Tipos embutidos
***************

As seções a seguir descrevem os tipos padrão que são embutidos ao
interpretador.

Os principais tipos embutidos são numéricos, sequências, mapeamentos,
classes, instâncias e exceções.

Algumas classes de coleção são mutáveis. Os métodos que adicionam,
subtraem ou reorganizam seus membros no lugar, e não retornam um item
específico, nunca retornam a instância da coleção propriamente dita,
mas um "None".

Algumas operações são suportadas por vários tipos de objetos; em
particular, praticamente todos os objetos podem ser comparados em
termos de igualdade, testados quanto ao valor verdade e convertidos em
uma string (com a função "repr()" ou a função ligeiramente diferente
"str()"). A última função é implicitamente usada quando um objeto é
escrito pela função "print()".


Teste do valor verdade
======================

Qualquer objeto pode ser testado quanto ao valor verdade, para uso em
uma condição "if" ou "while" ou como operando das operações booleanas
abaixo.

Por padrão, um objeto é considerado verdadeiro, a menos que sua a
classe defina um método "__bool__()" que retorne "False" ou um método
"__len__()" que retorna zero, quando chamado com o objeto. [1] Aqui
estão a maioria dos objetos embutidos considerados falsos:

* constantes definidas para serem falsas: "None" e "False".

* zero de qualquer tipo numérico: "0", "0.0", "0j", "Decimal(0)",
  "Fraction(0, 1)"

* sequências e coleções vazias: "''", "()", "[]", "{}", "set()",
  "range(0)"

Operações e funções embutidas que têm um resultado Booleano retornam
"0" ou "False" para falso e "1" ou "True" para verdadeiro, salvo
indicações ao contrário. (Exceção importante: as operações Booleanas
"or" e "and" sempre retornam um de seus operandos.)


Operações booleanas --- "and", "or", "not"
==========================================

Esses são as operações booleanas, ordenados por prioridade ascendente:

+---------------+-----------------------------------+---------+
| Operação      | Resultado                         | Notas   |
|===============|===================================|=========|
| "x or y"      | se *x* é falso, então *y*, do     | (1)     |
|               | contrário *x*                     |         |
+---------------+-----------------------------------+---------+
| "x and y"     | se *x* é falso, então *x*, do     | (2)     |
|               | contrário *y*                     |         |
+---------------+-----------------------------------+---------+
| "not x"       | se *x* é falso, então "True",     | (3)     |
|               | caso contrário "False"            |         |
+---------------+-----------------------------------+---------+

Notas:

1. Esse é um operador de curto-circuito, por isso só avalia o segundo
   argumento se o primeiro é falso.

2. Este é um operador de curto-circuito, por isso só avalia o segundo
   argumento se o primeiro é verdadeiro.

3. "not" tem uma prioridade mais baixa do que operadores não
   booleanos, então "not a == b" é interpretado como "not (a == b)" e
   "a == not b" é um erro de sintaxe.


Comparações
===========

Há oito operadores comparativos no Python. Todos eles possuem a mesma
prioridade (que é maior do que aquela das operações Booleanas).
Comparações podem ser encadeadas arbitrariamente; por exemplo, "x < y
<= z" é equivalente a "x < y and y <= z", exceto que *y* é avaliado
apenas uma vez (porém em ambos os casos *z* não é avaliado de todo
quando "x < y" é sabido ser falso).

Esta tabela resume as operações de comparação:

+--------------+---------------------------+
| Operação     | Significado               |
|==============|===========================|
| "<"          | estritamente menor que    |
+--------------+---------------------------+
| "<="         | menor que ou igual        |
+--------------+---------------------------+
| ">"          | estritamente maior que    |
+--------------+---------------------------+
| ">="         | maior que ou igual        |
+--------------+---------------------------+
| "=="         | igual                     |
+--------------+---------------------------+
| "!="         | não é igual               |
+--------------+---------------------------+
| "is"         | identidade do objeto      |
+--------------+---------------------------+
| "is not"     | identidade de objeto      |
|              | negada                    |
+--------------+---------------------------+

Objetos de tipos diferentes, exceto tipos numéricos diferentes, nunca
comparam iguais. O operador "==" é sempre definido, mas para alguns
tipos de objetos (por exemplo, objetos de classe) é equivalente a
"is". Os operadores "<", "<=", ">" e ">=" são definidos apenas onde
fazem sentido; por exemplo, eles levantam uma exceção "TypeError"
quando um dos argumentos é um número complexo.

Instâncias não idênticas de uma classe normalmente comparam-se como
desiguais ao menos que a classe defina o método "__eq__()".

Instâncias de uma classe não podem ser ordenadas com respeito a outras
instâncias da mesma classe, ou outros tipos de objeto, ao menos que a
classe defina o suficiente de métodos "__lt__()", "__le__()",
"__gt__()", e "__ge__()" (no geral, "__lt__()" e "__eq__()" são
suficientes, se você quiser o significado convencional dos operadores
de comparação).

O comportamento dos operadores "is" e "is not" não pode ser
personalizado; além disso eles podem ser aplicados a quaisquer dois
objetos e nunca levantam uma exceção.

Mais duas operações com a mesma prioridade sintática, "in" e "not in",
são suportadas por tipos que são *iteráveis* ou implementam o método
"__contains__()".


Tipos numéricos --- "int", "float", "complex"
=============================================

Existem três tipos numéricos distintos: *inteiros*, *números de ponto
flutuante* e *números complexos*. Além disso, os booleanos são um
subtipo de números inteiros. Inteiros têm precisão ilimitada. Números
de ponto flutuante são geralmente implementados usando "double" em C;
informações sobre a precisão e representação interna dos números de
ponto flutuante para a máquina na qual seu programa está sendo
executado estão disponíveis em "sys.float_info". Números complexos têm
uma parte real e imaginária, cada um com um número de ponto flutuante.
Para extrair essas partes de um número complexo *z*, use "z.real" e
"z.imag". (A biblioteca padrão inclui os tipos numéricos adicionais
"fractions.Fraction", para racionais, e "decimal.Decimal", para
números de ponto flutuante com precisão definida pelo usuário.)

Números são criados por literais numéricos ou como resultado de
operadores e funções embutidas. Integrais literais planos (incluindo
números hexadecimais, octais e binários) culminam em integrais.
Literais numéricos contendo um ponto decimal ou um sinal exponencial
resultam em números de ponto flutuante. Anexando "'j'" ou "'J'" para
um literal numérico resulta em um número imaginário (um número
complexo com uma parte real zero) com a qual você pode adicionar a um
integral ou flutuante para receber um número complexo com partes reais
e imaginárias.

Python suporta completamente aritmética mista: quando um operador de
aritmética binária tem operandos de tipos numéricos diferentes, o
operando com o tipo "mais estreito" é ampliado para o tipo do outro
operando, onde um inteiro é mais estreito do que um ponto flutuante,
que por sua vez é mais estreito que um número complexo. Uma comparação
entre números de diferentes tipos se comporta como se os valores
exatos desses números estivessem sendo comparados. [2]

Os construtores "int()", "float()", e "complex()" podem ser usados
para produzir números de um tipo específico.

Todos os tipos numéricos (exceto complexos) suportam as seguintes
operações (para prioridades das operações, consulte Precedência de
operadores):

+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| Operação              | Resultado                         | Notas     | Documentação         |
|                       |                                   |           | completa             |
|=======================|===================================|===========|======================|
| "x + y"               | soma de *x* e *y*                 |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "x - y"               | diferença de *x* e *y*            |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "x * y"               | produto de *x* e *y*              |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "x / y"               | quociente de *x* e *y*            |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "x // y"              | piso do quociente de *x* e *y*    | (1)       |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "x % y"               | restante de "x / y"               | (2)       |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "-x"                  | *x* negado                        |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "+x"                  | *x* inalterado                    |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "abs(x)"              | valor absoluto ou magnitude de    |           | "abs()"              |
|                       | *x*                               |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "int(x)"              | *x* convertido em inteiro         | (3)(6)    | "int()"              |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "float(x)"            | *x* convertido em ponto flutuante | (4)(6)    | "float()"            |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "complex(re, im)"     | um número complexo com parte real | (6)       | "complex()"          |
|                       | *re*, parte imaginária *im*. *im* |           |                      |
|                       | tem como padrão zero.             |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "c.conjugate()"       | conjugado do número complexo *c*  |           |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "divmod(x, y)"        | o par "(x // y, x % y)"           | (2)       | "divmod()"           |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "pow(x, y)"           | *x* elevado a *y*                 | (5)       | "pow()"              |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+
| "x ** y"              | *x* elevado a *y*                 | (5)       |                      |
+-----------------------+-----------------------------------+-----------+----------------------+

Notas:

1. Também referido como uma divisão inteira. O valor resultante é um
   integral inteiro, embora o tipo oriundo do resultado não seja
   necessariamente int. O resultado é sempre arredondado para menos
   infinito: "1//2" é "0", "(-1)//2" é "-1", "1//(-2)" é "-1" e
   "(-1)//(-2)" é "0".

2. Não para números complexos. Ao invés disso, converte para pontos
   flutuantes usando "abs()" se for apropriado.

3. Conversão de ponto flutuante para inteiro pode arredondar ou
   truncar como ocorre em C; veja as funções "math.floor()" e
   "math.ceil()" para conversões bem definidas.

4. ponto flutuante também aceita a string "nan" e "inf" com um prefixo
   opcional "+" ou "-" a Não é um Número (NaN) e infinidade positiva
   ou negativa.

5. Python define "pow(0, 0)" e "0 ** 0" sendo "1", como é comum para
   linguagens de programação.

6. Os literais numéricos aceitos incluem os dígitos de "0" a "9" ou
   qualquer equivalente Unicode (pontos de código com a propriedade
   "Nd").

   Consulte http://www.unicode.org/Public/12.1.0/ucd/extracted/Derive
   dNumericType.txt para uma lista completa de pontos de código com a
   propriedade "Nd".

Todos os tipos "numbers.Real" ("int" e "float") também incluem as
seguintes operações.

+----------------------+-----------------------------------------------+
| Operação             | Resultado                                     |
|======================|===============================================|
| "math.trunc(x)"      | *x* truncado para "Integral"                  |
+----------------------+-----------------------------------------------+
| "round(x[, n])"      | *x* arredondado para *n* dígitos,             |
|                      | arredondando metade para igualar. Se *n* é    |
|                      | omitido, ele toma o padrão de 0.              |
+----------------------+-----------------------------------------------+
| "math.floor(x)"      | o maior "Integral" <= *x*                     |
+----------------------+-----------------------------------------------+
| "math.ceil(x)"       | pelo menos "Integral" >= *x*                  |
+----------------------+-----------------------------------------------+

Para operações numéricas adicionais, consulte os módulos "math" e
"cmath".


Operações de bits em tipos inteiros
-----------------------------------

Operações bit a bit só fazem sentido para números inteiros. O
resultado de operações bit a bit é calculado como se fosse realizado
no complemento de dois com um número infinito de bits de sinal.

As prioridades das operações bit a bit binárias são todas menores do
que as operações numéricas e maiores que as comparações; a operação
unária "~" tem a mesma prioridade que as outras operações numéricas
unárias ("+" e "-").

Esta tabela lista as operações de bits classificadas em prioridade
ascendente:

+--------------+----------------------------------+------------+
| Operação     | Resultado                        | Notas      |
|==============|==================================|============|
| "x | y"      | *ou* bit a bit de *x* e *y*      | (4)        |
+--------------+----------------------------------+------------+
| "x ^ y"      | *ou exclusivo* bit a bit de *x*  | (4)        |
|              | e *y*                            |            |
+--------------+----------------------------------+------------+
| "x & y"      | *e* bit a bit de *x* e *y*       | (4)        |
+--------------+----------------------------------+------------+
| "x << n"     | *x* deslocado para a esquerda    | (1)(2)     |
|              | por *n* bits                     |            |
+--------------+----------------------------------+------------+
| "x >> n"     | *x* deslocado para a direita por | (1)(3)     |
|              | *n* bits                         |            |
+--------------+----------------------------------+------------+
| "~x"         | os bits de *x* invertidos        |            |
+--------------+----------------------------------+------------+

Notas:

1. Contagens de deslocamento negativo são ilegais e levantam uma
   "ValueError" .

2. Um deslocamento à esquerda por *n* bits é equivalente à
   multiplicação por "pow(2, n)".

3. Um deslocamento à direita por *n* bits é equivalente à divisão pelo
   piso por "pow(2, n)".

4. Executar esses cálculos com pelo menos um bit extra de extensão de
   sinal na representação de complemento de dois finitos (uma largura
   de bit de trabalho "1 + max(x.bit_length(), y.bit_length())" ou
   mais) é suficiente para obter o mesmo resultado como se houvesse um
   número infinito de bits de sinal.


Métodos adicionais em tipos inteiros
------------------------------------

O tipo int implementa a *classe base abstrata* "numbers.Integral".
Além disso, ele provê mais alguns métodos:

int.bit_length()

   Retorna o número de bits necessários para representar um inteiro em
   binário, excluindo o sinal e entrelinha zeros:

      >>> n = -37
      >>> bin(n)
      '-0b100101'
      >>> n.bit_length()
      6

   Mais precisamente, se "x" for diferente de zero, então
   "x.bit_length()" é o único positivo inteiro "k" tal que "2**(k-1)
   <= abs(x) < 2**k". Equivalentemente, quando "abs(x)" for pequeno o
   suficiente para ter um logaritmo corretamente arrendondado, então
   "k = 1 + int(log(abs(x), 2))". Se "x" é zero, então
   "x.bit_length()" retorna "0".

   Equivalente a:

      def bit_length(self):
          s = bin(self)       # binary representation:  bin(-37) --> '-0b100101'
          s = s.lstrip('-0b') # remove leading zeros and minus sign
          return len(s)       # len('100101') --> 6

   Novo na versão 3.1.

int.to_bytes(length, byteorder, *, signed=False)

   Retorna um vetor de bytes representando um inteiro.

   >>> (1024).to_bytes(2, byteorder='big')
   b'\x04\x00'
   >>> (1024).to_bytes(10, byteorder='big')
   b'\x00\x00\x00\x00\x00\x00\x00\x00\x04\x00'
   >>> (-1024).to_bytes(10, byteorder='big', signed=True)
   b'\xff\xff\xff\xff\xff\xff\xff\xff\xfc\x00'
   >>> x = 1000
   >>> x.to_bytes((x.bit_length() + 7) // 8, byteorder='little')
   b'\xe8\x03'

   O inteiro é representado usando *length* bytes. Uma "OverflowError"
   é levantada se um inteiro não é representável com o dado número de
   bytes.

   O argumento *byteorder* determina a ordem de bytes usada para
   representar um inteiro. Se o *byteorder* é ""big"", o byte mais
   significativo está no início do vetor de byte. Se *byteorder* é
   ""little"", o byte mais significativo está no final do vetor de
   byte. Para requisitar a ordem nativa de byte do sistema hospedeiro,
   use "sys.byteorder" como o valor da ordem de byte.

   O argumento *signed* determina aonde o modo de complemento de dois
   é usado para representar o inteiro. Se *signed* é "False" e um
   inteiro negativo é dado, uma "OverflowError" é levantada. O valor
   padrão para *signed* é "False".

   Novo na versão 3.2.

classmethod int.from_bytes(bytes, byteorder, *, signed=False)

   Retorna o inteiro representado pelo vetor de bytes dado.

   >>> int.from_bytes(b'\x00\x10', byteorder='big')
   16
   >>> int.from_bytes(b'\x00\x10', byteorder='little')
   4096
   >>> int.from_bytes(b'\xfc\x00', byteorder='big', signed=True)
   -1024
   >>> int.from_bytes(b'\xfc\x00', byteorder='big', signed=False)
   64512
   >>> int.from_bytes([255, 0, 0], byteorder='big')
   16711680

   O argumento *bytes* precisa ou ser um *objeto byte ou similar* ou
   um iterador produzindo bytes.

   O argumento *byteorder* determina a ordem de bytes usada para
   representar um inteiro. Se o *byteorder* é ""big"", o byte mais
   significativo está no início do vetor de byte. Se *byteorder* é
   ""little"", o byte mais significativo está no final do vetor de
   byte. Para requisitar a ordem nativa de byte do sistema hospedeiro,
   use "sys.byteorder" como o valor da ordem de byte.

   O argumento *signed* indica quando o complemento de dois é usado
   para representar o inteiro.

   Novo na versão 3.2.

int.as_integer_ratio()

   Retorna um par de números inteiros cuja razão é exatamente igual ao
   número inteiro original e com um denominador positivo. A proporção
   inteira de números inteiros (números inteiros) é sempre o número
   inteiro como numerador e "1" como denominador.

   Novo na versão 3.8.


Métodos adicionais em ponto flutuante
-------------------------------------

O tipo float implementa a *classe base abstrata* "numbers.Real". float
também possui os seguintes métodos adicionais.

float.as_integer_ratio()

   Retorna um par de inteiros dos quais a proporção é exatamente igual
   ao float original e com um denominador positivo. Levanta um
   "OverflowError" em infinidades e um "ValueError" em NaNs.

float.is_integer()

   Retorna "True" se a instância do float for finita com o valor
   integral e "False", caso contrário:

      >>> (-2.0).is_integer()
      True
      >>> (3.2).is_integer()
      False

Dois métodos suportam conversão para e de strings hexadecimais. Uma
vez que os pontos flutuantes do Python são armazenados internamente
como números binários, a conversão de um ponto flutuante para ou de
uma string *decimal* geralmente envolve um pequeno erro de
arredondamento. Em contraste, as strings hexadecimais permitem a
representação exata e a especificação de números de ponto flutuante.
Isso pode ser útil na depuração e no trabalho numérico.

float.hex()

   Retorna a representação de um número de ponto flutuante como uma
   string hexadecimal. Para números de ponto flutuante finitos, essa
   representação vai sempre incluir um "0x" inicial e um "p" final e
   expoente.

classmethod float.fromhex(s)

   Método de classe para retornar um ponto flutuante representado por
   uma string hexadecimal *s*. A string *s* pode ter espaços em branco
   iniciais e finais.

Note que "float.hex()" é um método de instância, enquanto
"float.fromhex()" é um método de classe.

Uma string hexadecimal toma a forma:

   [sign] ['0x'] integer ['.' fraction] ['p' exponent]

onde o sinal opcional "sign" pode ser tanto "+" or "-", "integer" e
"fraction" são strings de dígitos hexadecimais, e "exponent" é um
inteiro decimal com um sinal opcional no início. Maiúsculo ou
minúsculo não é significativo, e deve haver ao menos um dígito
hexadecimal tanto no inteiro ou na fração. Essa sintaxe é similar à
sintaxe especificada na seção 6.4.4.2 do padrão C99, e também do da
sintaxe usada no Java 1.5 em diante. Em particular, a saída de
"float.hex()" é usável como um literal hexadecimal de ponto flutuante
em código C ou Java, e strings hexadecimais produzidas pelo formato do
caractere "%a" do C ou "Double.toHexString" do Java são aceitos pelo
"float.fromhex()".

Note que o expoente é escrito em decimal ao invés de hexadecimal, e
que ele dá a potência de 2 pela qual se multiplica o coeficiente. Por
exemplo, a string hexadecimal "0x3.a7p10" representa o número de ponto
flutuante "(3 + 10./16 + 7./16**2) * 2.0**10" ou "3740.0":

   >>> float.fromhex('0x3.a7p10')
   3740.0

Aplicando a conversão inversa a "3740.0" retorna uma string
hexadecimal diferente representada pelo mesmo número:

   >>> float.hex(3740.0)
   '0x1.d380000000000p+11'


Hashing de tipos numéricos
--------------------------

Para números "x" e "y", possivelmente de diferentes tipos, é um
requerimento que "hash(x) == hash(y)" sempre que "x == y" (veja a
documentação do método "__hash__()" para mais detalhes). Para
facilitar a implementação e eficiência através de uma variedade de
tipos numéricos (incluindo "int", "float", "decimal.Decimal" e
"fractions.Fraction"), o hash do Python para tipos numéricos é baseado
em uma única função matemática que é definida para qualquer número
racional e, portanto, se aplica para todas as instâncias de "int" e
"fractions.Fraction", e todas as instâncias finitas das classes
"float" e "decimal.Decimal". Essencialmente, essa função é dada pelo
modulo de redução "P" para um primo fixado "P". O valor de "P" é
disponibilizado ao Python como um atributo "modulus" do
"sys.hash_info".

**CPython implementation detail:** Atualmente, o primo usado é "P =
2**31 - 1" em máquinas com longos de 32 bits do C e "P = 2**61 - 1" em
máquinas com longos de 64 bits do C.

Aqui estão as regras em detalhe:

* Se "x = m / n" é um número racional não negativo e "n" não é
  divisível por "P", define "hash(x)" como "m * invmod(n, P) % P",
  onde "invmod(n, P)" retorna o inverso do módulo de "n" com "P".

* Se "x = m / n" é um número racional não negativo e "n" é divisível
  por "P" (porém "m" não é) então "n" não possui modulo "P" inverso e
  a regra acima não se aplica; nesse caso defina "hash(x)" para ser o
  valor constante "sys.hash_info.inf".

* Se "x = m / n" é um número racional negativo, defina "hash(x)" como
  "-hash(-x)". Se a hash resultante é "-1", a substituo com "-2".

* Os valores particulares "sys.hash_info.inf", "-sys.hash_info.inf" e
  "sys.hash_info.nan" são usados como valores de hash para infinidade
  positiva, infinidade negativa, ou nans (respectivamente). (Todos os
  nans "hasheáveis" possuem o mesmo valor de hash.)

* Para número "complex" "z", o valor da hash do número real partes
  imaginárias são combinados calculando "hash(z.real) +
  sys.hash_info.imag * hash(z.imag)", módulo reduzido
  "2**sys.hash_info.width" de modo que isto permaneça em
  "range(-2**(sys.hash_info.width - 1), 2**(sys.hash_info.width -
  1))". Novamente, se o resultado é "-1", ele é substituído por "-2".

Para esclarecer as regras acima, aqui estão alguns exemplos de código
em Python, equivalentes ao hash embutido, para calcular o hash de
números racionais, "float" ou "complex":

   import sys, math

   def hash_fraction(m, n):
       """Compute the hash of a rational number m / n.

