Funções embutidas
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O interpretador do Python possui várias funções e tipos embutidos que
sempre estão disponíveis. A seguir listamos todas as funções em ordem
alfabética.

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|=====================|===================|====================|====================|======================|
| "abs()"             | "delattr()"       | "hash()"           | "memoryview()"     | "set()"              |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "all()"             | "dict()"          | "help()"           | "min()"            | "setattr()"          |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "any()"             | "dir()"           | "hex()"            | "next()"           | "slice()"            |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "ascii()"           | "divmod()"        | "id()"             | "object()"         | "sorted()"           |
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| "bin()"             | "enumerate()"     | "input()"          | "oct()"            | "staticmethod()"     |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "bool()"            | "eval()"          | "int()"            | "open()"           | "str()"              |
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| "breakpoint()"      | "exec()"          | "isinstance()"     | "ord()"            | "sum()"              |
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| "bytearray()"       | "filter()"        | "issubclass()"     | "pow()"            | "super()"            |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "bytes()"           | "float()"         | "iter()"           | "print()"          | "tuple()"            |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "callable()"        | "format()"        | "len()"            | "property()"       | "type()"             |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "chr()"             | "frozenset()"     | "list()"           | "range()"          | "vars()"             |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "classmethod()"     | "getattr()"       | "locals()"         | "repr()"           | "zip()"              |
+---------------------+-------------------+--------------------+--------------------+----------------------+
| "compile()"         | "globals()"       | "map()"            | "reversed()"       | "__import__()"       |
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| "complex()"         | "hasattr()"       | "max()"            | "round()"          |                      |
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abs(x)

   Retorna o valor absoluto de um número. O argumento pode ser um
   inteiro ou um número de ponto flutuante. Se o argumento é um número
   complexo, sua magnitude é retornada. Se *x* define "__abs__()",
   "abs(x)" retorna "x.__abs__()".

all(iterable)

   Retorna "True" se todos os elementos de *iterable* são verdadeiros
   (ou se *iterable* estiver vazio). Equivalente a:

      def all(iterable):
          for element in iterable:
              if not element:
                  return False
          return True

any(iterable)

   Retorna "True" se algum elemento de *iterable* for verdadeiro. Se
   *iterable* estiver vazio, retorna "False". Equivalente a:

      def any(iterable):
          for element in iterable:
              if element:
                  return True
          return False

ascii(object)

   Como "repr()", retorna uma string contendo uma representação
   imprimível de um objeto, mas faz escape de caracteres não-ASCII na
   string retornada por "repr()" usando sequências de escapes "\x",
   "\u" or "\U". Isto gera uma string similar ao que é retornado por
   "repr()" no Python 2.

bin(x)

   Converte um número inteiro para uma string de binários prefixada
   com "0b". O resultado é uma expressão Python válida. Se *x* não é
   um objeto Python "int", ele tem que definir um método "__index__()"
   que devolve um inteiro. Alguns exemplos:

   >>> bin(3)
   '0b11'
   >>> bin(-10)
   '-0b1010'

   Se o prefixo "0b" é desejado ou não, você pode usar uma das
   seguintes maneiras.

   >>> format(14, '#b'), format(14, 'b')
   ('0b1110', '1110')
   >>> f'{14:#b}', f'{14:b}'
   ('0b1110', '1110')

   Veja também "format()" para mais informações.

class bool([x])

   Devolve um valor Booleano, isto é, "True" ou "False". *x* é
   convertida usando o procedimento de teste de verdade padrão. Se *x*
   é falso ou foi omitido, isso devolve "False"; senão "True". A
   classe "bool" é uma subclasse de "int" (veja Tipos numéricos ---
   int, float, complex). Ela não pode ser usada para criar outra
   subclasse. Suas únicas instâncias são "False" e "True" (veja
   Valores Booleanos).

   Alterado na versão 3.7: *x* é agora um parâmetro somente
   posicional.

breakpoint(*args, **kws)

   Esta função coloca você no depurador no local da chamada.
   Especificamente, ela chama "sys.breakpointhook()", passando "args"
   e "kws" diretamente. Por padrão, "sys.breakpointhook()" chama
   "pdb.set_trace()" não esperando nenhum argumento. Neste caso, isso
   é puramente uma função de conveniência para você não precisar
   importar "pdb" explicitamente ou digitar mais código para entrar no
   depurador. Contudo, "sys.breakpointhook()" pode ser configurado
   para alguma outra função e "breakpoint()" irá automaticamente
   chamá-la, permitindo você ir para o depurador de sua escolha.

   Levanta um evento de auditoria "builtins.breakpoint" com o
   argumento "breakpointhook".

   Novo na versão 3.7.

class bytearray([source[, encoding[, errors]]])

   Retorna um novo vetor de bytes. A classe "bytearray" é uma
   sequência mutável de inteiros no intervalo 0 <= x < 256. Ela tem a
   maior parte dos métodos mais comuns de sequências mutáveis,
   descritas em Tipos sequências mutáveis, assim como a maior parte
   dos métodos que o tipo "bytes" tem, veja Operações com Bytes e
   Bytearray.

   O parâmetro opcional *source* pode ser usado para inicializar o
   vetor de algumas maneiras diferentes:

   * Se é uma *string*, você deve informar o parâmetro *encoding* (e
     opcionalmente, *errors*); "bytearray()" então converte a string
     para bytes usando "str.encode()".

   * Se é um *inteiro*, o vetor terá esse tamanho e será inicializado
     com bytes nulos.

   * Se é um objeto em conformidade com a interface de buffer, um
     buffer somente leitura do objeto será usado para inicializar o
     vetor de bytes.

   * Se é um *iterável*, deve ser um iterável de inteiros no intervalo
     "0 <= x < 256", que serão usados como o conteúdo inicial do
     vetor.

   Sem nenhum argumento, um vetor de tamanho 0 é criado.

   Veja também Tipos de sequência binária --- bytes, bytearray,
   memoryview e Objetos Bytearray.

class bytes([source[, encoding[, errors]]])

   Retorna um novo objeto "bytes", que é uma sequência imutável de
   inteiros no intervalo "0 <= x < 256". "bytes" é uma versão imutável
   de "bytearray" -- tem os mesmos métodos de objetos imutáveis e o
   mesmo comportamento de índices e fatiamento.

   Consequentemente, argumentos do construtor são interpretados como
   os de "bytearray()".

   Objetos bytes também podem ser criados com literais, veja Literais
   de string e bytes.

   Veja também Tipos de sequência binária --- bytes, bytearray,
   memoryview, Objetos bytes, e Operações com Bytes e Bytearray.

callable(object)

   Devolve "True" se o argumento *object* parece ser chamável, "False"
   caso contrário. Se devolve "True", ainda é possível que a chamada
   falhe, mas se é "False", chamar *object* nunca será bem sucedido.
   Note que classes são chamáveis (chamar uma classe devolve uma nova
   instância); instâncias são chamáveis se suas classes possuem um
   método "__call__()".

   Novo na versão 3.2: Esta função foi removida na versão 3.0, mas
   retornou no Python 3.2.

chr(i)

   Retorna o caractere que é apontado pelo inteiro *i* no código
   Unicode. Por exemplo, "chr(97)" retorna a string "'a'", enquanto
   "chr(8364)" retorna a string "'€'". É o inverso de "ord()".

   O intervalo válido para o argumento vai de 0 até 1.114.111
   (0x10FFFF na base 16). Será lançada uma exceção "ValueError" se *i*
   estiver fora desse intervalo.

@classmethod

   Transforma um método em um método de classe.

   Um método de classe recebe a classe como primeiro argumento
   implícito, exatamente como uma método de instância recebe a
   instância. Para declarar um método de classe, faça dessa forma:

      class C:
          @classmethod
          def f(cls, arg1, arg2, ...): ...

   O termo "@classmethod" é uma função *decoradora* -- veja Definições
   de função para detalhes.

   Um método de classe pode ser chamado tanto da classe (como em
   "C.f()") quanto da instância (como em "C().f()"). A instância é
   ignorada, exceto por sua classe. Se um método de classe é chamado
   por uma classe derivada, o objeto da classe derivada é passado como
   primeiro argumento implícito.

   Métodos de classe são diferentes de métodos estáticos em C++ ou
   Java. Se você quer saber desses, veja "staticmethod()".

   Para mais informações sobre métodos de classe, veja A hierarquia de
   tipos padrão.

compile(source, filename, mode, flags=0, dont_inherit=False, optimize=-1)

   Compila o argumento *source* em código ou objeto AST. Objetos
   código podem ser executados por "exec()" ou "eval()". *source* pode
   ser uma string normal, uma string byte, ou um objeto AST. Consulte
   a documentação do módulo "ast" para saber como trabalhar com
   objetos AST.

   O argumento *filename* deve ser o arquivo de onde o código será
   lido; passe algum valor reconhecível se isso não foi lido de um
   arquivo ("'<string>'" é comumente usado).

   O argumento *mode* especifica qual o tipo de código deve ser
   compilado; pode ser "'exec'" se *source* consiste em uma sequência
   de instruções, "'eval'" se consiste de uma única expressão, ou
   "'single'" se consiste de uma única instrução interativa (neste
   último caso, instruções que são avaliadas para alguma coisa
   diferente de "None" serão exibidas).

   Os argumentos opcionais *flags* e *dont_inherit* controlam qual
   instrução futura afeta a compilação de *source*. Se nenhum está
   presente (ou ambos são zero) o código é compilado com as instruções
   futuras que estão agindo no código que está chamando "compile()".
   Se o argumento *flags* é fornecido, mas *dont_inherit* não é (ou é
   zero) então a instrução futura especificada por *flags* são usada
   em adição àquelas que seriam usada de qualquer forma. Se
   *dont_inherit* é um inteiro diferente de zero então o argumento
   *flags* define as instruções futuras que serão utilizadas -- as
   instruções futuras atuando sobre o código que chama "compile" são
   ignoradas.

