento)
equivale a "-n 42" (dois argumentos), o código

   (options, args) = parser.parse_args(["-n42"])
   print(options.num)

vai exibir "42".

Se você não especificar um tipo, "optparse" presume "string".
Combinado com o fato de que a ação padrão é "store", isso significa
que nosso primeiro exemplo pode ser muito mais curto:

   parser.add_option("-f", "--file", dest="filename")

Se você não fornecer um destino, "optparse" descobre um padrão sensato
a partir das strings de opção: se a primeira string de opção longa for
"--foo-bar", então o destino padrão é "foo_bar". Se não houver strings
de opção longas, "optparse" olha para a primeira string de opção
curta: o destino padrão para "-f" é "f".

"optparse" também inclui o tipo "complex" embutido. Adicionar tipos é
abordado na seção Estendendo optparse.


Manipulando opções (sinalizadores) booleanas
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Opções de sinalizador --- define uma variável como true ou false
quando uma opção específica é vista --- são bem comuns. "optparse"
suporta-as com duas ações separadas, "store_true" e "store_false". Por
exemplo, você pode ter um sinalizador "verbose" que é ativado com "-v"
e desativado com "-q":

   parser.add_option("-v", action="store_true", dest="verbose")
   parser.add_option("-q", action="store_false", dest="verbose")

Aqui temos duas opções diferentes com o mesmo destino, o que é
perfeitamente OK. (Isso significa apenas que você tem que ter um pouco
de cuidado ao definir valores padrão — veja abaixo.)

Quando "optparse" encontra "-v" na linha de comando, ele define
"options.verbose" como "True"; quando encontra "-q", "options.verbose"
é definido como "False".


Outras ações
------------

Algumas outras ações suportadas por "optparse" são:

""store_const""
   armazena um valor constante, predefinido via "Option.const"

""append""
   anexa o argumento desta opção a uma lista

""count""
   incrementa um contador em um

""callback""
   chama uma função especificada

Elas são abordadas na seção Guia de referência e na seção Funções de
retorno de opção.


Valores padrão
--------------

Todos os exemplos acima envolvem a configuração de alguma variável (o
"destino") quando certas opções de linha de comando são vistas. O que
acontece se essas opções nunca forem vistas? Como não fornecemos
nenhum padrão, todas elas são definidas como "None". Isso geralmente é
bom, mas às vezes você quer mais controle. "optparse" permite que você
forneça um valor padrão para cada destino, que é atribuído antes da
análise da linha de comando.

Primeiro, considere o exemplo de verbose/quiet. Se quisermos que
"optparse" defina "verbose" como "True" a menos que "-q" seja visto,
então podemos fazer isso:

   parser.add_option("-v", action="store_true", dest="verbose", default=True)
   parser.add_option("-q", action="store_false", dest="verbose")

Como os valores padrão se aplicam ao *destino* e não a qualquer opção
específica, e essas duas opções têm o mesmo destino, isso é exatamente
equivalente:

   parser.add_option("-v", action="store_true", dest="verbose")
   parser.add_option("-q", action="store_false", dest="verbose", default=True)

Considere isso:

   parser.add_option("-v", action="store_true", dest="verbose", default=False)
   parser.add_option("-q", action="store_false", dest="verbose", default=True)

Novamente, o valor padrão para "verbose" será "True": o último valor
padrão fornecido para qualquer destino específico é o que conta.

Uma maneira mais clara de especificar valores padrão é o método
"set_defaults()" do OptionParser, que você pode chamar a qualquer
momento antes de chamar "parse_args()":

   parser.set_defaults(verbose=True)
   parser.add_option(...)
   (options, args) = parser.parse_args()

Como antes, o último valor especificado para um destino de opção dado
é o que conta. Para maior clareza, tente usar um método ou outro de
configuração de valores padrão, não ambos.


Gerando texto de ajuda
----------------------

A capacidade do "optparse" de gerar texto de ajuda e uso
automaticamente é útil para criar interfaces de linha de comando
amigáveis ao usuário. Tudo o que você precisa fazer é fornecer um
valor "help" para cada opção e, opcionalmente, uma curta mensagem de
uso para todo o seu programa. Aqui está um OptionParser preenchido com
opções amigáveis (documentadas) ao usuário:

   usage = "usage: %prog [options] arg1 arg2"
   parser = OptionParser(usage=usage)
   parser.add_option("-v", "--verbose",
                     action="store_true", dest="verbose", default=True,
                     help="make lots of noise [default]")
   parser.add_option("-q", "--quiet",
                     action="store_false", dest="verbose",
                     help="be vewwy quiet (I'm hunting wabbits)")
   parser.add_option("-f", "--filename",
                     metavar="FILE", help="write output to FILE")
   parser.add_option("-m", "--mode",
                     default="intermediate",
                     help="interaction mode: novice, intermediate, "
                          "or expert [default: %default]")

Se "optparse" encontrar "-h" ou "--help" na linha de comando, ou se
você apenas chamar "parser.print_help()", ele exibe o seguinte na
saída padrão:

   Usage: <yourscript> [options] arg1 arg2

   Options:
     -h, --help            show this help message and exit
     -v, --verbose         make lots of noise [default]
     -q, --quiet           be vewwy quiet (I'm hunting wabbits)
     -f FILE, --filename=FILE
                           write output to FILE
     -m MODE, --mode=MODE  interaction mode: novice, intermediate, or
                           expert [default: intermediate]

(Se a saída de ajuda for acionada por uma opção de ajuda, "optparse"
sai após imprimir o texto de ajuda.)

Há muita coisa acontecendo aqui para ajudar "optparse" a gerar a
melhor mensagem de ajuda possível:

* o script define sua própria mensagem de uso:

     usage = "usage: %prog [options] arg1 arg2"

  "optparse" expande "%prog" na string de uso para o nome do programa
  atual, ou seja, "os.path.basename(sys.argv[0])". A string expandida
  é então exibida antes da ajuda detalhada da opção.

  Se você não fornecer uma string de uso, "optparse" usa um padrão
  simples, mas sensato: ""Usage: %prog [options]"", o que é bom se seu
  script não aceita nenhum argumento posicional.

* cada opção define uma string de ajuda e não se preocupa com quebra
  de linha --- "optparse" cuida da quebra de linhas e faz com que a
  saída de ajuda tenha uma boa aparência.

* opções que assumem um valor indicam esse fato em sua mensagem de
  ajuda gerada automaticamente, por exemplo, para a opção "mode":

     -m MODE, --mode=MODE

  Aqui, "MODE" é chamado de metavariável: ele representa o argumento
  que o usuário deve fornecer para "-m"/"--mode". Por padrão,
  "optparse" converte o nome da variável de destino para maiúsculas e
  usa isso para a metavariável. Às vezes, não é isso que você quer ---
  por exemplo, a opção "--filename" define explicitamente
  "metavar="FILE"", resultando nesta descrição de opção gerada
  automaticamente:

     -f FILE, --filename=FILE

  Isso é importante para mais do que apenas economizar espaço: o texto
  de ajuda escrito manualmente usa a metavariável "FILE" para dar uma
  pista ao usuário de que há uma conexão entre a sintaxe semiformal
  "-f FILE" e a descrição semântica informal como, por exemplo, "write
  output to FILE". Essa é uma maneira simples, mas eficaz, de tornar
  seu texto de ajuda muito mais claro e útil para usuários finais.

* opções que têm um valor padrão podem incluir "%default" na string de
  ajuda --- "optparse" vai substituí-lo por "str()" do valor padrão da
  opção. Se uma opção não tiver um valor padrão (ou o valor padrão for
  "None"), "%default" expande para "none".