       Assumes m and n are integers, with n positive.
       Equivalent to hash(fractions.Fraction(m, n)).

       """
       P = sys.hash_info.modulus
       # Remove common factors of P.  (Unnecessary if m and n already coprime.)
       while m % P == n % P == 0:
           m, n = m // P, n // P

       if n % P == 0:
           hash_value = sys.hash_info.inf
       else:
           # Fermat's Little Theorem: pow(n, P-1, P) is 1, so
           # pow(n, P-2, P) gives the inverse of n modulo P.
           hash_value = (abs(m) % P) * pow(n, P - 2, P) % P
       if m < 0:
           hash_value = -hash_value
       if hash_value == -1:
           hash_value = -2
       return hash_value

   def hash_float(x):
       """Compute the hash of a float x."""

       if math.isnan(x):
           return sys.hash_info.nan
       elif math.isinf(x):
           return sys.hash_info.inf if x > 0 else -sys.hash_info.inf
       else:
           return hash_fraction(*x.as_integer_ratio())

   def hash_complex(z):
       """Compute the hash of a complex number z."""

       hash_value = hash_float(z.real) + sys.hash_info.imag * hash_float(z.imag)
       # do a signed reduction modulo 2**sys.hash_info.width
       M = 2**(sys.hash_info.width - 1)
       hash_value = (hash_value & (M - 1)) - (hash_value & M)
       if hash_value == -1:
           hash_value = -2
       return hash_value


Tipos iteradores
================

Python suporta o conceito de iteração por contêineres. Isso é
implementado usando dois métodos distintos; estes são usados para
permitir classes definidas pelo usuário suportem iteração. Sequências,
descritas abaixo em mais detalhes, sempre suportam os métodos de
iteração.

Um método necessita ser definido para objetos contêineres afim destes
proverem suporte a iteração:

container.__iter__()

   Retorna um objeto iterador. O objeto deve suportar o protocolo
   iterador descrito abaixo. Se um contêiner suporta diferentes tipos
   de iterador, métodos adicionais podem ser providenciados para
   requisitar especificamente iteradores para aqueles tipos de
   iterações. (Um exemplo de um objeto suportando múltiplas formas de
   iteração seria uma estrutura em árvore a qual suporta ambas
   travessias de travessia em largura e em profundidade.) Esse método
   corresponde ao slot "tp_iter" da estrutura de tipos para objetos
   Python na API Python/C.

Os próprios objetos iteradores são obrigados a suportarem os dois
métodos a seguir, que juntos formam o *protocolo iterador*:

iterator.__iter__()

   Retorna o próprio objeto iterador Isso é necessário para permitir
   que ambos os contêineres e iteradores sejam usados com as
   instruções "for" e "in". Este método corresponde ao slot "tp_iter"
   da estrutura de tipos para objetos Python na API Python/C.

iterator.__next__()

   Retorna o próximo item do contêiner. Se não houver itens além, a
   exceção "StopIteration" é levantada. Esse método corresponde ao
   slot "tp_iternext" da estrutura de tipos para objetos Python na API
   Python/C.

Python define diversos objetos iteradores para suportar iterações
sobre tipos de sequências gerais e específicas, dicionários, e outras
formas mais especializadas. Os tipos específicos não são importantes
além de sua implementação do protocolo iterador.

Uma vez que o método "__next__()" do iterador levantou
"StopIteration", ele deve continuar fazendo isso em chamadas
subsequentes. Implementações que não obedecem essa propriedade são
consideradas quebradas.


Tipos geradores
---------------

Os *geradores* do Python proveem uma maneira conveniente para
implementar o protocolo iterador. Se o método "__iter__()" de um
objeto contêiner é implementado como um gerador, ele irá
automaticamente retornar um objeto iterador (tecnicamente, um objeto
gerador) fornecendo os métodos "__iter__()" e "__next__()" . Mais
informações sobre geradores podem ser encontradas na documentação para
a expressão yield.


Tipos sequências --- "list", "tuple", "range"
=============================================

Existem três tipos básicos de sequência: listas, tuplas e objetos
range. Tipos de sequência adicionais adaptados para o processamento de
dados binários e strings de texto são descritos em seções dedicadas.


Operações comuns de sequências
------------------------------

As operações nas seguintes tabelas são suportadas pela maioria dos
tipos sequências, ambos mutáveis e imutáveis. A classe ABC
"collections.abc.Sequence" é fornecida para tornar fácil a correta
implementação desses operadores em tipos sequências personalizados.

Essa tabela lista as operações de sequência ordenadas em prioridade
ascendente. Na tabela, *s* e *t* são sequências do mesmo tipo, *n*,
*i*, *j* e *k* são inteiros e *x* é um objeto arbitrário que atende a
qualquer restrição de valor e tipo imposta por *s*.

As operações "in" e "not in" têm as mesmas prioridades que as
operações de comparação. As operações "+" (concatenação) e "*"
(repetição) têm a mesma prioridade que as operações numéricas
correspondentes. [3]

+----------------------------+----------------------------------+------------+
| Operação                   | Resultado                        | Notas      |
|============================|==================================|============|
| "x in s"                   | "True" caso um item de *s* seja  | (1)        |
|                            | igual a *x*, caso contrário      |            |
|                            | "False"                          |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "x not in s"               | "False" caso um item de *s* for  | (1)        |
|                            | igual a *x*, caso contrário      |            |
|                            | "True"                           |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "s + t"                    | a concatenação de *s* e *t*      | (6)(7)     |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "s * n" ou "n * s"         | equivalente a adicionar *s* a si | (2)(7)     |
|                            | mesmo *n* vezes                  |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "s[i]"                     | *i*-ésimo item de *s*, origem 0  | (3)        |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "s[i:j]"                   | fatia de *s* de *i* até *j*      | (3)(4)     |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "s[i:j:k]"                 | fatia de *s* de *i* até *j* com  | (3)(5)     |
|                            | passo *k*                        |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "len(s)"                   | comprimento de *s*               |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "min(s)"                   | menor item de *s*                |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "max(s)"                   | maior item de *s*                |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "s.index(x[, i[, j]])"     | índice da primeira ocorrência de | (8)        |
|                            | *x* em *s* (no ou após o índice  |            |
|                            | *i*, e antes do índice *j*)      |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+
| "s.count(x)"               | numero total de ocorrência de    |            |
|                            | *x* em *s*                       |            |
+----------------------------+----------------------------------+------------+

Sequências do mesmo tipo também suportam comparações. Em particular,
tuplas e listas são comparadas lexicograficamente pela comparação de
elementos correspondentes. Isso significa que para comparar
igualmente, cada elemento deve comparar igual e as duas sequências
devem ser do mesmo tipo e possuírem o mesmo comprimento. (Para
detalhes completos, veja Comparações na referência da linguagem.)

Notas:

1. Enquanto as operações "in" e "not in" são usadas somente para
   testes de contenção simples em modo geral, algumas sequências
   especializadas (tais como "str", "bytes" e "bytearray") também
   usam-nas para testes de subsequências:

      >>> "gg" in "eggs"
      True

2. Os valores de *n* menos "0" são tratados como "0" (o que produz uma
   sequência vazia do mesmo tipo que *s*). Observe que os itens na
   sequência *s* não são copiados; eles são referenciados várias
   vezes. Isso frequentemente assombra novos programadores Python;
   considere então que:

      >>> lists = [[]] * 3
      >>> lists
      [[], [], []]
      >>> lists[0].append(3)
      >>> lists
      [[3], [3], [3]]

   O que aconteceu é que "[[]]" é uma lista de um elemento contendo
   uma lista vazia, então todos os três elementos de "[[]] * 3" são
   referências a esta única lista vazia. Modificar qualquer um dos
   elementos de "lists" modifica a lista vazia. Podemos criar uma
   lista de listas diferentes dessa maneira:

      >>> lists = [[] for i in range(3)]
      >>> lists[0].append(3)
      >>> lists[1].append(5)
      >>> lists[2].append(7)
      >>> lists
      [[3], [5], [7]]

   Mais explicação está disponível no FAQ Como faço para criar uma
   lista multidimensional?.

3. Se *i* ou *j* for negativo, o índice será relativo ao fim da
   sequência *s*: "len(s) + i" ou "len(s) + j" será substituído. Mas
   note que "-0" ainda será "0".

4. A fatia *s* de *i* até *j* é definida como a sequência de itens com
   índice *k* tal que "i <= k < j". Se *i* ou *j* foi maior do que
   "len(s)", usa "len(s)". Se *i* for omitido ou "None", use "0". Se
   *j* for omitido ou "None", usa "len(s)". Se *i* for maior ou igual
   a *j*, a fatia é vazia.

5. A fatia *s* de *i* até *j* com passo *k* é definida como sendo a
   sequência de itens com índice "x = i + n*k" tal que "0 <= n <
   (j-i)/k". Em outras palavras, os índices são "i", "i+k", "i+2*k",
   "i+3*k" e assim por diante, parando quando *j* for atingido (mas
   nunca incluindo *j*). Quando *k* for positivo, *i* e *j* serão
   reduzidos a "len(s)" se forem maiores. Quando *k* for negativo, *i*
   e *j* são reduzidos para "len(s) - 1" se forem maiores. Se *i* ou
   *j* forem omitidos ou "None", eles se tornam valores "finais" (cujo
   final depende de *k*). Nota: *k* não pode ser zero. Se *k* for
   "None", o mesmo será tratado como sendo igual a "1".

6. Concatenar sequências imutáveis sempre resulta em um novo objeto.
   Isso significa que a criação de uma sequência por concatenação
   repetida terá um custo quadrático de tempo de execução no
   comprimento total da sequência. Para obter um custo de tempo de
   execução linear, devemos alternar para uma das alternativas abaixo:

   * Se estiver concatenando objetos "str", você pode criar uma lista
     e usar "str.join()" no final ou então escrever numa instância de
     "io.StringIO" e recuperar o seu valor ao final

   * Se estiver concatenando objetos "bytes", você também pode usar o
     método "bytes.join()" ou "io.BytesIO", ou você pode fazer
     concatenação interna com um objeto "bytearray". A classe
     "bytearray" são objetos mutáveis e possuem um eficiente mecanismo
     de superalocação

   * Se estiver concatenando objetos "tuple", estenda a classe "list"
     em vez disso

   * para outros tipos, busque na documentação relevante da classe

7. Alguns tipos sequências (como "range") apenas suportam sequências
   de itens que seguem padrões específicos e, portanto, não suportam
   concatenação ou repetição de sequência.

8. "index" levanta "ValueError" quando *x* não é encontrado em *s*.
   Nem todas as implementações suportam a passagem dos argumentos
   adicionais *i* e *j*. Esses argumentos permitem a pesquisa
   eficiente de subseções da sequência. Passar os argumentos extras é
   aproximadamente equivalente a usar "s[i:j].index(x)", apenas sem
   copiar nenhum dado e com o índice retornado sendo relativo ao
   início da sequência e não ao início da fatia.


Tipos sequência imutáveis
-------------------------

A única operação que os tipos sequências imutáveis geralmente
implementam que também não é implementada pelos tipos sequências
mutáveis é suporte para a função embutida "hash()".

Esse suporte permite sequências imutáveis, tais como instâncias da
classe "tuple", serem usadas como chaves de dicionários "dict" e
armazenados em instâncias de "set" e de "frozenset".

A tentativa de obter um hash de uma sequência imutável que contém
valores desnecessários resultará em um erro "TypeError".


Tipos sequências mutáveis
-------------------------

As operações na tabela a seguir são definidas em tipos sequência
mutáveis. A ABC "collections.abc.MutableSequence" é fornecida para
tornar mais fácil a implementação correta dessas operações em tipos
sequências personalizados.

Na tabela *s* é uma instância de um tipo de sequência mutável, *t* é
qualquer objeto iterável e *x* é um objeto arbitrário que atende a
qualquer restrição de tipo e valor imposto por *s* (por exemplo
"bytearray" só aceita inteiros que atendam a restrição de valor "0 <=
x <= 255").

+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| Operação                       | Resultado                        | Notas                 |
|================================|==================================|=======================|
| "s[i] = x"                     | item *i* de *s* é substituído    |                       |
|                                | por *x*                          |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s[i:j] = t"                   | fatias de *s* de *i* até *j* são |                       |
|                                | substituídas pelo conteúdo do    |                       |
|                                | iterável *t*                     |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "del s[i:j]"                   | o mesmo que "s[i:j] = []"        |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s[i:j:k] = t"                 | os elementos de "s[i:j:k]" são   | (1)                   |
|                                | substituídos por aqueles de *t*  |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "del s[i:j:k]"                 | remove os elementos de           |                       |
|                                | "s[i:j:k]" desde a listas        |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s.append(x)"                  | adiciona *x* no final da         |                       |
|                                | sequência (igual a               |                       |
|                                | "s[len(s):len(s)] = [x]")        |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s.clear()"                    | remove todos os itens de *s*     | (5)                   |
|                                | (mesmo que "del s[:]")           |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s.copy()"                     | cria uma cópia rasa de *s*       | (5)                   |
|                                | (mesmo que "s[:]")               |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s.extend(t)" ou "s += t"      | estende *s* com o conteúdo de    |                       |
|                                | *t* (na maior parte do mesmo     |                       |
|                                | "s[len(s):len(s)] = t")          |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s *= n"                       | atualiza *s* com o seu conteúdo  | (6)                   |
|                                | por *n* vezes                    |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s.insert(i, x)"               | insere *x* dentro de *s* no      |                       |
|                                | índice dado por *i* (igual a     |                       |
|                                | "s[i:i] = [x]")                  |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s.pop()" ou "s.pop(i)"        | retorna o item em *i* e também   | (2)                   |
|                                | remove-o de *s*                  |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s.remove(x)"                  | remove o primeiro item de *s*    | (3)                   |
|                                | sendo "s[i]" igual a *x*         |                       |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+
| "s.reverse()"                  | inverte os itens de *s* in-place | (4)                   |
+--------------------------------+----------------------------------+-----------------------+

Notas:

1. *t* deve ter o mesmo comprimento que a fatia a qual ele está
   substituindo.

2. O argumento opcional *i* tem como  padrão "-1", de modo que, por
   padrão, o último item é removido e retornado.

3. "remove()" levanta "ValueError" quando *x* não é encontrado em *s*.

4. O método "reverse()" modifica a sequência no lugar para economizar
   espaço ao reverter uma grande sequência. Para lembrar os usuários
   que isso ocorre como sendo um efeito colateral, o mesmo não retorna
   a sequência invertida.

5. "clear()" e "copy()" estão incluídos para consistência com as
   interfaces de contêineres mutáveis que não suportam operações de
   fatiamento (como "dict" e "set"). "copy()" não faz parte da ABC de
   "collections.abc.MutableSequence", mas a maioria das classes
   concretas de sequências mutáveis fornece isso.

   Novo na versão 3.3: Métodos "clear()" e "copy()".

6. O valor *n* é um inteiro, ou um objeto implementando "__index__()".
   Valores zero e negativos de *n* limparão a sequência. Os itens na
   sequência não são copiados; eles são referenciados várias vezes,
   como explicado para "s * n" em Operações comuns de sequências.


Listas
------

As listas são sequências mutáveis, normalmente usadas para armazenar
coleções de itens homogêneos (onde o grau preciso de similaridade
variará de acordo com a aplicação).

class list([iterable])

   As listas podem ser construídas de várias maneiras:

   * Usando um par de colchetes para denotar uma lista vazia: "[]"

   * Usando colchetes, separando itens por vírgulas: "[a]", "[a, b,
     c]"

   * Usando uma compreensão de lista: "[x for x in iterable]"

   * Usando o construtor de tipo: "list()" ou "list(iterable)"

   O construtor produz uma lista cujos itens são iguais e na mesma
   ordem que os itens de *iterable*. *iterable* pode ser uma
   sequência, um contêiner que suporte iteração ou um objeto iterador.
   Se *iterable* já for uma lista, uma cópia será feita e retornada,
   semelhante a "iterable[:]". Por exemplo, "list('abc')" retorna
   "['a', 'b', 'c']" e "list( (1, 2, 3) )" retorna "[1, 2, 3]". Se
   nenhum argumento for dado, o construtor criará uma nova lista vazia
   "[]".

   Muitas outras operações também produzem listas, incluindo a função
   embutida "sorted()".

   Listas implementam todas as operações de sequências comuns e
   mutáveis. As listas também fornecem o seguinte método adicional:

   sort(*, key=None, reverse=False)

      Esse método classifica a lista in-place, usando apenas
      comparações "<" entre itens. As exceções não são suprimidas --
      se qualquer operação de comparação falhar, toda a operação de
      ordenação falhará (e a lista provavelmente será deixada em um
      estado parcialmente modificado).

      "sort()" aceita 2 argumentos que só podem ser passados como
      argumentos somente-nomeados:

      *key* especifica uma função de um argumento que é usado para
      extrair uma chave de comparação de cada elemento da lista (por
      exemplo, "key=str.lower"). A chave correspondente a cada item na
      lista é calculada uma vez e depois usada para todo o processo de
      classificação. O valor padrão "None" significa que os itens da
      lista são classificados diretamente sem calcular um valor de
      chave separado.

      A função utilitária "functools.cmp_to_key()" está disponível
      para converter a função *cmp* no estilo 2.x para uma função
      *key*.

      *reverse* é um valor booleano. Se definido igual a "True", então
      os elementos da lista são classificados como se cada comparação
      estivesse invertida.

      Este método modifica a sequência in-place para economizar espaço
      ao classificar uma sequência grande. Para lembrar aos usuários
      que os mesmos operam por efeito colateral, ele não retorna a
      sequência ordenada (utilize a função "sorted()" para solicitar
      explicitamente uma nova instância da lista ordenada).

      O método "sort()" é garantido como sendo estável. Uma
      classificação é estável se ela garantir não alterar a ordem
      relativa de elementos que comparam igual -- isso é útil para
      classificar em várias passagens (por exemplo, classificar por
      departamento, depois por nota salarial).

      Para exemplos de classificação e um breve tutorial de
      classificação, veja HowTo - Ordenação.

      **CPython implementation detail:** No momento em que uma lista
      está sendo ordenada, o efeito de tentar alterar, ou mesmo
      inspecionar, a lista é indefinida. A implementação C do Python
      faz com que a lista apareça vazia durante o tempo de
      processamento, e levanta a exceção "ValueError" se puder
      detectar que a lista foi alterada durante uma ordenação.


Tuplas
------

Tuplas são sequências imutáveis, tipicamente usadas para armazenar
coleções de dados heterogêneos (como as tuplas de 2 elementos
produzidas pelo função embutida "enumerate()"). Tuplas também são
usadas para casos em que seja necessária uma sequência imutável de
dados homogêneos (como permitir o armazenamento em uma instância "set"
ou "dict").

class tuple([iterable])

   As tuplas podem ser construídas de várias maneiras:

   * Usando um par de parênteses para denotar a tupla vazia: "()"

   * Usando uma vírgula à direita para uma tupla singleton: "a," ou
     "(a,)"

   * Separando os itens com vírgulas: "a, b, c" ou "(a, b, c)"

   * Usando a função embutida "tuple()": "tuple()" ou
     "tuple(iterable)"

   O construtor constrói uma tupla cujos itens são iguais e na mesma
   ordem dos itens de *iterable*. *iterable* pode ser uma sequência,
   um contêiner que suporta iteração ou um objeto iterador. Se
   *iterable* já for uma tupla, este será retornado inalterado. Por
   exemplo, "tuple('abc')" retorna "('a', 'b', 'c')" e "tuple( [1, 2,
   3] )" retorna "(1, 2, 3)". Se nenhum argumento for dado, o
   construtor criará uma tupla vazia, "()".

   Observe que, na verdade, é a vírgula que faz uma tupla, e não os
   parênteses. Os parênteses são opcionais, exceto no caso de tupla
   vazia, ou quando são necessários para evitar ambiguidades
   sintáticas. Por exemplo, "f(a, b, c)" é uma chamada da função com
   três argumentos, enquanto que "f((a, b, c))" é uma chamada de
   função com uma tupla de 3 elementos com um único argumento.

   As tuplas implementam todas as operações comuns de sequência.

Para coleções heterogêneas de dados onde o acesso pelo nome é mais
claro do que o acesso pelo índice, "collections.namedtuple()" pode ser
uma escolha mais apropriada do que um objeto tupla simples.


Intervalos
----------

O tipo "range" representa uma sequência imutável de números e é
comumente usado para percorrer um número determinado de vezes em um
laço "for".

class range(stop)
class range(start, stop[, step])

   Os argumentos para o construtor de intervalo devem ser inteiros
   ("int" interno ou qualquer objeto que implemente o método especial
   "__index__"). Se o argumento *step* for omitido, será usado o
   padrão "1". Se o argumento *start* for omitido, será usado o padrão
   "0". Se *step* for zero, uma exceção "ValueError" será levantada.

   Para um *step* positivo, o conteúdo de um intervalo "r" será
   determinado pela fórmula "r[i] = start + step*i" onde "i >= 0" e
   "r[i] < stop".

   Para um *step* negativo, o conteúdo do intervalo ainda será
   determinado pela fórmula "r[i] = start + step*i", mas as restrições
   serão "i >= 0" e "r[i] > stop".

   Um objeto intervalo estará vazio se "r[0]" não atender à restrição
   de valor. Intervalos suportam índices negativos, mas estes são
   interpretados como indexadores partindo do final da sequência
   determinada pelos índices positivos.

   Intervalos contendo valores absolutos maiores que "sys.maxsize" são
   permitidos, mas alguns recursos (como "len()") podem levantar
   "OverflowError".