   Instruções futuras são especificadas por bits, assim pode ocorrer
   uma operação *OU* bit a bit para especificar múltiplas instruções.
   O sinalizador necessário para especificar um dado recurso pode ser
   encontrada no atributo "compiler_flag" na instância "_Feature" do
   módulo "__future__".

   O argumento opcional *flags* também controla se é o código para
   compilar pode conter em nível superior "await", "async for" e
   "async with". Quando o bit "ast.PyCF_ALLOW_TOP_LEVEL_AWAIT" é
   definido, o código-objeto devolvido tem "CO_COROUTINE" definido em
   "co_code", e pode ser interativamente executado via "await
   eval(code_object)".

   O argumento *optimize* especifica o nível de otimização do
   compilador; o valor padrão de "-1" seleciona o nível de otimização
   do interpretador dado pela opção "-O". Níveis explícitos são "0"
   (nenhuma otimização; "__debug__" é verdadeiro), "1" (instruções
   "assert" são removidas, "__debug__" é falso) ou "2" (strings de
   documentação também são removidas).

   Essa função levanta "SyntaxError" se o código para compilar é
   inválido, e "ValueError" se o código contém bytes nulos.

   Se você quer analisar código Python em sua representação AST, veja
   "ast.parse()".

   Levanta um evento de auditoria "compile" com argumentos "source",
   "filename".

   Nota:

     Quando compilando uma string com código multi-linhas em modo
     "'single'" ou "'eval'", entrada deve ser terminada por ao menos
     um caractere de nova linhas. Isso é para facilitar a detecção de
     instruções completas e incompletas no módulo "code".

   Aviso:

     É possível quebrar o interpretador Python com uma string
     suficientemente grande/complexa ao compilar para um objeto AST,
     devido limitações do tamanho da pilha no compilador AST do
     Python.

   Alterado na versão 3.2: Permitido uso de marcadores de novas linhas
   no estilo Windows e Mac. Além disso, em modo "'exec'" a entrada não
   precisa mais terminar com uma nova linha. Também foi adicionado o
   parâmetro *optimize*.

   Alterado na versão 3.5: Anteriormente, "TypeError" era levantada
   quando havia bytes nulos em *source*.

   Novo na versão 3.8: "ast.PyCF_ALLOW_TOP_LEVEL_AWAIT" agora pode ser
   passado em *flags* para habilitar o suporte em nível superior a
   "await", "async for", e "async with".

class complex([real[, imag]])

   Retorna um número completo com o valor *real* + *imag**1j ou
   converte uma string ou número para um número complexo. Se o
   primeiro parâmetro é uma string, ele será interpretado como um
   número complexo e a função deve ser chamada sem um segundo
   parâmetro. O segundo parâmetro nunca deve ser uma string. Cada
   argumento pode ser qualquer tipo numérico (incluindo complexo). Se
   *imag* é omitido, seu valor padrão é zero e a construção funciona
   como uma conversão numérica, similar a "int" e "float". Se os dois
   argumentos são omitidos, retorna "0j".

   Para um objeto Python "x" qualquer, "complex(x)" delega para
   "x.__complex__()". Se "__complex__()" não está definido então a
   chamada é repassada para "__float__()". Se "__float__()" não está
   definido então a chamada é, novamente, repassada para
   "__index__()".

   Nota:

     Quando convertendo a partir de uma string, a string não pode
     conter espaços em branco em torno "+" central ou do operador "-".
     Por exemplo, "complex('1+2j')" funciona, mas "complex('1 + 2j')"
     levanta "ValueError".

   O tipo complexo está descrito em Tipos numéricos --- int, float,
   complex.

   Alterado na versão 3.6: Agrupar dígitos com sublinhados como em
   literais de código é permitido.

   Alterado na versão 3.8: Chamadas para "__index__()" se
   "__complex__()" e "__float__()" não estão definidas.

delattr(object, name)

   Essa função está relacionada com "setattr()". Os argumentos são um
   objeto e uma string. A string deve ser o nome de um dos atributos
   do objeto. A função remove o atributo indicado, desde que o objeto
   permita. Por exemplo, "delattr(x, 'foobar')" é equivalente a "del
   x.foobar".

class dict(**kwarg)
class dict(mapping, **kwarg)
class dict(iterable, **kwarg)

   Cria um novo dicionário. O objeto "dict" é a classe do dicionário.
   Veja "dict" e Tipo mapeamento --- dict para documentação sobre esta
   classe.

   Para outros contêineres, consulte as classes embutidas "list",
   "set" e "tuple", bem como o módulo "collections".

dir([object])

   Sem argumentos, devolve a lista de nomes no escopo local atual. Com
   um argumento, tentará devolver uma lista de atributos válidos para
   esse objeto.

   Se o objeto tiver um método chamado "__dir__()", esse método será
   chamado e deve devolver a lista de atributos. Isso permite que
   objetos que implementam uma função personalizada "__getattr__()" ou
   "__getattribute__()" personalizem a maneira como "dir()" relata
   seus atributos.

   Se o objeto não fornecer "__dir__()", a função tentará o melhor
   possível para coletar informações do atributo "__dict__" do objeto,
   se definido, e do seu objeto de tipo. A lista resultante não está
   necessariamente completa e pode ser imprecisa quando o objeto
   possui um "__getattr__()" personalizado.

   O mecanismo padrão "dir()" se comporta de maneira diferente com
   diferentes tipos de objetos, pois tenta produzir as informações
   mais relevantes e não completas:

   * Se o objeto for um objeto de módulo, a lista conterá os nomes dos
     atributos do módulo.

   * Se o objeto for um objeto de tipo ou classe, a lista conterá os
     nomes de seus atributos e recursivamente os atributos de suas
     bases.

   * Caso contrário, a lista conterá os nomes dos atributos do objeto,
     os nomes dos atributos da classe e recursivamente os atributos
     das classes base da classe.

   A lista resultante é alfabeticamente ordenada. Por exemplo:

   >>> import struct
   >>> dir()   # show the names in the module namespace  
   ['__builtins__', '__name__', 'struct']
   >>> dir(struct)   # show the names in the struct module 
   ['Struct', '__all__', '__builtins__', '__cached__', '__doc__', '__file__',
    '__initializing__', '__loader__', '__name__', '__package__',
    '_clearcache', 'calcsize', 'error', 'pack', 'pack_into',
    'unpack', 'unpack_from']
   >>> class Shape:
   ...     def __dir__(self):
   ...         return ['area', 'perimeter', 'location']
   >>> s = Shape()
   >>> dir(s)
   ['area', 'location', 'perimeter']

   Nota:

     Como "dir()" é fornecido principalmente como uma conveniência
     para uso em um prompt interativo, ele tenta fornecer um conjunto
     interessante de nomes mais do que tenta fornecer um conjunto de
     nomes definido de forma rigorosa ou consistente, e seu
     comportamento detalhado pode mudar nos lançamentos. Por exemplo,
     os atributos de metaclasse não estão na lista de resultados
     quando o argumento é uma classe.

divmod(a, b)

   Toma dois números (não complexos) como argumentos e devolve um par
   de números que consiste em seu quociente e restante ao usar a
   divisão inteira. Com tipos de operandos mistos, as regras para
   operadores aritméticos binários se aplicam. Para números inteiros,
   o resultado é o mesmo que "(a // b, a % b)". Para números de ponto
   flutuante, o resultado é "(q, a % b)", onde *q* geralmente é
   "math.floor(a / b)", mas pode ser 1 a menos que isso. Em qualquer
   caso, "q * b + a % b" está muito próximo de *a*, se "a % b" é
   diferente de zero, tem o mesmo sinal que *b* e "0 <= abs(a % b) <
   abs(b)".

enumerate(iterable, start=0)

   Devolve um objeto enumerado. *iterable* deve ser uma sequência, um
   *iterador* ou algum outro objeto que suporte a iteração. O método
   "__next__()" do iterador retornado por "enumerate()" devolve uma
   tupla contendo uma contagem (a partir de *start*, cujo padrão é 0)
   e os valores obtidos na iteração sobre *iterable*.

   >>> seasons = ['Spring', 'Summer', 'Fall', 'Winter']
   >>> list(enumerate(seasons))
   [(0, 'Spring'), (1, 'Summer'), (2, 'Fall'), (3, 'Winter')]
   >>> list(enumerate(seasons, start=1))
   [(1, 'Spring'), (2, 'Summer'), (3, 'Fall'), (4, 'Winter')]

   Equivalente a:

      def enumerate(sequence, start=0):
          n = start
          for elem in sequence:
              yield n, elem
              n += 1

eval(expression[, globals[, locals]])

   Os argumentos são uma sequência de caracteres e globais e locais
   opcionais. Se fornecido, *globals* deve ser um dicionário. Se
   fornecido, *locals* pode ser qualquer objeto de mapeamento.

   O argumento *expression* é analisado e avaliado como uma expressão
   Python (tecnicamente falando, uma lista de condições) usando os
   dicionários *globals* e *locals* como espaços de nomes globais e
   locais. Se o dicionário *globals* estiver presente e não contiver
   um valor para a chave "__builtins__", uma referência ao dicionário
   do módulo embutido "builtins" será inserida sob essa chave antes de
   *expression* ser analisado. Isso significa que *expression*
   normalmente tem acesso total ao módulo padrão "builtins" e
   ambientes restritos são propagados. Se o dicionário *locals* for
   omitido, o padrão será o dicionário *globals*. Se os dois
   dicionários forem omitidos, a expressão será executada com os
   *globals* e *locals* no ambiente em que "eval()" é chamado. Observe
   que *eval()* não tem acesso a *escopos aninhados* (não locais) no
   ambiente anexo.