Agrupando opções
~~~~~~~~~~~~~~~~

Ao lidar com muitas opções, é conveniente agrupar essas opções para
melhor saída de ajuda. Um "OptionParser" pode conter vários grupos de
opções, cada um dos quais pode conter várias opções.

Um grupo de opções é obtido usando a classe "OptionGroup":

class optparse.OptionGroup(parser, title, description=None)

   onde

   * *parser* é a instância "OptionParser" na qual o grupo será
     inserido

   * *title* é o título do grupo

   * *description*, opcional, é uma descrição longa do grupo

"OptionGroup" herda de "OptionContainer" (como "OptionParser") e,
portanto, o método "add_option()" pode ser usado para adicionar uma
opção ao grupo.

Depois que todas as opções são declaradas, usando o método
"OptionParser" "add_option_group()" o grupo é adicionado ao analisador
definido anteriormente.

Continuando com o analisador definido na seção anterior, adicionar um
"OptionGroup" a um analisador é fácil:

   group = OptionGroup(parser, "Dangerous Options",
                       "Caution: use these options at your own risk.  "
                       "It is believed that some of them bite.")
   group.add_option("-g", action="store_true", help="Group option.")
   parser.add_option_group(group)

Isso resultaria na seguinte saída de texto de ajuda:

   Usage: <yourscript> [options] arg1 arg2

   Options:
     -h, --help            show this help message and exit
     -v, --verbose         make lots of noise [default]
     -q, --quiet           be vewwy quiet (I'm hunting wabbits)
     -f FILE, --filename=FILE
                           write output to FILE
     -m MODE, --mode=MODE  interaction mode: novice, intermediate, or
                           expert [default: intermediate]

     Dangerous Options:
       Caution: use these options at your own risk.  It is believed that some
       of them bite.

       -g                  Group option.

Um exemplo um pouco mais completo pode envolver o uso de mais de um
grupo: ainda estendendo o exemplo anterior:

   group = OptionGroup(parser, "Dangerous Options",
                       "Caution: use these options at your own risk.  "
                       "It is believed that some of them bite.")
   group.add_option("-g", action="store_true", help="Group option.")
   parser.add_option_group(group)

   group = OptionGroup(parser, "Debug Options")
   group.add_option("-d", "--debug", action="store_true",
                    help="Print debug information")
   group.add_option("-s", "--sql", action="store_true",
                    help="Print all SQL statements executed")
   group.add_option("-e", action="store_true", help="Print every action done")
   parser.add_option_group(group)

que resulta na seguinte saída:

   Usage: <yourscript> [options] arg1 arg2

   Options:
     -h, --help            show this help message and exit
     -v, --verbose         make lots of noise [default]
     -q, --quiet           be vewwy quiet (I'm hunting wabbits)
     -f FILE, --filename=FILE
                           write output to FILE
     -m MODE, --mode=MODE  interaction mode: novice, intermediate, or expert
                           [default: intermediate]

     Dangerous Options:
       Caution: use these options at your own risk.  It is believed that some
       of them bite.

       -g                  Group option.

     Debug Options:
       -d, --debug         Print debug information
       -s, --sql           Print all SQL statements executed
       -e                  Print every action done

Outro método interessante, especialmente ao trabalhar
programaticamente com grupos de opções, é:

OptionParser.get_option_group(opt_str)

   Retorna o objeto "OptionGroup" ao qual a string de opção curta ou
   longa *opt_str* (por exemplo, "'-o'" ou "'--option'") pertence. Se
   não houver tal "OptionGroup", retorna "None".


Exibindo uma string de versão
-----------------------------

Similar à string breve de uso, "optparse" também pode exibir uma
string de versão para seu programa. Você tem que fornecer a string
como o argumento "version" para OptionParser:

   parser = OptionParser(usage="%prog [-f] [-q]", version="%prog 1.0")

"%prog" é expandido assim como em "usage". Além disso, "version" pode
conter qualquer coisa que você quiser. Quando você o fornece,
"optparse" adiciona automaticamente uma opção "--version" ao seu
analisador. Se ele encontrar essa opção na linha de comando, ele
expande sua string "version" (substituindo "%prog"), exibindo-a no
stdout e sai.

Por exemplo, se o seu script for chamado "/usr/bin/foo":

   $ /usr/bin/foo --version
   foo 1.0

Os dois métodos a seguir podem ser usados para exibir e obter a string
"version":

OptionParser.print_version(file=None)

   Exibe a mensagem de versão para o programa atual ("self.version")
   em *file* (stdout padrão). Assim como em "print_usage()", qualquer
   ocorrência de "%prog" em "self.version" é substituída pelo nome do
   programa atual. Não faz nada se "self.version" estiver vazio ou
   indefinido.

OptionParser.get_version()

   O mesmo que "print_version()", mas retorna a string da versão em
   vez de exibi-la.


Como "optparse" trata erros
---------------------------

Existem duas classes amplas de erros com os quais "optparse" precisa
se preocupar: erros do programador e erros do usuário. Erros do
programador geralmente são chamadas errôneas para
"OptionParser.add_option()", por exemplo, strings de opção inválidas,
atributos de opção desconhecidos, atributos de opção ausentes, etc.
Eles são tratados da maneira usual: levanta uma exceção (seja
"optparse.OptionError" ou "TypeError") e deixe o programa travar.

Lidar com erros do usuário é muito mais importante, pois eles
certamente acontecerão não importa quão estável seu código seja.
"optparse" pode detectar automaticamente alguns erros do usuário, como
argumentos de opção ruins (passando "-n 4x" onde "-n" recebe um
argumento inteiro), argumentos ausentes ("-n" no final da linha de
comando, onde "-n" recebe um argumento de qualquer tipo). Além disso,
você pode chamar "OptionParser.error()" para sinalizar uma condição de
erro definida pelo aplicativo:

   (options, args) = parser.parse_args()
   ...
   if options.a and options.b:
       parser.error("options -a and -b are mutually exclusive")

Em ambos os casos, "optparse" lida com o erro da mesma maneira: ele
imprime a mensagem de uso do programa e uma mensagem de erro no erro
padrão e sai com o status de erro 2.

Considere o primeiro exemplo acima, onde o usuário passa "4x" para uma
opção que aceita um inteiro:

   $ /usr/bin/foo -n 4x
   Usage: foo [options]

   foo: error: option -n: invalid integer value: '4x'

Ou, quando o usuário não passa nenhum valor:

   $ /usr/bin/foo -n
   Usage: foo [options]

   foo: error: -n option requires an argument

As mensagens de erro geradas pelo "optparse" tomam o cuidado de sempre
mencionar a opção envolvida no erro; certifique-se de fazer o mesmo ao
chamar "OptionParser.error()" do código do sua aplicação.

Se o comportamento padrão de tratamento de erros do "optparse" não
atender às suas necessidades, você precisará criar uma subclasse de
OptionParser e substituir seus métodos "exit()" e/ou "error()".


Juntando tudo
-------------

Veja como os scripts baseados no "optparse" geralmente se parecem:

   from optparse import OptionParser
   ...
   def main():
       usage = "usage: %prog [options] arg"
       parser = OptionParser(usage)
       parser.add_option("-f", "--file", dest="filename",
                         help="read data from FILENAME")
       parser.add_option("-v", "--verbose",
                         action="store_true", dest="verbose")
       parser.add_option("-q", "--quiet",
                         action="store_false", dest="verbose")
       ...
       (options, args) = parser.parse_args()
       if len(args) != 1:
           parser.error("incorrect number of arguments")
       if options.verbose:
           print("reading %s..." % options.filename)
       ...

   if __name__ == "__main__":
       main()


Guia de referência
==================


Criando o analisador sintático
------------------------------

O primeiro passo para usar o "optparse" é criar uma instância de
OptionParser.

class optparse.OptionParser(...)

   O construtor do OptionParser não tem argumentos obrigatórios, mas
   vários argumentos nomeados opcionais. Você deve sempre passá-los
   como argumentos nomeados, ou seja, não confie na ordem em que os
   argumentos são declarados.

   "usage" (padrão: ""%prog [options]"")
      O resumo de uso para exibir quando seu programa é executado
      incorretamente ou com uma opção de ajuda. Quando "optparse"
      exibe a string de uso, ele expande "%prog" para
      "os.path.basename(sys.argv[0])" (ou para "prog" se você passou
      esse argumento nomeado). Para suprimir uma mensagem de uso,
      passe o valor especial "optparse.SUPPRESS_USAGE".

   "option_list" (padrão: "[]")
      Uma lista de objetos Option para preencher o analisador
      sintático. As opções em "option_list" são adicionadas após
      quaisquer opções em "standard_option_list" (um atributo de
      classe que pode ser definido por subclasses de OptionParser),
      mas antes de quaisquer opções de versão ou ajuda. Descontinuado;
      use "add_option()" após criar o analisador sintático.

   "option_class" (padrão: optparse.Option)
      Classe para usar ao adicionar opções ao analisador sintático em
      "add_option()".

   "version" (padrão: "None")
      Uma string de versão para exibir quando o usuário fornece uma
      opção de versão. Se você fornecer um valor true para "version",
      "optparse" adiciona automaticamente uma opção de versão com a
      string de opção única "--version". A substring "%prog" é
      expandida da mesma forma que para "usage".

   "conflict_handler" (padrão: ""error"")
      Especifica o que fazer quando opções com strings de opções
      conflitantes são adicionadas ao analisador sintático; consulte a
      seção Conflitos entre opções.

   "description" (padrão: "None")
      Um parágrafo de texto que fornece uma breve visão geral do seu
      programa. "optparse" reformata este parágrafo para ajustá-lo à
      largura atual do terminal e o exibe quando o usuário solicita
      ajuda (depois de "usage", mas antes da lista de opções).

   "formatter" (padrão: um novo "IndentedHelpFormatter")
      Uma instância de optparse.HelpFormatter que será usada para
      exibir um texto de ajuda. "optparse" fornece duas classes
      concretas para essa finalidade: IndentedHelpFormatter e
      TitledHelpFormatter.

   "add_help_option" (padrão: "True")
      Se verdadeiro, "optparse" adicionará uma opção de ajuda (com
      strings de opção "-h" e "--help") ao analisador sintático.

   "prog"
      A string a ser usada ao expandir "%prog" em "usage" e "version"
      em vez de "os.path.basename(sys.argv[0])".

   "epilog" (padrão: "None")
      Um parágrafo de texto de ajuda para exibir após a ajuda da
      opção.


Preenchendo o analisador sintático
----------------------------------

Há várias maneiras de preencher o analisador sintático com opções. A
maneira preferida é usando "OptionParser.add_option()", como mostrado
na seção Tutorial. "add_option()" pode ser chamado de uma das duas
maneiras:

* passar uma instância de Option (conforme retornado por
  "make_option()")

* passar qualquer combinação de argumentos nomeados e posicionais que
  sejam aceitáveis para "make_option()" (ou seja, para o construtor de
  Option), e ela criará a instância de Option para você

A outra alternativa é passar uma lista de instâncias de Option
pré-construídas para o construtor de OptionParser, como em:

   option_list = [
       make_option("-f", "--filename",
                   action="store", type="string", dest="filename"),
       make_option("-q", "--quiet",
                   action="store_false", dest="verbose"),
       ]
   parser = OptionParser(option_list=option_list)

("make_option()" é uma função de fábrica para criar instâncias de
Option; atualmente é um apelido para o construtor de Option. Uma
versão futura de "optparse" pode dividir Option em várias classes, e
"make_option()" escolherá a classe certa para instanciar. Não
instancie Option diretamente.)


Definindo as opções
-------------------

Cada instância de Option representa um conjunto de strings de opções
de linha de comando sinônimas, por exemplo, "-f" e "--file". Você pode
especificar qualquer número de strings de opções curtas ou longas, mas
deve especificar pelo menos uma string de opção geral.

A maneira canônica de criar uma instância de "Option" é com o método
"add_option()" de "OptionParser".

OptionParser.add_option(option)
OptionParser.add_option(*opt_str, attr=value, ...)

   Para definir uma opção com apenas uma sequência de opções curta:

      parser.add_option("-f", attr=value, ...)

   E para definir uma opção com apenas uma longa sequência de opções:

      parser.add_option("--foo", attr=value, ...)

   Os argumentos nomeados definem atributos do novo objeto Option. O
   atributo option mais importante é "action", e ele determina
   amplamente quais outros atributos são relevantes ou obrigatórios.
   Se você passar atributos option irrelevantes, ou deixar de passar
   os obrigatórios, "optparse" levanta uma exceção "OptionError"
   explicando seu erro.

   A *action* de uma opção determina o que "optparse" faz quando
   encontra essa opção na linha de comando. As ações de opção padrão
   codificadas no "optparse" são:

   ""store""
      armazena o argumento desta opção (padrão)

   ""store_const""
      armazena um valor constante, predefinido via "Option.const"

   ""store_true""
      armazena "True"

   ""store_false""
      armazena "False"

   ""append""
      anexa o argumento desta opção a uma lista

   ""append_const""
      anexar um valor constante a uma lista, predefinido via
      "Option.const"

   ""count""
      incrementa um contador em um

   ""callback""
      chama uma função especificada

   ""help""
      exibe uma mensagem de uso incluindo todas as opções e a
      documentação para elas

   (Se você não fornecer uma ação, o padrão é ""store"". Para esta
   ação, você também pode fornecer os atributos de opção "type" e
   "dest"; consulte Ações de opção padrão.)

Como você pode ver, a maioria das ações envolve armazenar ou atualizar
um valor em algum lugar. "optparse" sempre cria um objeto especial
para isso, convencionalmente chamado de "options", que é uma instância
de "optparse.Values".

class optparse.Values

   Um objeto que contém nomes e valores de argumentos analisados como
   atributos. Normalmente criado chamando ao chamar
   "OptionParser.parse_args()", e pode ser substituído por uma
   subclasse personalizada passada para o argumento *values* de
   "OptionParser.parse_args()" (conforme descrito em Análise de
   argumentos).

Argumentos de opção (e vários outros valores) são armazenados como
atributos deste objeto, de acordo com o atributo de opção "dest"
(destino).

Por exemplo, quando você chama

   parser.parse_args()

uma das primeiras coisas que "optparse" faz é criar o objeto
"options":

   options = Values()

Se uma das opções neste analisador sintático for definida com

   parser.add_option("-f", "--file", action="store", type="string", dest="filename")

e a linha de comando que está sendo analisada inclui qualquer um dos
seguintes:

   -ffoo
   -f foo
   --file=foo
   --file foo

então "optparse", ao ver esta opção, fará o equivalente a

   options.filename = "foo"

Os atributos de opção "type" e "dest" são quase tão importantes quanto
"action", mas "action" é o único que faz sentido para *todas* as
opções.