   Exemplos de intervalos:

      >>> list(range(10))
      [0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9]
      >>> list(range(1, 11))
      [1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10]
      >>> list(range(0, 30, 5))
      [0, 5, 10, 15, 20, 25]
      >>> list(range(0, 10, 3))
      [0, 3, 6, 9]
      >>> list(range(0, -10, -1))
      [0, -1, -2, -3, -4, -5, -6, -7, -8, -9]
      >>> list(range(0))
      []
      >>> list(range(1, 0))
      []

   Ranges implementam todas as operações comuns de sequência, exceto a
   concatenação e a repetição (devido ao fato de que os objetos
   intervalos só podem representar sequências que seguem um padrão
   rígido. e a repetição e a concatenação geralmente vão violar esse
   padrão).

   start

      O valor do parâmetro *start* (ou "0" se o parâmetro não for
      fornecido)

   stop

      O valor do parâmetro *stop*

   step

      O valor do parâmetro *step* (ou "1" se o parâmetro não for
      fornecido)

A vantagem do tipo "range" sobre um "list" ou "tuple" regular é que um
objeto "range" sempre terá a mesma quantidade (pequena) de memória,
não importa o tamanho do intervalo o mesmo esteja representando (como
ele apenas armazena os valores "start", "stop" e "step", calculando
itens individuais e subintervalos conforme necessário).

Objetos intervalos implementam a ABC "collections.abc.Sequence", e
fornecem recursos como testes de contenção, pesquisa de índice de
elemento, fatiamento e suporte a índices negativos (veja Tipos
sequências --- list, tuple, range):

>>> r = range(0, 20, 2)
>>> r
range(0, 20, 2)
>>> 11 in r
False
>>> 10 in r
True
>>> r.index(10)
5
>>> r[5]
10
>>> r[:5]
range(0, 10, 2)
>>> r[-1]
18

Testar objetos intervalos por igualdade com "==" e "!=" os compara
como sequências. Ou seja, dois objetos intervalos são considerados
iguais se representarem a mesma sequência de valores. (Observe que
dois objetos intervalos considerados iguais podem ter diferentes
atributos "start", "stop" e "step", por exemplo "range(0) == range(2,
1, 3)" ou "range(0, 3, 2) == range(0, 4, 2)".)

Alterado na versão 3.2: Implementa a ABC Sequence. Suporte a
fatiamento e a índices negativos. Testa objetos "int" para associação
em tempo constante em vez de iterar através de todos os itens.

Alterado na versão 3.3: Define '==' e '!=' para comparar objetos
intervalos com base na sequência de valores que eles definem (em vez
de comparar com base na identidade do objeto).

Novo na versão 3.3: Os atributos "start", "stop" e "step".

Ver também:

  * A receita de linspace mostra como implementar uma versão
    preguiçosa de um intervalo adequado para aplicações de ponto
    flutuante.


Tipo sequência de texto --- "str"
=================================

Os dados textuais em Python são tratados com objetos "str", ou
*strings*. Strings são sequências imutáveis de pontos de código
Unicode. As strings literais são escritas de diversas maneiras:

* Aspas simples: "'permitem aspas "duplas" internas'"

* Aspas duplas: ""permitem aspas 'simples' internas"".

* Aspas triplas: "'''Três aspas simples'''", """"Três aspas duplas""""

Strings de aspas triplas podem expandir por várias linhas -- todos os
espaços em branco associados serão incluídos em literal string.

Os literais strings que fazem parte de uma única expressão e têm
apenas espaços em branco entre eles serão implicitamente convertidos
em um único literal string. Isso é, "("spam " "eggs") == "spam eggs"".

Veja Literais de string e bytes para mais informações sobre as várias
formas de literal de string, incluindo o suporte a strings de escape,
e o prefixo "r" ("raw") que desabilita a maioria dos processos de
escape.

As strings também podem ser criadas a partir de outros objetos usando
o construtor "str".

Uma vez que não há nenhum tipo de "caractere" separador, indexar uma
string produz strings de comprimento 1. Ou seja, para uma string não
vazia *s*, "s[0] == s[0:1]".

Também não existe um tipo string mutável, mas o método "str.join()" ou
a classe "io.StringIO" podem ser usados para construir strings de
forma eficiente a partir de vários partes distintas.

Alterado na versão 3.3: Para a compatibilidade com versões anteriores
do Python 2, o prefixo "u" foi mais uma vez permitido em literais
strings. Não possui quaisquer efeito sobre o significado de literais
strings e não pode ser combinado com o prefixo "r".

class str(object='')
class str(object=b'', encoding='utf-8', errors='strict')

   Retorna uma versão string de *object*. Se *object* não é fornecido,
   retorna uma string vazia. Caso contrário, o comportamento de
   "str()" dependerá se o *encoding* ou *errors* são fornecidos, da
   seguinte forma.

   Se nem o *encoding* nem os *errors* forem dados,  a "str(object)"
   retorna o método "object .__ str __ ()", que é a representação de
   sequência "informal" ou que pode ser facilmente imprimível de
   *object*. Para objetos string, esta é a própria string. Se *object*
   não tiver um método "__ str__()", então a função "str()" retornará
   "repr(object)".

   Se pelo menos um de *encoding* ou *errors* for fornecido, *object*
   deve ser um *objeto byte ou similar* (por exemplo, "bytes" ou
   "bytearray"). Nesse caso, se *object* for um objeto "bytes" (ou
   "bytearray"), então "str(bytes, encoding, errors)" será equivalente
   a "bytes.decode(encoding, errors)". Caso contrário, o objeto byte
   subjacente ao objeto buffer é obtido antes de chamar
   "bytes.decode()". Veja Tipos de sequência binária --- bytes,
   bytearray, memoryview e Protocolo de Buffer para obter informações
   sobre objetos buffer.

   Passando um objeto "bytes" para "str()" sem os argumentos
   *encoding* ou *errors* se enquadra no primeiro caso de retornar a
   representação informal de strings (consulte também a opção de linha
   de comando "-b" para Python). Por exemplo:

      >>> str(b'Zoot!')
      "b'Zoot!'"

   Para mais informações sobre a classe "str" e seus métodos, veja
   Tipo sequência de texto --- str e a seção String Methods abaixo.
   Para gerar strings formatadas, veja as seções Literais de string
   formatados e Sintaxe das strings de formato. Além disso, veja a
   seção Serviços de Processamento de Texto.


String Methods
--------------

Strings implementam todas as operações comuns de sequências,
juntamente com os métodos adicionais descritos abaixo.

Strings também possuem suporte para duas formas de formatação de
string, uma fornecendo uma ampla gama de flexibilidade e customização
(veja "str.format()", Sintaxe das strings de formato e Formatação
personalizada de strings) e a outra baseada no estilo de formatação
"printf" da linguagem C, que lida com uma gama menor de tipos e é
levemente mais difícil de utilizar corretamente, mas é frequentemente
mais rápida para os casos na qual ela consegue manipular (Formatação
de string no estilo printf).

A seção Serviços de Processamento de Texto da biblioteca padrão cobre
um número de diversos outros módulos que fornecem vários utilitários
relacionados a texto (incluindo suporte a expressões regulares no
módulo "re").

str.capitalize()

   Retorna uma cópia da string com o seu primeiro caractere em
   maiúsculo e o restante em minúsculo.

   Alterado na versão 3.8: O primeiro caractere agora é colocado em
   *titlecase* ao invés de letras maiúsculas. Isso significa que
   caracteres como dígrafos apenas terão sua primeira letra alterada
   para maiúscula, ao invés de todos os caracteres.

str.casefold()

   Retorna uma cópia da string em *casefolded*. Strings em *casefold*
   podem ser usadas para corresponder letras sem importar se são
   minúsculas ou maiúsculas.

   *Casefolding* é similar a mudar para letras minúsculas, mas mais
   agressivo porque destina-se a remover todas as diferenças
   maiúsculas/minúsculas em uma string. Por exemplo, a letra minúscula
   alemã "'ß'" é equivalente a ""ss"". Como ela já é uma minúscula, o
   método "lower()" não irá fazer nada para "'ß'"; já o método
   "casefold()" converte a letra para ""ss"".

   O algoritmo *casefolding* é descrito na seção 3.13 do Padrão
   Unicode.

   Novo na versão 3.3.

str.center(width[, fillchar])

   Retorna um texto centralizado em uma string de comprimento *width*.
   Preenchimento é feito usando o parâmetro *fillchar* especificado
   (padrão é o caractere de espaço ASCII). A string original é
   retornada se *width* é menor ou igual que "len(s)".

str.count(sub[, start[, end]])

   Retorna o número de ocorrências da sub-string *sub* que não se
   sobrepõem no intervalo [*start*, *end*]. Argumentos opcionais
   *start* e *end* são interpretados como na notação de fatias.

str.encode(encoding="utf-8", errors="strict")

   Retorna uma versão codificada da string como um objeto bytes. A
   codificação padrão é "'utf-8'". *errors* podem ser fornecidos para
   definir um esquema de tratamento de erros diferente. O padrão para
   *errors* é "'strict'", o que significa que os erros de codificação
   levantam uma exceção "UnicodeError". Outros valores possíveis são
   "'ignore'", "'replace'", "'xmlcharrefreplace'",
   "'backslashreplace'" e qualquer outro nome registrado via
   "codecs.register_error()", veja a seção Error Handlers. Para obter
   uma lista das possíveis codificações, consulte a seção Standard
   Encodings.

   Alterado na versão 3.1: Adicionado suporte para argumentos
   nomeados.

str.endswith(suffix[, start[, end]])

   Retorna "True" se a string terminar com o *suffix* especificado,
   caso contrário retorna "False".  *suffix* também pode ser uma tupla
   de sufixos para procurar. Com o parâmetro opcional *start*,
   começamos a testar a partir daquela posição. Com o parâmetro
   opcional *end*, devemos parar de comparar na posição especificada.

str.expandtabs(tabsize=8)

   Retorna uma cópia da string onde todos os caracteres de tabulação
   são substituídos por um ou mais espaços, dependendo da coluna atual
   e do tamanho fornecido para a tabulação. Posições de tabulação
   ocorrem a cada *tabsize* caracteres (o padrão é 8, dada as posições
   de tabulação nas colunas 0, 8, 16 e assim por diante). Para
   expandir a string, a coluna atual é definida como zero e a string é
   examinada caractere por caractere. Se o caractere é uma tabulação
   ("\t"), um ou mais caracteres de espaço são inseridos no resultado
   até que a coluna atual seja igual a próxima posição de tabulação.
   (O caractere de tabulação em si não é copiado.) Se o caractere é um
   caractere de nova linha ("\n") ou de retorno ("\r"), ele é copiado
   e a coluna atual é redefinida para zero. Qualquer outro caractere é
   copiado sem ser modificado e a coluna atual é incrementada em uma
   unidade independentemente de como o caractere é representado quando
   é impresso.

   >>> '01\t012\t0123\t01234'.expandtabs()
   '01      012     0123    01234'
   >>> '01\t012\t0123\t01234'.expandtabs(4)
   '01  012 0123    01234'

str.find(sub[, start[, end]])

   Retorna o índice mais baixo na string onde a substring *sub* é
   encontrado dentro da fatia "s[start:end]". Argumentos opcionais
   como *start* e *end* são interpretados como na notação de
   fatiamento. Retorna "-1" se *sub* não for localizado.

   Nota:

     O método "find()" deve ser usado apenas se precisarmos conhecer a
     posição de *sub*. Para verificar se *sub* é ou não uma substring,
     use o operador "in":

        >>> 'Py' in 'Python'
        True

str.format(*args, **kwargs)

   Executa uma operação de formatação de string. A string na qual este
   método é chamado pode conter texto literal ou campos para
   substituição delimitados por chaves "{}". Cada campo de
   substituição contém um índice numérico de um argumento posicional
   ou o nome de um argumento nomeado. Retorna a cópia da string onde
   cada campo para substituição é substituído com o valor da string do
   argumento correspondente.

   >>> "The sum of 1 + 2 is {0}".format(1+2)
   'The sum of 1 + 2 is 3'

   Veja Sintaxe das strings de formato para uma descrição das várias
   opções de formatação que podem ser especificadas em uma strings de
   formato.

   Nota:

     Ao formatar um número ("int", "float", "complex",
     "decimal.Decimal" e sub-classes) com o tipo "n" (ex:
     "'{:n}'.format(1234)"), a função define temporariamente a
     localidade "LC_CTYPE" para a localidade "LC_NUMERIC" a fim de
     decodificar campos "decimal_point" e "thousands_sep" de
     "localeconv()" se eles são caracteres não-ASCII ou maiores que 1
     byte, e a localidade "LC_NUMERIC" é diferente da localidade
     "LC_CTYPE". Esta mudança temporária afeta outras threads.

   Alterado na versão 3.7: Ao formatar um número com o tipo "n", a
   função define temporariamente a localidade "LC_CTYPE" para a
   localidade "LC_NUMERIC" em alguns casos.

str.format_map(mapping)

   Semelhante a "str.format(**mapping)", exceto pelo fato de que
   "mapping" é usado diretamente e não copiado para uma classe "dict".
   Isso é útil se, por exemplo, "mapping" é uma subclasse de dict:

   >>> class Default(dict):
   ...     def __missing__(self, key):
   ...         return key
   ...
   >>> '{name} was born in {country}'.format_map(Default(name='Guido'))
   'Guido was born in country'

   Novo na versão 3.2.

str.index(sub[, start[, end]])

   Senelhante a "find()", mas levanta "ValueError" quando a substring
   não é encontrada.

str.isalnum()

   Retorna "True" se todos os caracteres na string são alfanuméricos e
   existe pelo menos um caractere, ou "False" caso contrário. Um
   caractere "c" é alfanumérico se um dos seguintes retorna "True":
   "c.isalpha()", "c.isdecimal()", "c.isdigit()", ou "c.isnumeric()".

str.isalpha()

   Retorna "True" se todos os caracteres na string são alfabéticos e
   existe pelo menos um caractere, "False" caso contrário. Caracteres
   alfabéticos são aqueles caracteres definidos na base de dados de
   caracteres Unicode como "Letra", isto é, aqueles cuja propriedade
   na categoria geral é um destes: "Lm", "Lt", "Lu", "Ll" ou "Lo".
   Perceba que isso é diferente da propriedade "Alfabética" definida
   no Unicode padrão.

str.isascii()

   Retorna "True" se a string é vazia ou se todos os caracteres na
   string são ASCII, "False" caso contrário. Caracteres ASCII têm
   pontos de código no intervalo U+0000-U+007F.

   Novo na versão 3.7.

str.isdecimal()

   Retorna "True" se todos os caracteres na string são caracteres
   decimais e existe pelo menos um caractere, "False" caso contrário.
   Caracteres decimais são aqueles que podem ser usados para formar
   números na base 10, exemplo U+0660, ou dígito zero para arábico-
   índico. Formalmente, um caractere decimal é um caractere em Unicode
   cuja categoria geral é "Nd".

str.isdigit()

   Retorna "True" se todos os caracteres na string são dígitos e
   existe pelo menos um caractere, "False" caso contrário. Dígitos
   incluem caracteres decimais e dígitos que precisam de tratamento
   especial, tal como a compatibilidade com dígitos sobre-escritos.
   Isso inclui dígitos que não podem ser usados para formar números na
   base 10, como por exemplo os números de Kharosthi. Formalmente, um
   dígito é um caractere que tem a propriedade com valor
   Numeric_Type=Digit ou Numeric_Type=Decimal.

str.isidentifier()

   Retorna "True" se a string é um identificador válido conforme a
   definição da linguagem, seção Identificadores e palavras-chave.

   Chame "keyword.iskeyword()" para testar se a string "s" é uma
   palavra reservada, tal como "def" e "class".

   Exemplo:

      >>> from keyword import iskeyword

      >>> 'hello'.isidentifier(), iskeyword('hello')
      True, False
      >>> 'def'.isidentifier(), iskeyword('def')
      True, True

str.islower()

   Retorna "True" se todos os caracteres em caixa (que possuem
   maiúsculo e minúsculo) [4] na string são minúsculos e existe pelo
   menos um caractere em caixa, "False" caso contrário.

str.isnumeric()

   Retorna "True" se todos os caracteres na string são caracteres
   numéricos, e existe pelo menos um caractere, "False" caso
   contrário. Caracteres numéricos incluem dígitos, e todos os
   caracteres que têm a propriedade com valor numérico Unicode, isto
   é: U+2155, um quinto de fração vulgar. Formalmente, caracteres
   numéricos são aqueles que possuem propriedades com valor
   Numeric_Type=Digit, Numeric_Type=Decimal ou Numeric_Type=Numeric.

str.isprintable()

   Retorna "True" se todos os caracteres na string podem ser impressos
   ou se a string é vazia, "False" caso contrário. Caracteres que não
   podem ser impressos são aqueles que estão definidos no banco de
   dados de caracteres Unicode como "Outros" ou "Separadores", exceto
   o caractere ASCII que representa o espaço (0x20), o qual é
   impresso. (Perceba que caracteres que podem ser impressos, neste
   contexto, são aqueles que não devem ser escapados quando "repr()" é
   invocada sobre uma string. Ela não tem sentido no tratamento de
   strings escritas usando "sys.stdout" ou "sys.stderr".)

str.isspace()

   Retorna "True" se existem apenas caracteres de espaço em branco na
   string e existe pelo menos um caractere, "False" caso contrário.

   Um caractere é *espaço em branco* se no banco de dados de
   caracteres Unicode (veja "unicodedata"), ou pertence a categoria
   geral "Zs" ("Separador, espaço"), ou sua classe bidirecional é
   "WS", "B" ou "S".

str.istitle()

   Retorna "True" se a string é titlecased e existe pelo menos um
   caractere, por exemplo caracteres maiúsculos somente podem proceder
   caracteres que não diferenciam maiúsculas/minúsculas, e caracteres
   minúsculos somente podem proceder caracteres que permitem ambos.
   Retorna "False" caso contrário.

str.isupper()

   Retorna "True" se todos os caracteres que permitem maiúsculas ou
   minúsculas [4] na string estão com letras maiúsculas, e existe pelo
   menos um caractere maiúsculo, "False" caso contrário.

str.join(iterable)

   Retorna a string que é a concatenação das strings no *iterável*.
   Uma "TypeError" será levantada se existirem quaisquer valores que
   não sejam strings no *iterável*, incluindo objetos "bytes". O
   separador entre elementos é a string que está fornecendo este
   método.

str.ljust(width[, fillchar])

   Retorna a string alinhada a esquerda em uma string de comprimento
   *width*. Preenchimento é feito usando *fillchar* que for
   especificado (o padrão é o caractere ASCII de espaço). A string
   original é retornada se *width* é menor ou igual que "len(s)".

str.lower()

   Retorna uma cópia da string com todos os caracteres que permitem
   maiúsculo E minúsculo [4] convertidos para letras minúsculas.

   O algoritmo usado para letras minúsculas é descrito na seção 3.13
   do Padrão Unicode.

str.lstrip([chars])

   Retorna uma cópia da string com caracteres iniciais removidos. O
   argumento *chars* é uma string que especifica o conjunto de
   caracteres a serem removidos. Se for omitido ou se for "None", o
   argumento *chars* será considerado como espaço em branco por padrão
   para a remoção. O argumento *chars* não é um prefixo; ao invés
   disso, todas as combinações dos seus valores são retirados:

      >>> '   spacious   '.lstrip()
      'spacious   '
      >>> 'www.example.com'.lstrip('cmowz.')
      'example.com'

static str.maketrans(x[, y[, z]])

   Este método estático retorna uma tabela de tradução usável para
   "str.translate()".

   Se existe apenas um argumento, ele deve ser um dicionário mapeando
   números Unicode (inteiros) ou caracteres (strings de comprimento 1)
   para números Unicode, strings (de comprimento arbitrário) ou
   "None". Caracteres chave serão então convertidos para números
   ordinais.

   Se existirem dois argumentos, eles devem ser strings de igual
   comprimento, e no dicionário resultante, cada caractere em x será
   mapeado para o caractere na mesma posição em y. Se existir um
   terceiro argumento, ele deve ser uma string, cujos caracteres serão
   mapeados para "None" no resultado.

str.partition(sep)

   Quebra a string na primeira ocorrência de *sep*, e retorna uma
   tupla com 3 elementos contendo a parte antes do separador, o
   próprio separador, e a parte após o separador. Se o separador não
   for encontrado, retorna uma tupla com 3 elementos contendo a
   string, seguido de duas strings vazias.

str.replace(old, new[, count])

   Retorna uma cópia da string com todas as ocorrências da substring
   *old* substituídas por *new*. Se o argumento opcional *count* é
   fornecido, apenas as primeiras *count* ocorrências são
   substituídas.

str.rfind(sub[, start[, end]])

   Retorna o maior índice onde a substring *sub* foi encontrada dentro
   da string, onde *sub* está contida dentro do intervalo
   "s[start:end]". Argumentos opcionais *start* e *end* são
   interpretados usando a notação slice. Retorna "-1" em caso de
   falha.

str.rindex(sub[, start[, end]])

   Similar a "rfind()" mas levanta um "ValueError" quando a substring
   *sub* não é encontrada.

str.rjust(width[, fillchar])

   Retorna a string alinhada à direita em uma string de comprimento
   *width*. Preenchimento é feito usando o caractere *fillchar*
   especificado (o padrão é um caractere de espaço ASCII). A string
   original é retornada se *width* é menor que ou igual a "len(s)".

str.rpartition(sep)

   Quebra a string na última ocorrência de *sep*, e retorna uma tupla
   com 3 elementos contendo a parte antes do separador, o próprio
   separador, e a parte após o separador. Se o separador não for
   encontrado, retorna uma tupla com 3 elementos contendo duas strings
   vazias, seguido da própria string original.

str.rsplit(sep=None, maxsplit=-1)

   Retorna uma lista de palavras na string, usando *sep* como a string
   delimitadora. Se *maxsplit* é fornecido, no máximo *maxsplit*
   cortes são feitos, sendo estes mais *à direita*. Se *sep* não foi
   especificado ou "None" foi informado, qualquer string de espaço em
   branco é um separador. Exceto pelo fato de separar pela direita,
   "rsplit()" se comporta como "split()", o qual é descrito em
   detalhes abaixo.

str.rstrip([chars])

   Retorna uma cópia da string com caracteres no final removidos. O
   argumento *chars* é uma string que especifica o conjunto de
   caracteres para serem removidos. Se omitidos ou tiver o valor
   "None", o argumento *chars* considera como padrão a remoção dos
   espaços em branco. O argumento *chars* não é um sufixo; ao invés
   disso, todas as combinações dos seus valores são removidos:

      >>> '   spacious   '.rstrip()
      '   spacious'
      >>> 'mississippi'.rstrip('ipz')
      'mississ'

str.split(sep=None, maxsplit=-1)

   Retorna uma lista de palavras na string, usando *sep* como a string
   delimitadora. Se *maxsplit* é fornecido, no máximo *maxsplit*
   cortes são feitos (portando, a lista terá no máximo "maxsplit+1"
   elementos). Se *maxsplit* não foi especificado ou "-1" foi
   informado, então não existe limite no número de cortes (todos os
   cortes possíveis são realizados).