   O valor de retorno é o resultado da expressão avaliada. Erros de
   sintaxe são relatados como exceções. Exemplo:

   >>> x = 1
   >>> eval('x+1')
   2

   Esta função também pode ser usada para executar objetos de código
   arbitrários (como os criados por "compile()"). Nesse caso, passe um
   objeto de código em vez de uma string. Se o objeto de código foi
   compilado com "'exec'" como o argumento *mode*, o valor de retorno
   de "eval()" será "None".

   Dicas: a execução dinâmica de instruções é suportada pela função
   "exec()". As funções "globals()" e "locals()" retornam o dicionário
   global e local atual, respectivamente, o que pode ser útil para ser
   usado por "eval()" ou "exec()".

   Veja "ast.literal_eval()" para uma função que pode avaliar com
   segurança strings com expressões contendo apenas literais.

   Levanta um evento de auditoria "exec" com argumento "code_object".

exec(object[, globals[, locals]])

   Esta função tem suporte a execução dinâmica de código Python. O
   parâmetro *object* deve ser ou uma string ou um objeto contendo
   código. Se for uma string, a mesma é analisada como um conjunto de
   instruções Python, o qual é então executado (exceto caso um erro de
   sintaxe ocorra). [1] Se for um objeto com código, ele é
   simplesmente executado. Em todos os casos, espera-se que o código a
   ser executado seja válido como um arquivo de entrada (veja a seção
   "Arquivo de Entrada" no Manual de Referência). Tenha cuidado que as
   instruções "nonlocal", "yield", and "return" não podem ser usadas
   fora das definições de funções mesmo dentro do contexto do código
   passado para a função "exec()" . O valor de retorno é sempre
   "None".

   Em todos os casos, se os parâmetros opcionais são omitidos, o
   código é executado no escopo atual. Se somente *globals* é
   fornecido, deve ser um dicionário (e não uma subclasse de
   dicionário), que será usado tanto para as variáveis globais quanto
   para locais. Se *globals* e *locals* são fornecidos, eles são
   usados para as variáveis globais e locais, respectivamente. Se
   fornecido, *locals* pode ser qualquer objeto de mapeamento. Lembre
   que no nível de módulo, globais e locais são o mesmo dicionário. Se
   o exec recebe dois objetos separados como *globals* and *locals*, o
   código será executado como se estivesse embutido em uma definição
   de classe.

   Se o dicionário *globals* não contém um valor para a chave
   "__builtins__", a referência para o dicionário do módulo embutido
   "builtins" é inserido com essa chave. A maneira que você pode
   controlar quais embutidos estão disponíveis para o código executado
   é inserindo seu próprio "__builtins__" dicionário em *globals*
   antes de passar para "exec()".

   Levanta um evento de auditoria "exec" com argumento "code_object".

   Nota:

     As funções embutidas "globals()" e "locals()" devolvem o
     dicionário global e local, respectivamente, o que pode ser útil
     para passar adiante e usar como segundo ou terceiro argumento
     para "exec()".

   Nota:

     *locals* padrão atua como descrito pela função "locals()" abaixo:
     modificações para o dicionário *locals* padrão não deveriam ser
     feitas. Se você precisa ver efeitos do código em *locals* depois
     da função "exec()" retornar passe um dicionário *locals*
     explícito.

filter(function, iterable)

   Constrói um iterador a partir dos elementos de *iterable* para os
   quais *function* retorna verdadeiro. *iterable* pode ser uma
   sequência, um contêiner que com suporte a iteração, ou um iterador.
   Se *function* for "None", a função identidade será usada, isto é,
   todos os elementos de *iterable* que são falsos são removidos.

   Note que "filter(function, iterable)" é equivalente a expressão
   geradora "(item for item in iterable if function(item))" se
   *function* não for "None" e "(item for item in iterable if item)"
   se *function* for "None".

   Veja "itertools.filterfalse()" para a função complementar que
   devolve elementos de *iterable* para os quais *function* devolve
   falso.

class float([x])

   Devolve um número de ponto flutuante construído a partir de um
   número ou string *x*.

   Se o argumento é uma string, ele deve conter um número decimal,
   opcionalmente precedido por um sinal, e opcionalmente possuir
   espaço em branco. O sinal opcional pode ser "'+'" ou "'-'"; um
   sinal de "'+'" não tem efeito no valor produzido. O argumento
   também pode ser uma string representando um NaN (indica que não é
   numero), ou infinito positivo/negativo. Mais precisamente, a
   entrada deve estar em conformidade com a seguinte gramática depois
   que caracteres em branco são removidos do início e do final da
   mesma:

      sign           ::= "+" | "-"
      infinity       ::= "Infinity" | "inf"
      nan            ::= "nan"
      numeric_value  ::= floatnumber | infinity | nan
      numeric_string ::= [sign] numeric_value

   Aqui "floatnumber" é a forma literal de um ponto flutuante Python,
   descrito em Literais de ponto flutuante. Caso isso não seja
   significativo, então, por exemplo, "inf", "Inf", "INFINITY" e
   "iNfINity" são todas formas escritas válidas para infinito
   positivo.

   Caso contrário, se o argumento é um inteiro ou um número de ponto
   flutuante, um número de ponto flutuante com o mesmo valor (com a
   precisão de ponto flutuante de Python) é devolvido. Se o argumento
   está fora do intervalo de um ponto flutuante Python, uma exceção
   "OverflowError" será lançada.

   Para um objeto Python genérico "x", "float(x)" delega para o método
   "x.__float__()". Se "__float__()" não estiver definido, então ele
   delega para o método "__index__()".

   Se nenhum argumento for fornecido, será retornado "0.0".

   Exemplos:

      >>> float('+1.23')
      1.23
      >>> float('   -12345\n')
      -12345.0
      >>> float('1e-003')
      0.001
      >>> float('+1E6')
      1000000.0
      >>> float('-Infinity')
      -inf

   O tipo float é descrito em Tipos numéricos --- int, float, complex.

   Alterado na versão 3.6: Agrupar dígitos com sublinhados como em
   literais de código é permitido.

   Alterado na versão 3.7: *x* é agora um parâmetro somente
   posicional.

   Alterado na versão 3.8: Chamada para "__index__()" se "__float__()"
   não está definido.

format(value[, format_spec])

   Converte um valor *value* em uma representação "formatada",
   controlado por *format_spec*. A interpretação de *format_spec*
   dependerá do tipo do argumento *value*, no entanto, há uma sintaxe
   de formatação padrão usada pela maioria dos tipos embutidos:
   Minilinguagem de especificação de formato.

   O *format_spec* padrão é uma string vazia que geralmente produz o
   mesmo efeito que chamar "str(value)".

   Uma chamada de "format(value, format_spec)" é convertida em
   "type(value).__format__(value, format_spec)", que ignora o
   dicionário da instância ao pesquisar o método "__format__()" de
   "value". Uma exceção "TypeError" é levantada se a pesquisa do
   método atingir "object" e o *format_spec* não estiver vazio, ou se
   o *format_spec* ou o valor de retorno não forem strings.

   Alterado na versão 3.4: "object().__format__(format_spec)" levanta
   um "TypeError" se *format_spec* não for uma string vazia.

class frozenset([iterable])

   Devolve um novo objeto "frozenset", opcionalmente com elementos
   obtidos de *iterable*. "frozenset" é uma classe embutida. Veja
   "frozenset" e Tipo conjuntos --- set, frozenset para documentação
   sobre essas classes.

   Para outros contêineres veja as classes embutidas "set", "list",
   "tuple", e "dict", assim como o módulo "collections".

getattr(object, name[, default])

   Devolve o valor do atributo *name* de *object*. *name* deve ser uma
   string. Se a string é o nome de um dos atributos do objeto, o
   resultado é o valor de tal atributo. Por exemplo, "getattr(x,
   'foobar')" é equivalente a "x.foobar". Se o atributo não existir,
   *default* é devolvido se tiver sido fornecido, caso contrário a
   exceção "AttributeError" é levantada.

globals()

   Devolve um dicionário representando a tabela de símbolos global
   atual. É sempre o dicionário do módulo atual (dentro de uma função
   ou método, é o módulo onde está definido, não o módulo do qual é
   chamado).

hasattr(object, name)

   Os argumentos são um objeto e uma string. O resultado é "True" se a
   string é o nome de um dos atributos do objeto, e "False" se ela não
   for. (Isto é implementado chamando "getattr(object, name)" e vendo
   se levanta um "AttributeError" ou não.)

hash(object)

   Retorna o valor hash de um objeto (se houver um). Valores hash são
   números inteiros. Eles são usados para rapidamente comparar chaves
   de dicionários durante uma pesquisa em um dicionário. Valores
   numéricos que ao serem comparados são iguais, possuem o mesmo valor
   hash (mesmo que eles sejam de tipos diferentes, como é o caso de 1
   e 1.0).

   Nota:

     Para objetos com métodos "__hash__()" personalizados, fique
     atento que "hash()" trunca o valor devolvido baseado no
     comprimento de bits da máquina hospedeira. Veja "__hash__()" para
     mais detalhes.

help([object])

   Invoca o sistema de ajuda embutido. (Esta função é destinada para
   uso interativo.) Se nenhum argumento é passado, o sistema
   interativo de ajuda inicia no interpretador do console. Se o
   argumento é uma string, então a string é pesquisada como o nome de
   um módulo, função, classe, método, palavra-chave, ou tópico de
   documentação, e a página de ajuda é exibida no console. Se o
   argumento é qualquer outro tipo de objeto, uma página de ajuda para
   o objeto é gerada.