Atributos da classe Option
--------------------------

class optparse.Option

   Um único argumento de linha de comando, com vários atributos
   passados como nomeados para o construtor. Normalmente criado com
   "OptionParser.add_option()" em vez de diretamente, e pode ser
   substituído por uma classe personalizada por meio do argumento
   *option_class* para "OptionParser".

Os seguintes atributos de opção podem ser passados como argumentos
nomeados para "OptionParser.add_option()". Se você passar um atributo
de opção que não seja relevante para uma opção específica, ou deixar
de passar um atributo de opção obrigatório, "optparse" levanta
"OptionError".

Option.action

   (padrão: ""store"")

   Determina o comportamento de "optparse" quando esta opção é vista
   na linha de comando; as opções disponíveis estão documentadas aqui.

Option.type

   (padrão: ""string"")

   O tipo de argumento esperado por esta opção (por exemplo,
   ""string"" ou ""int""); os tipos de opções disponíveis estão
   documentados aqui.

Option.dest

   (padrão: derivado de strings de opção)

   Se a ação da opção implicar escrever ou modificar um valor em algum
   lugar, isso informa ao "optparse" onde escrevê-lo: "dest" nomeia um
   atributo do objeto "options" que o "optparse" constrói ao analisar
   a linha de comando.

Option.default

   O valor para usar para o destino desta opção se a opção não for
   vista na linha de comando. Veja também
   "OptionParser.set_defaults()".

Option.nargs

   (padrão: 1)

   Quantos argumentos do tipo "type" devem ser consumidos quando esta
   opção for vista. Se > 1, "optparse" armazenará uma tupla de valores
   em "dest".

Option.const

   Para ações que armazenam um valor constante, o valor constante a
   ser armazenado.

Option.choices

   Para opções do tipo ""choice"", a lista de strings que o usuário
   pode escolher.

Option.callback

   Para opções com ação ""callback"", o chamável para chamar quando
   esta opção for vista. Veja a seção Funções de retorno de opção para
   detalhes sobre os argumentos passados para o chamável.

Option.callback_args
Option.callback_kwargs

   Argumentos nomeados e posicionais adicionais para passar para
   "callback" após os quatro argumentos de retorno de chamada padrão.

Option.help

   Texto de ajuda para exibir para esta opção ao listar todas as
   opções disponíveis após o usuário fornecer uma opção "help" (como "
   --help"). Se nenhum texto de ajuda for fornecido, a opção será
   listada sem texto de ajuda. Para ocultar esta opção, use o valor
   especial "optparse.SUPPRESS_HELP".

Option.metavar

   (padrão: derivado de strings de opção)

   Substituto para o(s) argumento(s) de opção a ser(em) usado(s) ao
   exibir texto de ajuda. Veja a seção Tutorial para um exemplo.


Ações de opção padrão
---------------------

As várias ações de opção têm requisitos e efeitos ligeiramente
diferentes. A maioria das ações tem vários atributos de opção
relevantes que você pode especificar para guiar o comportamento de
"optparse"; algumas têm atributos obrigatórios, que você deve
especificar para qualquer opção que use essa ação.

* ""store"" [relevante: "type", "dest", "nargs", "choices"]

  A opção deve ser seguida por um argumento, que é convertido em um
  valor de acordo com "type" e armazenado em "dest". Se "nargs" > 1,
  vários argumentos serão consumidos da linha de comando; todos serão
  convertidos de acordo com "type" e armazenados em "dest" como uma
  tupla. Veja a seção Tipos de opção padrão.

  Se "choices" for fornecido (uma lista ou tupla de strings), o tipo
  padrão será ""choice"".

  Se "type" não for fornecido, o padrão será ""string"".

  Se "dest" não for fornecido, "optparse" deriva um destino da
  primeira string de opção longa (por exemplo, "--foo-bar" implica
  "foo_bar"). Se não houver strings de opção longas, "optparse" deriva
  um destino da primeira string de opção curta (por exemplo, "-f"
  implica "f").

  Exemplo:

     parser.add_option("-f")
     parser.add_option("-p", type="float", nargs=3, dest="point")

  Como ele analisa a linha de comando

     -f foo.txt -p 1 -3.5 4 -fbar.txt

  "optparse" vai definir

     options.f = "foo.txt"
     options.point = (1.0, -3.5, 4.0)
     options.f = "bar.txt"

* ""store_const"" [obrigatório: "const"; relevante: "dest"]

  O valor de "const" é armazenado em "dest".

  Exemplo:

     parser.add_option("-q", "--quiet",
                       action="store_const", const=0, dest="verbose")
     parser.add_option("-v", "--verbose",
                       action="store_const", const=1, dest="verbose")
     parser.add_option("--noisy",
                       action="store_const", const=2, dest="verbose")

  Se "--noisy" é encontrado, "optparse" vai definir

     options.verbose = 2

* ""store_true"" [relevante: "dest"]

  Um caso especial de ""store_const"" que armazena "True" em "dest".

* ""store_false"" [relevante: "dest"]

  Como ""store_true"", mas armazenad "False".

  Exemplo:

     parser.add_option("--clobber", action="store_true", dest="clobber")
     parser.add_option("--no-clobber", action="store_false", dest="clobber")

* ""append"" [relevante: "type", "dest", "nargs", "choices"]

  A opção deve ser seguida por um argumento, que é anexado à lista em
  "dest". Se nenhum valor padrão para "dest" for fornecido, uma lista
  vazia será criada automaticamente quando "optparse" encontrar esta
  opção pela primeira vez na linha de comando. Se "nargs" > 1, vários
  argumentos serão consumidos e uma tupla de comprimento "nargs" será
  anexada a "dest".

  Os padrões para "type" e "dest" são os mesmos da ação ""store"".

  Exemplo:

     parser.add_option("-t", "--tracks", action="append", type="int")

  Se "-t3" for encontrado na linha de comando, "optparse" faz o
  equivalente a:

     options.tracks = []
     options.tracks.append(int("3"))

  Se, um pouco mais tarde, "--tracks=4" for encontrado, ele faz:

     options.tracks.append(int("4"))

  A ação "append" chama o método "append" no valor atual da opção.
  Isso significa que qualquer valor padrão especificado deve ter um
  método "append". Isso também significa que se o valor padrão não for
  vazio, os elementos padrão estarão presentes no valor analisado para
  a opção, com quaisquer valores da linha de comando anexados após
  esses valores padrão:

     >>> parser.add_option("--files", action="append", default=['~/.mypkg/defaults'])
     >>> opts, args = parser.parse_args(['--files', 'overrides.mypkg'])
     >>> opts.files
     ['~/.mypkg/defaults', 'overrides.mypkg']

* ""append_const"" [obrigatório: "const"; relevante: "dest"]

  Como ""store_const"", mas o valor de "const" é anexado a "dest";
  assim como em ""append"", "dest" assume como padrão "None", e uma
  lista vazia é criada automaticamente na primeira vez que a opção é
  encontrada.

* ""count"" [relevante: "dest"]

  Incrementa o inteiro armazenado em "dest". Se nenhum valor padrão
  for fornecido, "dest" é definido como zero antes de ser incrementado
  pela primeira vez.

  Exemplo:

     parser.add_option("-v", action="count", dest="verbosity")

  A primeira vez que "-v" é encontrado na linha de comando, "optparse"
  faz o equivalente a:

     options.verbosity = 0
     options.verbosity += 1

  Cada ocorrência subsequente de "-v" resulta em

     options.verbosity += 1

* ""callback"" [obrigatório: "callback"; relevante: "type", "nargs",
  "callback_args", "callback_kwargs"]

  Chama a função especificada por "callback", que é chamada como

     func(option, opt_str, value, parser, *args, **kwargs)

  Veja a seção Funções de retorno de opção para mais detalhes.

* ""help""

  Exibe uma mensagem de ajuda completa para todas as opções no
  analisador sintático de opções atual. A mensagem de ajuda é
  construída a partir da string "usage" passada para o construtor do