   Se *sep* é fornecido, delimitadores consecutivos não são agrupados
   juntos e eles são destinados para delimitar strings vazias (por
   exemplo "'1,,2'.split(',')" retorna "['1', '', '2']"). O argumento
   *sep* pode consistir de múltiplos caracteres (por exemplo,
   "'1<>2<>3'.split('<>')" retorna "['1', '2', '3']"). Separar uma
   string vazia com um separador especificado retorna "['']".

   Por exemplo:

      >>> '1,2,3'.split(',')
      ['1', '2', '3']
      >>> '1,2,3'.split(',', maxsplit=1)
      ['1', '2,3']
      >>> '1,2,,3,'.split(',')
      ['1', '2', '', '3', '']

   Se *sep* não for especificado ou for "None", um algoritmo diferente
   de separação é aplicado: ocorrências consecutivas de espaços em
   branco são consideradas como um separador único, e o resultado não
   conterá strings vazias no início ou no final, se a string tiver
   espaços em branco no início ou no final. Consequentemente, separar
   uma string vazia ou uma string que consiste apenas de espaços em
   branco com o separador "None", retorna "[]".

   Por exemplo:

      >>> '1 2 3'.split()
      ['1', '2', '3']
      >>> '1 2 3'.split(maxsplit=1)
      ['1', '2 3']
      >>> '   1   2   3   '.split()
      ['1', '2', '3']

str.splitlines([keepends])

   Retorna uma lista das linhas na string, quebrando a mesma nas
   fronteiras de cada linha. Quebras de linhas não são incluídas na
   lista resultante a não ser que *keepends* seja fornecido e seja
   verdadeiro.

   Este método divide nos seguintes limites das linhas. Em particular,
   os limites são um superconjunto de *novas linhas universais*.

   +-------------------------+-------------------------------+
   | Representação           | Descrição                     |
   |=========================|===============================|
   | "\n"                    | Feed de linha                 |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\r"                    | Retorno de Carro              |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\r\n"                  | Retorno do Carro + Feed da    |
   |                         | Linha                         |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\v" ou "\x0b"          | Tabulação de Linha            |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\f" ou "\x0c"          | Formulário de Feed            |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\x1c"                  | Separador de Arquivos         |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\x1d"                  | Separador de Grupo            |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\x1e"                  | Separador de Registro         |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\x85"                  | Próxima Linha (C1 Control     |
   |                         | Code)                         |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\u2028"                | Separador de Linha            |
   +-------------------------+-------------------------------+
   | "\u2029"                | Separador de Parágrafo        |
   +-------------------------+-------------------------------+

   Alterado na versão 3.2: "\v" e "\f" adicionado à lista de limites
   de linha.

   Por exemplo:

      >>> 'ab c\n\nde fg\rkl\r\n'.splitlines()
      ['ab c', '', 'de fg', 'kl']
      >>> 'ab c\n\nde fg\rkl\r\n'.splitlines(keepends=True)
      ['ab c\n', '\n', 'de fg\r', 'kl\r\n']

   Ao contrário do método "split()" quando um delimitador de String
   *sep* é fornecido, este método retorna uma lista vazia para a uma
   String vazia e uma quebra de linha de terminal não resulta numa
   linha extra:

      >>> "".splitlines()
      []
      >>> "One line\n".splitlines()
      ['One line']

   Para comparação, temos "split('\n')":

      >>> ''.split('\n')
      ['']
      >>> 'Two lines\n'.split('\n')
      ['Two lines', '']

str.startswith(prefix[, start[, end]])

   Retorne "True" se a String começar com o *prefixo*, caso contrário,
   retorna "False". *prefixo* também pode ser uma tupla de prefixos a
   serem procurados. Com *start* opcional, a String de teste começa
   nessa posição. Com *fim* opcional, interrompe a comparação de
   String nessa posição.

str.strip([chars])

   Retorna uma cópia da string com caracteres no início e no final
   removidos. O argumento *chars* é uma string que especifica o
   conjunto de caracteres a serem removidos. Se for omitido ou for
   "None", o argumento *chars* irá remover por padrão os caracteres em
   branco. O argumento *chars* não é um prefixo, nem um sufixo; ao
   contrário disso, todas as combinações dos seus seus valores são
   removidas:

      >>> '   spacious   '.strip()
      'spacious'
      >>> 'www.example.com'.strip('cmowz.')
      'example'

   Os valores do argumento *chars* são removidos dos extremos inicial
   e final da string. Caracteres são removidos do extremo inicial até
   atingir um caractere da string que não está contido no conjunto de
   caracteres em *chars*. Uma ação similar acontece no extremo final
   da string. Por exemplo:

      >>> comment_string = '#....... Section 3.2.1 Issue #32 .......'
      >>> comment_string.strip('.#! ')
      'Section 3.2.1 Issue #32'

str.swapcase()

   Retorna uma cópia da string com caracteres maiúsculos convertidos
   para minúsculos e vice-versa. Perceba que não é necessariamente
   verdade que "s.swapcase().swapcase() == s".

str.title()

   Retorna uma versão titlecased da string, onde palavras iniciam com
   um caractere com letra maiúscula e os caracteres restantes são em
   letras minúsculas.

   Por exemplo:

      >>> 'Hello world'.title()
      'Hello World'

   O algoritmo usa uma definição simples independente de idioma para
   uma palavra, como grupos de letras consecutivas. A definição
   funciona em muitos contextos, mas isso significa que apóstrofes em
   contrações e possessivos formam limites de palavras, os quais podem
   não ser o resultado desejado:

      >>> "they're bill's friends from the UK".title()
      "They'Re Bill'S Friends From The Uk"

   Uma solução alternativa para os apóstrofes pode ser construída
   usando expressões regulares:

      >>> import re
      >>> def titlecase(s):
      ...     return re.sub(r"[A-Za-z]+('[A-Za-z]+)?",
      ...                   lambda mo: mo.group(0).capitalize(),
      ...                   s)
      ...
      >>> titlecase("they're bill's friends.")
      "They're Bill's Friends."

str.translate(table)

   Retorna uma cópia da string na qual cada caractere foi mapeado
   através da tabela de tradução fornecida. A tabela deve ser um
   objeto que implementa indexação através de "__getitem__()",
   tipicamente um *mapeamento* ou uma *sequência*. Quando indexada por
   um ordinal unicode (um inteiro), o objeto tabela pode fazer
   qualquer uma das seguintes ações: retornar um ordinal unicode ou
   uma string, para mapear o caractere para um ou mais caracteres;
   retornar "None", para deletar o caractere da string de retorno; ou
   levantar uma exceção "LookupError", para mapear o caractere para si
   mesmo.

   Você pode usar "str.maketrans()" para criar um mapa de tradução com
   mapeamentos caractere para caractere em diferentes formatos.

   Veja também o módulo "codecs" para uma abordagem mais flexível para
   mapeamento de caractere customizado.

str.upper()

   Retorna uma cópia da string com todos os caracteres que permitem
   maiúsculo e minúsculo [4] convertidos para letras maiúsculas.
   Perceba que "s.upper().isupper()" pode ser "False" se "s" contiver
   caracteres que não possuem maiúsculas e minúsculas, ou se a
   categoria Unicode do(s) caractere(s) resultante(s) não for "Lu"
   (Letra maiúscula), mas por ex "Lt" (Letra em titlecase).

   O algoritmo de maiúsculas utilizado é descrito na seção 3.13 do
   Padrão Unicode.

str.zfill(width)

   Retorna uma cópia da String deixada preenchida com dígitos ASCII
   "'0'" para fazer uma string de comprimento *width*. Um prefixo
   sinalizador principal ("'+'"/"'-'") será tratado inserindo o
   preenchimento *após* o caractere de sinal em vez de antes. A String
   original será retornada se o *width* for menor ou igual a "len(s)".

   Por exemplo:

      >>> "42".zfill(5)
      '00042'
      >>> "-42".zfill(5)
      '-0042'


Formatação de string no estilo "printf"
---------------------------------------

Nota:

  As operações de formatação descritas aqui exibem uma variedade de
  peculiaridades que levam a diversos erros comuns (tais como não
  conseguir exibir tuplas e dicionários corretamente). Usar o novo
  formatador de string literal (f-strings), a interface
  "str.format()", ou templates de strings pode ajudar a evitar esses
  erros. Cada uma dessas alternativas fornece seus próprios custos e
  benefícios de simplicidade, flexibilidade, e/ou extensibilidade.

Os objetos string possuem um único operador embutido: o operador "%"
(módulo). O mesmo também é conhecido como o operador de *formatação*
ou *interpolação*. Dado "format % values" (onde *format* é uma
string), as especificações de conversão "%" em *format* são
substituídas por zero ou mais elementos de *values*. O efeito é
semelhante ao uso da função "sprintf()" na linguagem C.

Se *format* precisar de um único operador, *valores* podem ser objetos
simples ou que não sejam uma tupla. [5] Caso contrário, *valores*
precisarão ser uma tupla com exatamente o número de itens
especificados pela string de formatação, ou um único mapa de objetos
(por exemplo, um dicionário).

Um especificador de conversão contém dois ou mais caracteres e tem os
seguintes componentes, que devem aparecer nesta ordem:

1. O caractere "'%'", que determina o início do especificador.

2. Mapeamento de chaves (opcional), consistindo de uma sequência entre
   parênteses de caracteres (por exemplo, "(algumnome)").

3. Flags de conversão (opcional), que afetam o resultado de alguns
   tipos de conversão.

4. Largura mínima do campo (opcional). Se for especificado como um
   "'*'" (asterisco), a largura real será lida a partir do próximo
   elemento da tupla em *values* e o objeto a converter virá após a
   largura mínima do campo e a precisão que é opcional.

5. Precisão (opcional), fornecido como uma "'.'" (ponto) seguido pela
   precisão. Se determinado como um "'*'" (um asterisco), a precisão
   real será lida a partir do próximo elemento da tupla em *values*, e
   o valor a converter virá após a precisão.

6. Modificador de comprimento (opcional).

7. Tipos de conversão.

Quando o argumento certo for um dicionário (ou outro tipo de
mapeamento), então os formatos na string *deverão* incluir uma chave
de mapeamento entre parênteses nesse dicionário inserido imediatamente
após o caractere "'%'". A key de mapeamento seleciona o valor a ser
formatado a partir do mapeamento. Por exemplo:

>>> print('%(language)s has %(number)03d quote types.' %
...       {'language': "Python", "number": 2})
Python has 002 quote types.

Nesse caso, nenhum especificador "*" poderá ocorrer num formato (uma
vez que eles exigem uma lista de parâmetros sequenciais).

Os caracteres flags de conversão são:

+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| Sinaliza  | Significado                                                           |
| dor       |                                                                       |
|===========|=======================================================================|
| "'#'"     | A conversão de valor usará o "formulário alternativo" (conforme       |
|           | definido abaixo).                                                     |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| "'0'"     | A conversão será preenchida por zeros para valores numéricos.         |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| "'-'"     | O valor convertido será ajustado à esquerda (substitui a conversão    |
|           | "'0'" se ambos forem fornecidos).                                     |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| "' '"     | (um espaço) Um espaço em branco deverá ser deixado antes de um número |
|           | positivo (ou uma string vazia) produzido por uma conversão assinada.  |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| "'+'"     | Um sinal de caractere ("'+'" ou "'-'") precederá a conversão          |
|           | (substituindo o sinalizador de "espaço").                             |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+

Um modificador de comprimento ("h", "l", ou "L") pode estar presente,
mas será ignorado, pois o mesmo não é necessário para o Python --
então, por exemplo, "%ld" é idêntico a "%d".

Os tipos de conversão são:

+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| Conversão    | Significado                                           | Notas   |
|==============|=======================================================|=========|
| "'d'"        | Número decimal inteiro sinalizador.                   |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'i'"        | Número decimal inteiro sinalizador.                   |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'o'"        | Valor octal sinalizador.                              | (1)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'u'"        | Tipo obsoleto -- é idêntico a "'d'".                  | (6)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'x'"        | Hexadecimal com sinal (minúsculo).                    | (2)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'X'"        | Hexadecimal com sinal (maiúsculo).                    | (2)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'e'"        | Formato exponencial de ponto flutuante (minúsculas).  | (3)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'E'"        | Formato exponencial de ponto flutuante (maiúscula).   | (3)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'f'"        | Formato decimal de ponto flutuante.                   | (3)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'F'"        | Formato decimal de ponto flutuante.                   | (3)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'g'"        | O formato de ponto flutuante. Usa o formato           | (4)     |
|              | exponencial em minúsculas se o expoente for inferior  |         |
|              | a -4 ou não inferior a precisão, formato decimal,     |         |
|              | caso contrário.                                       |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'G'"        | Formato de ponto flutuante. Usa o formato exponencial | (4)     |
|              | em maiúsculas se o expoente for inferior a -4 ou não  |         |
|              | inferior que a precisão, formato decimal, caso        |         |
|              | contrário.                                            |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'c'"        | Caractere único (aceita inteiro ou um único caractere |         |
|              | string).                                              |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'r'"        | String (converte qualquer objeto Python usando a      | (5)     |
|              | função "repr()").                                     |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'s'"        | String (converte qualquer objeto Python usando a      | (5)     |
|              | função "str()").                                      |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'a'"        | String (converte qualquer objeto Python usando a      | (5)     |
|              | função "ascii()").                                    |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'%'"        | Nenhum argumento é convertido, resultando em um       |         |
|              | caractere "'%'" no resultado.                         |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+

Notas:

1. A forma alternativa faz com que um especificador octal principal
   ("'0o'") seja inserido antes do primeiro dígito.

2. O formato alternativo produz um "'0x'" ou "'0X'" (dependendo se o
   formato "'x'" or "'X'" foi usado) para ser inserido antes do
   primeiro dígito.

3. A forma alternativa faz com que o resultado sempre contenha um
   ponto decimal, mesmo que nenhum dígito o siga.

   A precisão determina o número de dígitos após o ponto decimal e o
   padrão é 6.

4. A forma alternativa faz com que o resultado sempre contenha um
   ponto decimal e os zeros à direita não sejam removidos, como de
   outra forma seriam.

   A precisão determina o número de dígitos significativos antes e
   depois do ponto decimal e o padrão seja 6.

5. Se a precisão for "N", a saída será truncada em "N" caracteres.

6. Veja **PEP 237**.

Como as strings no Python possuem comprimento explícito, conversões de
"%s" não presumem que "'\0'" seja o fim da string.

Alterado na versão 3.1: "%f" as conversões para números cujo valor
absoluto é superior a 1e50 não são mais substituídas pela conversão
"%g".


Tipos de sequência binária --- "bytes", "bytearray", "memoryview"
=================================================================

Os principais tipos embutidos para manipular dados binários são
"bytes" e "bytearray". Eles são suportados por "memoryview" a qual usa
o protocolo buffer para acessar a memória de outros objetos binários
sem precisar fazer uma cópia.

O módulo "array" provê suporte a um armazenamento eficiente de tipos
de dados básicos como inteiros de 32 bits e valores de ponto flutuante
com precisão dupla IEEE754.


Objetos bytes
-------------

Objetos bytes são sequências imutáveis de bytes simples. Como muitos
protocolos binários importantes são baseados em codificação ASCII de
texto, objetos bytes oferecem diversos métodos que são válidos apenas
quando trabalhamos com dados compatíveis com ASCII, e são proximamente
relacionados com objetos string em uma variedade de outros sentidos.

class bytes([source[, encoding[, errors]]])

   Em primeiro lugar, a sintaxe para literais de bytes é em grande
   parte a mesma para literais de string, exceto que um prefixo "b" é
   adicionado:

   * Aspas simples: "b'ainda permite aspas "duplas" dentro'"

   * Aspas duplas: "b"still allows embedded 'single' quotes"".

   * Aspas triplas: "b'''3 aspas simples'''", "b"""3 aspas duplas""""

   Apenas caracteres ASCII são permitidos em literais de bytes
   (independentemente da codificação declarada no código-fonte).
   Qualquer valor binário superior a 127 deverá ser inserido em
   literais de bytes usando a sequência de escape apropriada.

   Assim como string literais, bytes literais também podem usar um
   prefixo "r" para desabilitar o processamento de sequências de
   escape. Veja Literais de string e bytes para mais sobre as várias
   formas de bytes literais, incluindo suporte a sequências de escape.

   Enquanto bytes literais e representações são baseados em texto
   ASCII, objetos bytes na verdade se comportam como sequências
   imutáveis de inteiros, com cada valor na sequência restrito aos
   limites "0 <= x < 256" (tentativas de violar essa restrição irão
   disparar "ValueError"). Isto é feito deliberadamente para enfatizar
   que enquanto muitos formatos binários incluem elementos baseados em
   ASCII e podem ser utilmente manipulados com alguns algoritmos
   orientados a texto, esse não é geralmente o caso para dados
   binários arbitrários (aplicar algoritmos de processamento de texto
   cegamente em formatos de dados binários que não são compatíveis com
   ASCII irá usualmente resultar em dados corrompidos).

   Além das formas literais, os objetos bytes podem ser criados de
   várias outras maneiras:

   * Um bytes preenchido com objetos zero com um comprimento
     especificado: "bytes(10)"

   * De um iterável de inteiros: "bytes(range(20))"

   * Copiando dados binários existentes através do protocolo de
     Buffer: "bytes(obj)"

   Veja também os embutidos bytes.

   Como 2 dígitos hexadecimais correspondem precisamente a apenas um
   byte, números hexadecimais são um formato comumente usado para
   descrever dados binários. Portanto, o tipo bytes tem um método de
   classe adicional para ler dados nesse formato:

   classmethod fromhex(string)

      Este método de classe da classe "bytes" retorna um objeto bytes,
      decodificando o objeto string fornecido. A string deve conter
      dois dígitos hexadecimais por byte, com espaço em branco ASCII
      sendo ignorado.

      >>> bytes.fromhex('2Ef0 F1f2  ')
      b'.\xf0\xf1\xf2'

      Alterado na versão 3.7: "bytes.fromhex()" agora ignora todos os
      espaços em branco em ASCII na string, não apenas espaços.

   Uma função de conversão reversa existe para transformar um objeto
   bytes na sua representação hexadecimal.

   hex([sep[, bytes_per_sep]])

      Retorna um objeto string contendo dois dígitos hexadecimais para
      cada byte na instância.

      >>> b'\xf0\xf1\xf2'.hex()
      'f0f1f2'

      Se você quiser tornar a string hexadecimal mais fácil de ler,
      você pode especificar um caractere separador através do
      parâmetro *sep*, que será incluído no resultado. Por padrão
      entre cada byte. Um segundo parâmetro opcional *bytes_per_sep*
      controla o espaçamento. Valores positivos calculam a posição do
      separador a partir da direita, valores negativos calculam a
      partir da esquerda.

      >>> value = b'\xf0\xf1\xf2'
      >>> value.hex('-')
      'f0-f1-f2'
      >>> value.hex('_', 2)
      'f0_f1f2'
      >>> b'UUDDLRLRAB'.hex(' ', -4)
      '55554444 4c524c52 4142'

      Novo na versão 3.5.

      Alterado na versão 3.8: "bytes.hex()" agora suporta os
      parâmetros opcionais *sep* e *bytes_per_sep* para inserir
      separadores entre bytes na saída hexadecimal.

Como objetos bytes são sequências de inteiros (certo parentesco a uma
tupla), para um objeto bytes *b*, "b[0]" será um inteiro, enquanto
"b[0:1]" será um objeto bytes de comprimento 1. (Isso contrasta com
strings de texto, onde tanto o uso por índice quanto por fatiamento
irão produzir uma string de comprimento 1)

A representação de objetos bytes utiliza o formato literal ("b'...'"),
uma vez que ela é frequentemente mais útil do que, por exemplo,
"bytes([46, 46, 46])". Você sempre pode converter um objeto bytes em
uma lista de inteiros usando "list(b)".

Nota:

  Para usuários do Python 2.x: nas séries do Python 2.x, uma variedade
  de conversões implícitas entre strings de 8-bits (a coisa mais
  próxima a um tipo de dados binário embutido que o 2.x oferece) e
  Unicode strings era permitida. Isso era uma solução de contorno para
  compatibilidade retroativa para contabilizar o fato que o Python
  originalmente apenas suportava texto de 8-bits, e texto Unicode foi
  adicionado mais tarde. No Python 3.x, essas conversões implícitas se
  foram --- conversões entre dados binários de 8-bits e texto Unicode
  devem ser explícitas, e bytes e objetos string irão sempre comparar
  como diferentes.


Objetos Bytearray
-----------------

Objetos "bytearray" são mutáveis, em contrapartida a objetos "bytes".

class bytearray([source[, encoding[, errors]]])

   Não existe sintaxe literal dedicada para objetos de bytearray, ao
   invés disso eles sempre são criados através da chamada do
   construtor:

   * Criando uma instância vazia: "bytearray()"

   * Criando uma instância cheia de zero com um determinado
     comprimento: "bytearray(10)"

   * A partir de inteiros iteráveis: "bytearray(range(20))"

   * Copiando dados binários existentes através do protocolo de
     buffer: "bytearray(b'Hi!')"

   Como os objetos bytearray são mutáveis, os mesmos suportam as
   operações de sequência mutable além das operações comuns de bytes e
   bytearray descritas em Operações com Bytes e Bytearray.

   Veja também o tipo embutido bytearray.

   Uma vez que 2 dígitos hexadecimais correspondem precisamente a um
   único byte, os números hexadecimais são um formato comumente usado
   para descrever dados binários. Consequentemente, o tipo de
   bytearray tem um método de classe adicional para ler dados nesse
   formato:

   classmethod fromhex(string)

      Este método de classe da classe "bytearray" retorna um objeto
      bytearray, decodificando o objeto string fornecido. A string
      deve conter dois dígitos hexadecimais por byte, com espaços em
      branco ASCII sendo ignorados.