   Note que se uma barra(/) aparecer na lista de parâmetros de uma
   função, quando invocando "help()", significa que os parâmetros
   anteriores a barra são apenas posicionais. Para mais informações,
   veja the FAQ entry on positional-only parameters.

   Esta função é adicionada ao espaço de nomes embutido pelo módulo
   "site".

   Alterado na versão 3.4: Mudanças em "pydoc" e "inspect" significam
   que as assinaturas reportadas para chamáveis agora são mais
   compreensíveis e consistentes.

hex(x)

   Converte um número inteiro para uma string hexadecimal em letras
   minúsculas pré-fixada com "0x". Se *x* não é um objeto "int" do
   Python, ele tem que definir um método "__index__()" que retorne um
   inteiro. Alguns exemplos:

   >>> hex(255)
   '0xff'
   >>> hex(-42)
   '-0x2a'

   Se você quer converter um número inteiro para uma string
   hexadecimal em letras maiúsculas ou minúsculas, com prefixo ou sem,
   você pode usar qualquer uma das seguintes maneiras:

   >>> '%#x' % 255, '%x' % 255, '%X' % 255
   ('0xff', 'ff', 'FF')
   >>> format(255, '#x'), format(255, 'x'), format(255, 'X')
   ('0xff', 'ff', 'FF')
   >>> f'{255:#x}', f'{255:x}', f'{255:X}'
   ('0xff', 'ff', 'FF')

   Veja também "format()" para mais informações.

   Veja também "int()" para converter uma string hexadecimal para um
   inteiro usando a base 16.

   Nota:

     Para obter uma string hexadecimal de um ponto flutuante, use o
     método "float.hex()".

id(object)

   Devolve a "identidade" de um objeto. Ele é um inteiro, o qual é
   garantido que será único e constante para este objeto durante todo
   o seu ciclo de vida. Dois objetos com ciclos de vida não
   sobrepostos podem ter o mesmo valor para "id()".

   **CPython implementation detail:** This is the address of the
   object in memory.

   Levanta um evento de auditoria "builtins.id" com o argumento "id".

input([prompt])

   Se o argumento *prompt* estiver presente, escreve na saída padrão
   sem uma nova linha ao final. A função então lê uma linha da fonte
   de entrada, converte a mesma para uma string (removendo o caractere
   de nova linha ao final), e devolve isso. Quando o final do arquivo
   (EOF / end-of-file) é encontrado, um erro "EOFError" é levantado.
   Exemplo:

      >>> s = input('--> ')  
      --> Monty Python's Flying Circus
      >>> s  
      "Monty Python's Flying Circus"

   Se o módulo "readline" foi carregado, então "input()" usará ele
   para prover edição de linhas elaboradas e funcionalidades de
   histórico.

   Levanta um evento de auditoria "builtins.input" com argumento
   "prompt".

   Levanta um evento de auditoria "builtins.input/result" com
   argumento "result".

class int([x])
class int(x, base=10)

   Devolve um objeto inteiro construído a partir de um número ou
   string *x*, ou devolve "0" se nenhum argumento foi fornecido. Se
   *x* definir um método "__int__()", então "int(x)" retorna
   "x.__int__()". Se *x* definir um método "__index__()", então ele
   retorna "x.__index__()". Se *x* definir um método "__trunc__()",
   então ele retorna "x.__trunc__()". Para números de ponto flutuante,
   isto trunca o número na direção do zero.

   Se *x* não é um número ou se *base* é fornecida, então *x* deve ser
   uma string, instância de "bytes" ou "bytearray" representando um
   inteiro literal em base *base*. Opcionalmente, o literal pode ser
   precedido por "+" ou "-" (sem espaço entre eles) e cercado por
   espaços em branco. Um literal base-n consiste de dígitos de 0 até
   n-1, com "a" até "z" (ou "A" até "Z") com valores de 10 até 35. A
   *base* padrão é 10. Os valores permitidos são 0 e 2--36. Literais
   em base-2, -8, e -16 podem ser opcionalmente prefixado com
   "0b"/"0B", "0o"/"0O", ou "0x"/"0X", assim como literais inteiros.
   Base 0 significa que será interpretado exatamente como um literal,
   ou seja, as bases são, na verdade, 2, 8, 10, ou 16, e que
   "int('010', 0)" não é legal, enquanto "int('010')" é, assim como
   "int('010', 8)".

   O tipo inteiro está descrito em Tipos numéricos --- int, float,
   complex.

   Alterado na versão 3.4: Se *base* não é uma instância de "int" e o
   objeto *base* tem um método "base.__index__", então esse método é
   chamado para obter um inteiro para a base. Versões anteriores
   usavam "base.__int__" ao invés de "base.__index__".

   Alterado na versão 3.6: Agrupar dígitos com sublinhados como em
   literais de código é permitido.

   Alterado na versão 3.7: *x* é agora um parâmetro somente
   posicional.

   Alterado na versão 3.8: Utiliza "__index__()" caso "__int__()" não
   seja definido.

   Alterado na versão 3.8.14: Entradas de strings "int" e
   representações de strings podem ser limitadas para ajudar a evitar
   ataques de negação de serviço. Uma exceção "ValueError" é levantada
   quando o limite é excedido durante a conversão de uma string *x* em
   um "int" ou quando a conversão de um "int" em uma string excede o
   limite. Consulte a documentação sobre limitação de comprimento de
   conversão de string em inteiro.

isinstance(object, classinfo)

   Devolve "True" se o argumento *object* é uma instância do argumento
   *classinfo*, ou de uma subclasse dele (direta, indireta ou
   *virtual*). Se *object* não é um objeto do tipo dado, a função
   sempre devolve "False". Se *classinfo* é uma tupla de tipos de
   objetos (ou recursivamente, como outras tuplas), devolve "True" se
   *object* é uma instância de qualquer um dos tipos. Se *classinfo*
   não é um tipo ou tupla de tipos ou outras tuplas, é lançada uma
   exceção "TypeError".

issubclass(class, classinfo)

   Devolve "True" se *class* é uma subclasse (direta, indireta ou
   *virtual*) de *classinfo*. Uma classe é considerada uma subclasse
   dela mesma. *classinfo* pode ser uma tupla de objetos de classes, e
   neste caso cada entrada em *classinfo* será verificada. Em qualquer
   outro caso, uma exceção do tipo "TypeError" é levantada.

iter(object[, sentinel])

   Devolve um objeto *iterador*. O primeiro argumento é interpretado
   muito diferentemente dependendo da presença do segundo argumento.
   Sem um segundo argumento, *object* deve ser uma coleção de objetos
   com suporte ao protocolo de iteração (o método "__iter__()"), ou
   ele deve ter suporte ao protocolo de sequência (o método
   "__getitem__()" com argumentos inteiros começando em "0"). Se ele
   não tem suporte nenhum desses protocolos, um "TypeError" é
   levantado. Se o segundo argumento, *sentinel*, é fornecido, então
   *object* deve ser um objeto chamável. O iterador criado neste caso
   irá chamar *object* sem nenhum argumento para cada chamada para o
   seu método "__next__()"; se o valor devolvido é igual a *sentinel*,
   então "StopIteration" será levantado, caso contrário o valor será
   devolvido.

   Veja também Tipos iteradores.

   Uma aplicação útil da segunda forma de "iter()" é para construir um
   bloco de leitura. Por exemplo, ler blocos de comprimento fixo de um
   arquivo binário de banco de dados até que o final do arquivo seja
   atingido:

      from functools import partial
      with open('mydata.db', 'rb') as f:
          for block in iter(partial(f.read, 64), b''):
              process_block(block)

len(s)

   Devolve o comprimento (o número de itens) de um objeto. O argumento
   pode ser uma sequência (tal como uma string, bytes, tupla, lista,
   ou um intervalo) ou uma coleção (tal como um dicionário, conjunto,
   ou conjunto imutável).

class list([iterable])

   Ao invés de ser uma função, "list" é na verdade um tipo de
   sequência mutável, conforme documentado em Listas e Tipos
   sequências --- list, tuple, range.

locals()

   Atualiza e devolve um dicionário representando a tabela de símbolos
   locais atual. Variáveis livres são devolvidas por "locals()" quando
   ele é chamado em blocos de função, mas não em blocos de classes.
   Perceba que no nível dos módulos, "locals()" e "globals()" são o
   mesmo dicionário.

   Nota:

     O conteúdo deste dicionário não deve ser modificado; as
     alterações podem não afetar os valores das variáveis ​​locais e
     livres usadas pelo interpretador.

map(function, iterable, ...)

   Devolve um iterador que aplica *function* para cada item de
   *iterable*, gerando os resultados. Se argumentos *iterable*
   adicionais são passados, *function* deve ter a mesma quantidade de
   argumentos e ela é aplicada aos itens de todos os iteráveis em
   paralelo. Com múltiplos iteráveis, o iterador para quando o
   iterador mais curto é encontrado. Para casos onde os parâmetros de
   entrada da função já estão organizados em tuplas, veja
   "itertools.starmap()".

max(iterable, *[, key, default])
max(arg1, arg2, *args[, key])

   Devolve o maior item em um iterável ou o maior de dois ou mais
   argumentos.

   Se um argumento posicional é fornecido, ele deve ser um *iterável*.
   O maior item no iterável é retornado. Se dois ou mais argumentos
   posicionais são fornecidos, o maior dos argumentos posicionais é
   devolvido.