  OptionParser e da string "help" passada para cada opção.

  Se nenhuma string de "help" for fornecida para uma opção, ela ainda
  será listada na mensagem de ajuda. Para omitir uma opção
  completamente, use o valor especial "optparse.SUPPRESS_HELP".

  "optparse" adiciona automaticamente uma opção "help" a todos as
  instâncias de OptionParsers, então normalmente você não precisa
  criar uma.

  Exemplo:

     from optparse import OptionParser, SUPPRESS_HELP

     # geralmente, uma opção de ajuda é adicionada
     # automaticamente, mas que podem ser suprimida
     # usando o argumento add_help_option
     parser = OptionParser(add_help_option=False)

     parser.add_option("-h", "--help", action="help")
     parser.add_option("-v", action="store_true", dest="verbose",
                       help="Be moderately verbose")
     parser.add_option("--file", dest="filename",
                       help="Input file to read data from")
     parser.add_option("--secret", help=SUPPRESS_HELP)

  Se "optparse" encontrar "-h" ou "--help" na linha de comando, ele
  vai exibir algo como a seguinte mensagem de ajuda no stdout
  (presumindo que "sys.argv[0]" é ""foo.py""):

     Usage: foo.py [options]

     Options:
       -h, --help        Show this help message and exit
       -v                Be moderately verbose
       --file=FILENAME   Input file to read data from

  Após exibir a mensagem de ajuda, "optparse" encerra seu processo com
  "sys.exit(0)".

* ""version""

  Exibe o número da versão fornecido à instância de OptionParser para
  stdout e sai. O número da versão é realmente formatado e exibido
  pelo método "print_version()" do OptionParser. Geralmente, é
  relevante somente se o argumento "version" for fornecido ao
  construtor de OptionParser. Assim como com as opções de "help", você
  raramente criará opções "version", já que "optparse" as adiciona
  automaticamente quando necessário.


Tipos de opção padrão
---------------------

"optparse" tem cinco tipos de opções embutidos: ""string"", ""int"",
""choice"", ""float"" e ""complex"". Se você precisar adicionar novos
tipos de opções, veja a seção Estendendo optparse.

Os argumentos para opções de string não são verificados ou convertidos
de forma alguma: o texto na linha de comando é armazenado no destino
(ou passado para a função de retorno) como está.

Argumentos inteiros (tipo ""int"") são analisados da seguinte forma:

* se o número começar com "0x", ele será analisado como um número
  hexadecimal

* se o número começar com "0", ele será analisado como um número octal

* se o número começar com "0b", ele será analisado como um número
  binário

* caso contrário, o número é analisado como um número decimal

A conversão é feita chamando "int()" com a base apropriada (2, 8, 10
ou 16). Se isso falhar, "optparse" também falhará, embora com uma
mensagem de erro mais útil.

Os argumentos de opção ""float"" e ""complex"" são convertidos
diretamente com "float()" e "complex()", com tratamento de erros
semelhante.

As opções ""choice"" são um subtipo das opções ""string"". O atributo
da opção "choices" (uma sequência de strings) define o conjunto de
argumentos de opção permitidos. "optparse.check_choice()" compara os
argumentos de opção fornecidos pelo usuário com esta lista mestre e
levanta "OptionValueError" se uma string inválida for fornecida.


Análise de argumentos
---------------------

O objetivo de criar e preencher uma instância de OptionParser é chamar
seu método "parse_args()".

OptionParser.parse_args(args=None, values=None)

   Analisa as opções de linha de comando encontradas em *args*.

   Os parâmetros de entrada são

   "args"
      a lista de argumentos para processar (padrão: "sys.argv[1:]")

   "values"
      um objeto "Values" para armazenar argumentos de opção (padrão:
      uma nova instância de "Values") -- se você fornecer um objeto
      existente, os padrões de opção não serão inicializados nele

   e o valor de retorno é um par "(options, args)" sendo

   "options"
      o mesmo objeto que foi passado como *values*, ou a instância
      "optparse.Values" criada por "optparse"

   "args"
      os argumentos posicionais restantes depois que todas as opções
      foram processadas

O uso mais comum é não fornecer nenhum argumento nomeado. Se você
fornecer "values", ele será modificado com chamadas repetidas de
"setattr()" (aproximadamente uma para cada argumento de opção
armazenado em um destino de opção) e retornado por "parse_args()".

Se "parse_args()" encontrar algum erro na lista de argumentos, ele
chama o método "error()" da instância de OptionParser com uma mensagem
de erro apropriada para o usuário final. Isso, em última análise,
encerra seu processo com um status de saída 2 (o status de saída
tradicional do Unix para erros de linha de comando).


Consultando e manipulando seu analisador sintático de opções
------------------------------------------------------------

O comportamento padrão do analisador sintático de opções pode ser
ligeiramente personalizado, e você também pode dar uma olhada no seu
analisador de opções e ver o que há lá. A classe OptionParser fornece
vários métodos para ajudar você:

OptionParser.disable_interspersed_args()

   Define a análise para parar na primeira não opção. Por exemplo, se
   "-a" e "-b" forem ambas opções simples que não aceitam argumentos,
   "optparse" normalmente aceita esta sintaxe:

      prog -a arg1 -b arg2

   e trata-a como equivalente a

      prog -a -b arg1 arg2

   Para desabilitar esse recurso, chame "disable_interspersed_args()".
   Isso restaura a sintaxe Unix tradicional, onde a análise de opções
   para com o primeiro argumento não-opcional.

   Use isto se você tiver um processador de comando que executa outro
   comando que tem opções próprias e você quer ter certeza de que
   essas opções não fiquem confusas. Por exemplo, cada comando pode
   ter um conjunto diferente de opções.

OptionParser.enable_interspersed_args()

   Define a análise para não parar na primeira não opção, permitindo
   intercalar alternadores com argumentos de comando. Esse é o
   comportamento padrão.

OptionParser.get_option(opt_str)

   Retorna a instância de Option com a string de opção *opt_str*, ou
   "None" se nenhuma opção tiver essa string de opção.

OptionParser.has_option(opt_str)

   Retorna "True" se o objeto OptionParser tiver uma opção com string
   de opção *opt_str* (por exemplo, "-q" ou "--verbose").

OptionParser.remove_option(opt_str)

   Se o "OptionParser" tiver uma opção correspondente a *opt_str*,
   essa opção será removida. Se essa opção fornecer quaisquer outras
   strings de opção, todas essas strings de opção se tornarão
   inválidas. Se *opt_str* não ocorrer em nenhuma opção pertencente a
   este "OptionParser", levanta "ValueError".


Conflitos entre opções
----------------------

Se você não tomar cuidado, é fácil definir opções com strings de
opções conflitantes:

   parser.add_option("-n", "--dry-run", ...)
   ...
   parser.add_option("-n", "--noisy", ...)

(Isto é particularmente verdadeiro se você definiu sua própria
subclasse de OptionParser com algumas opções padrão.)

Toda vez que você adiciona uma opção, "optparse" verifica se há
conflitos com opções existentes. Se encontrar algum, ele invoca o
mecanismo de tratamento de conflitos atual. Você pode definir o
mecanismo de tratamento de conflitos no construtor:

   parser = OptionParser(..., conflict_handler=handler)

ou com uma chamada separada:

   parser.set_conflict_handler(handler)

Os manipuladores de conflitos disponíveis são:

   ""error"" (padrão)
      presume que os conflitos de opções são um erro de programação e
      levanta "OptionConflictError"

   ""resolve""
      resolve conflitos de opções de forma inteligente (veja abaixo)

Como exemplo, vamos definir um "OptionParser" que resolve conflitos de