      >>> bytearray.fromhex('2Ef0 F1f2  ')
      bytearray(b'.\xf0\xf1\xf2')

      Alterado na versão 3.7: "bytearray.fromhex()" agora ignora todos
      os espaços em branco em ASCII na string, não apenas espaços.

   Existe uma função de conversão reversa para transformar um objeto
   bytearray em sua representação hexadecimal.

   hex([sep[, bytes_per_sep]])

      Retorna um objeto string contendo dois dígitos hexadecimais para
      cada byte na instância.

      >>> bytearray(b'\xf0\xf1\xf2').hex()
      'f0f1f2'

      Novo na versão 3.5.

      Alterado na versão 3.8: Similar a "bytes.hex()",
      "bytearray.hex()" agora suporta os parâmetros opcionais *sep* e
      *bytes_per_sep* para inserir separadores entre bytes na saída
      hexadecimal.

Como os objetos bytearray são sequências de inteiros (semelhante a uma
lista), para um objeto bytearray *b*, "b[0]" será um inteiro, enquanto
que "b[0:1]" será um objeto bytearray de comprimento 1. (Isso
contrasta com as Strings de texto, onde tanto a indexação como o
fatiamento produzirão sequências de comprimento 1)

A representação de objetos bytearray utiliza o formato literal bytes
("bytearray(b'...')"), uma vez que muitas vezes é mais útil do que,
por exemplo, "bytearray([46, 46, 46])". Você sempre pode converter um
objeto bytearray em uma lista de inteiros usando "list(b)".


Operações com Bytes e Bytearray
-------------------------------

Ambos os tipos, bytes e os objetos bytearray suportam as operações de
sequências comuns. Os mesmo interagem não apenas com operandos do
mesmo tipo, mas com qualquer *objeto byte ou similar*. Devido a esta
flexibilidade, os mesmos podem ser misturados livremente em operações
sem causar erros. No entanto, o tipo de retorno do resultado pode
depender da ordem dos operandos.

Nota:

  Os métodos em bytes e objetos Bytearray não aceitam Strings como
  argumentos, assim como os métodos de Strings não aceitam bytes como
  argumentos. Por exemplo, devemos escrever:

     a = "abc"
     b = a.replace("a", "f")

  e:

     a = b"abc"
     b = a.replace(b"a", b"f")

Alguns operações com bytes e bytearray presumem o uso de formatos
binários compatíveis com ASCII e, portanto, devem ser evitados ao
trabalhar com dados binários arbitrários. Essas restrições são
abordadas a seguir.

Nota:

  O uso dessas operações baseadas em ASCII para manipular dados
  binários que não são armazenados num formato baseado em ASCII poderá
  resultar na corrupção de dados.

Os métodos a seguir em Bytes e Bytearray podem ser usados com dados
binários arbitrários.

bytes.count(sub[, start[, end]])
bytearray.count(sub[, start[, end]])

   Retorna o número de ocorrências não sobrepostas de subsequência
   *sub* no intervalo [*start*, *end*]. Os argumentos opcionais
   *start* e *end* são interpretados como na notação de fatiamento.

   A subsequência a ser procurada poderá ser qualquer *objeto byte ou
   similar* ou um inteiro no intervalo de 0 a 255.

   Alterado na versão 3.3: Também aceita um número inteiro no
   intervalo de 0 a 255 como subsequência.

bytes.decode(encoding="utf-8", errors="strict")
bytearray.decode(encoding="utf-8", errors="strict")

   Retorna uma string decodificada dos bytes fornecidos. A codificação
   padrão é "'utf-8'`". *errors* pode ser fornecido para definir um
   esquema de tratamento de erros diferente. O padrão de *errors* é
   "'strict'", o que significa que os erros de codificação levantam
   uma exceção "UnicodeError". Outros valores possíveis são
   "'ignore'`", "'replace'" e qualquer outro nome registrado pela
   função "codecs.register_error()", veja a seção Error Handlers. Para
   obter uma lista dos possíveis codificações, veja a seção Standard
   Encodings.

   Nota:

     Passando o argumento *encoding* para a classe "str" permite
     decodificar qualquer *objeto byte ou similar* diretamente, sem
     precisar ter bytes temporário ou um objeto bytearray.

   Alterado na versão 3.1: Adicionado suporte para argumentos
   nomeados.

bytes.endswith(suffix[, start[, end]])
bytearray.endswith(suffix[, start[, end]])

   Retorna "True" se os dados binários encerra com o parâmetro
   *suffix* especificado, caso contrário retorna "False". *suffix*
   também pode ser uma tupla de sufixos para averiguar. Com o
   parâmetro opcional *start*, a procura começa naquela posição. Com o
   parâmetro opcional *end*, o método encerra a comparação na posição
   fornecida.

   O sufixo(es) para buscas pode ser qualquer termos *objeto byte ou
   similar*.

bytes.find(sub[, start[, end]])
bytearray.find(sub[, start[, end]])

   Retorna o índice mais baixo nos dados onde a sub-sequência *sub* é
   encontrada, tal que *sub* está contida na fatia "s[start:end]".
   Argumentos opcionais *start* e *end* são interpretados como na
   notação de fatiamento. Retorna "-1" se *sub* não for localizada.

   A subsequência a ser procurada poderá ser qualquer *objeto byte ou
   similar* ou um inteiro no intervalo de 0 a 255.

   Nota:

     O método "find()" deve ser usado apenas se você precisa saber a
     posição de *sub*. Para verificar se *sub* é uma substring ou não,
     use o operador "in":

        >>> b'Py' in b'Python'
        True

   Alterado na versão 3.3: Também aceita um número inteiro no
   intervalo de 0 a 255 como subsequência.

bytes.index(sub[, start[, end]])
bytearray.index(sub[, start[, end]])

   Como "find()", mas levanta a exceção "ValueError" quando a
   subsequência não for encontrada.

   A subsequência a ser procurada poderá ser qualquer *objeto byte ou
   similar* ou um inteiro no intervalo de 0 a 255.

   Alterado na versão 3.3: Também aceita um número inteiro no
   intervalo de 0 a 255 como subsequência.

bytes.join(iterable)
bytearray.join(iterable)

   Retorna um objeto bytes ou bytearray que é a concatenação das
   sequências de dados binários no *iterável*. Um "TypeError" será
   levantado se existirem quaisquer valores que não sejam *objeto byte
   ou similar*, no *iterável*, incluindo objetos "str". O separador
   entre elementos é o conteúdo do objeto bytes ou bytearray que está
   fornecendo este método.

static bytes.maketrans(from, to)
static bytearray.maketrans(from, to)

   Este método estático retorna uma tabela de tradução usável para
   "bytes.translate()", que irá mapear cada caractere em *from* no
   caractere na mesma posição em *to*; *from* e *to* devem ambos ser
   *objeto byte ou similar* e ter o mesmo comprimento.

   Novo na versão 3.1.

bytes.partition(sep)
bytearray.partition(sep)

   Quebra a sequência na primeira ocorrência de *sep*, e retorna uma
   tupla com 3 elementos contendo a parte antes do separador, o
   próprio separador, e a parte após o separador. Se o separador não
   for encontrado, retorna uma tupla com 3 elementos contendo uma
   cópia da sequência original, seguido de dois bytes ou objetos
   bytearray vazios.

   O separador para buscar pode ser qualquer termos *objeto byte ou
   similar*.

bytes.replace(old, new[, count])
bytearray.replace(old, new[, count])

   Retornar uma cópia da sequência com todas as ocorrências de
   subsequências *antigas* substituídas por *novo*. Se o argumento
   opcional *count* for fornecido, apenas as primeiras ocorrências de
   *count* serão substituídas.

   A subsequência para buscar e substituição pode ser qualquer termos
   *objeto byte ou similar*.

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.rfind(sub[, start[, end]])
bytearray.rfind(sub[, start[, end]])

   Retorna o índice mais alto na sequência onde a subsequência *sub*
   foi encontrada, de modo que *sub* esteja contido dentro de
   "s[start:end]". Os argumentos opcionais *start* e *end* são
   interpretados como na notação de fatiamento. Caso ocorra algum
   problema será retornado "-1".

   A subsequência a ser procurada poderá ser qualquer *objeto byte ou
   similar* ou um inteiro no intervalo de 0 a 255.

   Alterado na versão 3.3: Também aceita um número inteiro no
   intervalo de 0 a 255 como subsequência.

bytes.rindex(sub[, start[, end]])
bytearray.rindex(sub[, start[, end]])

   Semelhante a "rfind()" mas levanta "ValueError" quando a
   subsequência *sub* não é encontrada.

   A subsequência a ser procurada poderá ser qualquer *objeto byte ou
   similar* ou um inteiro no intervalo de 0 a 255.

   Alterado na versão 3.3: Também aceita um número inteiro no
   intervalo de 0 a 255 como subsequência.

bytes.rpartition(sep)
bytearray.rpartition(sep)

   Quebra a sequência na primeira ocorrência de *sep*, e retorna uma
   tupla com 3 elementos contendo a parte antes do separador, o
   próprio separador, e a parte após o separador. Se o separador não
   for encontrado, retorna uma tupla com 3 elementos contendo dois
   bytes ou objetos bytearray vazios, seguido por uma cópia da
   sequência original.

   O separador para buscar pode ser qualquer termos *objeto byte ou
   similar*.

bytes.startswith(prefix[, start[, end]])
bytearray.startswith(prefix[, start[, end]])

   Retorna "True" se os dados binários começam com o *prefix*
   especificado, caso contrário retorna "False". *prefix* também pode
   ser uma tupla de prefixos para procurar. Com o parâmetro opcional
   *start*, começa a procura na posição indicada. Com o parâmetro
   opcional *end*, encerra a procura na posição indicada.

   Os prefixos para pesquisar podem ser qualquer *objeto byte ou
   similar*.

bytes.translate(table, /, delete=b'')
bytearray.translate(table, /, delete=b'')

   Retorna uma cópia dos bytes ou objeto bytearray, onde todas as
   ocorrências de bytes do argumento opcional *delete* são removidas,
   e os bytes restantes foram mapeados através da tabela de tradução
   fornecida, a qual deve ser um objeto bytes de comprimento 256.

   Você pode usar o método "bytes.maketrans()" para criar uma tabela
   de tradução.

   Define o argumento *table* como "None" para traduções que excluem
   apenas caracteres:

      >>> b'read this short text'.translate(None, b'aeiou')
      b'rd ths shrt txt'

   Alterado na versão 3.6: *delete* agora é suportado como um
   argumento nomeado.

Os seguintes métodos de objetos bytes e bytearray tem comportamentos
padrões que presumem o uso de formatos binários compatíveis com ASCII,
mas ainda podem ser usados com dados binários arbitrários através da
passagem argumentos apropriados. Perceba que todos os métodos de
bytearray nesta seção *não* alteram os argumentos, e ao invés disso
produzem novos objetos.

bytes.center(width[, fillbyte])
bytearray.center(width[, fillbyte])

   Retorna uma cópia do objeto centralizado em uma sequência de
   comprimento *width*. Preenchimento é feito usando o *fillbyte*
   especificado (o padrão é um espaço ASCII). Para objetos "bytes", a
   sequência original é retornada se *width* é menor que ou igual a
   "len(s)".

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.ljust(width[, fillbyte])
bytearray.ljust(width[, fillbyte])

   Retorna uma cópia do objeto alinhado a esquerda em uma sequência de
   comprimento *width*. Preenchimento é feito usando o *fillbyte*
   especificado (o padrão é um espaço ASCII). Para objetos "bytes", a
   sequência original é retornada se *width* é menor que ou igual a
   "len(s)".

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.lstrip([chars])
bytearray.lstrip([chars])

   Retorna uma cópia da sequência com bytes especificados no início
   removidos. O argumento *chars* é uma sequência binária que
   especifica o conjunto de bytes a serem removidos - o nome refere-se
   ao fato de este método é usualmente utilizado com caracteres ASCII.
   Se for omitido ou for "None", o argumento *chars* irá remover por
   padrão os espaços em branco ASCII. O argumento *chars* não é um
   prefixo; ao contrário disso, todas as combinações dos seus seus
   valores são removidas:

      >>> b'   spacious   '.lstrip()
      b'spacious   '
      >>> b'www.example.com'.lstrip(b'cmowz.')
      b'example.com'

   A sequência binária de valores de bytes a serem removidos pode ser
   qualquer *objeto byte ou similar*.

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.rjust(width[, fillbyte])
bytearray.rjust(width[, fillbyte])

   Retorna uma cópia do objeto alinhado a direita em uma sequência de
   comprimento *width*. Preenchimento é feito usando o *fillbyte*
   especificado (o padrão é um espaço ASCII). Para objetos "bytes", a
   sequência original é retornada se *width* é menor que ou igual a
   "len(s)".

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.rsplit(sep=None, maxsplit=-1)
bytearray.rsplit(sep=None, maxsplit=-1)

   Divide a sequência binária em subsequência do mesmo tipo, usando
   *sep* como um delimitador de string. Se *maxsplit* é fornecido, no
   máximo *maxsplit* divisões são feitas, aquelas que estão *mais à
   direita*. Se *sep* não é especificado ou é "None", qualquer
   subsequência consistindo unicamente de espaço em branco ASCII é um
   separador. Exceto por dividir pela direita, "rsplit()" comporta-se
   como "split()", o qual é descrito em detalhes abaixo.

bytes.rstrip([chars])
bytearray.rstrip([chars])

   Retorna uma cópia da sequência com bytes especificados no final
   removidos. O argumento *chars* é uma sequência binária que
   especifica o conjunto de bytes a serem removidos - o nome refere-se
   ao fato de este método é usualmente utilizado com caracteres ASCII.
   Se for omitido ou for "None", o argumento *chars* irá remover por
   padrão os espaços em branco ASCII. O argumento *chars* não é um
   sufixo; ao contrário disso, todas as combinações dos seus seus
   valores são removidas:

      >>> b'   spacious   '.rstrip()
      b'   spacious'
      >>> b'mississippi'.rstrip(b'ipz')
      b'mississ'

   A sequência binária de valores de bytes a serem removidos pode ser
   qualquer *objeto byte ou similar*.

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.split(sep=None, maxsplit=-1)
bytearray.split(sep=None, maxsplit=-1)

   Divide a sequência binária em subsequências do mesmo tipo, usando
   *sep* como o delimitador de string. Se *maxsplit* é fornecido e
   não-negativo, no máximo *maxsplit* divisões são feitas (logo, a
   lista terá no máximo "maxsplit+1" elementos). Se *maxsplit* não é
   especificado ou é "-1", então não existe limite no número de
   divisões (todas as divisões possíveis são feitas).

   Se *sep* é fornecido, delimitadores consecutivos não são agrupados
   juntos e eles são destinados para delimitar strings vazias (por
   exemplo "b'1,,2'.split(b',')" retorna "[b'1', b'', b'2']"). O
   argumento *sep* pode consistir de uma sequência de múltiplos bytes
   (por exemplo, "b'1<>2<>3'.split(b'<>')" retorna "[b'1', b'2',
   b'3']"). Separar uma sequência vazia com um separador especificado
   retorna "[b'']" ou "[bytearray(b'')]" dependendo do tipo do objeto
   que está sendo separado. O argumento *sep* pode ser qualquer
   *objeto byte ou similar*.

   Por exemplo:

      >>> b'1,2,3'.split(b',')
      [b'1', b'2', b'3']
      >>> b'1,2,3'.split(b',', maxsplit=1)
      [b'1', b'2,3']
      >>> b'1,2,,3,'.split(b',')
      [b'1', b'2', b'', b'3', b'']

   Se *sep* não for especificado ou for "None", um algoritmo diferente
   de separação é aplicado: ocorrências consecutivas de espaços em
   branco ASCII são consideradas como um separador único, e o
   resultado não conterá strings vazias no início ou no final, se a
   sequência tiver espaços em branco no início ou no final.
   Consequentemente, separar uma sequência vazia ou uma sequência que
   consiste apenas de espaços em branco ASCII sem um separador
   especificado, retorna "[]".

   Por exemplo:

      >>> b'1 2 3'.split()
      [b'1', b'2', b'3']
      >>> b'1 2 3'.split(maxsplit=1)
      [b'1', b'2 3']
      >>> b'   1   2   3   '.split()
      [b'1', b'2', b'3']

bytes.strip([chars])
bytearray.strip([chars])

   Retorna uma cópia da sequência com os bytes especificados no início
   e no final removidos. O argumento *chars* é uma sequência binária
   que especifica o conjunto de bytes a serem removidos - o nome
   refere-se ao fato que este método é normalmente utilizado com
   caracteres ASCII. Se for omitido ou for "None", o argumento *chars*
   irá remover por padrão os espaços em branco ASCII. O argumento
   *chars* não é um prefixo, nem um sufixo; ao contrário disso, todas
   as combinações dos seus seus valores são removidas:

      >>> b'   spacious   '.strip()
      b'spacious'
      >>> b'www.example.com'.strip(b'cmowz.')
      b'example'

   A sequência binária de valores de bytes a serem removidos pode ser
   qualquer *objeto byte ou similar*.

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

O seguintes métodos de bytes e objetos bytearray presumem o uso de
formatos binários compatíveis com ASCII e não devem ser aplicados a
dados binários arbitrários. Perceba que todos os métodos de bytearray
nesta seção *não* alteram os argumentos, e ao invés disso produzem
novos objetos.

bytes.capitalize()
bytearray.capitalize()

   Retorna uma cópia da sequência com cada byte interpretado como um
   caractere ASCII, e o primeiro byte em letra maiúscula e o resto em
   letras minúsculas. Valores de bytes que não são ASCII são passados
   adiante sem mudanças.

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.expandtabs(tabsize=8)
bytearray.expandtabs(tabsize=8)

   Retorna uma cópia da sequência onde todos os caracteres de
   tabulação ASCII são substituídos por um ou mais espaços ASCII,
   dependendo da coluna atual e do tamanho fornecido para a tabulação.
   Posições de tabulação ocorrem a cada *tabsize* bytes (o padrão é 8,
   dada as posições de tabulação nas colunas 0, 8, 16 e assim por
   diante). Para expandir a sequência, a coluna atual é definida como
   zero e a sequência é examinada byte por byte. Se o byte é um
   caractere ASCII de tabulação ("b'\t'"), um ou mais caracteres de
   espaço são inseridos no resultado até que a coluna atual seja igual
   a próxima posição de tabulação. (O caractere de tabulação em si não
   é copiado.) Se o byte atual é um caractere ASCII de nova linha
   ("b'\n'") ou de retorno ("b'\r'"), ele é copiado e a coluna atual é
   redefinida para zero. Qualquer outro byte é copiado sem ser
   modificado e a coluna atual é incrementada em uma unidade
   independentemente de como o byte é representado quanto é impresso:

      >>> b'01\t012\t0123\t01234'.expandtabs()
      b'01      012     0123    01234'
      >>> b'01\t012\t0123\t01234'.expandtabs(4)
      b'01  012 0123    01234'

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.isalnum()
bytearray.isalnum()

   Retorna "True" se todos os bytes na sequência são caracteres
   alfabéticos ASCII ou dígitos decimais ASCII e a sequência não é
   vazia, "False" caso contrário. Caracteres alfabéticos ASCII são
   aqueles valores de byte na sequência
   "b'abcdefghijklmnopqrstuvwxyzABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ'". Dígitos
   decimais ASCII são aqueles valores de byte na sequência
   "b'0123456789'".

   Por exemplo:

      >>> b'ABCabc1'.isalnum()
      True
      >>> b'ABC abc1'.isalnum()
      False

bytes.isalpha()
bytearray.isalpha()

   Retorna "True" se todos os bytes na sequência são caracteres
   alfabéticos ASCII e a sequência não é vazia, "False" caso
   contrário. Caracteres alfabéticos ASCII são aqueles cujo valor dos
   bytes estão na sequência
   "b'abcdefghijklmnopqrstuvwxyzABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ'".

   Por exemplo:

      >>> b'ABCabc'.isalpha()
      True
      >>> b'ABCabc1'.isalpha()
      False

bytes.isascii()
bytearray.isascii()

   Retorna "True" se a sequência é vazia ou todos os bytes na
   sequência são ASCII, "False" caso contrário. Bytes ASCII estão no
   intervalo 0-0x7F.

   Novo na versão 3.7.

bytes.isdigit()
bytearray.isdigit()

   Retorna "True" se todos os bytes na sequência são dígitos decimais
   ASCII e a sequência não é vazia, "False" caso contrário. Dígitos
   decimais ASCII são aqueles cujos valores dos bytes estão na
   sequência "b'0123456789'".

   Por exemplo:

      >>> b'1234'.isdigit()
      True
      >>> b'1.23'.isdigit()
      False

bytes.islower()
bytearray.islower()

   Retorna "True" se existe pelo menos um caractere minúsculo ASCII na
   sequência e nenhum caractere maiúsculo ASCII, "False" caso
   contrário.

   Por exemplo:

      >>> b'hello world'.islower()
      True
      >>> b'Hello world'.islower()
      False

   Caracteres minúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes
   estão na sequência "b'abcdefghijklmnopqrstuvwxyz'". Caracteres
   maiúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes estão na
   sequência "b'ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ'".

bytes.isspace()
bytearray.isspace()

   Retorna "True" se todos os bytes na sequência são espaço em branco
   ASCII e a sequência não é vazia, "False" caso contrário. Caracteres
   de espaço em branco ASCII são aqueles cujos valores de bytes estão
   na sequência "b' \t\n\r\x0b\f'" (espaço, tabulação, nova linha,
   retorno do cursor, tabulação vertical, formulário de entrada).

bytes.istitle()
bytearray.istitle()

   Retorna "True" se a sequência é titlecased ASCII e a sequência não
   é vazia, "False" caso contrário. Veja "bytes.title()" para mais
   detalhes sobre a definição de "titlecased".

   Por exemplo:

      >>> b'Hello World'.istitle()
      True
      >>> b'Hello world'.istitle()
      False

bytes.isupper()
bytearray.isupper()

   Retorna "True" se existe pelo menos um caractere maiúsculo
   alfabético ASCII na sequência e nenhum caractere minúsculo ASCII,
   "False" caso contrário.