   Existem dois parâmetros somente-nomeados opcionais. O parâmetro
   *key* especifica uma função de ordenamento de um argumento, como
   aquelas usadas por "list.sort()". O parâmetro *default* especifica
   um objeto a ser devolvido se o iterável fornecido estiver vazio. Se
   o iterável estiver vazio, e *default* não foi fornecido, uma
   exceção "ValueError" é levantada.

   Se múltiplos itens são máximos, a função devolve o primeiro
   encontrado. Isto é consistente com outras ferramentas de
   ordenamento que preservam a estabilidade, tais como
   "sorted(iterable, key=keyfunc, reverse=True)[0]" e
   "heapq.nlargest(1, iterable, key=keyfunc)".

   Novo na versão 3.4: O parâmetro somente-nomeado *default*.

   Alterado na versão 3.8: O valor de *key* pode ser "None".

class memoryview(obj)

   Devolve um objeto de "visão da memória" criado a partir do
   argumento fornecido. Veja Memory Views para mais informações.

min(iterable, *[, key, default])
min(arg1, arg2, *args[, key])

   Devolve o menor item de um iterável ou o menor de dois ou mais
   argumentos.

   Se um argumento posicional é fornecido, ele deve ser um *iterável*.
   O menor item no iterável é devolvido. Se dois ou mais argumentos
   posicionais são fornecidos, o menor dos argumentos posicionais é
   devolvido.

   Existem dois parâmetros somente-nomeados opcionais. O parâmetro
   *key* especifica uma função de ordenamento de um argumento, como
   aquelas usadas por "list.sort()". O parâmetro *default* especifica
   um objeto a ser devolvido se o iterável fornecido estiver vazio. Se
   o iterável estiver vazio, e *default* não foi fornecido, uma
   exceção "ValueError" é levantada.

   Se múltiplos itens são mínimos, a função devolve o primeiro
   encontrado. Isto é consistente com outras ferramentas de
   ordenamento que preservam a estabilidade, tais como
   "sorted(iterable, key=keyfunc)[0]" e "heapq.nsmallest(1, iterable,
   key=keyfunc)".

   Novo na versão 3.4: O parâmetro somente-nomeado *default*.

   Alterado na versão 3.8: O valor de *key* pode ser "None".

next(iterator[, default])

   Recupera o próximo item do *iterator* chamando o seu método
   "__next__()". Se *default* foi fornecido, ele é devolvido caso o
   iterável tenha sido percorrido por completo, caso contrário
   "StopIteration" é levantada.

class object

   Devolve um novo objeto sem funcionalidades. "object" é a classe
   base para todas as classes. Ela tem os métodos que são comuns para
   todas as instâncias de classes Python. Esta função não aceita
   nenhum argumento.

   Nota:

     "object" *não* tem um atributo "__dict__", então você não
     consegue definir atributos arbitrários para uma instância da
     classe "object".

oct(x)

   Converte um número inteiro para uma string em base octal,
   pré-fixada com "0o". O resultado é uma expressão Python válida. Se
   *x* não for um objeto "int" Python, ele tem que definir um método
   "__index__()" que devolve um inteiro. Por exemplo:

   >>> oct(8)
   '0o10'
   >>> oct(-56)
   '-0o70'

   Se você quiser converter um número inteiro para uma string octal,
   com o prefixo "0o" ou não, você pode usar qualquer uma das formas a
   seguir.

   >>> '%#o' % 10, '%o' % 10
   ('0o12', '12')
   >>> format(10, '#o'), format(10, 'o')
   ('0o12', '12')
   >>> f'{10:#o}', f'{10:o}'
   ('0o12', '12')

   Veja também "format()" para mais informações.

open(file, mode='r', buffering=-1, encoding=None, errors=None, newline=None, closefd=True, opener=None)

   Abre *file* e retorna um *objeto arquivo* correspondente. Se o
   arquivo não puder ser aberto, uma "OSError" é levantada. Veja
   Leitura e escrita de arquivos para mais exemplos de como usar esta
   função.

   *file* é um *objeto caminho ou similar* fornecendo o caminho
   (absoluto ou relativo ao diretório de trabalho atual) do arquivo
   que será aberto, ou de um inteiro descritor de arquivo a ser
   manipulado (Se um descritor de arquivo é fornecido, ele é fechado
   quando o objeto de I/O retornado é fechado, a não ser que *closefd*
   esteja marcado como "False").

   *mode* é uma string opcional que especifica o modo no qual o
   arquivo é aberto. O valor padrão é "'r'", o qual significa abrir
   para leitura em modo texto. Outros valores comuns são "'w'" para
   escrever (truncando o arquivo se ele já existe), "'x'" para criação
   exclusiva e "'a'" para anexar (o qual em *alguns* sistemas Unix,
   significa que *todas* as escritas anexam ao final do arquivo
   independentemente da posição de busca atual). No modo texto, se
   *encoding* não for especificada, a codificação usada é independente
   de plataforma: "locale.getpreferredencoding(False)" é chamada para
   obter a codificação da localidade atual (Para ler e escrever bytes
   diretamente, use o modo binário e não especifique *encoding*). Os
   modos disponíveis são:

   +-----------+-----------------------------------------------------------------+
   | Caractere | Significado                                                     |
   |===========|=================================================================|
   | "'r'"     | abre para leitura (padrão)                                      |
   +-----------+-----------------------------------------------------------------+
   | "'w'"     | abre para escrita, truncando o arquivo primeiro (removendo tudo |
   |           | o que estiver contido no mesmo)                                 |
   +-----------+-----------------------------------------------------------------+
   | "'x'"     | abre para criação exclusiva, falhando caso o arquivo exista     |
   +-----------+-----------------------------------------------------------------+
   | "'a'"     | abre para escrita, anexando ao final do arquivo caso o mesmo    |
   |           | exista                                                          |
   +-----------+-----------------------------------------------------------------+
   | "'b'"     | modo binário                                                    |
   +-----------+-----------------------------------------------------------------+
   | "'t'"     | modo texto (padrão)                                             |
   +-----------+-----------------------------------------------------------------+
   | "'+'"     | aberto para atualização (leitura e escrita)                     |
   +-----------+-----------------------------------------------------------------+

   O modo padrão é "'r'" (abre para leitura de texto, sinônimo de
   "'rt'"). Modos "'w+'" e "'w+b'" abrem e truncam o arquivo. Modos
   "'r+'" e "'r+b'" abrem o arquivo sem truncar o mesmo.

   Conforme mencionado em Visão Geral, Python diferencia entre
   entrada/saída binária e de texto. Arquivos abertos em modo binário
   (incluindo "'b'" no parâmetro *mode*) retornam o conteúdo como
   objetos "bytes" sem usar nenhuma decodificação. No modo texto (o
   padrão, ou quando "'t'" é incluído no parâmetro *mode*), o conteúdo
   do arquivo é retornado como "str", sendo os bytes primeiramente
   decodificados usando uma codificação dependente da plataforma, ou
   usando a codificação definida em *encoding* se fornecida.

   Existe um modo de caractere adicional permitido, "'U'", o qual não
   tem mais nenhum efeito, e é considerado como descontinuado. Ele
   anteriormente habilitava *novas linhas universais* no modo texto, o
   que se tornou o comportamento padrão no Python 3.0. Consulte a
   documentação do parâmetro newline para maiores detalhes.

   Nota:

     Python não depende da noção básica do sistema operacional sobre
     arquivos de texto; todo processamento é feito pelo próprio
     Python, e é então independente de plataforma.

   *buffering* é um inteiro opcional usado para definir a política de
   buffering. Passe o valor 0 para desativar o buffering (permitido
   somente em modo binário), passe 1 para selecionar buffering de
   linha (permitido somente em modo texto), e um inteiro > 1 para
   indicar o tamanho em bytes de um buffer com tamanho fixo. Quando
   nenhum valor é fornecido no argumento *buffering*, a política de
   buffering padrão funciona conforme as seguintes regras:

   * Arquivos binários são armazenados em pedaços de tamanho fixo; o
     tamanho do buffer é escolhido usando uma heurística que tenta
     determinar o "tamanho de bloco" subjacente do dispositivo, e usa
     "io.DEFAULT_BUFFER_SIZE" caso não consiga. Em muitos sistemas, o
     buffer possuirá tipicamente 4096 ou 8192 bytes de comprimento.

   * Arquivos de texto "interativos" (arquivos para os quais
     "isatty()" retornam "True") usam buffering de linha. Outros
     arquivos de texto usam a política descrita acima para arquivos
     binários.

   *encoding* é o nome da codificação usada para codificar ou
   decodificar o arquivo. Isto deve ser usado apenas no modo texto. A
   codificação padrão depende da plataforma (seja qual valor
   "locale.getpreferredencoding()" retornar), mas qualquer
   *codificador de texto* suportado pelo Python pode ser usada. Veja o
   módulo "codecs" para a lista de codificações suportadas.

   *errors* é uma string opcional que especifica como erros de
   codificação e de decodificação devem ser tratados — isso não pode
   ser utilizado no modo binário. Uma variedade de tratadores de erro
   padrão estão disponíveis (listados em Error Handlers), apesar que
   qualquer nome para tratamento de erro registrado com
   "codecs.register_error()" também é válido. Os nomes padrões
   incluem:

   * "'strict'" para levantar uma exceção "ValueError" se existir um
     erro de codificação. O valor padrão "None" tem o mesmo efeito.

   * "'ignore'" ignora erros. Note que ignorar erros de código pode
     levar à perda de dados.