forma inteligente e adiciona opções conflitantes a ele:

   parser = OptionParser(conflict_handler="resolve")
   parser.add_option("-n", "--dry-run", ..., help="do no harm")
   parser.add_option("-n", "--noisy", ..., help="be noisy")

Neste ponto, "optparse" detecta que uma opção adicionada anteriormente
já está usando a string de opção "-n". Como "conflict_handler" é
""resolve"", ele resolve a situação removendo "-n" da lista de strings
de opção da opção anterior. Agora "--dry-run" é a única maneira do
usuário ativar essa opção. Se o usuário pedir ajuda, a mensagem de
ajuda refletirá isso:

   Options:
     --dry-run     do no harm
     ...
     -n, --noisy   be noisy

É possível reduzir as strings de opção para uma opção adicionada
anteriormente até que não haja mais nenhuma, e o usuário não tenha
como invocar essa opção da linha de comando. Nesse caso, "optparse"
remove essa opção completamente, então ela não aparece no texto de
ajuda ou em nenhum outro lugar. Continuando com nosso objeto
OptionParser existente:

   parser.add_option("--dry-run", ..., help="new dry-run option")

Neste ponto, a opção original "-n"/"--dry-run" não está mais
acessível, então "optparse" a remove, deixando este texto de ajuda:

   Options:
     ...
     -n, --noisy   be noisy
     --dry-run     new dry-run option


Limpeza
-------

As instâncias de OptionParser têm várias referências cíclicas. Isso
não deve ser um problema para o coletor de lixo do Python, mas você
pode desejar quebrar as referências cíclicas explicitamente chamando
"destroy()" no seu OptionParser quando terminar de usá-lo. Isso é
particularmente útil em aplicações de longa execução, onde gráficos de
objetos grandes podem ser acessados do seu OptionParser.


Outros métodos
--------------

OptionParser provê vários outros métodos públicos:

OptionParser.set_usage(usage)

   Defina a string de uso de acordo com as regras descritas acima para
   o argumento nomeado do construtor "usage". Passar "None" define a
   string de uso padrão; use "optparse.SUPPRESS_USAGE" para suprimir
   uma mensagem de uso.

OptionParser.print_usage(file=None)

   Exibe a mensagem de uso para o programa atual ("self.usage") em
   *file* (stdout padrão). Qualquer ocorrência da string "%prog" em
   "self.usage" é substituída pelo nome do programa atual. Não faz
   nada se "self.usage" estiver vazio ou não definido.

OptionParser.get_usage()

   O mesmo que "print_usage()", mas retorna a string de uso em vez de
   exibi-la.

OptionParser.set_defaults(dest=value, ...)

   Define valores padrão para vários destinos de opção de uma vez.
   Usar "set_defaults()" é a maneira preferida de definir valores
   padrão para opções, já que várias opções podem compartilhar o mesmo
   destino. Por exemplo, se várias opções de "modo" definirem o mesmo
   destino, qualquer uma delas pode definir o padrão, e a última
   vence:

      parser.add_option("--advanced", action="store_const",
                        dest="mode", const="advanced",
                        default="novice")    # substituída abaixo
      parser.add_option("--novice", action="store_const",
                        dest="mode", const="novice",
                        default="advanced")  # substitui a configuração acima

   Para evitar essa confusão, use "set_defaults()":

      parser.set_defaults(mode="advanced")
      parser.add_option("--advanced", action="store_const",
                        dest="mode", const="advanced")
      parser.add_option("--novice", action="store_const",
                        dest="mode", const="novice")


Funções de retorno de opção
===========================

Quando as ações e tipos embutidos de "optparse" não são o bastante
para suas necessidades, você tem duas escolhas: estender "optparse" ou
definir uma opção de retorno de chamada. Estender "optparse" é mais
geral, mas exagero para muitos casos simples. Muitas vezes, um retorno
de chamada simples é tudo o que você precisa.

Há duas etapas para definir uma opção de retorno de chamada:

* definir a opção em si usando a ação ""callback""

* escrever o função de retorno; esta é uma função (ou método) que
  recebe pelo menos quatro argumentos, conforme descrito abaixo


Definindo uma opção de retorno de chamada
-----------------------------------------

Como sempre, a maneira mais fácil de definir uma opção de retorno de
chamada é usando o método "OptionParser.add_option()". Além de
"action", o único atributo de opção que você deve especificar é
"callback", a função a ser chamada:

   parser.add_option("-c", action="callback", callback=my_callback)

"callback" é uma função (ou outro objeto chamável), então você já deve
ter definido "my_callback()" quando criar esta opção de retorno de
chamada. Neste caso simples, "optparse" nem sabe se "-c" aceita
argumentos, o que geralmente significa que a opção não aceita
argumentos --- a mera presença de "-c" na linha de comando é tudo o
que ela precisa saber. Em algumas circunstâncias, no entanto, você
pode querer que seu retorno de chamada consuma um número arbitrário de
argumentos de linha de comando. É aqui que escrever retornos de
chamada fica complicado; isso é abordado mais adiante nesta seção.

"optparse" sempre passa quatro argumentos particulares para seu
retorno de chamada, e ele só passará argumentos adicionais se você
especificá-los via "callback_args" e "callback_kwargs". Assim, a
assinatura mínima da função de retorno de chamada é:

   def my_callback(option, opt, value, parser):

Os quatro argumentos para um retorno de chamada são descritos abaixo.

Há vários outros atributos de opção que você pode fornecer ao definir
uma opção de retorno de chamada:

"type"
   tem seu significado usual: como com as ações ""store"" ou
   ""append"", ele instrui "optparse" a consumir um argumento e
   convertê-lo para "type". Em vez de armazenar o(s) valor(es)
   convertido(s) em qualquer lugar, no entanto, "optparse" os passa
   para sua função de retorno de chamada.

"nargs"
   também tem seu significado usual: se for fornecido e > 1,
   "optparse" consumirá argumentos "nargs", cada um dos quais deve ser
   conversível para "type". Em seguida, ele passa uma tupla de valores
   convertidos para seu retorno de chamada.

"callback_args"
   uma tupla de argumentos posicionais extras para passar para a
   função de retorno

"callback_kwargs"
   um dicionário de argumentos nomeados extras para passar para a
   função de retorno


Como os retornos de chamada são chamados
----------------------------------------

Todos os retornos de chamada são chamados da seguinte forma:

   func(option, opt_str, value, parser, *args, **kwargs)

onde

"option"
   é a instância de Option que está chamando o retorno de chamada

"opt_str"
   é a string de opção vista na linha de comando que está acionando o
   retorno de chamada. (Se uma opção longa abreviada foi usada,
   "opt_str" será a string de opção canônica completa --- por exemplo,
   se o usuário colocar "--foo" na linha de comando como uma
   abreviação para "--foobar", então "opt_str" será ""--foobar"".)

"value"
   é o argumento para esta opção visto na linha de comando. "optparse"
   só esperará um argumento se "type" estiver definido; o tipo de
   "value" será o tipo implícito pelo tipo da opção. Se "type" para
   esta opção for "None" (nenhum argumento esperado), então "value"
   será "None". Se "nargs" > 1, "value" será uma tupla de valores do
   tipo apropriado.

"parser"
   é a instância OptionParser que controla tudo, útil principalmente
   porque você pode acessar alguns outros dados interessantes por meio
   de seus atributos de instância:

   "parser.largs"
      a lista atual de argumentos restantes, ou seja, argumentos que
      foram consumidos, mas não são opções nem argumentos de opção.
      Sinta-se à vontade para modificar "parser.largs", por exemplo,
      adicionando mais argumentos a ele. (Esta lista se tornará