   Por exemplo:

      >>> b'HELLO WORLD'.isupper()
      True
      >>> b'Hello world'.isupper()
      False

   Caracteres minúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes
   estão na sequência "b'abcdefghijklmnopqrstuvwxyz'". Caracteres
   maiúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes estão na
   sequência "b'ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ'".

bytes.lower()
bytearray.lower()

   Retorna uma cópia da sequência com todos os caracteres maiúsculos
   ASCII convertidos para os seus correspondentes caracteres
   minúsculos.

   Por exemplo:

      >>> b'Hello World'.lower()
      b'hello world'

   Caracteres minúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes
   estão na sequência "b'abcdefghijklmnopqrstuvwxyz'". Caracteres
   maiúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes estão na
   sequência "b'ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ'".

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.splitlines(keepends=False)
bytearray.splitlines(keepends=False)

   Retorna uma lista das linhas na sequência binária, quebrando nos
   limites ASCII das linhas. Este método usa a abordagem de *novas
   linhas universais* para separar as linhas. Quebras de linhas não
   são incluídas na lista resultante a não ser que *keepends* seja
   fornecido e verdadeiro.

   Por exemplo:

      >>> b'ab c\n\nde fg\rkl\r\n'.splitlines()
      [b'ab c', b'', b'de fg', b'kl']
      >>> b'ab c\n\nde fg\rkl\r\n'.splitlines(keepends=True)
      [b'ab c\n', b'\n', b'de fg\r', b'kl\r\n']

   Ao contrário de "split()", quando uma string delimitadora *sep* é
   fornecida, este método retorna uma lista vazia para a string vazia,
   e uma quebra de linha terminal não resulta em uma linha extra:

      >>> b"".split(b'\n'), b"Two lines\n".split(b'\n')
      ([b''], [b'Two lines', b''])
      >>> b"".splitlines(), b"One line\n".splitlines()
      ([], [b'One line'])

bytes.swapcase()
bytearray.swapcase()

   Retorna uma cópia da sequência com todos os caracteres minúsculos
   ASCII convertidos para caracteres maiúsculos correspondentes, e
   vice-versa.

   Por exemplo:

      >>> b'Hello World'.swapcase()
      b'hELLO wORLD'

   Caracteres minúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes
   estão na sequência "b'abcdefghijklmnopqrstuvwxyz'". Caracteres
   maiúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes estão na
   sequência "b'ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ'".

   Ao contrário de "str.swapcase()", é sempre fato que
   "bin.swapcase().swapcase() == bin" para as versões binárias.
   Conversões maiúsculas/minúsculas são simétricas em ASCII, apesar
   que isso não é geralmente verdade para pontos de codificação
   arbitrários Unicode.

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.title()
bytearray.title()

   Retorna uma versão titlecased da sequência binária, onde palavras
   iniciam com um caractere ASCII com letra maiúscula e os caracteres
   restantes são em letras minúsculas. Bytes quem não possuem
   diferença entre maiúscula/minúscula não são alterados.

   Por exemplo:

      >>> b'Hello world'.title()
      b'Hello World'

   Caracteres minúsculos ASCII são aqueles cujos valores de byte estão
   na sequência "b'abcdefghijklmnopqrstuvwxyz'". Caracteres maiúsculos
   ASCII são aqueles cujos valores de byte estão na sequência
   "b'ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ'". Todos os outros valores de bytes
   ignoram maiúsculas/minúsculas.

   O algoritmo usa uma definição simples independente de idioma para
   uma palavra, como grupos de letras consecutivas. A definição
   funciona em muitos contextos, mas isso significa que apóstrofes em
   contrações e possessivos formam limites de palavras, os quais podem
   não ser o resultado desejado:

      >>> b"they're bill's friends from the UK".title()
      b"They'Re Bill'S Friends From The Uk"

   Uma solução alternativa para os apóstrofes pode ser construída
   usando expressões regulares:

      >>> import re
      >>> def titlecase(s):
      ...     return re.sub(rb"[A-Za-z]+('[A-Za-z]+)?",
      ...                   lambda mo: mo.group(0)[0:1].upper() +
      ...                              mo.group(0)[1:].lower(),
      ...                   s)
      ...
      >>> titlecase(b"they're bill's friends.")
      b"They're Bill's Friends."

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.upper()
bytearray.upper()

   Retorna uma cópia da sequência com todos os caracteres minúsculos
   ASCII convertidos para sua contraparte maiúscula correspondente.

   Por exemplo:

      >>> b'Hello World'.upper()
      b'HELLO WORLD'

   Caracteres minúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes
   estão na sequência "b'abcdefghijklmnopqrstuvwxyz'". Caracteres
   maiúsculos ASCII são aqueles cujos valores de bytes estão na
   sequência "b'ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ'".

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.

bytes.zfill(width)
bytearray.zfill(width)

   Retorna uma cópia da sequência preenchida a esquerda com dígitos
   "b'0'" ASCII para produzir uma sequência se comprimento *width*. Um
   sinal de prefixo inicial ("b'+'"/ "b'-'") é controlado através da
   inserção de preenchimento *depois* do caractere de sinal, ao invés
   de antes. Para objetos "bytes", a sequência original é retornada se
   *width* é menor que ou igual a "len(seq)".

   Por exemplo:

      >>> b"42".zfill(5)
      b'00042'
      >>> b"-42".zfill(5)
      b'-0042'

   Nota:

     A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
     sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
     alterações.


Estilo de Formatação de bytes "printf"-style
--------------------------------------------

Nota:

  As operações de formatação descritas aqui exibem uma variedade de
  peculiaridades que levam a uma série de erros comuns (como a falha
  na exibição de Tuplas e Dicionários corretamente). Se o valor que
  está sendo impresso puder ser uma tupla ou dicionário, envolva-o
  numa tupla.

Objetos Bytes ("bytes"/"bytearray") possuem uma operação integrada
exclusiva: o operador "%" (modulo). Isso também é conhecido como o
bytes de *formatação* ou o operador de *interpolação*. Dado "format %
values" (onde *format* é um objeto bytes), as especificações de
conversão "%" em *format* são substituídas por zero ou mais elementos
de *values*. O efeito é semelhante ao uso da função "sprintf()" na
linguagem C.

Se *format* requer um único argumento, *values* poderá ser um único
objeto não-tuple. [5] Caso contrário, *values* deverá ser uma tupla
com exatamente o número de itens especificados pelo objeto de
formatação de Bytes, ou um único objeto de mapeamento (por exemplo, um
dicionário).

Um especificador de conversão contém dois ou mais caracteres e tem os
seguintes componentes, que devem aparecer nesta ordem:

1. O caractere "'%'", que determina o início do especificador.

2. Mapeamento de chaves (opcional), consistindo de uma sequência entre
   parênteses de caracteres (por exemplo, "(algumnome)").

3. Flags de conversão (opcional), que afetam o resultado de alguns
   tipos de conversão.

4. Largura mínima do campo (opcional). Se for especificado como um
   "'*'" (asterisco), a largura real será lida a partir do próximo
   elemento da tupla em *values* e o objeto a converter virá após a
   largura mínima do campo e a precisão que é opcional.

5. Precisão (opcional), fornecido como uma "'.'" (ponto) seguido pela
   precisão. Se determinado como um "'*'" (um asterisco), a precisão
   real será lida a partir do próximo elemento da tupla em *values*, e
   o valor a converter virá após a precisão.

6. Modificador de comprimento (opcional).

7. Tipos de conversão.

Quando o argumento a direita é um dicionário (ou outro tipo de
mapeamento), então o formato no objeto bytes *deve* incluir um
mapeamento de chaves entre parêntesis neste dicionário inserido
imediatamente após o caractere "'%'". O mapeamento de chaves seleciona
o valor a ser formatado a partir do mapeamento. Por exemplo:

>>> print(b'%(language)s has %(number)03d quote types.' %
...       {b'language': b"Python", b"number": 2})
b'Python has 002 quote types.'

Nesse caso, nenhum especificador "*" poderá ocorrer num formato (uma
vez que eles exigem uma lista de parâmetros sequenciais).

Os caracteres flags de conversão são:

+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| Sinaliza  | Significado                                                           |
| dor       |                                                                       |
|===========|=======================================================================|
| "'#'"     | A conversão de valor usará o "formulário alternativo" (conforme       |
|           | definido abaixo).                                                     |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| "'0'"     | A conversão será preenchida por zeros para valores numéricos.         |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| "'-'"     | O valor convertido será ajustado à esquerda (substitui a conversão    |
|           | "'0'" se ambos forem fornecidos).                                     |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| "' '"     | (um espaço) Um espaço em branco deverá ser deixado antes de um número |
|           | positivo (ou uma string vazia) produzido por uma conversão assinada.  |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+
| "'+'"     | Um sinal de caractere ("'+'" ou "'-'") precederá a conversão          |
|           | (substituindo o sinalizador de "espaço").                             |
+-----------+-----------------------------------------------------------------------+

Um modificador de comprimento ("h", "l", ou "L") pode estar presente,
mas será ignorado, pois o mesmo não é necessário para o Python --
então, por exemplo, "%ld" é idêntico a "%d".

Os tipos de conversão são:

+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| Conversão    | Significado                                           | Notas   |
|==============|=======================================================|=========|
| "'d'"        | Número decimal inteiro sinalizador.                   |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'i'"        | Número decimal inteiro sinalizador.                   |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'o'"        | Valor octal sinalizador.                              | (1)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'u'"        | Tipo obsoleto -- é idêntico a "'d'".                  | (8)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'x'"        | Hexadecimal com sinal (minúsculo).                    | (2)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'X'"        | Hexadecimal com sinal (maiúsculo).                    | (2)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'e'"        | Formato exponencial de ponto flutuante (minúsculas).  | (3)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'E'"        | Formato exponencial de ponto flutuante (maiúscula).   | (3)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'f'"        | Formato decimal de ponto flutuante.                   | (3)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'F'"        | Formato decimal de ponto flutuante.                   | (3)     |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'g'"        | O formato de ponto flutuante. Usa o formato           | (4)     |
|              | exponencial em minúsculas se o expoente for inferior  |         |
|              | a -4 ou não inferior a precisão, formato decimal,     |         |
|              | caso contrário.                                       |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'G'"        | Formato de ponto flutuante. Usa o formato exponencial | (4)     |
|              | em maiúsculas se o expoente for inferior a -4 ou não  |         |
|              | inferior que a precisão, formato decimal, caso        |         |
|              | contrário.                                            |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'c'"        | Byte simples (aceita objetos inteiros ou de byte      |         |
|              | único).                                               |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'b'"        | Bytes (qualquer objeto que segue o buffer protocol o  | (5)     |
|              | que possui "__bytes__()").                            |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'s'"        | "'s'" é um alias para "'b'" e só deve ser usado para  | (6)     |
|              | bases de código Python2/3.                            |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'a'"        | Bytes (converte qualquer objeto Python usando         | (5)     |
|              | "repr(obj).encode('ascii','backslashreplace)").       |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'r'"        | "'r'" é um alias para "'a'" e só deve ser usado para  | (7)     |
|              | bases de código Python2/3.                            |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+
| "'%'"        | Nenhum argumento é convertido, resultando em um       |         |
|              | caractere "'%'" no resultado.                         |         |
+--------------+-------------------------------------------------------+---------+

Notas:

1. A forma alternativa faz com que um especificador octal principal
   ("'0o'") seja inserido antes do primeiro dígito.

2. O formato alternativo produz um "'0x'" ou "'0X'" (dependendo se o
   formato "'x'" or "'X'" foi usado) para ser inserido antes do
   primeiro dígito.

3. A forma alternativa faz com que o resultado sempre contenha um
   ponto decimal, mesmo que nenhum dígito o siga.

   A precisão determina o número de dígitos após o ponto decimal e o
   padrão é 6.

4. A forma alternativa faz com que o resultado sempre contenha um
   ponto decimal e os zeros à direita não sejam removidos, como de
   outra forma seriam.

   A precisão determina o número de dígitos significativos antes e
   depois do ponto decimal e o padrão seja 6.

5. Se a precisão for "N", a saída será truncada em "N" caracteres.

6. "b'%s'" está descontinuado, mas não será removido durante a versão
   3.x.

7. "b'%r'" entrou em desuso, mas não serão removidos na versão 3.x.

8. Veja **PEP 237**.

Nota:

  A versão Bytearray deste método *não* opera no local -- o mesmo
  sempre produz um novo objeto, mesmo que não tenha sido feitas
  alterações.

Ver também:

  **PEP 461** - Adicionar formatação % para to bytes e bytearray

Novo na versão 3.5.


Memory Views
------------

O objeto "memoryview" permite que o código Python acesse os dados
internos de um objeto que suporte o buffer protocol sem copiá-lo.

class memoryview(obj)

   Cria uma "memoryview" que referencia *obj*. *obj* deve suportar o
   protocolo de buffer. Objetos embutidos que suportam o protocolo de
   buffer incluem "bytes" e "bytearray".

   Uma "memoryview" tem a noção de um *elemento*, o qual é a unidade
   de memória atômica manipulada pelo objeto de origem *obj*. Para
   muitos tipos simples tais como "bytes" e "bytearray", um elemento é
   um byte único, mas outros tipos tais como "array.array" podem ter
   elementos maiores.

   "len(view)" é igual ao comprimento de "tolist". Se "view.ndim = 0",
   o comprimento é 1. Se "view.ndim = 1", o comprimento é igual ao
   número de elementos na view. Para dimensões maiores, o comprimento
   é igual ao comprimento da representação de lista aninhada da view.
   O atributo "itemsize" irá lhe dar o número de bytes em um elemento
   individual.

   Um "memoryview" suporta fatiamento e indexação para expor seus
   dados. Fatiamento unidimensional irá resultar em uma subview:

      >>> v = memoryview(b'abcefg')
      >>> v[1]
      98
      >>> v[-1]
      103
      >>> v[1:4]
      <memory at 0x7f3ddc9f4350>
      >>> bytes(v[1:4])
      b'bce'

   Se "format" é um dos especificadores de formatação nativos do
   módulo "struct", indexar com um inteiro ou uma tupla de inteiros
   também é suportado, e retorna um *element* único com o tipo
   correto. Memoryviews unidimensionais podem ser indexadas com um
   inteiro ou uma tupla contendo um inteiro. Memoryviews multi-
   dimensionais podem ser indexadas com tuplas de exatamente *ndim*
   inteiros, onde *ndim* é o número de dimensões. Memoryviews zero-
   dimensionais podem ser indexadas com uma tupla vazia.

   Aqui temos um exemplo usando um formato não-byte:

      >>> import array
      >>> a = array.array('l', [-11111111, 22222222, -33333333, 44444444])
      >>> m = memoryview(a)
      >>> m[0]
      -11111111
      >>> m[-1]
      44444444
      >>> m[::2].tolist()
      [-11111111, -33333333]

   Se o objeto subjacente é gravável, a memoryview suporta atribuição
   de fatias unidimensionais. Redimensionamento não é permitido:

      >>> data = bytearray(b'abcefg')
      >>> v = memoryview(data)
      >>> v.readonly
      False
      >>> v[0] = ord(b'z')
      >>> data
      bytearray(b'zbcefg')
      >>> v[1:4] = b'123'
      >>> data
      bytearray(b'z123fg')
      >>> v[2:3] = b'spam'
      Traceback (most recent call last):
        File "<stdin>", line 1, in <module>
      ValueError: memoryview assignment: lvalue and rvalue have different structures
      >>> v[2:6] = b'spam'
      >>> data
      bytearray(b'z1spam')

   Memoryviews unidimensionais de tipos hasheáveis (somente leitura)
   com formatos 'B', 'b' ou 'c' também são hasheáveis. O hash é
   definido como "hash(m) == hash(m.tobytes())":

      >>> v = memoryview(b'abcefg')
      >>> hash(v) == hash(b'abcefg')
      True
      >>> hash(v[2:4]) == hash(b'ce')
      True
      >>> hash(v[::-2]) == hash(b'abcefg'[::-2])
      True

   Alterado na versão 3.3: Memoryviews unidimensionais agora podem ser
   fatiadas. Memoryviews unidimensionais com formatos 'B', 'b' ou 'c'
   agora são hasheáveis.

   Alterado na versão 3.4: O memoryview agora é registrado
   automaticamente como uma classe "collections.abc.Sequence"

   Alterado na versão 3.5: Atualmente, os memoryvies podem ser
   indexadas com uma tupla de números inteiros.

   "memoryview" possui vários métodos:

   __eq__(exporter)

      Uma memoryview e um exportador **PEP 3118** são iguais se as
      suas formas são equivalentes e se todos os valores
      correspondentes são iguais quando os códigos de formatação dos
      respectivos operadores são interpretados usando a sintaxe
      "struct".

      Para o subconjunto "struct" a formatação de Strings atualmente
      suportadas por "tolist()", "v" e "w" são iguais se "v.tolist()
      == w.tolist()":

         >>> import array
         >>> a = array.array('I', [1, 2, 3, 4, 5])
         >>> b = array.array('d', [1.0, 2.0, 3.0, 4.0, 5.0])
         >>> c = array.array('b', [5, 3, 1])
         >>> x = memoryview(a)
         >>> y = memoryview(b)
         >>> x == a == y == b
         True
         >>> x.tolist() == a.tolist() == y.tolist() == b.tolist()
         True
         >>> z = y[::-2]
         >>> z == c
         True
         >>> z.tolist() == c.tolist()
         True

      Se qualquer string de formatação não for suportada pelo módulo
      "struct", então os objetos irão sempre comparar como diferentes
      (mesmo se as strings de formatação e o conteúdo do buffer são
      idênticos):

         >>> from ctypes import BigEndianStructure, c_long
         >>> class BEPoint(BigEndianStructure):
         ...     _fields_ = [("x", c_long), ("y", c_long)]
         ...
         >>> point = BEPoint(100, 200)
         >>> a = memoryview(point)
         >>> b = memoryview(point)
         >>> a == point
         False
         >>> a == b
         False

      Perceba que, assim como com números de ponto flutuante, "v is w"
      *não* implica em "v == w" para objetos memoryview.

      Alterado na versão 3.3: Versões anteriores comparavam a memória
      bruta desconsiderando o formato do item e estrutura lógica do
      array.

   tobytes(order=None)

      Retorna os dados no buffer como um bytestring. Isso é
      equivalente a chamar o construtor de "bytes" na memoryview.

         >>> m = memoryview(b"abc")
         >>> m.tobytes()
         b'abc'
         >>> bytes(m)
         b'abc'

      Para arrays não contíguos, o resultado é igual a representação
      de lista achatada com todos os elementos convertidos para bytes.
      "tobytes()" suporta todos os formatos de strings, incluindo
      aqueles que não estão na sintaxe do módulo "struct".

      Novo na versão 3.8: *order* pode ser {'C', 'F', 'A'}. Quando
      *order* é 'C' ou 'F', os dados do array original são convertidos
      para a ordem de C our Fortran. Para views contígua, 'A' retorna
      uma cópia exata da memória física. Em particular, ordem de
      Fortran em memória é preservada. Para views não contígua, os
      dados são convertidos primeiro para C. *order=None* é o mesmo
      que *order='C'*.

   hex([sep[, bytes_per_sep]])

      Retorna um objeto string contendo dois dígitos hexadecimais para
      cada byte no buffer.

         >>> m = memoryview(b"abc")
         >>> m.hex()
         '616263'

      Novo na versão 3.5.

      Alterado na versão 3.8: Similar a "bytes.hex()",
      "memoryview.hex()" agora suporta os parâmetros opcionais *sep* e
      *bytes_per_sep* para inserir separadores entre bytes na saída
      hexadecimal.

   tolist()

      Retorna os dados no buffer como uma lista de elementos.

         >>> memoryview(b'abc').tolist()
         [97, 98, 99]
         >>> import array
         >>> a = array.array('d', [1.1, 2.2, 3.3])
         >>> m = memoryview(a)
         >>> m.tolist()
         [1.1, 2.2, 3.3]

      Alterado na versão 3.3: "tolist()" agora suporta todos os
      formatos nativos de caracteres únicos na sintaxe do módulo
      "struct", assim como representações multi-dimensionais.

   toreadonly()

      Retorna uma versão somente leitura do objeto memoryview. O
      objeto memoryview original não é alterado.

         >>> m = memoryview(bytearray(b'abc'))
         >>> mm = m.toreadonly()
         >>> mm.tolist()
         [89, 98, 99]
         >>> mm[0] = 42
         Traceback (most recent call last):
           File "<stdin>", line 1, in <module>
         TypeError: cannot modify read-only memory
         >>> m[0] = 43
         >>> mm.tolist()
         [43, 98, 99]

      Novo na versão 3.8.

   release()

      Libera o buffer subjacente exposto pelo objeto memoryview.
      Muitos objetos aceitam ações especiais quando a view é mantida
      com eles (por exemplo, um "bytearray" iria temporariamente
      proibir o redimensionamento); portanto, chamar release() é útil
      para remover essas restrições (e liberar quaisquer recursos
      pendurados) o mais breve possível.

      Depois que este método foi chamado, qualquer operação posterior
      na visão levanta um "ValueError" (exceto "release()", o qual
      pode ser chamado múltiplas vezes):

         >>> m = memoryview(b'abc')
         >>> m.release()
         >>> m[0]
         Traceback (most recent call last):
           File "<stdin>", line 1, in <module>
         ValueError: operation forbidden on released memoryview object

      O protocolo de gerenciamento de contexto pode ser usado para
      efeitos similares, usando a instrução "with":

         >>> with memoryview(b'abc') as m:
         ...     m[0]
         ...
         97
         >>> m[0]
         Traceback (most recent call last):
           File "<stdin>", line 1, in <module>
         ValueError: operation forbidden on released memoryview object

      Novo na versão 3.2.

   cast(format[, shape])

      Converte uma memoryview para um novo formato ou forma. *shape*
      por padrão é "[byte_length//new_itemsize]", o que significa que
      a visão resultante será unidimensional. O valor de retorno é uma
      nova memoryview, mas o buffer por si mesmo não é copiado.
      Conversões suportadas são 1D -> C-*contíguo* r C-contíguo -> 1D.