   * "'replace'" faz um marcador de substituição (tal como "'?'") ser
     inserido onde existem dados malformados.

   * "'surrogateescape'" representará quaisquer bytes incorretos,
     conforme códigos apontados na área privada de uso da tabela
     Unicode, indo desde U+DC80 até U+DCFF. Esses códigos privados
     serão então convertidos de volta para os mesmos bytes quando o
     tratamento de erro para "surrogateescape" é usado ao escrever
     dados. Isto é útil para processar arquivos com uma codificação
     desconhecida.

   * "'xmlcharrefreplace'" é suportado apenas ao gravar em um arquivo.
     Os caracteres não suportados pela codificação são substituídos
     pela referência de caracteres XML apropriada "&#nnn;".

   * "'backslashreplace'" substitui dados malformados pela sequência
     de escape utilizando contrabarra do Python.

   * "'namereplace'" (também é suportado somente quando estiver
     escrevendo) substitui caractere não suportados com sequências de
     escape "\N{...}".

   *newline* controla como o modo de *novas linhas universais*
   funciona (se aplica apenas ao modo texto). Ele pode ser "None",
   "''", "'\n'", "'\r'" e "'\r\n'". Ele funciona da seguinte forma:

   * Ao ler a entrada do fluxo, se *newline* for "None", o modo
     universal de novas linhas será ativado. As linhas na entrada
     podem terminar em "'\n'", "'\r'" ou "'\r\n'", e são traduzidas
     para "'\n'" antes de retornar ao chamador. Se for "''", o modo de
     novas linhas universais será ativado, mas as terminações de linha
     serão retornadas ao chamador sem tradução. Se houver algum dos
     outros valores legais, as linhas de entrada são finalizadas
     apenas pela string especificada e a finalização da linha é
     retornada ao chamador sem tradução.

   * Ao gravar a saída no fluxo, se *newline* for "None", quaisquer
     caracteres "'\n'" gravados serão traduzidos para o separador de
     linhas padrão do sistema, "os.linesep". Se *newline* for "''" ou
     "'\n'", nenhuma tradução ocorrerá. Se *newline* for um dos outros
     valores legais, qualquer caractere "'\n'" escrito será traduzido
     para a string especificada.

   Se *closefd* for "False" e um descritor de arquivo em vez de um
   nome de arquivo for fornecido, o descritor de arquivo subjacente
   será mantido aberto quando o arquivo for fechado. Se um nome de
   arquivo for fornecido *closefd* deve ser "True" (o padrão), caso
   contrário, um erro será levantado.

   Um abridor personalizado pode ser usado passando um chamável como
   *opener*. O descritor de arquivo subjacente para o objeto arquivo é
   obtido chamando *opener* com (*file*, *flags*). *opener* deve
   retornar um descritor de arquivo aberto (passando "os.open" como
   *opener* resulta em funcionalidade semelhante à passagem de
   "None").

   O arquivo recém-criado é non-inheritable.

   O exemplo a seguir usa o parâmetro dir_fd da função "os.open()"
   para abrir um arquivo relativo a um determinado diretório:

      >>> import os
      >>> dir_fd = os.open('somedir', os.O_RDONLY)
      >>> def opener(path, flags):
      ...     return os.open(path, flags, dir_fd=dir_fd)
      ...
      >>> with open('spamspam.txt', 'w', opener=opener) as f:
      ...     print('This will be written to somedir/spamspam.txt', file=f)
      ...
      >>> os.close(dir_fd)  # don't leak a file descriptor

   O tipo de *objeto arquivo* retornado pela função "open()" depende
   do modo. Quando "open()" é usado para abrir um arquivo no modo
   texto ("'w'", "'r'", "'wt'", "'rt'", etc.), retorna uma subclasse
   de "io.TextIOBase" (especificamente "io.TextIOWrapper"). Quando
   usada para abrir um arquivo em modo binário com buffer, a classe
   retornada é uma subclasse de "io.BufferedIOBase". A classe exata
   varia: no modo binário de leitura, ele retorna uma
   "io.BufferedReader"; nos modos binário de gravação e binário
   anexado, ele retorna um "io.BufferedWriter" e, no modo
   leitura/gravação, retorna um "io.BufferedRandom". Quando o buffer
   está desativado, o fluxo bruto, uma subclasse de "io.RawIOBase",
   "io.FileIO", é retornado.

   Veja também os módulos de para lidar com arquivos, tais como,
   "fileinput", "io" (onde "open()" é declarado), "os", "os.path",
   "tempfile", e "shutil".

   Levanta um evento de auditoria "open" com os argumentos "file",
   "mode", "flags".

   Os argumentos "mode" e "flags" podem ter sido modificados ou
   inferidos a partir da chamada original.

      Alterado na versão 3.3:

      * O parâmetro *opener* foi adicionado.

      * O modo "'x'" foi adicionado.

      * "IOError" costumava ser levantado, agora ele é um codinome
        para "OSError".

      * "FileExistsError" agora é levantado se o arquivo aberto no
        modo de criação exclusivo ("'x'") já existir.

      Alterado na versão 3.4:

      * O arquivo agora é não herdável.

   Deprecated since version 3.4, will be removed in version 3.9: O
   modo "'U'".

      Alterado na versão 3.5:

      * Se a chamada de sistema é interrompida e o tratador de sinal
        não levanta uma exceção, a função agora tenta novamente a
        chamada de sistema em vez de levantar uma exceção
        "InterruptedError" (consulte **PEP 475** para entender a
        justificativa).

      * O tratador de erros "'namereplace'" foi adicionado.

      Alterado na versão 3.6:

      * Suporte adicionado para aceitar objetos implementados
        "os.PathLike".

      * No Windows, a abertura de um buffer do console pode retornar
        uma subclasse de "io.RawIOBase" que não seja "io.FileIO".

ord(c)

   Dada uma string que representa um caractere Unicode, retorna um
   número inteiro representando o ponto de código Unicode desse
   caractere. Por exemplo, "ord('a')" retorna o número inteiro "97" e
   "ord('€')" (sinal do Euro) retorna "8364". Este é o inverso de
   "chr()".

pow(base, exp[, mod])

   Retorna *base* à potência de *exp*; se *mod* estiver presente,
   retorna *base* à potência *exp*, módulo *mod* (calculado com mais
   eficiência do que "pow(base, exp) % mod"). A forma de dois
   argumentos "pow(base, exp)" é equivalente a usar o operador de
   potência: "base**exp".

   Os argumentos devem ter tipos numéricos. Com tipos de operandos
   mistos, aplicam-se as regras de coerção para operadores aritméticos
   binários. Para operandos "int", o resultado tem o mesmo tipo que os
   operandos (após coerção), a menos que o segundo argumento seja
   negativo; nesse caso, todos os argumentos são convertidos em ponto
   flutuante e um resultado ponto flutuante é entregue. Por exemplo,
   "10**2" retorna "100", mas "10**-2" retorna "0.01".

   Para operandos "int" *base* e *exp*, se *mod* estiver presente,
   *mod* também deve ser do tipo inteiro e *mod* deve ser diferente de
   zero. Se *mod* estiver presente e *exp* for negativo, *base* deve
   ser relativamente primo para *mod*. Nesse caso, "pow(inv_base,
   -exp, mod)" é retornado, onde *inv_base* é um inverso ao *base*
   módulo *mod*.

   Aqui está um exemplo de computação de um inverso para "38" módulo
   "97":

      >>> pow(38, -1, mod=97)
      23
      >>> 23 * 38 % 97 == 1
      True

   Alterado na versão 3.8: Para operandos "int", a forma de três
   argumentos de "pow" agora permite que o segundo argumento seja
   negativo, permitindo o cálculo de inversos modulares.

   Alterado na versão 3.8: Permite argumentos de palavra reservada.
   Anteriormente, apenas argumentos posicionais eram suportados.

print(*objects, sep=' ', end='\n', file=sys.stdout, flush=False)

   Exibe *objects* no fluxo de texto *arquivo*, separado por *sep* e
   seguido por *end*. *sep*, *end*, *file* e *flush*, se houver, devem
   ser fornecidos como argumentos nomeados.

   Todos os argumentos que não são nomeados são convertidos em strings
   como "str()" faz e gravados no fluxo, separados por *sep* e
   seguidos por *end*. *sep* e *end* devem ser strings; eles também
   podem ser "None", o que significa usar os valores padrão. Se nenhum
   *object* for fornecido, "print()" escreverá apenas *end*.

   O argumento *file* deve ser um objeto com um método
   "write(string)"; se ele não estiver presente ou "None", então
   "sys.stdout" será usado. Como argumentos exibidos no console são
   convertidos para strings de texto, "print()" não pode ser usado com
   objetos de arquivo em modo binário. Para esses casos, use
   "file.write(...)" ao invés.

   Se a saída é armazenada em um buffer é usualmente determinado por
   *file*, mas se o argumento nomeado *flush* é verdadeiro, o fluxo de
   saída é forçosamente descarregado.

   Alterado na versão 3.3: Adicionado o argumento nomeado *flush*.

class property(fget=None, fset=None, fdel=None, doc=None)

   Retorna um atributo de propriedade.

   *fget* é uma função para obter o valor de um atributo. *fset* é uma
   função para definir um valor para um atributo. *fdel* é uma função
   para deletar um valor de um atributo. E *doc* cria um docstring
   para um atributo.

   Um uso comum é para definir um atributo gerenciável "x":

      class C:
          def __init__(self):
              self._x = None

          def getx(self):
              return self._x

          def setx(self, value):
              self._x = value

          def delx(self):
              del self._x

          x = property(getx, setx, delx, "I'm the 'x' property.")