      "args", o segundo valor de retorno de "parse_args()".)

   "parser.rargs"
      a lista atual de argumentos restantes, ou seja, com "opt_str" e
      "value" (se aplicável) removidos, e apenas os argumentos que os
      seguem ainda lá. Sinta-se à vontade para modificar
      "parser.rargs", por exemplo, consumindo mais argumentos.

   "parser.values"
      o objeto onde os valores de opção são armazenados por padrão
      (uma instância de optparse.OptionValues). Isso permite que as
      função de retorno usem o mesmo mecanismo que o resto de
      "optparse" para armazenar valores de opção; você não precisa
      mexer com globais ou closures. Você também pode acessar ou
      modificar o(s) valor(es) de quaisquer opções já encontradas na
      linha de comando.

"args"
   é uma tupla de argumentos posicionais arbitrários fornecidos por
   meio do atributo de opção "callback_args".

"kwargs"
   é um dicionário de argumentos nomeados arbitrários fornecidos via
   "callback_kwargs".


Levantando erros em uma função de retorno
-----------------------------------------

A função de retorno de chamada deve levantar "OptionValueError" se
houver algum problema com a opção ou seu(s) argumento(s). "optparse"
captura isso e encerra o programa, exibindo a mensagem de erro que
você fornece para stderr. Sua mensagem deve ser clara, concisa,
precisa e mencionar a opção com defeito. Caso contrário, o usuário
terá dificuldade em descobrir o que fez de errado.


Exemplo de função de retorno 1: retorno de chamada trivial
----------------------------------------------------------

Aqui está um exemplo de uma opção de retorno de chamada que não aceita
argumentos e simplesmente registra que a opção foi vista:

   def record_foo_seen(option, opt_str, value, parser):
       parser.values.saw_foo = True

   parser.add_option("--foo", action="callback", callback=record_foo_seen)

Claro, você pode fazer isso com a ação ""store_true"".


Exemplo de função de retorno 2: verificar a ordem das opções
------------------------------------------------------------

Aqui está um exemplo um pouco mais interessante: registra o fato de
que "-a" é visto, mas explode se ele vier depois de "-b" na linha de
comando.

   def check_order(option, opt_str, value, parser):
       if parser.values.b:
           raise OptionValueError("can't use -a after -b")
       parser.values.a = 1
   ...
   parser.add_option("-a", action="callback", callback=check_order)
   parser.add_option("-b", action="store_true", dest="b")


Exemplo 3 de função de retorno: verificar a ordem das opções (generalizada)
---------------------------------------------------------------------------

Se você quiser reutilizar essa função de retorno para várias opções
semelhantes (definir um sinalizador, mas explodir se "-b" já tiver
sido visto), será preciso um pouco de trabalho: a mensagem de erro e o
sinalizador que ele define devem ser generalizados.

   def check_order(option, opt_str, value, parser):
       if parser.values.b:
           raise OptionValueError("can't use %s after -b" % opt_str)
       setattr(parser.values, option.dest, 1)
   ...
   parser.add_option("-a", action="callback", callback=check_order, dest='a')
   parser.add_option("-b", action="store_true", dest="b")
   parser.add_option("-c", action="callback", callback=check_order, dest='c')


Exemplo de função de retorno 4: verificar uma condição arbitrária
-----------------------------------------------------------------

Claro, você pode colocar qualquer condição ali---você não está
limitado a verificar os valores de opções já definidas. Por exemplo,
se você tem opções que não devem ser chamadas quando a lua está cheia,
tudo o que você tem a fazer é isto:

   def check_moon(option, opt_str, value, parser):
       if is_moon_full():
           raise OptionValueError("%s option invalid when moon is full"
                                  % opt_str)
       setattr(parser.values, option.dest, 1)
   ...
   parser.add_option("--foo",
                     action="callback", callback=check_moon, dest="foo")

(A definição de "is_moon_full()" é deixada como um exercício para o
leitor.)


Exemplo de função de retorno 5: argumentos fixos
------------------------------------------------

As coisas ficam um pouco mais interessantes quando você define opções
de retorno de chamada que aceitam um número fixo de argumentos.
Especificar que uma opção de retorno de chamada aceita argumentos é
semelhante a definir uma opção ""store"" ou ""append"": se você
definir "type", então a opção aceita um argumento que deve ser
conversível para esse tipo; se você definir ainda "nargs", então a
opção aceita argumentos "nargs".

Aqui está um exemplo que apenas emula a ação padrão ""store"":

   def store_value(option, opt_str, value, parser):
       setattr(parser.values, option.dest, value)
   ...
   parser.add_option("--foo",
                     action="callback", callback=store_value,
                     type="int", nargs=3, dest="foo")

Note que "optparse" cuida de consumir 3 argumentos e convertê-los em
números inteiros para você; tudo o que você precisa fazer é
armazená-los. (Ou o que for; obviamente você não precisa de uma função
de retorno de chamada para este exemplo.)


Exemplo de função de retorno 6: argumentos variáveis
----------------------------------------------------

As coisas ficam complicadas quando você quer que uma opção receba um
número variável de argumentos. Para esse caso, você deve escrever uma
função de retorno, pois "optparse" não fornece nenhuma capacidade
embutida para ele. E você tem que lidar com certas complexidades da
análise sintática de linha de comando Unix convencional que "optparse"
normalmente lida para você. Em particular, as funções de retorno devem
implementar as regras convencionais para argumentos "--" e "-"
simples:

* "--" ou "-" podem ser argumentos de opção

* "--" apenas (se não for o argumento para alguma opção): interrompe o
  processamento da linha de comando e descarta o "--"

* "-" apenas (se não for o argumento para alguma opção): interrompe o
  processamento da linha de comando, mas mantém o "-" (anexa-o a
  "parser.largs")

Se você quiser uma opção que aceite um número variável de argumentos,
há várias questões sutis e complicadas com as quais se preocupar. A
implementação exata que você escolher será baseada em quais
compensações você está disposto a fazer para sua aplicação (é por isso
que "optparse" não oferece suporte a esse tipo de coisa diretamente).

No entanto, aqui vai uma tentativa de função de retorno para uma opção
com argumentos variáveis:

   def vararg_callback(option, opt_str, value, parser):
       assert value is None
       value = []

       def floatable(str):
           try:
               float(str)
               return True
           except ValueError:
               return False

       for arg in parser.rargs:
           # para em --foo como opções
           if arg[:2] == "--" and len(arg) > 2:
               break
           # para em -a, mas não em -3 ou -3.0
           if arg[:1] == "-" and len(arg) > 1 and not floatable(arg):
               break
           value.append(arg)

       del parser.rargs[:len(value)]
       setattr(parser.values, option.dest, value)

   ...
   parser.add_option("-c", "--callback", dest="vararg_attr",
                     action="callback", callback=vararg_callback)


Estendendo "optparse"
=====================

Como os dois principais fatores de controle sobre como "optparse"
interpreta as opções de linha de comando são a ação e o tipo de cada
opção, a direção mais provável de extensão é adicionar novas ações e
novos tipos.


Adicionando novos tipos
-----------------------

Para adicionar novos tipos, você precisa definir sua própria subclasse
da classe "Option" de "optparse". Esta classe tem alguns atributos que