      O formato de destino é restrito a um elemento em formato nativo
      na sintaxe "struct". Um dos formatos deve ser um formato de byte
      ('B', 'b' ou 'c'). O comprimento de bytes do resultado deve ser
      o mesmo que o comprimento original.

      Converte de 1D/long para 1D/unsigned bytes:

         >>> import array
         >>> a = array.array('l', [1,2,3])
         >>> x = memoryview(a)
         >>> x.format
         'l'
         >>> x.itemsize
         8
         >>> len(x)
         3
         >>> x.nbytes
         24
         >>> y = x.cast('B')
         >>> y.format
         'B'
         >>> y.itemsize
         1
         >>> len(y)
         24
         >>> y.nbytes
         24

      Converte de 1D/unsigned bytes para 1D/char:

         >>> b = bytearray(b'zyz')
         >>> x = memoryview(b)
         >>> x[0] = b'a'
         Traceback (most recent call last):
           File "<stdin>", line 1, in <module>
         ValueError: memoryview: invalid value for format "B"
         >>> y = x.cast('c')
         >>> y[0] = b'a'
         >>> b
         bytearray(b'ayz')

      Converte de 1D/bytes para 3D/ints para 1D/signed char:

         >>> import struct
         >>> buf = struct.pack("i"*12, *list(range(12)))
         >>> x = memoryview(buf)
         >>> y = x.cast('i', shape=[2,2,3])
         >>> y.tolist()
         [[[0, 1, 2], [3, 4, 5]], [[6, 7, 8], [9, 10, 11]]]
         >>> y.format
         'i'
         >>> y.itemsize
         4
         >>> len(y)
         2
         >>> y.nbytes
         48
         >>> z = y.cast('b')
         >>> z.format
         'b'
         >>> z.itemsize
         1
         >>> len(z)
         48
         >>> z.nbytes
         48

      Converte 1D/unsigned long para 2D/unsigned long:

         >>> buf = struct.pack("L"*6, *list(range(6)))
         >>> x = memoryview(buf)
         >>> y = x.cast('L', shape=[2,3])
         >>> len(y)
         2
         >>> y.nbytes
         48
         >>> y.tolist()
         [[0, 1, 2], [3, 4, 5]]

      Novo na versão 3.3.

      Alterado na versão 3.5: O formato fonte não é mais restrito ao
      converter para uma visão de byte.

   Existem também diversos atributos somente leitura disponíveis:

   obj

      O objeto subjacente da memoryview:

         >>> b  = bytearray(b'xyz')
         >>> m = memoryview(b)
         >>> m.obj is b
         True

      Novo na versão 3.3.

   nbytes

      "nbytes == product(shape) * itemsize == len(m.tobytes())". Este
      é a quantidade de espaço em bytes que o array deve usar em uma
      representação contígua. Ela não é necessariamente igual a
      "len(m)":

         >>> import array
         >>> a = array.array('i', [1,2,3,4,5])
         >>> m = memoryview(a)
         >>> len(m)
         5
         >>> m.nbytes
         20
         >>> y = m[::2]
         >>> len(y)
         3
         >>> y.nbytes
         12
         >>> len(y.tobytes())
         12

      Arrays Multi-dimensional:

         >>> import struct
         >>> buf = struct.pack("d"*12, *[1.5*x for x in range(12)])
         >>> x = memoryview(buf)
         >>> y = x.cast('d', shape=[3,4])
         >>> y.tolist()
         [[0.0, 1.5, 3.0, 4.5], [6.0, 7.5, 9.0, 10.5], [12.0, 13.5, 15.0, 16.5]]
         >>> len(y)
         3
         >>> y.nbytes
         96

      Novo na versão 3.3.

   readonly

      Um bool que indica se a memória é somente leitura.

   format

      Uma string contendo o formato (no estilo do módulo "struct")
      para cada elemento na visão. Uma memoryview pode ser criada a
      partir de exportadores com strings de formato arbitrário, mas
      alguns métodos (ex: "tolist()") são restritos a formatos de
      elementos nativos.

      Alterado na versão 3.3: formato "'B'" agora é tratado de acordo
      com a sintaxe do módulo struct. Isso significa que
      "memoryview(b'abc')[0] == b'abc'[0] == 97".

   itemsize

      O tamanho em Bytes de cada elemento do memoryview:

         >>> import array, struct
         >>> m = memoryview(array.array('H', [32000, 32001, 32002]))
         >>> m.itemsize
         2
         >>> m[0]
         32000
         >>> struct.calcsize('H') == m.itemsize
         True

   ndim

      Um número inteiro que indica quantas dimensões de uma matriz
      multidimensional a memória representa.

   shape

      Uma tupla de inteiros de comprimento "ndim" dando a forma da
      memória como uma matriz N-dimensional.

      Alterado na versão 3.3: Uma tupla vazia ao invés de "None"
      quando ndim = 0.

   strides

      Uma tupla de inteiros de comprimento de "ndim" dando o tamanho
      em bytes para acessar cada elemento de cada dimensão da matriz.

      Alterado na versão 3.3: Uma tupla vazia ao invés de "None"
      quando ndim = 0.

   suboffsets

      Usado internamente para estilos de Arrays PIL. O valor é apenas
      informativo.

   c_contiguous

      Um bool que indica se a memória é *contígua* C.

      Novo na versão 3.3.

   f_contiguous

      Um bool que indica se a memória é *contígua* Fortran.

      Novo na versão 3.3.

   contiguous

      Um bool que indica se a memória é *contígua*.

      Novo na versão 3.3.


Tipo conjuntos --- "set", "frozenset"
=====================================

Um objeto *conjunto* é uma coleção não ordenada de objetos
*hasheáveis* distintos. Usos comuns incluem testes de associação,
remover duplicatas de uma sequência e computar operações matemáticas
tais como interseção, união, diferença e diferença simétrica. (Para
outros tipos de contêineres veja as classes embutidas "dict", "list" e
"tuple", e o módulo "collections".)

Assim como outras coleções, conjuntos suportam "x in set", "len(set)"
e "for x in set". Sendo uma coleção não ordenada, conjuntos não
armazenam posição de elementos ou ordem de inserção. Portanto,
conjuntos não suportam indexação, fatiamento ou outros comportamentos
de sequências ou similares.

Existem atualmente dois tipos de conjuntos embutidos, "set" e
"frozenset". O tipo "set" é mutável -- o conteúdo pode ser alterado
usando métodos como "add()" e "remove()". Como ele é mutável, ele não
tem valor hash e não pode ser usado como chave de dicionário ou um
elemento de um outro conjunto. O tipo "frozenset" é imutável e
*hasheável* -- seu conteúdo não pode ser alterado depois de ter sido
criado; ele pode então ser usado como chave de dicionário ou como um
elemento de outro conjunto.

Conjuntos não vazios (que não sejam frozensets) podem ser criados
posicionando uma lista de elementos separados por vírgula dentro de
chaves, por exemplo: "{'jack', 'sjoerd'}", além do construtor "set".

Os construtores de ambas as classes funcionam da mesma forma:

class set([iterable])
class frozenset([iterable])

   Retorna um novo objeto set ou frozenset, cujos elementos são
   obtidos a partir de um *iterable*. Os elementos de um conjunto
   devem ser *hasheável*. Para representar conjuntos de sets, os sets
   internos devem ser objetos "frozenset". Se *iterable* não for
   especificado, um novo conjunto vazio é retornado.

   Conjuntos podem ser criados de várias formas:

   * Usar uma lista de elementos separados por vírgulas entre chaves:
     "{'jack', 'sjoerd'}"

   * Usar uma compreensão de conjunto: "{c for c in 'abracadabra' if c
     not in 'abc'}"

   * Usar o construtor de tipo: "set()", "set('foobar')", "set(['a',
     'b', 'foo'])"

   Instâncias de "set" e "frozenset" fornecem as seguintes operações:

   len(s)

      Retorna o número de elementos no set *s* (cardinalidade de *s*).

   x in s

      Testa se *x* pertence a *s*.

   x not in s

      Testa se *x* não pertence a *s*.

   isdisjoint(other)

      Retorna "True" se o conjunto não tem elementos em comum com
      *other*. Conjuntos são disjuntos se e somente se a sua
      interseção é o conjunto vazio.

   issubset(other)
   set <= other

      Testa se cada elemento do conjunto está contido em *other*.

   set < other

      Testa se o conjunto é um subconjunto próprio de *other*, isto é,
      "set <= other and set != other".

   issuperset(other)
   set >= other

      Testa se cada elemento em *other* está contido no conjunto.

   set > other

      Testa se o conjunto é um superconjunto próprio de *other*, isto
      é, "set >= other and set != other".

   union(*others)
   set | other | ...

      Retorna um novo conjunto com elementos do conjunto e de todos os
      outros.

   intersection(*others)
   set & other & ...

      Retorna um novo conjunto com elementos comuns do conjunto e de
      todos os outros.

   difference(*others)
   set - other - ...

      Retorna um novo conjunto com elementos no conjunto que não estão
      nos outros.

   symmetric_difference(other)
   set ^ other

      Retorna um novo conjunto com elementos estejam ou no conjunto ou
      em *other*, mas não em ambos.

   copy()

      Retorna uma cópia rasa do conjunto.

   Observe que, as versões não-operador dos métodos "union()",
   "intersection()", "difference()" e "symmetric_difference()",
   "issubset()", e "issuperset()" irão aceitar qualquer iterável como
   um argumento. Em contraste, suas contrapartes baseadas em
   operadores exigem que seus argumentos sejam conjuntos. Isso impede
   construções suscetíveis a erros como "set('abc') & 'cbs'" e
   favorece a forma mais legível "set('abc').intersection('cbs')".

   Tanto "set" quanto "frozenset" suportam comparar um conjunto com
   outro. Dois conjuntos são iguais se, e somente se, cada elemento de
   cada conjunto está contido no outro conjunto (cada um é um
   subconjunto do outro). Um conjunto é menor que outro se, e somente
   se, o primeiro conjunto é um subconjunto adequado do segundo (é um
   subconjunto, mas não é igual). Um conjunto é maior que outro
   conjunto se, e somente se, o primeiro conjunto é um superconjunto
   próprio do segundo conjunto (é um superconjunto, mas não é igual).

   Instâncias de "set" são comparadas a instâncias de "frozenset"
   baseados nos seus membros. Por exemplo, "set('abc') ==
   frozenset('abc')" retorna "True" e assim como "set('abc') in
   set([frozenset('abc')])".

   O subconjunto e comparações de igualdade não generalizam para a
   função de ordenamento total. Por exemplo, quaisquer dois conjuntos
   deslocados não vazios, não são iguais e não são subconjuntos um do
   outro, então *todos* os seguintes retornam "False": "a<b", "a==b"
   ou "a>b".

   Como conjuntos apenas definem ordenamento parcial (subconjunto de
   relacionamentos), a saída do método "list.sort()" é indefinida para
   listas e conjuntos.

   Elementos de conjuntos, assim como chaves de dicionário, devem ser
   *hasheáveis*.

   Operações binárias que misturam instâncias de "set" com "frozenset"
   retornam o tipo do primeiro operando. Por exemplo: "frozenset('ab')
   | set('bc')" retorna uma instância de "frozenset".

   A seguinte tabela lista operações disponíveis para "set" que não se
   aplicam para instâncias imutáveis de "frozenset":

   update(*others)
   set |= other | ...

      Atualiza o conjunto, adicionando elementos dos outros.

   intersection_update(*others)
   set &= other & ...

      Atualiza o conjunto, mantendo somente elementos encontrados nele
      e em outros.

   difference_update(*others)
   set -= other | ...

      Atualiza o conjunto, removendo elementos encontrados em outros.

   symmetric_difference_update(other)
   set ^= other

      Atualiza o conjunto, mantendo somente elementos encontrados em
      qualquer conjunto, mas não em ambos.

   add(elem)

      Adiciona o elemento *elem* ao conjunto.

   remove(elem)

      Remove o elemento *elem* do conjunto. Levanta "KeyError" se
      *elem* não estiver contido no conjunto.

   discard(elem)

      Remove o elemento *elem* do conjunto se ele estiver presente.

   pop()

      Remove e retorna um elemento arbitrário do conjunto. Levanta
      "KeyError" se o conjunto estiver vazio.

   clear()

      Remove todos os elementos do conjunto.

   Perceba, as versões sem operador dos métodos "update()",
   "intersection_update()", "difference_update()" e
   "symmetric_difference_update()" irão aceitar qualquer iterável como
   um argumento.

   Perceba, o argumento *elem* para os métodos "__contains__()",
   "remove()" e "discard()" pode ser um conjunto. Para suportar
   pesquisas por um frozenset equivalente, um frozenset temporário é
   criado a partir de *elem*.


Tipo mapeamento --- "dict"
==========================

Um objeto *mapeamento* mapeia valores *hasheáveis* para objetos
arbitrários. Mapeamentos são objetos mutáveis. Existe no momento
apenas um tipo de mapeamento padrão, o *dicionário*. (Para outros
contêineres, veja as classes embutidas "list", "set" e "tuple", e o
módulo "collections".)

As chaves de um dicionário são *quase* valores arbitrários. Valores
que não são *hasheáveis*, isto é, valores contendo listas, dicionários
ou outros tipos mutáveis (que são comparados por valor ao invés de por
identidade do objeto) não devem ser usados como chaves. Tipos
numéricos usados para chaves obedecem as regras normais para
comparação numérica: se dois números comparados são iguais (tal como
"1" e "1.0"), então eles podem ser usados intercambiavelmente para
indexar a mesma entrada no dicionário. (Perceba entretanto, que como
computadores armazenam números de ponto flutuante como aproximações,
usualmente não é uma boa ideia utilizá-los como chaves para
dicionários.)

Dicionários podem ser criados posicionando uma lista de pares "key:
value" separados por vírgula dentro de chaves, por exemplo: "{'jack':
4098, 'sjoerd': 4127}" ou "{4098: 'jack', 4127: 'sjoerd'}", ou usando
o construtor de "dict".

class dict(**kwarg)
class dict(mapping, **kwarg)
class dict(iterable, **kwarg)

   Retorna um novo dicionário inicializado a partir de um argumento
   posicional opcional, e um conjunto de argumentos nomeados
   possivelmente vazio.

   Os dicionários podem ser criados de várias formas:

   * Usar uma lista de pares "key: value" separados por vírgula com
     chaves: "{'jack': 4098, 'sjoerd': 4127}" ou "{4098: 'jack', 4127:
     'sjoerd'}"

   * Usar uma compreensão de dicionário: "{}", "{x: x ** 2 for x in
     range(10)}"

   * Usar o construtor de tipo: "dict()", "dict([('foo', 100), ('bar',
     200)])", "dict(foo=100, bar=200)"

   Se nenhum argumento posicional é fornecido, um dicionário vazio é
   criado. Se um argumento posicional é fornecido e é um objeto de
   mapeamento, um dicionário é criado com os mesmos pares de chave-
   valor que o objeto de mapeamento. Caso contrário, o argumento
   posicional deve ser um objeto *iterável*. Cada item no iterável
   deve ser por si mesmo um iterável com exatamente dois objetos. O
   primeiro objeto de cada item torna-se a chave no novo dicionário, e
   o segundo objeto, o valor correspondente. Se a chave ocorrer mais
   do que uma vez, o último valor para aquela chave torna-se o valor
   correspondente no novo dicionário.

   Se argumentos nomeados são fornecidos, os argumentos nomeados e
   seus valores são adicionados ao dicionário criado a partir do
   argumento posicional. Se uma chave sendo adicionada já está
   presente, o valor do argumento nomeado substitui o valor do
   argumento posicional.

   Para ilustrar, os seguintes exemplos todos retornam um dicionário
   igual a "{"one": 1, "two": 2, "three": 3}":

      >>> a = dict(one=1, two=2, three=3)
      >>> b = {'one': 1, 'two': 2, 'three': 3}
      >>> c = dict(zip(['one', 'two', 'three'], [1, 2, 3]))
      >>> d = dict([('two', 2), ('one', 1), ('three', 3)])
      >>> e = dict({'three': 3, 'one': 1, 'two': 2})
      >>> a == b == c == d == e
      True

   Fornecer argumentos nomeados conforme no primeiro exemplo somente
   funciona para chaves que são identificadores válidos no Python.
   Caso contrário, quaisquer chaves válidas podem ser usadas.

   Estas são as operações que dicionários suportam (e portanto, tipos
   de mapeamento personalizados devem suportar também):

   list(d)

      Retorna uma lista de todas as chaves usadas no dicionário *d*.

   len(d)

      Retorna o número de itens no dicionário *d*.

   d[key]

      Retorna o item de *d* com a chave *key*. Levanta um "KeyError"
      se *key* não estiver no mapeamento.

      Se uma subclasse de um dict define um método "__missing__()" e
      *key* não estiver presente, a operação "d[key]" chama aquele
      método com a chave *key* como argumento. A operação "d[key]"
      então retorna ou levanta o que é retornado ou levantado pela
      chamada de "__missing__(key)". Nenhuma operação ou métodos
      invocam "__missing__()". Se "__missing__()" não for definido,
      então "KeyError" é levantado. "__missing__()" deve ser um
      método; ele não pode ser uma variável de instância:

         >>> class Counter(dict):
         ...     def __missing__(self, key):
         ...         return 0
         >>> c = Counter()
         >>> c['red']
         0
         >>> c['red'] += 1
         >>> c['red']
         1

      O exemplo acima mostra parte da implementação de
      "collections.Counter". Um método "__missing__" diferente é usado
      para "collections.defaultdict".

   d[key] = value

      Define "d[key]" para *value*.

   del d[key]

      Remove "d[key]" do *d*. Levanta uma exceção "KeyError" se *key*
      não estiver no mapeamento.

   key in d

      Retorna "True" se *d* tiver uma chave *key*, caso contrário
      "False".

   key not in d

      Equivalente a "not key in d".

   iter(d)

      Retorna um iterador para as chaves do dicionário. Isso é um
      atalho para "iter(d.keys())".

   clear()

      Remove todos os itens do dicionário.

   copy()

      Retorna uma cópia superficial do dicionário.

   classmethod fromkeys(iterable[, value])

      Cria um novo dicionário com chaves provenientes de *iterable* e
      valores definidos como *value*.

      "fromkeys()" é um método de classe que retorna um novo
      dicionário. *value* tem como valor padrão "None". Todos os
      valores referem-se a apenas uma única instância, então
      geralmente não faz sentido que *value* seja um objeto mutável
      tal como uma lista vazia. Para obter valores distintos, use uma
      compreensão de dicionário ao invés.

   get(key[, default])

      Retorna o valor para *key* se *key* está no dicionário, caso
      contrário *default*. Se *default* não é fornecido, será usado o
      valor padrão "None", de tal forma que este método nunca levanta
      um "KeyError".

   items()

      Retorna uma nova visão dos itens do dicionário (pares de "(key,
      value)"). Veja a documentação de objetos de visão de dicionário.

   keys()

      Retorna uma nova visão das chaves do dicionário. Veja a
      documentação de objetos de visão de dicionário.

   pop(key[, default])

      Se *key* está no dicionário, remove a mesma e retorna o seu
      valor, caso contrário retorna *default*. Se *default* não foi
      fornecido e *key* não está no dicionário, um "KeyError" é
      levantado.

   popitem()

      Remove e retorna um par "(key, value)" do dicionário. Pares são
      retornados como uma pilha, ou seja em ordem LIFO (last-in,
      first-out).

      "popitem()" é útil para destrutivamente iterar sobre um
      dicionário, algo comumente usado em algoritmos de conjunto. Se o
      dicionário estiver vazio, chamar "popitem()" levanta um
      "KeyError".

      Alterado na versão 3.7: Ordem LIFO agora é garantida. Em versões
      anteriores, "popitem()" iria retornar um par chave/valor
      arbitrário.

   reversed(d)

      Retorna um iterador revertido sobre as chaves do dicionário.
      Isso é um atalho para "reversed(d.keys())".

      Novo na versão 3.8.

   setdefault(key[, default])

      Se *key* está no dicionário, retorna o seu valor. Se não, insere
      *key* com o valor *default* e retorna *default*. *default* por
      padrão usa o valor "None".

   update([other])

      Atualiza o dicionário com os pares chave/valor existente em
      *other*, sobrescrevendo chaves existentes. Retorna "None".

      "update()" aceita ou outro objeto dicionário, ou um iterável de
      pares de chave/valor (como tuplas ou outros iteráveis de
      comprimento dois). Se argumentos nomeados são especificados, o
      dicionário é então atualizado com esses pares de chave/valor:
      "d.update(red=1, blue=2)".

   values()

      Retorna uma nova visão dos valores do dicionário. Veja a
      documentação de objetos de visão de dicionário.

      Uma comparação de igualdade entre uma visão de "dict.values()" e
      outra, sempre irá retornar "False". Isso também se aplica ao
      comparar "dict.values()" entre si:

         >>> d = {'a': 1}
         >>> d.values() == d.values()
         False

   Dicionários são iguais se e somente se eles os mesmos pares "(key,
   value)" (independente de ordem). Comparações de ordem ('<', '<=',
   '>=', '>') levantam "TypeError".

   Dicionários preservam a ordem de inserção. Perceba que atualizar a
   chave não afeta a ordem. Chaves adicionadas após a deleção são
   inseridas no final.

      >>> d = {"one": 1, "two": 2, "three": 3, "four": 4}
      >>> d
      {'one': 1, 'two': 2, 'three': 3, 'four': 4}
      >>> list(d)
      ['one', 'two', 'three', 'four']
      >>> list(d.values())
      [1, 2, 3, 4]
      >>> d["one"] = 42
      >>> d
      {'one': 42, 'two': 2, 'three': 3, 'four': 4}
      >>> del d["two"]
      >>> d["two"] = None
      >>> d
      {'one': 42, 'three': 3, 'four': 4, 'two': None}

   Alterado na versão 3.7: Ordem do dicionário é garantida conforme a
   ordem de inserção. Este comportamento era um detalhe de
   implementação do CPython a partir da versão 3.6.

   Dicionários e visões de dicionários são reversíveis.