   Se *c* é uma instância de *C*, "c.x" irá invocar o método getter,
   "c.x = value" irá invocar o método setter, e "del c.x" o método
   deleter.

   Se fornecido, *doc* será a docstring do atributo definido por
   property. Caso contrário, a property copiará a docstring de *fget*
   (se ela existir). Isso torna possível criar facilmente propriedades
   apenas para leitura usando "property()" como um *decorador*:

      class Parrot:
          def __init__(self):
              self._voltage = 100000

          @property
          def voltage(self):
              """Get the current voltage."""
              return self._voltage

   O decorador "@property" transforma o método "voltage()" em um
   "getter" para um atributo somente leitura com o mesmo nome, e
   define a docstring de *voltage* para "Get the current voltage."

   Um objeto property possui métodos "getter", "setter", e "deleter"
   usáveis como decoradores, que criam uma cópia da property com o
   assessor correspondente a função definida para a função com
   decorador. Isso é explicado melhor com um exemplo:

      class C:
          def __init__(self):
              self._x = None

          @property
          def x(self):
              """I'm the 'x' property."""
              return self._x

          @x.setter
          def x(self, value):
              self._x = value

          @x.deleter
          def x(self):
              del self._x

   Esse código é exatamente equivalente ao primeiro exemplo. Tenha
   certeza de nas funções adicionais usar o mesmo nome que a property
   original ("x" neste caso).

   O objeto property retornado também tem os atributos "fget", "fset",
   e "fdel" correspondendo aos argumentos do construtor.

   Alterado na versão 3.5: Agora é possível escrever nas docstrings de
   objetos property.

class range(stop)
class range(start, stop[, step])

   Em vez de ser uma função, "range" é realmente um tipo de sequência
   imutável, conforme documentado em Intervalos e Tipos sequências ---
   list, tuple, range.

repr(object)

   Retorna uma string contendo uma representação imprimível de um
   objeto. Para muitos tipos, essa função tenta retornar uma string
   que produziria um objeto com o mesmo valor quando passado para
   "eval()", caso contrário, a representação é uma string entre
   colchetes angulares que contém o nome do tipo do objeto juntamente
   com informações adicionais, geralmente incluindo o nome e o
   endereço do objeto. Uma classe pode controlar o que essa função
   retorna para suas instâncias, definindo um método "__repr__()".

reversed(seq)

   Retorna um *iterador* reverso. *seq* deve ser um objeto que possui
   o método "__reversed__()" ou suporta o protocolo de sequência (o
   método "__len__()" e o método "__getitem__()" com argumentos
   inteiros começando em "0").

round(number[, ndigits])

   Retorna *number* arredondado para *ndigits* precisão após o ponto
   decimal. Se *ndigits* for omitido ou for "None", ele retornará o
   número inteiro mais próximo de sua entrada.

   Para os tipos embutidos com suporte a "round()", os valores são
   arredondados para o múltiplo mais próximo de 10 para a potência de
   menos *ndigit*; se dois múltiplos são igualmente próximos, o
   arredondamento é feito para a opção par (por exemplo, "round(0.5)"
   e "round(-0.5)" são "0" e "round(1.5)" é "2"). Qualquer valor
   inteiro é válido para *ndigits* (positivo, zero ou negativo). O
   valor de retorno é um número inteiro se *ndigits* for omitido ou
   "None". Caso contrário, o valor de retorno tem o mesmo tipo que
   *number*.

   Para um objeto Python geral "number", "round" delega para
   "number.__round__".

   Nota:

     O comportamento de "round()" para pontos flutuantes pode ser
     surpreendente: por exemplo, "round(2.675, 2)" fornece "2.67" em
     vez do esperado "2.68". Isso não é um bug: é resultado do fato de
     que a maioria das frações decimais não pode ser representada
     exatamente como um ponto flutuante. Veja Aritmética de ponto
     flutuante: problemas e limitações para mais informações.

class set([iterable])

   Retorna um novo objeto "set", opcionalmente com elementos retirados
   de *iterable*. "set" é uma classe embutida. Veja "set" e Tipo
   conjuntos --- set, frozenset para documentação sobre esta classe.

   Para outros contêineres, consulte as classes embutidas "frozenset",
   "list", "tuple" e "dict", bem como o módulo "collections".

setattr(object, name, value)

   Esta é a contrapartida de "getattr()". Os argumentos são um objeto,
   uma string e um valor arbitrário. A string pode nomear um atributo
   existente ou um novo atributo. A função atribui o valor ao
   atributo, desde que o objeto permita. Por exemplo, "setattr(x,
   'foobar', 123)" é equivalente a "x.foobar = 123".

class slice(stop)
class slice(start, stop[, step])

   Retorna um objeto *slice* representando o conjunto de índices
   especificado por "range(start, stop, step)". Os argumentos *start*
   e *step* são padronizados como "None". Os objetos fatia têm
   atributos de dados somente leitura "start", "stop" e "step", que
   meramente retornam os valores do argumento (ou o padrão). Eles não
   têm outra funcionalidade explícita; no entanto, eles são usados
   pelo Python numérico e outras extensões de terceiros. Os objetos
   slice também são gerados quando a sintaxe de indexação estendida é
   usada. Por exemplo: "a[start:stop:step]" ou "a[start:stop, i]".
   Veja "itertools.islice()" para uma versão alternativa que retorna
   um iterador.

sorted(iterable, *, key=None, reverse=False)

   Retorna uma nova lista classificada dos itens em *iterable*.

   Possui dois argumentos opcionais que devem ser especificados como
   argumentos nomeados.

   *key* especifica a função de um argumento usado para extrair uma
   chave de comparação de cada elemento em *iterable* (por exemplo,
   "key=str.lower"). O valor padrão é "None" (compara os elementos
   diretamente).

   *reverse* é um valor booleano. Se definido igual a "True", então os
   elementos da lista são classificados como se cada comparação
   estivesse invertida.

   Usa "functools.cmp_to_key()" para converter a função das antigas
   *cmp* para uma função *key*.

   A função embutida "sorted()" é garantida como estável. Uma
   ordenação é estável se garantir não alterar a ordem relativa dos
   elementos que se comparam da mesma forma --- isso é útil para
   ordenar em várias passagens (por exemplo, ordenar por departamento
   e depois por nível de salário).

   Para exemplos de classificação e um breve tutorial de
   classificação, veja HowTo - Ordenação.

@staticmethod

   Transforma um método em método estático.

   Um método estático não recebe um primeiro argumento implícito. Para
   declarar um método estático, use este idioma:

      class C:
          @staticmethod
          def f(arg1, arg2, ...): ...

   A forma "@staticmethod" é uma função de *decorador* -- veja
   Definições de função para detalhes.

   Um método estático pode ser chamado na classe (tal como "C.f()") ou
   em uma instância (tal como "C().f()").

   Métodos estáticos em Python são similares àqueles encontrados em
   Java ou C++. Veja também "classmethod()" para uma variante útil na
   criação de construtores de classe alternativos.

   Como todos os decoradores, também é possível chamar "staticmethod"
   como uma função regular e fazer algo com seu resultado. Isso é
   necessário em alguns casos em que você precisa de uma referência
   para uma função de um corpo de classe e deseja evitar a
   transformação automática em método de instância. Para esses casos,
   use este idioma:

      class C:
          builtin_open = staticmethod(open)

   Para mais informações sobre métodos estáticos, consulte A
   hierarquia de tipos padrão.

class str(object='')
class str(object=b'', encoding='utf-8', errors='strict')

   Retorna uma versão "str" de *object*. Consulte "str()" para
   detalhes.

   "str" é uma *classe* de string embutida. Para informações gerais
   sobre strings, consulte Tipo sequência de texto --- str.

sum(iterable, /, start=0)

   Soma *start* e os itens de um *iterable* da esquerda para a direita
   e retornam o total. Os itens do *iterable* são normalmente números
   e o valor inicial não pode ser uma string.

   Para alguns casos de uso, existem boas alternativas para "sum()". A
   maneira rápida e preferida de concatenar uma sequência de strings é
   chamando "''.join(sequence)". Para adicionar valores de ponto
   flutuante com precisão estendida, consulte "math.fsum()". Para
   concatenar uma série de iteráveis, considere usar
   "itertools.chain()".

   Alterado na versão 3.8: O parâmetro *start* pode ser especificado
   como um argumento nomeado.

super([type[, object-or-type]])

   Retorna um objeto proxy que delega chamadas de método a uma classe
   pai ou irmão do *type*. Isso é útil para acessar métodos herdados
   que foram substituídos em uma classe.

   O *object-or-type* determina a *ordem de resolução de métodos* a
   ser pesquisada. A pesquisa inicia a partir da classe logo após o
   *type*.

   Por exemplo, se "__mro__" de *object-or-type* é "D -> B -> C -> A
   -> object" e o valor de *type* é "B", então "super()" procura por
   "C -> A -> object".

   O atributo "__mro__" do *object-or-type* lista a ordem de pesquisa
   de resolução de método usada por "getattr()" e "super()". O
   atributo é dinâmico e pode mudar sempre que a hierarquia da herança
   é atualizada.

   Se o segundo argumento for omitido, o objeto super retornado é
   desacoplado. Se o segundo argumento é um objeto, "isinstance(obj,
   type)" deve ser verdadeiro. Se o segundo argumento é um tipo,
   "issubclass(type2, type)" deve ser verdadeiro (isto é útil para
   classmethods).

   Existem dois casos de uso típicos para *super*. Em uma hierarquia
   de classes com herança única, *super* pode ser usado para se
   referir a classes base sem nomeá-las explicitamente, tornando o
   código mais sustentável. Esse uso é paralelo ao uso de *super* em
   outras linguagens de programação.