definem os tipos de "optparse": "TYPES" e "TYPE_CHECKER".

Option.TYPES

   Uma tupla de nomes de tipos; na sua subclasse, basta definir uma
   nova tupla "TYPES" que se baseia na tupla padrão.

Option.TYPE_CHECKER

   Um dicionário que mapeia nomes de tipos para funções de verificação
   de tipos. Uma função de verificação de tipos tem a seguinte
   assinatura:

      def check_mytype(option, opt, value)

   sendo "option" uma instância "Option", "opt" é uma string de opção
   (por exemplo, "-f"), e "value" é a string da linha de comando que
   deve ser verificada e convertida para o tipo desejado.
   "check_mytype()" deve retornar um objeto do tipo hipotético
   "mytype". O valor retornado por uma função de verificação de tipo
   acabará na instância OptionValues retornada por
   "OptionParser.parse_args()", ou será passado para uma função de
   retorno como o parâmetro "value".

   Sua função de verificação de tipo deve levantar "OptionValueError"
   se encontrar algum problema. "OptionValueError" recebe um único
   argumento de string, que é passado como está para o método
   "error()" do "OptionParser", que por sua vez adiciona o nome do
   programa e a string ""error:"" e exibe tudo no stderr antes de
   encerrar o processo.

Aqui está um exemplo bobo que demonstra a adição de um tipo de opção
""complex"" para analisar números complexos no estilo Python na linha
de comando. (Isso é ainda mais bobo do que costumava ser, porque
"optparse" 1.3 adicionou suporte embutido para números complexos, mas
não importa.)

Primeiro, as importações necessárias:

   from copy import copy
   from optparse import Option, OptionValueError

Você precisa definir seu verificador de tipo primeiro, pois ele será
referenciado mais tarde (no atributo de classe "TYPE_CHECKER" da sua
subclasse de Option):

   def check_complex(option, opt, value):
       try:
           return complex(value)
       except ValueError:
           raise OptionValueError(
               "option %s: invalid complex value: %r" % (opt, value))

Finalmente, a subclasse de Option:

   class MyOption (Option):
       TYPES = Option.TYPES + ("complex",)
       TYPE_CHECKER = copy(Option.TYPE_CHECKER)
       TYPE_CHECKER["complex"] = check_complex

(Se não fizéssemos uma "copy()" de "Option.TYPE_CHECKER", acabaríamos
modificando o atributo "TYPE_CHECKER" da classe Option de "optparse".
Sendo Python, nada impede você de fazer isso, exceto boas maneiras e
bom senso.)

Pronto! Agora você pode escrever um script que usa o novo tipo de
opção como qualquer outro script baseado em "optparse", exceto que
você tem que instruir seu OptionParser a usar MyOption em vez de
Option:

   parser = OptionParser(option_class=MyOption)
   parser.add_option("-c", type="complex")

Como alternativa, você pode criar sua própria lista de opções e
passá-la para o OptionParser; se você não usar "add_option()" da
maneira acima, não precisa informar ao OptionParser qual classe de
opção usar:

   option_list = [MyOption("-c", action="store", type="complex", dest="c")]
   parser = OptionParser(option_list=option_list)


Adicionando novas ações
-----------------------

A adição de novas ações é um pouco mais complicado, porque você
precisa entender que "optparse" tem algumas classificações para ações:

Ações "store"
   ações que resultam em "optparse" armazenando um valor em um
   atributo da instância OptionValues atual; essas opções exigem que
   um atributo "dest" seja fornecido ao construtor Option.

Ações "typed"
   Ações que pegam um valor da linha de comando e esperam que ele seja
   de um certo tipo; ou melhor, uma string que pode ser convertida
   para um certo tipo. Essas opções requerem um atributo "type" para o
   construtor Option.

Esses são conjuntos sobrepostos: algumas ações "store" padrão são
""store"", ""store_const"", ""append"" e ""count"", enquanto as ações
"typed" padrão são ""store"", ""append"" e ""callback"".

Ao adicionar uma ação, você precisa categorizá-la listando-a em pelo
menos um dos seguintes atributos de classe de Option (todos são listas
de strings):

Option.ACTIONS

   Todas as ações devem ser listadas em ACTIONS.

Option.STORE_ACTIONS

   As ações "store" também são listadas aqui.

Option.TYPED_ACTIONS

   As ações "typed" também são listadas aqui.

Option.ALWAYS_TYPED_ACTIONS

   Ações que sempre assumem um tipo (ou seja, cujas opções sempre
   assumem um valor) são listadas aqui adicionalmente. O único efeito
   disso é que "optparse" atribui o tipo padrão, ""string"", a opções
   sem tipo explícito cuja ação é listada em "ALWAYS_TYPED_ACTIONS".

Para realmente implementar sua nova ação, você deve substituir o
método "take_action()" de Option e adicionar um caso que reconheça sua
ação.

Por exemplo, vamos adicionar uma ação ""extend"". Isso é semelhante à
ação padrão ""append"", mas em vez de pegar um único valor da linha de
comando e anexá-lo a uma lista existente, ""extend"" pegará vários
valores em uma única string delimitada por vírgulas e estenderá uma
lista existente com eles. Ou seja, se "--names" for uma opção
""extend"" do tipo ""string"", a linha de comando

   --names=foo,bar --names blah --names ding,dong

resultaria em uma lista

   ["foo", "bar", "blah", "ding", "dong"]

Novamente, nós definimos uma subclasse de Option:

   class MyOption(Option):

       ACTIONS = Option.ACTIONS + ("extend",)
       STORE_ACTIONS = Option.STORE_ACTIONS + ("extend",)
       TYPED_ACTIONS = Option.TYPED_ACTIONS + ("extend",)
       ALWAYS_TYPED_ACTIONS = Option.ALWAYS_TYPED_ACTIONS + ("extend",)

       def take_action(self, action, dest, opt, value, values, parser):
           if action == "extend":
               lvalue = value.split(",")
               values.ensure_value(dest, []).extend(lvalue)
           else:
               Option.take_action(
                   self, action, dest, opt, value, values, parser)

Características de nota:

* ""extend"" espera um valor na linha de comando e armazena esse valor
  em algum lugar, então ele vai em "STORE_ACTIONS" e "TYPED_ACTIONS".

* para garantir que "optparse" atribua o tipo padrão de ""string"" às
  ações ""extend"", colocamos a ação ""extend"" em
  "ALWAYS_TYPED_ACTIONS" também.

* "MyOption.take_action()" implementa apenas esta nova ação e passa o
  controle de volta para "Option.take_action()" para as ações padrão
  "optparse".

* "values" é uma instância da classe optparse_parser.Values, que
  fornece o método muito útil "ensure_value()". "ensure_value()" é
  essencialmente "getattr()" com uma válvula de segurança; é chamado
  como

     values.ensure_value(attr, value)

  Se o atributo "attr" de "values" não existir ou for "None", então
  ensure_value() primeiro o define como "value" e então retorna
  "value". Isso é muito útil para ações como ""extend"", ""append"" e
  ""count"", todas as quais acumulam dados em uma variável e esperam
  que essa variável seja de um certo tipo (uma lista para as duas
  primeiras, um inteiro para a última). Usar "ensure_value()"
  significa que os scripts que usam sua ação não precisam se preocupar
  em definir um valor padrão para os destinos de opção em questão;
  eles podem simplesmente deixar o padrão como "None" e
  "ensure_value()" cuidará de acertar quando for necessário.


Exceções
========

exception optparse.OptionError

   Levantada se uma instância de "Option" for criada com argumentos
   inválidos ou inconsistentes.

exception optparse.OptionConflictError

   Levantada se opções conflitantes forem adicionadas a um instância
   de "OptionParser".

exception optparse.OptionValueError

   Levantada se um valor de opção inválido for encontrado na linha de
   comando.

exception optparse.BadOptionError

   Levantada se uma opção inválida for passada na linha de comando.

exception optparse.AmbiguousOptionError

   Levantada se uma opção ambígua for passada na linha de comando.