      >>> d = {"one": 1, "two": 2, "three": 3, "four": 4}
      >>> d
      {'one': 1, 'two': 2, 'three': 3, 'four': 4}
      >>> list(reversed(d))
      ['four', 'three', 'two', 'one']
      >>> list(reversed(d.values()))
      [4, 3, 2, 1]
      >>> list(reversed(d.items()))
      [('four', 4), ('three', 3), ('two', 2), ('one', 1)]

   Alterado na versão 3.8: Dicionários agora são reversíveis.

Ver também:

  "types.MappingProxyType" podem ser usados para criar uma visão
  somente leitura de um "dict".


Objetos de visão de dicionário
------------------------------

Os objetos retornados por "dict.keys()", "dict.values()" e
"dict.items()" são *objetos de visão*. Eles fornecem uma visão
dinâmica das entradas do dicionário, o que significa que quando o
dicionário muda, a visão reflete essas mudanças.

Visões de dicionários podem ser iteradas para apresentar seus
respectivos dados, e suportar testes de existência:

len(dictview)

   Retorna o número de entradas no dicionário.

iter(dictview)

   Retorna um iterador sobre as chaves, valores ou itens
   (representados como tuplas de "(key, value)") no dicionário.

   Chaves e valores são iterados em ordem de inserção. Isso permite a
   criação de pares "(value, key)" usando "zip()": "pairs =
   zip(d.values(), d.keys())". Outra maneira de criar a mesma lista é
   "pairs = [(v, k) for (k, v) in d.items()]".

   Iterar sobre visões enquanto adiciona ou deleta entradas no
   dicionário pode levantar um "RuntimeError" ou falhar a iteração
   sobre todas as entradas.

   Alterado na versão 3.7: Ordem do dicionário é garantida como a
   ordem de inserção.

x in dictview

   Retorna "True" se *x* está nas chaves, valores ou itens do
   dicionário subjacente (no último caso, *x* deve ser uma tupla de
   "(key, value)").

reversed(dictview)

   Retorna um iterador reverso sobre as chaves, valores ou itens do
   dicionário. A visão será iterada na ordem reversa de inserção.

   Alterado na versão 3.8: Visões de dicionário agora são reversíveis.

Visões chave são similar a conjunto, como suas entradas são únicas e
hasheáveis. Se todos os valores são hasheáveis, de tal forma que os
pares "(key, value)" são únicos e hasheáveis, então a visão dos itens
também é um similar a conjunto. (Visões de valores não são tratadas de
como similar a conjunto, pois as entradas geralmente não são únicas.)
Para visões similares a conjunto, todas as operações definidas para a
classe base abstrata "collections.abc.Set" estão disponíveis (por
exemplo, "==", "<", ou "^").

Um exemplo da utilização da visualização de dicionário:

   >>> dishes = {'eggs': 2, 'sausage': 1, 'bacon': 1, 'spam': 500}
   >>> keys = dishes.keys()
   >>> values = dishes.values()

   >>> # iteration
   >>> n = 0
   >>> for val in values:
   ...     n += val
   >>> print(n)
   504

   >>> # keys and values are iterated over in the same order (insertion order)
   >>> list(keys)
   ['eggs', 'sausage', 'bacon', 'spam']
   >>> list(values)
   [2, 1, 1, 500]

   >>> # view objects are dynamic and reflect dict changes
   >>> del dishes['eggs']
   >>> del dishes['sausage']
   >>> list(keys)
   ['bacon', 'spam']

   >>> # set operations
   >>> keys & {'eggs', 'bacon', 'salad'}
   {'bacon'}
   >>> keys ^ {'sausage', 'juice'}
   {'juice', 'sausage', 'bacon', 'spam'}


Tipos de Gerenciador de Contexto
================================

A instrução "with" do Python suporta o conceito de um contexto em
tempo de execução definido por um gerenciador de contexto. Isto é
implementado usando um par de métodos, que permitem que classes
definidas pelo usuário especifiquem um contexto em tempo de execução,
o qual é inicializado antes da execução das instruções, e encerrado
quando as instruções terminam:

contextmanager.__enter__()

   Entra no contexto em tempo de execução e retorna este objeto ou
   outro objeto relacionado ao contexto em tempo de execução. O valor
   retornado por este método é ligado ao identificador na cláusula
   "as" das instruções "with" usando este gerenciador de contexto.

   Um exemplo de gerenciador de contexto que retorna a si mesmo é um
   *objeto arquivo*. Objeto arquivos retornam a si mesmos do método
   __enter__() para permitir que "open()" seja usado como a expressão
   de contexto em uma instrução "with".

   Um exemplo de gerenciador de contexto que retorna um objeto
   relacionado é aquele retornado por "decimal.localcontext()". Esses
   gerenciadores definem o contexto decimal ativo para uma cópia do
   contexto decimal original, e então retornam a cópia. Isso permite
   que mudanças sejam feitas no contexto decimal atual, no corpo
   contido na instrução "with", sem afetar o código fora da instrução
   "with".

contextmanager.__exit__(exc_type, exc_val, exc_tb)

   Sai do contexto em tempo de execução e retorna um sinalizador
   booleano indicando se qualquer exceção que ocorreu deve ser
   suprimida. Se uma exceção ocorreu enquanto era executado o corpo da
   instrução "with", os argumentos contêm o tipo da exceção, valor e
   informação da traceback (situação da pilha de execução). Caso
   contrário, os três argumentos são "None".

   Retornar um valor verdadeiro deste método fará com que a instrução
   "with" suprima a exceção e continue a execução com a instrução
   imediatamente após a instrução "with". Caso contrário a exceção
   continuará propagando após este método ter encerrado sua execução.
   Exceções que ocorrerem durante a execução deste método irão
   substituir qualquer exceção que tenha ocorrido dentro do corpo da
   instrução "with".

   A exceção passada nunca deve ser re-levantada explicitamente - ao
   invés disso, este método deve retornar um valor falso para indicar
   que o método completou sua execução com sucesso, e não quer
   suprimir a exceção levantada. Isso permite ao código do gerenciador
   de contexto facilmente detectar se um método "__exit__()" realmente
   falhou ou não.

Python define diversos gerenciadores de contexto para suportar
facilmente sincronização de threads, solicita o fechamento de arquivos
ou outros objetos, e manipula de forma simples o contexto ativo de
aritmética decimal. Os tipos especificados não são tratados de forma
especial além da sua implementação e do protocolo do gerenciador de
contexto. Veja o módulo "contextlib" para alguns exemplos.

Os *geradores* do python e o decorador "contextlib.contextmanager"
fornecem um modo conveniente de implementar estes protocolos. Se uma
função geradora é decorada com o decorador
"contextlib.contextmanager", ela irá retornar um gerenciador de
contexto que implementa os métodos "__enter__()" e "__exit__()"
necessários, ao invés do iterador produzido por uma função geradora
não decorada.

Observe que não existe nenhum slot específico para qualquer um desses
métodos na estrutura de tipos para objetos Python na API Python/C.
Tipos de extensão que desejam definir estes métodos devem fornecê-los
como um método acessível normal do Python. Comparado com a sobrecarga
de configurar o contexto em tempo de execução, a sobrecarga na
pesquisa de dicionário em uma única classe é negligenciável.


Outros tipos embutidos
======================

O interpretador suporta diversos outros tipos de objetos. Maior parte
desses, suporta apenas uma ou duas operações.


Módulos
-------

A única operação especial em um módulo é o acesso a um atributo:
"m.name", onde *m* é um módulo e *name* acessa o nome defino na tabela
de símbolos de *m*. Atributos de módulo podem receber atribuição.
(Perceba que a instrução "import" não é, estritamente falando, uma
operação em um objeto do módulo; "import foo" não requer que um objeto
do módulo chamado *foo* exista, ao invés disso requer uma *definição*
(externa) de um módulo chamado *foo* em algum lugar.)

Um atributo especial de cada módulo é "__dict__". Este é o dicionário
contendo a tabela de símbolos do modulo. Modificar este dicionário vai
na verdade modificar a tabela de símbolos do módulo, mas atribuição
direta para o atributo "__dict__" não é possível (você pode escrever
"m.__dict__['a'] = 1", o qual define "m.a" para ser "1", mas você não
consegue escrever "m.__dict__ = {}"). Modificar "__dict__" diretamente
não é recomendado.

Módulos embutidos no interpretador são escritos desta forma: "<module
'sys' (built-in)>". Se carregados a partir de um arquivo, eles são
escritos como "<module 'os' from '/usr/local/lib/pythonX.Y/os.pyc'>".


Classes e Instâncias de Classes
-------------------------------

Veja Objetos, valores e tipos e Definições de classe para estes.


Funções
-------

Objetos função são criados através da definição de funções. A única
operação que pode ser feita em um objeto função é chamá-la: "func
(lista-de-argumentos)".

Existem na verdade duas possibilidades de objetos função: funções
embutidas e funções definidas pelo usuário. Ambas suportam a mesma
operação (chamar a função), mas a implementação é diferente, portanto
os diferentes tipos de objetos.

Veja a função Definições de função para mais informações.


Métodos
-------

Métodos são funções que são chamadas usando a notação de atributo.
Existem duas opções: métodos embutidos (tal como "append()" em listas)
e métodos de instância de classe. Métodos embutidos são descritos com
os tipos que suportam eles.

Se você acessar um método (uma função definida em um espaço de nomes
de uma classe) através de uma instância, você obtém um objeto
especial: um objeto com *método vinculado* (também chamado de *método
de instância*). Quando chamado, ele irá adicionar o argumento "self"
para a lista de argumentos. Métodos vinculados tem dois atributos
somente leitura especiais: "m.__self__" é o objeto no qual o método
opera, e "m.__func__" é a função que implementa o método. Chamar
"m(arg-1, arg-2, ..., arg-n)" é completamente equivalente a chamar
"m.__func__(m.__self__, arg-1, arg-2, ..., arg-n)".

Assim como objetos função, objetos de métodos vinculados tem suporte
para receber atributos arbitrários. Entretanto, como atributos de
método na verdade são armazenados no objeto função subjacente
("meth.__func__"), definir atributos de método em métodos vinculados
não é permitido. Tentar definir um atributo em um método resulta em um
"AttributeError" sendo levantado. A fim de definir um atributo de
método, você precisa definir explicitamente ele no objeto função
subjacente:

   >>> class C:
   ...     def method(self):
   ...         pass
   ...
   >>> c = C()
   >>> c.method.whoami = 'my name is method'  # can't set on the method
   Traceback (most recent call last):
     File "<stdin>", line 1, in <module>
   AttributeError: 'method' object has no attribute 'whoami'
   >>> c.method.__func__.whoami = 'my name is method'
   >>> c.method.whoami
   'my name is method'

Veja o tipo A hierarquia de tipos padrão para maiores informações.


Objetos código
--------------

Objetos código são usados pela implementação para representar código
Python executável "pseudo-compilado", tal como corpo de uma função.
Eles são diferentes de objetos função porque eles não contém uma
referência para os seus ambientes de execução global. Objetos código
são retornados pela função embutida "compile()" e podem ser extraídos
de objetos função através do seu atributo "__code__". Veja também o
módulo "code".

Acessar "__code__" levanta um evento de auditoria "object.__getattr__"
com argumentos "obj" e ""__code__"".

Um objeto de código pode ser executado ou avaliado passando-o (ao
invés da string fonte) para as funções embutidas "exec()" ou "eval()".

Veja o tipo A hierarquia de tipos padrão para maiores informações.


Objetos tipo
------------

Objetos de tipos representam os vários tipos de objetos. Um tipo de um
objeto é acessado pela função embutida "type()". Não existem operações
especiais sobre tipos. O módulo padrão "types" define nomes para todos
os tipos padrão embutidos.

Tipos são escritos como isto: "<class 'int'>".


O objeto nulo
-------------

Este objeto é retornado por funções que não retornam um valor
explicitamente. Ele não suporta operações especiais. Existe exatamente
um objeto nulo, chamado de "None" (um nome embutido). "type(None)()"
produz o mesmo singleton.

Ele é escrito como "None".


O Objeto Ellipsis
-----------------

Este objeto é comumente usado através de fatiamento (veja
Fatiamentos). Ela não suporta operações especiais. Existe exatamente
um objeto ellipsis, nomeado "Ellipsis" (um nome embutido).
"type(Ellipsis)()" produz o singleton "Ellipsis".

Está escrito com "Ellipsis" ou "...".


O Objeto NotImplemented
-----------------------

Este objeto é retornado a partir de comparações e operações binárias
quando elas são solicitadas para operar em tipos nos quais eles não
suportam. Veja Comparações para mais informações. Existe exatamente um
objeto "NotImplemented". "type(NotImplemented)()" produz o mesmo
valor.

Está escrito como "NotImplemented".


Valores Booleanos
-----------------

Valores booleanos são os dois objetos constantes "False" e "True".
Eles são usados para representar valores verdadeiros (apesar que
outros valores também podem ser considerados falso ou verdadeiro). Em
contextos numéricos (por exemplo, quando usados como argumentos para
um operador aritmético), eles se comportam como os inteiros 0 e 1,
respectivamente. A função embutida "bool()" pode ser usada para
converter qualquer valor para um booleano, se o valor puder ser
interpretado como um valor verdadeiro (veja a seção Teste do valor
verdade acima).

Eles são escritos como "False" e "True", respectivamente.


Objetos Internos
----------------

Veja A hierarquia de tipos padrão para esta informação. Ela descreve
objetos de stack frame, objetos de traceback, e fatias de objetos.


Atributos Especiais
===================

A implementação adiciona alguns atributos especiais somente leitura
para diversos tipos de objetos, onde eles são relevantes. Alguns
desses não são reportados pela função embutida "dir()".

object.__dict__

   Um dicionário ou outro objeto de mapeamento usado para armazenar os
   atributos (graváveis) de um objeto.

instance.__class__

   A classe à qual pertence uma instância de classe.

class.__bases__

   A tupla de classes base de um objeto classe.

definition.__name__

   O nome da classe, função, método, descritor, ou instância geradora.

definition.__qualname__

   O *nome qualificado* da classe, função, método, descritor, ou
   instância geradora.

   Novo na versão 3.3.

class.__mro__

   Este atributo é uma tupla de classes que são consideradas ao
   procurar por classes bases durante resolução de métodos.

class.mro()

   Este método pode ser substituído por uma metaclasse para customizar
   a ordem de resolução de métodos para suas instâncias. Ele é chamado
   na instanciação da classe, e o seu resultado é armazenado em
   "__mro__".

class.__subclasses__()

   Cada classe mantém uma lista de referências fracas para suas
   subclasses imediatas. Este método retorna uma lista de todas essas
   referências que ainda estão vivas. Exemplo:

      >>> int.__subclasses__()
      [<class 'bool'>]


Limitação de comprimento de string na conversão para inteiro
============================================================

CPython tem um limite global para conversão entre "int" e "str" para
mitigar ataques de negação de serviço. Esse limite *somente* se aplica
a bases numéricas decimais ou outras que não sejam potência de dois.
As conversões hexadecimais, octais e binárias são ilimitadas. O limite
pode ser configurado.

O tipo "int" no CPython é um número de comprimento arbitrário
armazenado em formato binário (comumente conhecido como "bignum"). Não
existe nenhum algoritmo que possa converter uma string em um inteiro
binário ou um inteiro binário em uma string em tempo linear, *a menos
que* a base seja uma potência de 2. Mesmo os algoritmos mais
conhecidos para a base 10 têm complexidade subquadrática. Converter um
valor grande como "int('1' * 500_000)" pode levar mais de um segundo
em uma CPU rápida.

A limitação do tamanho da conversão oferece uma maneira prática de
evitar CVE-2020-10735.

O limite é aplicado ao número de caracteres de dígitos na string de
entrada ou saída quando um algoritmo de conversão não linear estiver
envolvido. Sublinhados e o sinal não são contados para o limite.

Quando uma operação excede o limite, uma exceção "ValueError" é
levantada:

   >>> import sys
   >>> sys.set_int_max_str_digits(4300)  # Illustrative, this is the default.
   >>> _ = int('2' * 5432)
   Traceback (most recent call last):
   ...
   ValueError: Exceeds the limit (4300) for integer string conversion: value has 5432 digits; use sys.set_int_max_str_digits() to increase the limit.
   >>> i = int('2' * 4300)
   >>> len(str(i))
   4300
   >>> i_squared = i*i
   >>> len(str(i_squared))
   Traceback (most recent call last):
   ...
   ValueError: Exceeds the limit (4300) for integer string conversion: value has 8599 digits; use sys.set_int_max_str_digits() to increase the limit.
   >>> len(hex(i_squared))
   7144
   >>> assert int(hex(i_squared), base=16) == i*i  # Hexadecimal is unlimited.

O limite padrão é de 4300 dígitos conforme fornecido em
"sys.int_info.default_max_str_digits". O limite mínimo que pode ser
configurado é de 640 dígitos conforme fornecido em
"sys.int_info.str_digits_check_threshold".

Verificação:

   >>> import sys
   >>> assert sys.int_info.default_max_str_digits == 4300, sys.int_info
   >>> assert sys.int_info.str_digits_check_threshold == 640, sys.int_info
   >>> msg = int('578966293710682886880994035146873798396722250538762761564'
   ...           '9252925514383915483333812743580549779436104706260696366600'
   ...           '571186405732').to_bytes(53, 'big')
   ...

Novo na versão 3.8.14.


APIs afetadas
-------------

A limitação só se aplica a conversões potencialmente lentas entre
"int" e "str" ou "bytes":

* "int(string)" com padrão sendo base 10.

* "int(string, base)" para todas as bases que não são uma potência de
  2.

* "str(integer)".

* "repr(integer)".

* qualquer outra conversão de string para base 10 como, por exemplo,
  "f"{integer}"", ""{}".format(integer)" ou "b"%d" % integer".

As limitações não se aplicam a funções com um algoritmo linear:

* "int(string, base)" com base 2, 4, 8, 16 ou 32.

* "int.from_bytes()" e "int.to_bytes()".

* "hex()", "oct()", "bin()".

* Minilinguagem de especificação de formato para números hexa, octal e
  binários

* "str" para "float".

* "str" para "decimal.Decimal".


Configurando o limiter
----------------------

Antes de iniciar o Python, você pode usar uma variável de ambiente ou
um sinalizador de linha de comando do interpretador para configurar o
limite:

* "PYTHONINTMAXSTRDIGITS", por exemplo "PYTHONINTMAXSTRDIGITS=640
  python3" para definir o limite para 640 ou "PYTHONINTMAXSTRDIGITS=0
  python3" para desabilitar a limitação.

* "-X int_max_str_digits", por exemplo "python3 -X
  int_max_str_digits=640"

* "sys.flags.int_max_str_digits" contém o valor de
  "PYTHONINTMAXSTRDIGITS" ou "-X int_max_str_digits". Se a variável
  env e a opção "-X" estiverem definidas, a opção "-X" terá
  precedência. Um valor de *-1* indica que ambos não foram definidos,
  portanto, um valor de "sys.int_info.default_max_str_digits" foi
  usado durante a inicialização.

A partir do código, você pode inspecionar o limite atual e definir um
novo usando estas APIs "sys":

* "sys.get_int_max_str_digits()" e "sys.set_int_max_str_digits()" são
  um getter e um setter para o limite de todo o interpretador. Os
  subinterpretadores têm seu próprio limite.

Informações sobre o padrão e o mínimo podem ser encontradas em
"sys.int_info":

* "sys.int_info.default_max_str_digits" é o limite padrão compilado.

* "sys.int_info.str_digits_check_threshold" é o menor valor aceito
  para o limite (diferente de 0 que o desabilita).

Novo na versão 3.8.14.

Cuidado:

  Definir um limite baixo *pode* levar a problemas. Embora raro,
  existe um código que contém constantes inteiras em decimal em sua
  origem que excedem o limite mínimo. Uma consequência de definir o
  limite é que o código-fonte do Python contendo literais inteiros
  decimais maiores que o limite encontrará um erro durante a análise,
  geralmente no momento da inicialização ou no momento da importação
  ou até mesmo no momento da instalação -- sempre que um ".pyc"
  atualizado ainda não existe para o código. Uma solução alternativa
  para source que contém tais constantes grandes é convertê-las para a
  forma hexadecimal "0x", pois não há limite.Teste sua aplicação
  completamente se você usar um limite baixo. Certifique-se de que
  seus testes sejam executados com o limite definido anteriormente por
  meio do ambiente ou sinalizador para que ele seja aplicado durante a
  inicialização e até mesmo durante qualquer etapa de instalação que
  possa invocar o Python para pré-compilar fontes ".py" para arquivos
  ".pyc".


Configuração recomendada
------------------------

Espera-se que o padrão "sys.int_info.default_max_str_digits" seja
razoável para a maioria das aplicações. Se sua aplicação exigir um
limite diferente, defina-o em seu ponto de entrada principal usando
código agnóstico de versão Python, pois essas APIs foram adicionadas
em lançamentos de patch de segurança em versões anteriores a 3.11.

Exemplo:

   >>> import sys
   >>> if hasattr(sys, "set_int_max_str_digits"):
   ...     upper_bound = 68000
   ...     lower_bound = 4004
   ...     current_limit = sys.get_int_max_str_digits()
   ...     if current_limit == 0 or current_limit > upper_bound:
   ...         sys.set_int_max_str_digits(upper_bound)
   ...     elif current_limit < lower_bound:
   ...         sys.set_int_max_str_digits(lower_bound)

Se você precisar desativá-lo totalmente, defina-o como "0".

-[ Notas de rodapé ]-

[1] Informações adicionais sobre esses métodos especiais podem ser
    encontradas no Manual de Referência do Python (Personalização
    básica).

[2] Como uma consequência, a lista "[1, 2]" é considerada igual a
    "[1.0, 2.0]", e similarmente para tuplas.

[3] Eles precisam ter, já que o analisador sintático não consegue
    dizer o tipo dos operandos.

[4] Caracteres que possuem maiúsculo e minúsculo são aqueles com a
    propriedade de categoria geral igual a "Lu" (Letra, maiúscula),
    "Ll" (Letra, minúscula), ou "Lt" (Letra, em formato de título).

[5] Para formatar apenas uma tupla, você deve portanto fornecer uma
    tupla com apenas um elemento, que é a tupla a ser formatada.