   O segundo caso de uso é oferecer suporte à herança múltipla
   cooperativa em um ambiente de execução dinâmica. Esse caso de uso é
   exclusivo do Python e não é encontrado em idiomas ou linguagens
   compiladas estaticamente que suportam apenas herança única. Isso
   torna possível implementar "diagramas em losango", onde várias
   classes base implementam o mesmo método. Um bom design exige que
   tais implementações tenham a mesma assinatura de chamada em todos
   os casos (porque a ordem das chamadas é determinada em tempo de
   execução, porque essa ordem se adapta às alterações na hierarquia
   de classes e porque essa ordem pode incluir classes de irmãos
   desconhecidas antes do tempo de execução).

   Nos dois casos de uso, uma chamada típica de superclasse se parece
   com isso:

      class C(B):
          def method(self, arg):
              super().method(arg)    # This does the same thing as:
                                     # super(C, self).method(arg)

   Além das pesquisas de método, "super()" também funciona para
   pesquisas de atributo. Um possível caso de uso para isso é chamar
   *descritores* em uma classe pai ou irmã.

   Observe que "super()" é implementada como parte do processo de
   vinculação para procura explícita de atributos com ponto, tal como
   "super().__getitem__(nome)". Ela faz isso implementando seu próprio
   método "__getattribute__()" para pesquisar classes em uma ordem
   predizível que possui suporte a herança múltipla cooperativa. Logo,
   "super()" não é definida para procuras implícitas usando instruções
   ou operadores como "super()[name]".

   Observe também que, além da forma de argumento zero, "super()" não
   se limita ao uso de métodos internos. O formulário de dois
   argumentos especifica exatamente os argumentos e faz as referências
   apropriadas. O formulário de argumento zero funciona apenas dentro
   de uma definição de classe, pois o compilador preenche os detalhes
   necessários para recuperar corretamente a classe que está sendo
   definida, além de acessar a instância atual para métodos comuns.

   Para sugestões práticas sobre como projetar classes cooperativas
   usando "super()", consulte o guia para uso de super().

class tuple([iterable])

   Ao invés de ser uma função, "tuple" é na verdade um tipo de
   sequência imutável, conforme documentado em Tuplas e Tipos
   sequências --- list, tuple, range.

class type(object)
class type(name, bases, dict, **kwds)

   Com um argumento, retorna o tipo de um *object*. O valor de retorno
   é um tipo de objeto e geralmente o mesmo objeto retornado por
   "object.__class__".

   A função embutida "isinstance()" é recomendada para testar o tipo
   de um objeto, porque ela leva sub-classes em consideração.

   Com três argumentos, retorna um novo objeto type. Esta é
   essencialmente a forma dinâmica da instrução "class". A string
   *name* é o nome da classe e se torna o atributo "__name__". A tupla
   *bases* contém as classes bases e se torna o atributo "__bases__";
   se vazio, "object", a base final de todas as classes é adicionada.
   O dicionário *dict* contém definições de atributo e método para o
   corpo da classe; ele pode ser copiado ou envolto antes de se tornar
   o atributo "__dict__". As duas instruções a seguir criam objetos
   "type" idênticos:

   >>> class X:
   ...     a = 1
   ...
   >>> X = type('X', (), dict(a=1))

   Veja também Objetos tipo.

   Argumentos nomeados fornecidos para a forma de três argumentos são
   passados para a máquina metaclasse apropriada (geralmente
   "__init_subclass__()") da mesma forma que palavras-chave em uma
   definição de classe (além de *metaclasse*) fariam.

   Veja também Personalizando a criação de classe.

   Alterado na versão 3.6: Subclasses de "type" que não substituem
   "type.__new__" não podem mais usar a forma com apenas um argumento
   para obter o tipo de um objeto.

vars([object])

   Retorna o atributo "__dict__" para um módulo, classe, instância, or
   qualquer outro objeto com um atributo "__dict__".

   Objetos como modelos e instâncias têm um atributo atualizável
   "__dict__"; porém, outros projetos podem ter restrições de escrita
   em seus atributos "__dict__" (por exemplo, classes usam um
   "types.MappingProxyType" para prevenir atualizações diretas a
   dicionário).

   Sem um argumento, "vars()" funciona como "locals()". Perceba que, o
   dicionário locals é apenas útil para leitura, pelo fato de
   alterações no dicionário locals serem ignoradas.

   Uma exceção "TypeError" é levantada se um objeto é especificado,
   mas ela não tem um atributo "__dict__" (por exemplo, se sua classe
   define o atributo "__slots__").

zip(*iterables)

   Produz um iterador que agrega elementos de cada um dos iteráveis.

   Retorna um iterador de tuplas, onde a *i*ª tupla contém o *i*º
   elemento de cada uma das sequências de argumentos ou iteráveis. O
   iterador é parado quando a menor entrada iterável é esgotada. Com
   um único argumento iterável, ele retorna um iterador de 1 tupla.
   Sem argumentos, ele retorna um iterador vazio. Equivalente a:

      def zip(*iterables):
          # zip('ABCD', 'xy') --> Ax By
          sentinel = object()
          iterators = [iter(it) for it in iterables]
          while iterators:
              result = []
              for it in iterators:
                  elem = next(it, sentinel)
                  if elem is sentinel:
                      return
                  result.append(elem)
              yield tuple(result)

   A ordem de avaliação da esquerda para a direita dos iteráveis é
   garantida. Isso possibilita um idioma para agrupar uma série de
   dados em grupos de comprimento n usando "zip(*[iter(s)]*n)". Isso
   repete o *mesmo* iterador "n" vezes, para que cada tupla de saída
   tenha o resultado de "n" chamadas ao iterador. Isso tem o efeito de
   dividir a entrada em pedaços de comprimento n.

   "zip()" deve ser usado apenas com entradas de comprimento diferente
   quando você não se importa com valores inigualáveis à direita de
   iteráveis mais longos. Se esses valores forem importantes, use
   "itertools.zip_longest()".

   "zip()" em conjunto com o operador "*" pode ser usado para
   descompactar uma lista:

      >>> x = [1, 2, 3]
      >>> y = [4, 5, 6]
      >>> zipped = zip(x, y)
      >>> list(zipped)
      [(1, 4), (2, 5), (3, 6)]
      >>> x2, y2 = zip(*zip(x, y))
      >>> x == list(x2) and y == list(y2)
      True

__import__(name, globals=None, locals=None, fromlist=(), level=0)

   Nota:

     Esta é uma função avançada que não é necessária na programação
     diária do Python, ao contrário de "importlib.import_module()".

   Esta função é chamada pela instrução "import". Ela pode ser
   substituída (importando o módulo "builtins" e atribuindo a
   "builtins.__import__") para alterar a semântica da instrução
   "import", mas isso é **fortemente** desencorajado, pois geralmente
   é mais simples usar ganchos de importação (consulte **PEP 302**)
   para atingir os mesmos objetivos e não causa problemas com o código
   que pressupõe que a implementação de importação padrão esteja em
   uso. O uso direto de "__import__()" também é desencorajado em favor
   de "importlib.import_module()".

   A função importa o módulo *name*, potencialmente usando os dados
   *globals* e *locals* para determinar como interpretar o nome em um
   contexto de pacote. O *fromlist* fornece os nomes de objetos ou
   submódulos que devem ser importados do módulo, fornecidos por
   *name*. A implementação padrão não usa seu argumento *locals* e usa
   seus *globals* apenas para determinar o contexto do pacote da
   instrução "import".

   *level* especifica se é necessário usar importações absolutas ou
   relativas. "0" (o padrão) significa apenas realizar importações
   absolutas. Valores positivos para *level* indicam o número de
   diretórios pai a serem pesquisados em relação ao diretório do
   módulo que chama "__import__()" (consulte **PEP 328** para obter
   detalhes).

   Quando a variável *name* está no formato "pacote.módulo",
   normalmente, o pacote de nível superior (o nome até o primeiro
   ponto) é retornado, *não* o módulo nomeado por *name*. No entanto,
   quando um argumento *fromlist* não vazio é fornecido, o módulo
   nomeado por *name* é retornado.

   Por exemplo, a instrução "import spam" resulta em bytecode
   semelhante ao seguinte código:

      spam = __import__('spam', globals(), locals(), [], 0)

   A instrução "import spam.presunto" resulta nesta chamada:

      spam = __import__('spam.ham', globals(), locals(), [], 0)

   Observe como "__import__()" retorna o módulo de nível superior
   aqui, porque este é o objeto vinculado a um nome pela instrução
   "import".

   Por outro lado, a instrução "from spam.presunto import ovos,
   salsicha as sals" resulta em

      _temp = __import__('spam.ham', globals(), locals(), ['eggs', 'sausage'], 0)
      eggs = _temp.eggs
      saus = _temp.sausage

   Aqui, o módulo "spam.ham" é retornado de "__import__()". A partir
   desse objeto, os nomes a serem importados são recuperados e
   atribuídos aos seus respectivos nomes.

   Se você simplesmente deseja importar um módulo (potencialmente
   dentro de um pacote) pelo nome, use "importlib.import_module()".

   Alterado na versão 3.3: Valores negativos para *level* não são mais
   suportados (o que também altera o valor padrão para 0).

-[ Notas de rodapé ]-

[1] Observe que o analisador sintático aceita apenas a convenção de
    fim de linha no estilo Unix. Se você estiver lendo o código de um
    arquivo, use o modo de conversão de nova linha para converter
    novas linhas no estilo Windows ou Mac.
